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sábado, 24 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira, Vídeos | 08:15

Seleção feminina de basquete deve se inspirar no passado

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Começa neste sábado, a partir das 18h45 (horário de Brasília) a caminhada da seleção brasileira feminina de basquete no Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia, diante do frágil Paraguai. Será a primeira competição oficial da equipe sob o comando do técnico Ênio Vecchi, que já comandou a seleção masculina no Mundial do Canadá, em 1994 (quando o time ficou em 11º lugar), mas que jamais havia dirigido uma equipe feminina antes.

Sem contar com a ala Iziane Marques, que pediu dispensa para defender sua equipe na WNBA, a seleção brasileira tem como maior estrela na Colômbia a pivô Erika, que também atua no basquete americano.  E não será uma tarefa fácil, pois há apenas uma vaga em disputa neste Pré-Olímpico para os Jogos de Londres, em 2012.

Que as meninas brasileiras se inspirem nos exemplos do passado, na geração mais talentosa que o basquete feminino do país já produziu, com Hortência, Paula, Janeth e Cia. Em 1992, elas sofreram mas classificaram a seleção para as Olimpíadas de Barcelona, na primeira participação do basquete feminino nos Jogos Olímpicos.

Sofrimento que não faltou neste jogo contra a Austrália, decidido na segunda prorrogação e vencido pelas brasileiras por 99 a 97, fundamental para a classificação da seleção:

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 20:08

Coisas surreais que só acontecem no Pan-Americano

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Vázquez Raña, presidente da Odepa, fez um acordo com a Fiba e haverá basquete no Pan 2011

Tudo bem que o Pan-Americano é uma competição bacana, democrática, abre espaço para que atletas das Américas disputem um evento poliesportivo de proporções razoáveis – lembrando que vários deles jamais chegarão a participar das Olimpíadas -, enfim, tudo isso já estamos cansados de saber. O que não se pode esconder é o espírito varzeano que muitas vezes impera na chamada “Olimpíada das Américas”.

Como por exemplo no caso do basquete, que por muito pouco não foi excluído do Pan-Americano de Guadalajara, faltando apenas 24 dias para o evento começar! Tudo por causa de uma briga interna entre o comitê olímpico mexicano e a Ademeba (Associação Desportiva Mexicana de Basquete), entidade que de fato organiza a modalidade no país. Só que enquanto a Fiba Américas (entidade que representa a Federação Internacional de Basquete) reconhece a legitimidade da Ademeba, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) simplesmente a ignora.

O resultado desta confusão: a Odepa ameaçava excluir a Ademeba do Pan, situação que a Fiba Américas não aceitava. E devolvia a ameaça, sinalizando que não organizaria o basquete do Pan 2011. Um vexame só.

Eis que nesta terça, a Fiba divulga nota, toda feliz, anunciando um acordo entre ela e a Odepa. Uma reunião entre Mário Vázquez Raña, eterno presidente da Odepa, e o secretário geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, sacramentou o acordo.

O pior nisso tudo é que não seria a primeira vez que o basquete passaria por um vexame na história do Pan. Em 1995, nos Jogos de Mar del Plata, o torneio feminino foi cancelado dois dias antes da cerimônia de abertura. O motivo é que somente cinco equipes se inscreveram para a competição.

Por causa deste mico monstro, a seleção feminina de Hortência, Paula e Janeth não pôde defender o título conquistado quatro anos antes, em Havana-91.

Mais surreal, impossível!

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:19

Agosto e as belas lembranças para o basquete feminino

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Hortência é cumprimentada por Fidel Castro após a vitória doi Brasil na final contra Cuba

Há uma semana, foi comemorado o aniversário de 15 anos da conquista da medalha de prata olímpica pela seleção feminina de basquete nos Jogos de Atlanta-96. Nesta quinta-feira, completou-se 20 anos de uma outra grande conquista: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana. Definitivamente, o mês de agosto traz mesmo belas lembranças para o basquete feminino do Brasil.

E este triunfo de 1991 teve ainda um sabor especial. Foi a primeira grande conquista da geração de Hortência, Janeth e Paula. Sob o comando da grande treinadora Maria Helena Cardoso, o Brasil superou Cuba na decisão, por 97 a 76. E para os mais novos e os de memória ruim, é bom lembrar que até então Cuba deitava e rolava em cima do Brasil.

A vitória foi tão significativa que o próprio Fidel Castro foi pessoalmente entregar as medalhas às brasileiras, enaltecendo a grande atuação da equipe. E o comandante ainda brincou, dizendo que não entregaria as medalhas para Hortência e Paula, que destruíram o time cubano.

Foi a partir deste título que o basquete feminino brasileiro finalmente encontrou seu caminho de vitórias, classificando-se pela primeira vez às Olimpíadas em 92; conquistando o título mundial de 94; e assegurando a prata olímpica em 96.

E tudo começou num 11 de agosto…

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:07

Prata que valeu ouro

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Sim, reconheço  que o título do post é meio chavão. Mas é difícil procurar outra frase para definir o feito da seleção brasileira feminina de basquete, que há exatos 15 anos ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, perdendo a final para os EUA por 111 a 87. Foi um resultado histórico, diante da falta de estrutura que o basquete feminino sempre encontrou no Brasil. Naquelas Olimpíadas, a seleção brasileira só perdeu para os EUA, que tinha um time quase imbatível. Um prêmio para a geração de Hortência, Janeth e Paula.

Estava cobrindo estes Jogos Olímpicos pelo então “Diário Popular”, atual “Diário de S. Paulo”, mas designado para acompanhar a seleção masculina de futebol. Pouco antes de começar a semifinal entre Brasil x Nigéria – que seria vencida pelos nigerianos por 4 a 3, na morte súbita -, acompanhava a semifinal entre Brasil e Ucrânia, na sala de imprensa. E a emoção foi grande entre os jornalistas brasileiros presentes.

No dia da final, com o encerramento do torneio de futebol (que ocorreu em Athens, a uma hora de Atlanta), queria ir para o ginásio e ajudar na cobertura do jogo. Só que a droga da minha credencial não dava direito a acesso ao ginásio, e como não havia mais ingresso disponível, o jeito foi ficar no hotel e ver a final pela TV. E foi um massacre americano, pois o time ainda não se conformava com a derrota na semifinal do Mundial da Austrália, dois anos antes. Pior foi acompanhar o jogo com a TV americana, um horror.

Felizmente inventaram este tal de YouTube, que nos dá a chance de rever ou mesmo ver pela primeira vez cenas que até então não tinhamos visto. Como os minutos finais da semifinal diante da Ucrânia, com a emocionante narração de Luciano do Valle:

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