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Posts com a Tag Joanna Maranhão

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:20

“Quando a vontade bateu, eu fui voltando”, diz Joanna Maranhão sobre sua volta

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Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Depois de anunciar, até de certa forma surpreendente, sua aposentadoria da natação, eis que Joanna Maranhão está de volta. No último final de semana, ela participou com sucesso da 62ª edição dos JUBs, os Jogos Universitários Brasileiros, onde faturou quatro medalhas de ouro individuais – nos 200 e 400 m medley, 100 m borboleta e 200 m costa – representando a UNISSAU, de Pernambuco. Levou ainda três pratas em revezamentos. A boa performance nos JUBs, realizado em Aracaju, serviu para comprovar um sentimento que Joanna já vinha alimentando nos últimos meses: o retorno às piscinas.

Veja ainda: Natação em ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

“No período em que fiquei afastada, eu olhava as competições e não sentia nenhuma vontade de estar lá. Mas quando a vontade bateu, eu fui voltando a treinar e a coisa aconteceu”, disse Joanna Maranhão, em entrevista ao blog, justificando o que a fez abandonar a ideia de ser apenas uma ex-atleta. E ela não esconde que seu principal objetivo é voltar à seleção brasileira e conseguir índice para as Olimpíadas do Rio 2016. Se tiver sucesso, será sua quarta participação olímpica seguida, repetindo o que já fez em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

Relembre: O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo para o Brasil

Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Joanna Maranhão ao Espírito Olímpico

O que te levou a retomar a carreira na natação, menos de um ano depois de anunciar a aposentadoria?

Joanna Maranhão: Não existe um motivo em si, foram uma série de fatores mas o fator financeiro foi o mais forte. Ter percebido que minha família estava estável em relação a dívida me deixou mais tranquila [Nota do blog: em sua preparação para as Olimpíadas de Londres, Joanna estava sem patrocinador e bancou com ajuda de sua família os gastos com equipe de apoio e treinamentos no exterior]. Estava muito difícil nadar com a obrigação de dar resultado pra colocar dinheiro em casa.

Seu objetivo é buscar uma vaga na equipe brasileira que disputará as Olimpíadas do Rio. Acha que conseguirá atingir os índices necessários a tempo?

Eu tenho certeza que atingirei meus objetivos sejam eles de grande ou pequena escala, estou em excelente forma física, em paz comigo e com a experiência e a maturidade a meu favor. O tempo não é problema e os resultados do Jubs demonstraram isso. Já na primeira competição fiz os melhores tempos da América do Sul nas minhas provas de 200 e 400 m medley, está tudo dentro do programado.

Quais deverão ser suas maiores dificuldades para voltar à seleção?

As dificuldades são minha motivação, preciso delas pra tentar me superar, espero que sejam contínuas e desafiadoras. O retorno a seleção será um acontecimento natural, resultado de minha dedicação.

Em quais provas você pretende competir nesta sua nova fase da carreira?

A princípio as mesmas de sempre, as duas de medley, os 200 borboleta, e se der vontade de competir outras, competirei. Gosto da idéia de ter um leque grande de provas pra trabalhar.

Você conversou com alguém da CBDA sobre seu retorno e a respeito dos planos de tentar uma vaga no Rio 2016?

Não, nem quando me afastei e nem agora.

Caso consiga o índice, já planejou como pretende fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos?

Está tudo na minha cabeça, onde irei e com quem irei treinar, o que preciso fazer, onde preciso melhorar, tudo anotado e colocado em uma planilha, serei mais objetiva dessa vez.

Qual a sua expectativa em relação à organização e realização das Olimpíadas do Rio? Está otimista quanto ao sucesso ou teme pelo atraso nas obras?

Estou bastante por fora na verdade, não sei direito o que está acontecendo. O tempo em que fiquei afastada estava cuidando da minha monografia na faculdade, do estágio, de ajudar o pessoal da minha equipe [Nikita Natação], então não sei como está. E não é minha função fiscalizar, eles [organizadores] têm a função de deixar tudo pronto e é o que eu espero que aconteça.

O que achou do posicionamento de colegas seus atletas, que se manifestaram de forma contundente após a reeleição da presidente Dilma Rousseff?

Democracia é isso. Não estamos vivendo numa ditadura como alguns estão dispostos a divulgar. Precisamos de uma reforma política e educacional pra que as pessoas se posicionem de forma embasada e não com notícias falsas. Ser politicamente ativo não é vomitar ódio nas redes sociais porque sua vontade não foi a da maioria, é respeitar, fiscalizar e principalmente olhar pra si antes de apontar o dedo. Eu sou a favor da reforma social que vem acontecendo no país ainda que esses programas de assistência não me beneficiem, eu sei que beneficiam uma classe que foi esquecida por muitos anos em prol da economia do bolso dos mais abastados. E pra ser sincera eu sou fã de mulheres que mudam seu ambiente e lutam por aquilo que acreditam, ou seja, admiro muito a história de vida da presidente, ela me representa.

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domingo, 21 de abril de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 20:43

O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil olímpico

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Arthur Zanetti, o 1º brasileiro campeão olímpico na ginástica. Brasileiro por quanto tempo?

Muita atenção para a reprodução abaixo dos seguintes posts do Twitter neste domingo, repercutindo reportagem do programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, sobre o ginasta campeão olímpico Arthur Zanetti:

 

 

 

Acima estão representadas opiniões de importantes atletas do movimento olímpico brasileiro. Um deles, o ex-jogador Nalbert, campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei. Portanto, são opiniões de respeito.

Todos revoltados (e com razão) após a exibição da reportagem com o ginasta brasileiro Arthur Zanetti, ouro nas argolas nas Olimpíadas de Londres 2012, mostrando as condições precárias que ele tem para se preparar, em São Caetano do Sul. Um ginásio com equipamentos velhos, sem alojamento para descansar entre os treinos e precisando recorrer a marmitas para almoçar. Um campeão olímpico se submete a isso, é bom deixar claro.

Veja também: O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

O leitor do iG Esporte nem se surpreende com as imagens exibidas, pois no dia 15 de março, reportagem do companheiro Maurício Nadal já trazia cenas constrangedoras a respeito das condições de trabalho de Zanetti.

A surpresa no desabafo do ginasta ao Esporte Espetacular foi a possibilidade aberta por ele mesmo de não mais competir como brasileiro. “Eu já coloquei na minha cabeça que se surgir uma oportunidade legal, não só para mim, mas para o grupo de profissionais que vão me ajudar, eu pensaria, sim, em competir por outro país”.

É simplesmente impossível apenas imaginar essa possibilidade. Pior é ver o jogo de empurra-empurra entre todas as entidades responsáveis pela situação vexatória a qual Zanetti está passando: CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte, todos procurando justificar o injustificável.

Sinceramente, não acho que Arthur Zanetti colocará em prática essa ameaça, que nem é inédita, especialmente na ginástica (outros atletas já competiram em Jogos Olímpicos por nacionalidades diferentes). Mas se esse absurdo acontecer, a fatura dessa conta precisará ser dividida entre as seguintes pessoas: Carlos Nuzman, Aldo Rebelo, CBG, COB, Ministério do Esporte.

A culpa será toda de vocês.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:58

Solidariedade dos atletas para Jade Barbosa

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Joanna Maranhão está inconformada com a chance de Jade Barbosa não ir a Londres

“Será que a burocracia e a política vão tirar Jade dos Jogos? Acho triste que a punição seja apenas para a atleta”

Nadadora Joanna Maranhão, que usou o Twitter para dar apoio à Jade Barbosa, que não deve ser convocada para as Olimpíadas de Londres 2012. Veja as opiniões de outros atletas sobre o caso de Jade Barbosa no iG Esporte
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quarta-feira, 25 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:49

Cesar Cielo dá o troco em Bruno Fratus e volta a cravar o melhor tempo do mundo nos 50 m livre

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O brasileiro Cesar Cielo deu o troco em alto estilo e voltou a cravar o melhor tempo do ano nos 50 m livre, nesta quarta-feira, pelo Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Cielo, que ficou em segundo lugar nas eliminatórias da manhã, cravou o tempo de 21s38, superando com facilidade a marca de Bruno Fratus (segundo colocado na prova), que mais cedo fez 21s70. A terceira posição ficou com o francês Fred Bousquet, que nadou a distância em 21s93.

Cesar Cielo comemora bastante a vitória na final dos 50 m livre, quando cravou o melhor tempo do ano na prova

Cielo comemorou a marca – a melhor de sua carreira sem utilização dos maiôs tecnológicos -, mas afirma que ainda pode melhorar muito para as Olimpíadas de Londres 2012. “A gente ainda tem muito a evoluir, especialmente quando chegar nas Olimpíadas, como na parte mental, por exemplo. Além disso, em Londres a adrenalina estará bem mais alta”, afirmou Cielo.

O brasileiro, campeão olímpico dos 50 m livre, também aproveitou para dar um recado ao australiano James Magnussen, que no final de março fez a melhor marca do ano nesta prova, durante as seletivas olímpícas, e provocou Cielo. “Cada um sabe o que faz, não estou preocupado com o que ele fala, mas espero que ele absorva bem este tempo que eu fiz”, cutucou Cielo.

Nos 50 m feminino, também havia expectativaque mais alguém conquistasse o índice olímpico, além da gaúcha Graciele Hermann, do Grêmio Náutico União, já classificada desde o ano passada. Mas nenhuma brasileira superou a marca estabelecida pela CBDA(25s20). A vitória ficou com a dinamarquesa Jeanette Ottesen, com 25s06. Graciele marcou 25s15, terminando em segundo lugar. Flávia Delaroli, que ainda não tem índice, ficou em terceiro, com 25s69.

Outras provas

Em outras provas das finais  desta noite, a brasileira Joanna Maranhão, representando o Flamengo, não conseguiu alcançar o índice dos 200 m medley, mas venceu a prova, com o tempo de 2min21s63, deixando para trás a espanhola Mireya Belmonte, também do Flamengo (2º lugar, com 2min14s66) e Manuella Lyryo, do Minas (3º, com 2min19s56). O índice olímpico nesta prova, exigido pela CBDA, é de 2min13s36.

Nos 200 m medley, deu a lógica: a dupla que já está classificada para os Jogos de Londres dominou os dois primeiros lugares da prova. Thiago Pereira, do Corinthians, ficou em primeiro, com 1min57s11 (tempo inclusive inferior ao que ele fez quando cravou o índice em 2011, 1min57s35), deixando Henrique Rodrigues em segundo, com 1min58s91. O tempo de Pereira foi também o segundo melhor do mundo na prova, superado somente por Michael Phelps, que nadou a distância em 1min56s32.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:00

O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo ao Brasil

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Joanna Maranhão pede ajuda da CBDA para prosseguir em sua preparação olímpica

O Brasil olímpico, no qual dirigentes adoram se perpetuar no poder, mas que ao mesmo tempo não conseguem dar ao país uma política decente de massificação esportiva, continua impecável em produzir exemplos negativos no tratamento aos seus atletas. E nem mesmo a proximidade da realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 parece modificar esta situação. Felizmente, existem aqueles que sempre que podem, colocam o dedo na ferida.

A nadadora Joanna Maranhão é um destes raros exemplos de atletas contestadores e que brigam ferozmente por seus direitos. Suas entrevistas são sempre pontuadas por frases fortes, contundentes e que não repetem o discurso ensaiado e bem comportado da maioria de seus colegas. Neste último domingo, em sua conta no Twitter (@Jujuca1987), Joanna não escondeu sua revolta com um fato absolutamente surreal, ainda mais nestes tempos nos quais as confederações esportivas possuem várias formas (especialmente com dinheiro público) de arrecadação de recursos.

Veja também: O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

A nadadora estava inconformada com a indefinição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em custear sua passagem para disputar o GP de Missouri (EUA), uma das mais fortes competições do calendário americano de natação e importante em sua preparação para as Olimpíadas. Desde o início do ano, Joanna viajou para a cidade americana de Jacksonville, para fazer uma preparação intensiva antes dos Jogos, mas contava que teria apoio da CBDA para disputar o GP de Missouri. Até agora, nada feito.

“Valor pra mudar meu trecho internacional: 990 reais. Motivo: competir o GP que faz parte da minha preparação olímpica. Quem tá pagando por isso: EU!”, escreveu a atleta, no Twitter. “Isso me entristece muito. Ainda bem que tenho Deus no coração e um sonho que me motiva a continuar, porque se fosse por nossos dirigentes, eu já teria desistido há muito tempo”.

São palavras fortes e sinceras, que não são encontradas facilmente no discurso-padrão e marqueteiro de 99% de nossos atletas. Alguns, por medo, outros por conivência e interesse.  Joanna Maranhão, felizmente, foge deste padrão, e “mete a boca”, como se diz no popular. Ao responder a um seguidor, que questionou a necessidade de sua reclamação pública, ela demonstrou ter consciência de que sua postura não agrada aos cartolas.

“Os atletas estão literalmente ‘nas mãos’ dos dirigentes. Eu mesma, em 2007, publiquei meu descontentamento e fui a única nadadora da equipe a não receber NENHUM apoio da confederação. Ou seja, paguei o preço por falar a verdade. Eu sozinha, infelizmente, não mudo nada. E a classe (nadadores) não é unida”, escreveu a nadadora.

Que Joanna Maranhão não seja novamente “punida” apenas por pedir algo que é seu direito (apoio para competir em busca da evolução de sua própria carreira). E que a CBDA tenha vergonha na cara e acabe com este absurdo de deixar uma atleta brasileira botar a boca no trombone por um valor irrísório, especialmente para uma entidade que ganha tanto dinheiro público de estatal e de lei de incentivos.

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