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Posts com a Tag João Carlos de Oliveira

segunda-feira, 18 de março de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:15

O que restou do Estádio Célio de Barros

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O Estádio Célio de Barros, que virou um verdadeiro canteiro de obras, ao lado do Maracanã

Observe bem a imagem acima. A foto, registrada em oportuna reportagem do portal ahe!, novo parceiro para a cobertura de esportes olímpicos do iG, exibe o que restou do tradicional Estádio Célio de Barros, palco que durante muitos anos recebeu algumas das mais tradicionais competições do atletismo brasileiro. Aquela pista que já viu Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, João Carlos de Oliveira (o João do Pulo) e Joaquim Cruz, só para ficar em alguns dos monstros sagrados do atletismo brasileiro, competiram lá.

O Célio de Barros já teve sua morte decretada pela própria prefeitura do Rio, justamente no período que antecede a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Em seu lugar, será erguido um estacionamento para atender ao público que comparecerá ao Maracanã durante a Copa do Mundo de 2014. Hoje, ao invés de receber atletas, tornou-se um grande canteiro de obras.

A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) vem tentando de todas as formas impedir a demolição do Célio de Barros. O novo presidente da CBAt, Toninho Fernandes, assumiu na última sexta-feira e encaminhou um documento ao governador Sérgio Cabral, assinado por atletas, alguns deles medalhistas olímpicos, treinadores e dirigentes, solicitando a revisão dos planos.

Veja trecho da carta da CBAt enviada ao governo do Rio:

“…Como é sabido, o Governo do Rio de Janeiro anunciou a demolição do histórico estádio, para construir em seu lugar, um estacionamento ou algo similar. Ao mesmo tempo, em resposta a um apelo do presidente da IAAF, o governador respondeu que o Atletismo ganharia uma nova praça, mais moderna, próxima ao Maracanã.

No entanto, o Governo do Estado não apresentou nenhum projeto para o novo estádio, nem informou o prazo em que esta nova praça estaria à disposição dos atletas e treinadores, que não têm outro espaço para fazer sua preparação à Olimpíada do Rio 2016.

Por outro lado, chegou ao conhecimento da CBAt que a área citada pelo Governo do Rio para novo estádio não é a adequada. Assim, continuam os movimentos da comunidade atlética, principalmente a carioca, em prol do ‘Célio de Barros’.

A CBAt, as seis associações continentais de atletismo e o presidente da IAAF, Lamine Diack, já alertaram o Governo do Estado para os prejuízos que sofrerá a cidade-sede dos próximos Jogos, por conta desse sério problema enfrentado pelo principal dos esportes olímpicos.

Apelamos ao Governo do Rio de Janeiro para que repare essa injustiça à modalidade que inúmeras glórias trouxe ao Rio de Janeiro, entre tantas outras, as medalhas olímpicas de José Telles da Conceição, Robson Caetano da Silva e Arnaldo de Oliveira Silva.

Manaus, AM, em 15 de março de 2013.”

Pena, ao menos para a CBAt e toda a comunidade do atletismo, que a carta enviada ao digníssimo governador do Rio terá efeito ZERO para evitar o fim do Célio de Barros.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos | 12:36

O professor Nelson vai fazer falta

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Nelson Prudêncio em ação numa clínica de atletismo, realizada no Sesc Pompéia, em fevereiro deste ano

A esta altura, todo mundo já recebeu a triste notícia desta sexta-feira, sobre a morte do medalhista olímpico Nelson Prudêncio, que morreu aos 68 anos, em São Carlos, vítima de um câncer fulminante, descoberto há cerca de um mês. Da mesma forma, já foi relembrada – pena que isso só ocorre em ocasiões como esta -, com muita justiça, as duas medalhas conquistadas por Prudêncio no salto triplo em Jogos Olímpicos, a de prata na edição de 1968, na Cidade do México, e em 1972, em Munique.

Com a morte de Nelson Prudêncio, o Brasil perde definitivamente seus representantes da chamada “geração de ouro” do triplo, que foi formada por Adhemar Ferreira da Silva (morto em 2001) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (que foi o primeiro a morrer, em 1999). Todos os três medalhistas olímpicos (no caso de Adhemar, bicampeão olímpico) e recordistas mundiais, em algum determinado momento de suas carreiras.

Por tudo isso, prefiro falar aqui do outro lado de Nelson Prudêncio, o do homem que se dedicou, após o encerramento de sua carreira, a ensinar e transmitir seus conhecimentos como professor doutor da Universidade Federal de São Carlos, cidade onde vivia.

De forma tranquila e didática, sem ser pedante, o “professor” Nelson falava de atletismo com naturalidade, explicando calmamente ao seu interlocutor sua visão do esporte brasileiro e como ajudar na massificação, na busca de novos talentos.

Fui testemunha de um exemplo deste trabalho educativo de Prudêncio este ano, numa clínica de atletismo promovida pelo Sesc Pompéia, em fevereiro. Era um atividade voltada para crianças, portanto sem nenhuma pretensão de tirar de lá um atleta olímpico. Mas foi incrível ver a paciência com a qual ele tentava ensinar aos pequenos a forma correta de correr, saltar ou mesmo fazer um simples alongamento.

Minha filha pediu para se juntar à turma. Depois, quis tirar uma foto com aquele senhor, que ela não sabia quem era. Foi então que eu lhe respondi: “Você conheceu um dos poucos heróis olímpicos brasileiros”.

Sim, o professor Nelson irá fazer muita falta.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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