Publicidade

Posts com a Tag Imprensa

quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

Compartilhe: Twitter

Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Almanaque, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 23:18

A incrível campanha de Sugar Ray Leonard em Montreal-76

Compartilhe: Twitter

Impressionante, para dizer o mínimo, a história do abuso sexual sofrido por Sugar Ray Leonard, pouco antes de ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Montral, em 1976, conforme relatou reportagem do iG. É duro quando percebemos que nossos ídolos não são tão imbatíveis como gostaríamos de imaginar.

Eles sofrem, muitas vezes em silêncio, como foi o caso de Sugar Ray durante todos estes anos. O livro pode ser uma boa forma de terapia para ele, além de provavelmente render uma bela grana. Afinal, todo mundo gosta de um bom escândalo de vez em quando.

O caso de Sugar Ray impressiona ainda mais pelo fato de ter ocorrido às vésperas de sua histórica vitória nas Olimpíadas de Montreal, no Canadá, em 1976. Como ele conseguiu manter o sangue frio e a cabeça no lugar apos tamanha barbaridade, é difícil saber.

Em 1976, Leonard disputou seis lutas. Eis a campanha dela nos Jogos canadenses:

Primeira rodada
Ray Leonard (EUA) venceu Ulf Carlsson (Sue), 5:0
Segunda rodada
Ray Leonard (EUA) venceu Valeri Limasov (URSS), 5:0
Terceira rodada
Ray Leonard (EUA) venceu  Clinton McKenzie (GBR), 5:0
Quartas de final
Ray Leonard (EUA) venceu Ulrich Beyer (ALE-OR), 5:0
Semifinal
Ray Leonard (EUA) venceu Kazimierz Szczerba (POL), 5:0
Final
Ray Leonard (EUA) venceu Andrés Aldama (CUB), 5:0

Abaixo, confira algumas imagens da brilhante carreira de Sugar Ray Leonard, como pugilista amador e também como profissional. Um dos lutadores mais brilhantes que o boxe já teve.

Veja também:
Brasileiro supera o terceiro do mundo e vai ao Pan

As pioneiras do Brasil

Boxe brasileiro faz opção pragmática e ignora pesos pesados

Autor: Tags: , , ,

sexta-feira, 6 de maio de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 21:29

E a CBC se manifesta…

Compartilhe: Twitter

Nesta sexta-feira, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) resolveu se manifestar a respeito do escândalo de doping de oito ciclistas, que teria sido acobertado pela entidade, de acordo com reportagem que será exibida pelo programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no próximo dia 28 de maio.

Abaixo, a posição oficial da CBC a respeito do caso:

Nota de esclarecimento

A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) foi surpreendida nos últimos dois dias com matérias veiculadas por parte da imprensa com afirmações inverídicas sobre a postura da entidade frente a casos de doping. De forma absolutamente irresponsável, as reportagens ousaram dizer, sem ao menos nos consultar oficialmente ou acessar o nosso site, que a CBC estaria escondendo e engavetando casos de doping de atletas brasileiros.

Inicialmente é preciso registrar que todas, isso mesmo, TODAS as decisões ou atos processuais relativos a matéria disciplinar, inclusive de doping, estão publicadas aonde deveriam estar, ou seja no link do STJD na página da CBC na internet: http://www.cbc.esp.br/stjd/editais.html

Como se denota, com um simples click, o interessado poderia acessar informações sobre os órgãos da Justiça Desportiva (STJD e Comissão Disciplinar) e Comissão Antidoping da CBC, instâncias desportivas compostas por renomados juristas em Direito Desportivo ou profissionais de nomeada em Medicina do Esporte. Em outras palavras, a totalidade dos casos de atletas brasileiros com controle positivo em provas internacionais realizadas no Brasil e enviadas pela UCI através de processo regular de coleta e controle de doping, ou já foram julgados pela Comissão Nacional Antidoping da CBC e as decisões estão publicadas (inclusive de alguns atletas citados nas matérias que repita-se, encontra-se no nosso site), ou estão em tramitação, ou simplesmente a CBC não recebeu qualquer comunicado oficial da UCI a respeito. Já os casos de controle positivo de atletas brasileiros em provas fora do Brasil são julgados diretamente pelas entidades internacionais, não cabendo a CBC julgar ou divulgar as decisões.

Além disso, outra informação veiculada seria a de que atletas punidos estariam competindo normalmente. Trata-se de outro equívoco, pois apesar de não poder impedir a participação de atletas irregulares, devendo relatar o feito ao STJD, a CBC não tem nenhuma notícia de atuação de atletas em cumprimento de qualquer suspensão em provas da CBC.

A política da CBC em matéria de doping e infrações em geral, diga-se, é de cumprimento irrestrito da legislação desportiva nacional e internacional, em especial ao Código Mundial Antidoping, Regulamentos UCI e Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Nesse contexto, em absoluto respeito a normas de divulgação pública e confidencialidade previstas na codificação mundial, e harmonizadas com o ordenamento jurídico brasileiro que garante o sagrado direito a ampla defesa, estamos autorizados a divulgar informações sobre processos de dopagem somente após a notificação dos atletas envolvidos comunicando de sua suspensão “provisória”. E ainda respeitado o prazo para exercerem o direito de solicitação da amostra “B” e defesa prévia, seguidos de intimação para julgamento pela Comissão Antidoping da CBC, cujas decisões são submetidas a homologação da União Ciclística Internacional. Mesmo porque vale registrar que a sanção provisória imposta pela UCI pode ser descontada / comutada em caso de condenação definitiva, ou mesmo dependendo das circunstâncias especiais, substâncias especificadas ou involuntariedade, as penas podem ser parcial ou totalmente suspensas ou canceladas. Tais peculiaridades jurídicas são altamente relevantes para serem pura e simplesmente ignoradas e de forma açodada e precipitada, como anotado de forma mendaz nas matérias jornalísticas em referência, poderem ser divulgadas com muita antecedência aos julgamentos.

Em suma, a única verdade que deveria ser amplamente divulgada e estampada pela mídia é a de que a CBC não tolera, omite, engaveta ou esconde casos de doping. Muito pelo contrário, apenas para se ter uma idéia, nos últimos três anos investimos R$ 278.400,00 tão-somente para viabilizar a realização de 181 exames de controle de dopagem, montante que daria por si só para realizar vários eventos de ciclismo no nosso país. No entanto, conseguimos nesses anos quase que triplicar a chancela de pontuação internacional nos eventos existentes ou para novas competições do nosso calendário, e para tanto foi necessário a adequação de exigências da UCI, inclusive em matéria de doping. E se fosse para “esconder ou engavetar”, certamente os resultados e penas aplicadas não seriam as que estão divulgadas no site da CBC, que novamente convidamos a visita de quem tenha interesse.

A CBC é uma instituição séria, conduzida por pessoas sérias, mas que infelizmente não foi tratada com a seriedade necessária por determinados profissionais da mídia, que na ansiedade por holofotes, palcos ou furos de reportagens, descuidaram de premissas básicas da ética jornalística, qual seja de ouvir o outro lado, ou simplesmente apertar o botão do mouse para se informar para não “desinformar a sociedade”.

Finalmente, ressaltamos que a CBC se reserva o direito de adotar as medidas judiciais necessárias contra aqueles que de forma irresponsável e equivocada mentiram em troca de audiência às custas da dignidade e moralidade da CBC, seus dirigentes e colaboradores.

Londrina, 6 de maio de 2011
Paulo M. Schmitt
vice-presidente no exercício da Presidência da Confederação Brasileira de Ciclismo


Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:42

Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

Compartilhe: Twitter

E o doping continua fazendo estragos na reputação esportiva do Brasil. Sede das Olimpíadas de 2016, no Rio, o país ainda se ressente do escândalo da equipe Rede de atletismo, em 2009, quando surge um novo caso, denunciado pelos ótimos repórteres Roberto Salim e Marcelo Gomes, do programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”. Os dois descobriram um megacaso de doping anunciado no ano passado pela UCI (União Internacional de Ciclismo), mas que estranhamente a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) não fez a menor questão de divulgar.

O programa, que irá ao ar no próximo dia 28 de maio, revelará que foram flagrados no antidoping Herman Trezza de Paiva, Pedro Nicácio, João Paulo de Oliveira, Lucas Onesco. Jair Fernando dos Santos, Fábio Ribeiro Jr., Rogério dos Reis e Edson Marcos de Carvalho. A UCI chegou a soltar uma nota anunciando os resultados positivos, mas a CBC nada falou.

De acordo com a reportagem, os ciclistas estão cumprindo a punição normalmente, mas nada seria divulgado para não atrapalhar no contrato da CBC com o Banco do Brasil. E mais estarrecedor ainda é que um ex-ciclista, Anderson Echeverria, revela que havia até apoio de dirigentes e alguns treinadores para que os ciclistas usassem os medicamentos e assim conseguir os resultados.

Uma vergonha. O mínimo que se pode falar de tudo isso.

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 28 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:38

E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

Compartilhe: Twitter

Estádio do Engenhão quase às escuras, atrasando o início de Fluminense x Libertad

O jogo do Fluminense contra o Libertad pela Copa Libertadores, nesta quinta-feira, começou com mais de uma hora de atraso. Motivo: falta de luz no estádio João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro. Em menos de uma semana, foi a segunda vez que a arena ficou sem energia elétrica e atrasou o andamento de uma partida. A outra foi o jogo semifinal da Taça Rio, entre Fluminense e Flamengo, no último domingo.

O Engenhão será um dos equipamentos esportivos que serão utilizados nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Ainda nesta quinta-feira, o Jornal Nacional, da “TV Globo”, mostrou imagens impressionantes da entrada do Maracanã completamente alagada pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na terça-feira. O setor das bilheterias estava com água quase na altura dos guichês.

O Maracanã será palco das cerimônias e abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Não se trata aqui de fazer um discurso contrário à organização das Olimpíadas do Brasil. Por mim, os Jogos não aconteceriam aqui, pois praticamente as mesmas pessoas que organizaram o superfaturado Pan de 2007 estão na organização da Rio-16. Mas com a decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) em tornar o Rio a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, resta colocar mãos à obra e trabalhar. A sensação, contudo, é que não se está trabalhando tão bem assim.

Uma comissão do COI está na cidade para vistoriar o andamento das obras de estrutura que o Rio está fazendo. E todos ficaram preocupados com a consequência da chuvarada. As autoridades cariocas logo fizeram discursos tranquilizadores, afirmando que todas as intervenções urbanas necessárias serão feitas a tempo.

O problema é esse: é muito discursinho, muita conversinha, muita ação demagógica dos políticos e pouca solução prática. E digo isso em relação a todas as esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal). Os políticos brasileiros não se deram conta do tamanho da responsabilidade em organizar eventos do porte de uma Olimpíada ou de uma Copa do Mundo, que ocorrerá antes, em 2014.

Organizar os Jogos Olímpicos é, sem dúvida, a maior glória alcançada pelo Brasil, um país no qual só o futebol importa, esportivamente falando, para a grande maioria das pessoas. Não se pode desperdiçar a oportunidade de fazer desta grande festa um exemplo que será lembrado por gerações de torcedores. Mas já pensou se a lembrança que ficará para a eternidade for a falta de luz no Maracanã em plena cerimônia de abertura dos Jogos?

Já passou da hora dos políticos ficarem fazendo discursos demagógicos. Eles precisam botar a mão na massa, e rápido. Ninguém quer ver o Brasil pagando mico diante dos olhos do mundo. Mas que as chuvas e falta de luz dos últimos dias no Rio de Janeiro são preocupantes, ah, isso são!

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 12:30

Memória preservada

Compartilhe: Twitter

O portal "Memória Olímpica" trará informações e histórias das Olimpíadas e Paraolimpíadas

Muito se fala que o Brasil é um país sem memória. No esporte, então, isso virou regra faz tempo. Por isso, é de tirar o chapéu quando surge um projeto como o do site “Memória Olímpica“, que entrou no ar esta semana. Criado pela jornalista e ex-atleta de remo Fabiana Bentes, demorou dois anos para ficar pronto e tem como principal objetivo difundir e preservar a história dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Porém, o projeto independente produzido pela equipe de Fabiana – e sem vínculo algum com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), é bom que se diga – tem objetivos maiores do que se tornar um almanaque virtual olímpico. Sua ideia é levar o conteúdo do portal às salas de aula. Para isso, fez uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e, numa primeira etapa, espera alcançar 100 mil alunos do ensino fundamental das 151 escolas que integram o projeto Escolas do Amanhã.

“Além de prover o conhecimento histórico do esporte para adaptar as aulas de educação física, o projeto também vai adaptar os textos publicados no portal às matérias curriculares”, garante Fabiana, que desembolsou R$ 100 mil do próprio bolso para colocar o site no ar.

Além do amplo acervo de informações (histórias, entrevistas, estatísticas, fotos e vídeos) sobre a história dos Jogos, o “Memória Olímpica” tratará de temas como doping, obesidade, nutrição e inclusão digital, tudo sob supervisão de especialistas em cada uma destas áreas.

Para quem gosta de história e esporte, o “Memória Olímpica” é uma visita obrigatória.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 7 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:27

Vitória contra o preconceito. Mas a luta só começou…

Compartilhe: Twitter

Michael sofreu com as ofensas homofóbicas da torcida em Minas Gerais

Um golaço a reportagem da colega Aretha Martins com o central Michael, do Vôlei Futuro, que admitiu ao iG Esporte ser homossexual, após ouvir insultos homofóbicos da torcida do Sada/Cruzeiro, válida pelas semifinais da Superliga masculina de vôlei.

A coragem de Michael foi notável, ainda mais pelo fato do esporte ser um meio ainda muito preconceituoso, tal qual a sociedade como um todo. Mas, sinal dos tempos, a revelação do jogador do Vôlei Futuro causou menos barulho do que a feita pelo falecido Lilico, em 1999 assumiu ser gay e que por causa disso acreditava que não era convocado pelo então técnico da seleção brasileira, Radamés Lattari.

Aí é que mora o perigo do corajoso gesto de Michael. Ser discriminado não por sua condição sexual (o que por si só seria o fim da picada), mas por ficar marcado como um atleta que não tem medo de se posicionar. Que o vôlei brasileiro saiba reconhecer isso como uma qualidade em Michael e não como um problema.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 1 de abril de 2011 Isso é Brasil | 17:57

A TV no esporte: o lado bom e o lado ruim

Compartilhe: Twitter

Antes de mais nada, já aviso que não quero invadir a praia da colega Aretha Martins, que cobre com competência o dia a dia do vôlei aqui no iG Esporte e em seu blog, o Mundo do Vôlei. Mas não dá pra passar incólume o verdadeiro absurdo cometido nesta quinta-feira, em uma partida válida pela Superliga Feminina. O Vôlei Futuro sofreu, mas derrotou o Macaé por 3 sets a 1 e se classificou para a semifinal. O problema é que, por exigência da televisão, a partida começou às 21h45 e terminou, pasmem, a 0h18min de sexta-feira!

Fico imaginando o que o público – por sinal muito bom, diga-se de passagem – que compareceu ao ginásio do Macaé deve ter pensando ao ver que a partida avançava para o começo da madrugada e nada de terminar. E quem tinha trabalho ou faculdade no dia seguinte? Certamente esta pessoa irá pensar duas vezes em comparecer a uma partida de vôlei. E o pior é que estes horários esdrúxulos, sempre por exigência do Sportv, que detém os direitos de transmissão do campeonato, se repetiram frequentemente ao longo do campeonato.

Ninguém aqui é louco para questionar a importância da parceria da televisão no esporte olímpico do Brasil. Ainda mais em um país onde impera a monocultura esportiva e que represa a maioria absoluta dos recursos de verbas de publicidade para o futebol. Mas tudo tem um limite e como os dirigentes são incompetentes para obter outras fontes de recurso, acabam fechando os olhos para situações ridículas como a de um jogo de vôlei terminando quase meia-noite e meia, em pleno dia de semana.

A TV faz o papel dela. Comprou o evento e pode colocá-lo no horário que lhe for mais conveniente. A audiência estará lá, quem gosta de vôlei, basquete ou tênis (só para citar três modalidades que têm eventos transmitidos pelo Sportv) irá assistir, não importa se o jogo começar às 17h, 20h ou 23h. Mas não se pode dizer que os executivos da TV possuam bom senso. Ninguém de bom senso marca um jogo de vôlei para começar às 21h45. Da mesma forma que os cartolas que comandam as modalidades não podem deixar de reconhecer sua fraqueza e dependência total ao dinheiro pago pelas emissoras. Sem esta grana, muitas destas modalidades estariam na pior.

Para um país que vai organizar as Olimpíadas daqui a cinco anos, o aspecto educacional esportivo é algo que não pode ser deixado de lado. E que tal começarmos a educar as pessoas a gostar de esporte, marcando os eventos para um horário em que todos possam acompanhá-lo, sem com isso atrapalhe suas vidas?

Autor: Tags: , , , ,