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Posts com a Tag Joaquim Cruz

terça-feira, 12 de maio de 2015 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Vídeos | 13:38

Salvem o GP Brasil de atletismo

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O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

Os mais novos podem não saber, mas há quase 30 anos o Brasil entrou na rota dos eventos internacionais de atletismo. Foi em 1985, tendo como grande estrela o então campeão olímpico dos 800 m rasos Joaquim Cruz que realizou-se a na pista do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, a primeira edição do Grande Prêmio Brasil de atletismo. Ao longo destes anos, o nome mudou de acordo com os patrocinadores, mas não foram poucos os astros da modalidade que desfilaram por aqui.

Sintam só o nível: além de grandes atletas brasileiros como Cruz, Zequinha Barbosa e Robson Caetano, os torcedores puderam apreciar de perto feras como Carl Lewis, Michael Johnson, Serguei Bubka, Said Aouita, Steve Ovett, Evelyn Ashford, Merlene Ottey, Calvin Smith, Dennis Mitchell e até Ben Johnson. Todos campeões olímpicos, muitos recordistas mundiais. Algo que hoje em dia é inimaginável pensar em se repetir, tal valor dos cachês de estrelas como Usain Bolt e Elena Isinbayeva.

Depois do Ibirapuera, o Grande Prêmio Brasil mudou de casa, foi disputado em algumas edições no Rio de Janeiro e por fim instalou-se em Belém desde 2002, no Estádio Mangueirão, sempre com arquibancadas lotadas. Houve um intervalo entre 2010 e 2012, quando retornou para o Rio, desta vez na pista do Engenhão.

Pois esta história de quase 30 anos corre sério risco de acabar…

Nesta segunda-feira, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) soltou um comunicado confirmando que a SEEL (Secretaria de Esportes e Lazer) do Pará enviou carta à entidade, abrindo mão de organizar a edição 2015 do evento, por falta de verba. A competição está prevista para acontecer no próximo dia 21 de junho e para não perder a data e amargar um vexame justamente na data comemorativa de 30 anos, o presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, o Toninho, corre atrás de algum patrocinador para bancar a competição. Entre passagens, hospedagem, premiação e outros custos de organização, o GP Brasil não sai por menos de R$ 2 milhões, verba que a Confederação não tem disponível.

Para quem gosta de atletismo, seria lamentável se um evento tão tradicional e que integra o circuito da Iaaf Challenge, o segundo em importância no mundo, atrás apenas da Liga de Diamante, fosse cancelado e, pior, tirasse o Brasil da rota do atletismo mundial, a pouco mais de um ano da realização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Mate um pouco a saudade dos bons tempos do GP Brasil de atletismo nos vídeos abaixo, com as históricas transmissões da TV Bandeirantes e o seu “Show do Esporte”, narração de Jota Júnior e comentários de Álvaro José:

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Joaquim, um herói brasileiro

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Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Fosse o Brasil um país que tivesse de fato uma cultura olímpica enraizada na população e soubesse preservar de forma decente a memória do esporte, este 6 de agosto seria saudado com amplas reportagens nas páginas de jornais, TVs e sites especializados. E ainda seria pouco.

A correria dos tempos atuais, que reserva uma relevância cada vez menor à informação que realmente importa e onde ídolos de barro são criados a cada hora, provavelmente não permitirá que sejam prestadas as justas homenagens ao atleta que marcou para sempre na história do esporte brasileiro a data de 6 de agosto. Porque o feito de Joaquim Cruz, o único atleta deste país campeão olímpico em provas de pistas do atletismo, merece ser lembrado eternamente.

Felizmente, nem todos deixaram passaram a data de 30 anos da conquista da medalha de ouro nos 800 m, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em branco. O programa Esporte Espetacular, da TV Globo, exibiu no último domingo, uma linda homenagem, em reportagem de autoria de Cesar Augusto. Foi emocionante ver o choro do próprio Joaquim ao entrar no Memorial Coliseum pela primeira vez desde aquela tarde inesquecível de 1984. Material de primeira qualidade e que ainda por cima trouxe de volta a narração do igualmente genial Osmar Santos.

Vale especialmente para as gerações mais novas, que não sabem ou fazem ideia do feito de Joaquim Cruz, então um garoto de 21 anos, nascido em Taguatinga (DF) e que desbancou um monstro das pistas chamado Sebastian Coe. De uma forma inteligente, controlando a prova o tempo todo, ficando sempre em segundo lugar, na cola do queniano Edwin Koech, durante 600 metros, para então fazer uma disparada incrível nos últimos 200m, em uma arrancada que vista ainda hoje é impressionante, deixando Coe, que levou a prata, no chinelo . O tempo de 1min43s00 tornou-se recorde olímpico.

Joaquim Cruz ainda conquistaria uma outra medalha olímpica – prata nos 800 m em Seul 1988 -, mas seu lugar na história do esporte brasileiro já estaria assegurado com a fenomenal vitória em Los Angeles. Hoje, se passar por qualquer rua em nossas grandes cidades, poucos serão os que o reconhecerão ou lhe darão o devido mérito. Para esses, eu deixo abaixo as imagens de um verdadeiro herói olímpico brasileiro.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:49

Nós é que agradecemos, Joaquim!

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Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles

Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles

Imagine o que significa para quem passou praticamente sua carreira toda acompanhando, lendo, escrevendo etc, por todos os cantos, o que rola no mundo do esporte olímpico, abrir a caixa de comentários do blog e se deparar com a seguinte mensagem:

“Marcelo,

Como tem passado? Este e-mail é só para lhe agradecer pela lembrança.

Grande abraço,

Joaquim Cruz”

Um dos maiores atletas da história do esporte brasileiro, único campeão olímpico em provas de pistas no atletismo, em Los Angeles 1984, Joaquim Cruz estava respondendo, de forma muito educada, um post que eu havia escrito no já distante 12 de março deste ano, quando ele completou 50 anos. Na ocasião, o companheiro Luís Araújo, aqui do iG, teve a sacada de ficar atento à data e fizemos também uma reportagem, relembrando os grandes momentos da carreira deste herói olímpico brasileiro. Nada demais, vamos admitir, apenas uma forma que encontramos de não deixar passar a efeméride em branco.

É claro que Joaquim Cruz não precisava responder coisa alguma. É claro que quando alguém resolve seguir a carreira de jornalista, não tem que ficar esperando o reconhecimento alheio algum. Muito pelo contrário, é mais fácil você levar pauladas e críticas dos entrevistados do que elogios. E isso está absolutamente dentro do normal.

Daí o espanto, mesmo para alguém com tantos anos de estrada, receber uma mensagem como essa.

Como também espanta a reação de um internauta, logo depois de eu ter comentado o fato no Twitter, perguntando quem era Joaquim Cruz. Se de cara fiquei incrédulo com a pergunta, depois de um tempo consegui refletir um pouco melhor e ver que se trata de uma situação absolutamente normal. Em um país como o Brasil, onde a monocultura esportiva do futebol impera há mais de um século, não se pode estranhar que alguém não faça ideia da importância de Joaquim Cruz na história do esporte nacional.

Por tudo isso, nós é que te agradecemos, Joaquim Cruz!

 

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terça-feira, 20 de agosto de 2013 Com a palavra, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 23:54

O arrependimento de Vanda e a fragilidade do atleta brasileiro

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“O que eu quis dizer quando falei comer mal e dormir mal é que quando você sai do conforto da sua casa, você está comendo mal e dormindo mal. Não me lembro de ter dito que a CBAt não nos deu comida ou pouso”

Vanda amenizou o tom das críticas no Brasil

A frase da velocista Vanda Gomes, menos de 48 horas depois de soltar o verbo, ao tentar justificar a eliminação da equipe brasileira na final do revezamento 4 x 100 feminino, durante o Mundial de atletismo de Moscou, não deve surpreender ninguém. Depois de acusar com todas as letras, aos microfones do canal Sportv, que a preparação foi deficitária, que as atletas tiveram problemas com alimentação, hospedagem etc, Vanda decidiu recuar.

Na verdade, naquele momento ela nada mais estava do que tentando encontrar uma explicação para aquela cena inacreditável: a queda do bastão na última passagem, em uma prova que tinha tudo para terminar com as brasileiras no pódio na Rússia.

Não é de hoje que atletas brasileiros acabam falando mais do que devem e depois, diante da pressão externa, acabam voltando atrás. O atletismo é mestre em ter situações como essa. Lembro-me bem de Joaquim Cruz, ao dar uma entrevista na qual deixava claro que suspeitava da condição da americana Florence Griffth-Joyner, já falecida, nas Olimpíadas de Seul 1988. Cruz acreditava que as incríveis marcas dela nos 100 e 200 m eram frutos de doping. A repercussão de suas palavras – o brasileiro foi campeão olímpico nos 800m em Los Angeles 1984 e prata na Coreia do Sul na mesma prova – foi tamanha que Cruz precisou se retratar, dizendo que fora mal interpretado.

Veja também: As lições do Mundial de Moscou ao atletismo do Brasil

É natural que Vanda Gomes esteja frustrada, irritada e até envergonhada com  o erro que pode ter custado uma medalha para o Brasil. Mas não se pode cravar que o erro foi apenas dela. Era uma prova em equipe, afinal. E nem ninguém pode eximir a comissão técnica da  CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de algum tipo de culpa também.

E mais: O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

Acho que todos têm sua parcela de responsabilidade neste caso e na  fraca participação brasileira em Moscou, de modo geral. E a maior prova do equívoco da atleta foi que o discurso das outras integrantes da equipe não seguiu na mesma linha. Para piorar, a CBAt pretende puni-la de forma severa pelas declarações.

O que fica evidente é que falta preparo psicológico a muitos atletas em competições de alto nível. Mais do que simples “frescura”, um trabalho sério de psicologia esportiva mostra-se cada vez mais necessário, para qualquer equipe. No caso do esporte brasileiro, carente em tentas coisas, isso pode fazer a diferença entre um bastão no chão e uma medlaha no peito.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Almanaque, Mundiais, Seleção brasileira | 13:53

As medalhas do Brasil nos mundiais de atletismo

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Fabiana Murer comemora a medalha de ouro no salto com vara, no Mundial de Daegu, em 2011

Neste sábado, começa a 14ª edição do Campeonato Mundial de atletismo, na cidade de Moscou, reunindo quase dois mil atletas, representando mais de 200 países. Será a chance para o Brasil , que ainda curte uma incômoda ressaca pela péssima campanha nas Olimpíadas de Londres 2012, tentar aumentar sua coleção de medalhas na história da competição. Desde que foi disputado pela primeira vez, em 1983, o Brasil já conquistou um total de 11 medalhas.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras:

MEDALHA DE OURO

Fabiana Murer – salto com vara – Daegu (Coreia do Sul)/2011

MEDALHA DE PRATA

Zequinha Barbosa – 800 m – Tóquio (Japão)/1991
Claudinei Quirino – 200 m – Sevilha (Espanha)/1999
Sanderlei Parrela – 400 m – Sevilha (Espanha)/1999
Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Cláudio Roberto – revezamento 4 x 100 m – Paris (França)/2003
Jadel Gregório – salto triplo – Osaka (Japão)/2007

MEDALHA DE BRONZE

Joaquim Cruz – 800 m – Helsinque (Finlândia)/ 1983
Zequinha Barbosa – 800 m – Roma (Itália)/1987
Luiz Antonio dos Santos – maratona – Gotemburgo (Suécia)/1995
Claudinei Quirino – 200 m – Atenas (Grécia)/1997
Raphael de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos – revenzamento 4 x 100m – Sevilha (Espanha)/1999

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:10

O que salvou o Célio de Barros: a "reflexão" de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais?

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Em coletiva, Sérgio Cabral anunciou que o Célio de Barros também será mantido. Aleluia

Há três dias, o blogueiro sabichão aqui disse, com todas as letras, que ao menos que ocorrer uma reviravolta de última hora, o apelo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para que o Célio de Barros não fosse demolido seria em vão. Como jamais dá para confiar em um político (nesse caso, felizmente), não é que nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) resolveu me contrariar e decidiu que o mais tradicional estádio do atletismo brasileiro será preservado.

Foi a notícia mais importante do dia para o esporte olímpico brasileiro. Não havia nenhuma explicação que pudesse justificar a demolição tanto do Célio de Barros quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, que foi poupado pelo mesmo Cabral no início da semana. Foi feita a justiça e ponto final.

>>> Veja também: Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Mas algo precisa ser analisado com calma em cima de todo este episódio, a despeito da alegria em ver a memória do esporte brasileiro mantida. Ao evitar que os dois estádios fossem colocados abaixo e dessem espaço a estacionamentos e lojas que seriam erguidas pelo consórcio que administra o complexo do Maracanã, fico imaginando os motivos que levaram Cabral a tomar esta sensata decisão.

>>> Leia ainda: O que restou do Célio de Barros

Teria o nobre governador ficado comovido com as declarações de amor ao Célio de Barros contidas na carta enviada pelo campeão olímpico Joaquim Cruz? Ou então ele levou em consideração as avaliações das últimas pesquisas de intenção de voto e os diversos protestos realizados debaixo de sua janela, contra todo o processo de privatização do Maracanã?

A estranha velocidade com a qual decidiu revisar os processos de demolição dos dois equipamentos esportivos deixam evidente a aposta na segunda opção. Agora, ele que se vire com o consórcio do Maracanã sobre a questão de estacionamentos, lojas etc. O mais importante está feito: o Célio de Barros será mantido.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:41

Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

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Getty Images

O brasileiro Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. De longe, ele tenta ajudar a salvar o Célio de Barros

Uma emocionada carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, ouro nos 800 m nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, pode ser a chance derradeira de sobrevivência do Estádio Célio de Barros, condenado à demolição para que seja erguido em seu terreno estacionamentos e lojas que farão parte do complexo do Maracanã.

A decisão do destino do Célio de Barros será tomada de forma definitiva nesta sexta-feira pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), querecebeu das mãos do presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta, uma carta de Cruz pedindo que a decisão de demolir o estádio seja revista. Atualmente, Joaquim Cruz mora nos EUA, onde trabalha como técnico da equipe paraolímpica de atletismo americana.

Após Cabral afirmar esta semana que o Parque Aquático Júlio Delamare não será mais demolido, a comunidade do atletismo voltou a ter esperança que o mesmo possa acontecer com o Célio de Barros, embora o próprio governo do Rio tenha oferecido como alternativa a construção de um novo estádio em um terreno próximo.

Será que as palavras de um campeão olímpico como Joaquim Cruz terão mesmo influência sobre Sérgio Cabral? Vamos aguardar…

Confira a íntegra da carta de Joaquim Cruz

Senhor Governador Sergio Cabral,

É com muita tristeza que acompanho de longe as noticias sobre a decisão da cidade do Rio de Janeiro demolir o Estádio de atletismo Célio de Barros. Eu tinha 15 anos quando competi no Rio de Janeiro pela primeira vez. Apesar de ter nascido em Brasilia, cresci acreditando que o Rio de Janeiro era a cidade maravilhosa, o nosso simbolo de orgulho nacional. Durante os 19 anos de carreira a pista de atletismo foi o meu palco de competições. Corri vários recordes brasileiros inclusive o recorde mundial na categoria Juvenil nos 800 metros durante o Troféu Brasil de Atletismo em 1981.

Em 1997 decidi aposentar do atletismo no Rio de Janeiro porque achei que a minha contribuição no esporte nacional e internacional fosse ser preservada e eternizada no Estádio.

Senhor Governador, um pais sem histórias não tem memórias. Não permita que apaguem a minha e a história de muitos outros atletas que competiram na pista de atletismo do Estádio Célio de Barros.

Joaquim Cruz

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segunda-feira, 18 de março de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:15

O que restou do Estádio Célio de Barros

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O Estádio Célio de Barros, que virou um verdadeiro canteiro de obras, ao lado do Maracanã

Observe bem a imagem acima. A foto, registrada em oportuna reportagem do portal ahe!, novo parceiro para a cobertura de esportes olímpicos do iG, exibe o que restou do tradicional Estádio Célio de Barros, palco que durante muitos anos recebeu algumas das mais tradicionais competições do atletismo brasileiro. Aquela pista que já viu Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, João Carlos de Oliveira (o João do Pulo) e Joaquim Cruz, só para ficar em alguns dos monstros sagrados do atletismo brasileiro, competiram lá.

O Célio de Barros já teve sua morte decretada pela própria prefeitura do Rio, justamente no período que antecede a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Em seu lugar, será erguido um estacionamento para atender ao público que comparecerá ao Maracanã durante a Copa do Mundo de 2014. Hoje, ao invés de receber atletas, tornou-se um grande canteiro de obras.

A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) vem tentando de todas as formas impedir a demolição do Célio de Barros. O novo presidente da CBAt, Toninho Fernandes, assumiu na última sexta-feira e encaminhou um documento ao governador Sérgio Cabral, assinado por atletas, alguns deles medalhistas olímpicos, treinadores e dirigentes, solicitando a revisão dos planos.

Veja trecho da carta da CBAt enviada ao governo do Rio:

“…Como é sabido, o Governo do Rio de Janeiro anunciou a demolição do histórico estádio, para construir em seu lugar, um estacionamento ou algo similar. Ao mesmo tempo, em resposta a um apelo do presidente da IAAF, o governador respondeu que o Atletismo ganharia uma nova praça, mais moderna, próxima ao Maracanã.

No entanto, o Governo do Estado não apresentou nenhum projeto para o novo estádio, nem informou o prazo em que esta nova praça estaria à disposição dos atletas e treinadores, que não têm outro espaço para fazer sua preparação à Olimpíada do Rio 2016.

Por outro lado, chegou ao conhecimento da CBAt que a área citada pelo Governo do Rio para novo estádio não é a adequada. Assim, continuam os movimentos da comunidade atlética, principalmente a carioca, em prol do ‘Célio de Barros’.

A CBAt, as seis associações continentais de atletismo e o presidente da IAAF, Lamine Diack, já alertaram o Governo do Estado para os prejuízos que sofrerá a cidade-sede dos próximos Jogos, por conta desse sério problema enfrentado pelo principal dos esportes olímpicos.

Apelamos ao Governo do Rio de Janeiro para que repare essa injustiça à modalidade que inúmeras glórias trouxe ao Rio de Janeiro, entre tantas outras, as medalhas olímpicas de José Telles da Conceição, Robson Caetano da Silva e Arnaldo de Oliveira Silva.

Manaus, AM, em 15 de março de 2013.”

Pena, ao menos para a CBAt e toda a comunidade do atletismo, que a carta enviada ao digníssimo governador do Rio terá efeito ZERO para evitar o fim do Célio de Barros.

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terça-feira, 12 de março de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:41

Um herói cinquentão que orgulha o Brasil

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista do ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Quando este blog nasceu, há pouco mais de dois anos (mais precisamente dois anos e 11 dias), a foto que ilustrava o post era justamente a do cidadão que nesta terça-feira completa 50 anos. Graças à uma oportuna lembrança do companheiro Luís Araújo, aqui do iG Esporte, a efeméride não passou em branco, registrando desta forma o aniversário de Joaquim Cruz, o único brasileiro campeão olímpico no atletismo em uma prova de pista.

Joaquim Cruz assombrou o mundo ao derrotar os favoritos britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett e faturar o ouro em Los Angeles 1984. Só isso já seria o bastante para que ele fosse reverenciado em todas as praças esportivas deste país pela eternidade. Um garoto pobre, nascido em Taguatinga, cidade sem tradição alguma em atletismo, derrubando dois monstros sagrados das provas de meio fundo. Mas eis que Cruz foi para Seul 1988 e se não fosse um erro estratégico seu e de seu compatriota Zequinha Barbosa, acabou perdendo o ouro para o queniano Paul Ereng. Ainda assim, ganhou uma medalha de prata.

Duas medalhas olímpicas. Ainda assim, Joaquim Cruz nunca recebeu a devida consideração aqui no Brasil, em minha opinião. Pelo contrário, foi taxado maldosamente de “bichado” por algumas pessoas. Na verdade, ele sofreu com diversas contusões no calcanhar de aquiles e também por alergias, que o tiraram de ação em inúmeras provas. Não fosse isso, talvez Cruz tivesse um currículo ainda mais brilhante.

Na dúvida, basta consultar a lista das melhores marcas de todos os tempos nos 800 m no site da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) e verá o nome de Joaquim Cruz com o 13º melhor tempo da história, 1min41s77, obtido no meeting de Colônia, em 1984, quando ficou a míseros quatro centésimos do então recorde mundial de Sebastian Coe.

Entrevistei Joaquim Cruz algumas vezes ao longo de minha carreira. Sempre rendeu ótimos papos. Embora meio arredio, nunca se furtou em dar sua opinião sobre as precárias condições do atletismo brasileiro ou mesmo sobre temas mais delicados. Em Seul, por exemplo, ele deixou claro que estranhava a performance assombrosa de Florence Griffth-Joyner, que naquelas Olimpíadas ganhou o ouro nos 100 e 200 m e ainda bateu o recorde mundial nas duas provas. Nas entrelinhas, Cruz achava que Florence obteve seus feitos graças ao doping. Pressionado pela repercussão de sua entrevista, acabou recuando. Apenas dez anos depois, em 98, a velocista americana morreu de ataque cardíaco, com somente 39 anos, sob circunstâncias nunca esclarecidas. Apenas coincidência ou o brasileiro sabia do que falava?

Pude ainda acompanhar o último grande feito de Joaquim Cruz nas pistas. Sem expectativa, ele chegou para disputar os Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. Como de costume, estava retornando após uma temporada em que ficou boa parte afastado cuidando de suas lesões. Inscrito para a prova dos 1.500 m, Cruz largou bem, mas não conseguiu se distanciar dos adversários. Apenas nos últimos 200 m que ele conseguiu dar uma arrancada decisiva, conquistando a medalha de ouro com direito a recorde pan-americano e emocionando a todos que estavam no estádio.

Com toda esta história, Joaquim Cruz deveria ser figura obrigatória em qualquer projeto que envolvesse a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, ou mesmo na preparação das seleções brasileiras de atletismo. Por incrível que pareça, isso nunca aconteceu. Hoje, Joaquim Cruz trabalha na formação de novos atletas do atletismo para o comitê olímpico americano. Sorte deles, azar o nosso.

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terça-feira, 8 de março de 2011 Com a palavra, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas | 22:27

Joaquim Cruz e uma análise pessimista para Londres-12

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“Hoje, temos poucos atletas com chances reais de medalha para 2012. Maurren Maggi  e Jadel Gregório estão na reta final da carreira. E a maior aposta tem 29 anos, que é a Fabiana Murer”

Joaquim Cruz, demonstrando toda sua preocupação com o desempenho do atletismo brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, em entrevista ao jornal “Correio Braziliense”, na última segunda-feira.

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