Publicidade

Posts com a Tag Jaqueline

terça-feira, 21 de junho de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:26

Doping burro, o pior que existe

Compartilhe: Twitter

Fabíola Molina no Pan de 2007: vaga para 2012 ficou bem mais complicada após o doping

Possivelmente a pior coisa que existe no universo do esporte seja o doping. Sim, porque o sujeito que se dopa não passa de um trapaceiro das pistas, quadras e piscinas, uma pessoa que por causa da própria incompetência utiliza substâncias químicas proibidas para superar os rivais que são superiores a ele. Por isso que as punições precisam ser rigorosas aos atletas que se dopam.

Só que existe talvez uma forma ainda pior de doping, ao menos para mim. É aquele doping onde o cidadão não a intenção de prejudicar ninguém, mas por uma baita burrada, acaba fazendo como vítima apenas ele mesmo. Seja por inocência, vaidade ou burrice. Em todas estas opções, a dor e frustração são enormes. É o caso do doping da nadadora Fabíola Molina, anunciado hoje pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

Em entrevista à “ESPN Brasil”, o marido de Fabíola, o também nadador Diogo Yabe, justificou que o doping da mulher ocorreu por causa de uma amostra grátis de um suplemento alimentar, que continha a substância Metilhexanamina, um estimulante. O que me deixa perplexo é que isso aconteceu com uma nadadora de 36 anos, ou seja , não se trata de nenhuma garotinha!!!

O currículo disciplinar impecável de Fabíola, aliado ao fato de que a competição em que o doping ocorreu – a prova Tentativa de Índice para o Mundial – não valia medalha, contribuíram para a pena até leve que ela recebeu da CBDA, de dois meses. O castigo maior, contudo, foi ser excluída da equipe que vai disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China), em julho, e principalmente a anulação do índice para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Exemplos de burradas como a de Fabíola Molina andam sobrando no esporte brasileiro. Os casos mais famosos e recentes são o da jogadora de vôlei Jaqueline, que em 2007 recebeu nove meses de suspensão por ter tomado um chá para combater celulite que continha substância proibida; e da ginasta Daiane dos Santos, que em 2009 foi flagrada em um teste fora de competição por causa de um diurético, também usado para emagrecimento.

Punidos pelo descuido, estes atletas sofrem até mais do que aqueles que tomaram substâncias com o intuito de melhorar seu desempenho. No caso de Fabíola Molina, esta bobagem pode ter lhe custado a última chance de ir às Olimpíadas. Uma pena.

Veja também:

>>Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

>>Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

>>Dois pesos e duas medidas

Autor: Tags: , , , , , , ,