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Posts com a Tag Jesse Owens

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 Ídolos, Olimpíadas | 17:31

É impossível estabelecer o preço dos ouros de Jesse Owens

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A medalha de Jesse Owens que foi à leilão no último domingo

A medalha de Owens que foi à leilão no último domingo por mais de R$ 3,4 milhões

Imagine você, caro(a) leitor(a), ganhando um destes prêmios estratosféricos da Mega Sena acumulada e resolva, por ser um(a) apreciador(a) dos esportes olímpicos, comprar um ítem histórico para sua coleção particular, uma medalha de ouro de um grande ídolo. E digamos que para ter esse objeto você resolva gastar mais de R$ 2 milhões (não se esqueça que você está tão rico(a) quanto o Tio Patinhas). Aí eu pergunto: será que você pagou pouco ou muito por seu mimo olímpico?

A minha resposta, curta e grossa, é a seguinte: sim e não. Antes que esse(a) imaginário(a) internauta me chame de louco, explico que é impossível estabelecer o valor exato de uma medalha olímpica. Por isso, é perfeitamente natural considerar que o valor de US$ 1.466.574 (cerca de R$ 3,4 milhões), pago por um dos donos do Pittsburgh Penguins, da NHL (liga americana de hóquei no gelo) foi até pequeno para comprar uma das medalhas de ouro obtidas por Jesse Owens nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. O leilão foi concluído no domingo, mas não foi especificada qual das provas a medalha comprada pertencia – Owens foi ouro nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância.

Nada contra as excentricidades de um milionário. Quem tem dinheiro faz dele o que quiser. Aqui no Brasil, temos um colecionador de objetos olímpicos, o ex-presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Roberto Gesta de Mello, dono de um mini-museu olímpico em Manaus, cidade onde mora. São centenas de peças ligadas à história olímpica, entre elas as medalhas de ouro obtidas por Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo, em Helsinque 1952 e Melbourne 1956.

O caso de Owens, porém, é emblemático. Descendente de escravos americanos,  ele conquistou esta medalha diante do ditador mais repugnante da história moderna, o nazista Adolf Hitler, derrotando através do esporte a hedionda política de superioridade da raça ariana. Só que a medalha nem pertencia mais aos herdeiros do herói americano, que a presenteou a um amigo, cuja viúva decidiu leiloar a peça histórica. Quanto às demais, o paradeiro é desconhecido.

Por isso, por mais dinheiro que tenha em sua conta bancária o sócio do Pittsburgh Penguins, essa medalha jamais deveria estar hoje em sua casa. Pelo seu valor histórico, pela importância do homem que a ganhou, deveria pertencer ao museu do COI (Comitê Olímpico Internacional), para a apreciação pública. Ao contrário, tornou-se um caro capricho para a coleção pessoal de um milionário.

A histórica olímpica, porém, ficou mais pobre.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas | 19:01

Os 100 anos do primeiro grande herói olímpico

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Jesse Owens competiu em quatro provas nos Jogos de Berlim e conquistou quatro medalhas de ouro

A esta altura, muito já se falou sobre o centenário de nascimento de um dos maiores atletas olímpicos da história moderna, o americano Jesse Owens, que está sendo comemorado nesta quinta-feira, 12 de setembro. Na verdade, tudo o que se falar sobre ele ainda será pouco. Se existe alguém que pode carregar com orgulho o adjetivo “herói”, é justamente Owens.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito deste negro americano, nascido na cidade de Oakville, e batizado como James Cleveland Owens, dono de quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936 – nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância – gosto sempre de lembrar uma pequena história que presenciei em 1998, durante a cobertura do Mundial feminino de basquete, em Berlim.

Num determinado dia, estava marcado um pequeno city tour com os jornalistas que cobriam o evento. Como a tabela de jogos só previa atividades para o final da tarde, eu e outros colegas brasileiros presente ao evento resolvemos encarar o passeio.

E depois de passar por diversos pontos turísticos da linda Berlim, na época um verdadeiro canteiro de obras que transformava a cidade, eis que chegamos ao imponente Estádio Olímpico. Por uma infeliz coincidência, o local também estava em reforma, o que impediu nossa entrada. Mas enquanto o ônibus estava estacionado na porta, o guia alemão encheu o peito e disse: ‘Neste estádio, Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro e humilhou o ditador Adolf Hitler”.

>>> Leia mais sobre outros grandes ídolos olímpicos

E se apenas deixar Hitler com cara de pastel já não fosse suficiente, Jesse Owens também deu um verdadeiro tapa na cara do indecente preconceito racial (que, em menor grau, ainda existe) dos Estados Unidos. “É verdade que Hitler não me cumprimentou, mas também nunca fui convidado para almoçar na Casa Branca”, disse Owens, pelo fato de nunca ter recebido um único telegrama do então presidente americano Franklin Roosevelt, cumprimentando-o pelos feitos em Berlim.

Para mim, Jesse Owens sempre foi e será o primeiro grande herói da história olímpica moderna.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 09:08

E faltam apenas sete dias para a festa começar

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Bem, caso você não tenha percebido, nesta sexta-feira faltarão apenas sete dias para a abertura da 30ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. A festa do evento poliesportivo mais importante do planeta começará em Londres daqui a exatamente uma semana.  E para entrar no clima olímpico, que tal curtir este vídeo especial produzido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)?

Em 3min20s, alguns dos personagens e cenas mais marcantes da história dos Jogos – inclusive os de Inverno – são exibidos, como a vitória do etíope Abebe Bikila ganhando a maratona dos Jogos de Roma 1960; o americano Mark Spitz ganhando uma de suas sete medalhas de ouro em Munique 1972; Carl Lewis brilhando nos 100 m e no salto em distância em Los Angeles 1984 e Atlanta 1996; por sinal, nos Jogos de Atlanta que também consagraram o americano Michael Johnson nos 200 e 400 m; e como não poderia faltar, a performance inesquecível da romena Nádia Comaneci nas barras assimétricas, em Montreal 1976.

Bem, melhor do que ficar falando, é melhor curtir as imagens e esperar que estes sete dias passem bem rápido…

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