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Posts com a Tag Henrique Barbosa

domingo, 21 de abril de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 20:43

O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil olímpico

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Arthur Zanetti, o 1º brasileiro campeão olímpico na ginástica. Brasileiro por quanto tempo?

Muita atenção para a reprodução abaixo dos seguintes posts do Twitter neste domingo, repercutindo reportagem do programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, sobre o ginasta campeão olímpico Arthur Zanetti:

 

 

 

Acima estão representadas opiniões de importantes atletas do movimento olímpico brasileiro. Um deles, o ex-jogador Nalbert, campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei. Portanto, são opiniões de respeito.

Todos revoltados (e com razão) após a exibição da reportagem com o ginasta brasileiro Arthur Zanetti, ouro nas argolas nas Olimpíadas de Londres 2012, mostrando as condições precárias que ele tem para se preparar, em São Caetano do Sul. Um ginásio com equipamentos velhos, sem alojamento para descansar entre os treinos e precisando recorrer a marmitas para almoçar. Um campeão olímpico se submete a isso, é bom deixar claro.

Veja também: O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

O leitor do iG Esporte nem se surpreende com as imagens exibidas, pois no dia 15 de março, reportagem do companheiro Maurício Nadal já trazia cenas constrangedoras a respeito das condições de trabalho de Zanetti.

A surpresa no desabafo do ginasta ao Esporte Espetacular foi a possibilidade aberta por ele mesmo de não mais competir como brasileiro. “Eu já coloquei na minha cabeça que se surgir uma oportunidade legal, não só para mim, mas para o grupo de profissionais que vão me ajudar, eu pensaria, sim, em competir por outro país”.

É simplesmente impossível apenas imaginar essa possibilidade. Pior é ver o jogo de empurra-empurra entre todas as entidades responsáveis pela situação vexatória a qual Zanetti está passando: CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte, todos procurando justificar o injustificável.

Sinceramente, não acho que Arthur Zanetti colocará em prática essa ameaça, que nem é inédita, especialmente na ginástica (outros atletas já competiram em Jogos Olímpicos por nacionalidades diferentes). Mas se esse absurdo acontecer, a fatura dessa conta precisará ser dividida entre as seguintes pessoas: Carlos Nuzman, Aldo Rebelo, CBG, COB, Ministério do Esporte.

A culpa será toda de vocês.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:39

Doping no esporte brasileiro também chega ao judô. Vergonha!

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Taciana Lima testou positivo para Furosemida

É inacreditável, mas dia sim, outro também, pinta um novo caso de doping no esporte brasileiro. Desta vez, em um furaço do companheiro Rodrigo Farah, do iG Esporte, ao noticiar o caso positivo da judoca Taciana Lima, da categoria ligeiro (até 48 kg), que foi flagrada com a substância Furosemida – a mesma que apareceu no famoso suplemento alimentar de Cesar Cielo -, durante exame realizado na etapa da Copa do Mundo, em São Paulo, no final de junho.

Parece brincadeira, mas é extremamente preocupante a quantidade de casos que vem pipocando ou tendo julgamentos com resultados “estranhos”, quando o assunto é relacionado a doping no Brasil. Aquele sujeito mais otimista irá analisar de forma positiva e entender que está sendo feito um controle cada vez mais rígido no esporte brasileiro.

Eu, como sou mais cético e chato, prefiro acreditar que a moçada anda descuidada demais, cusonumindo estes suplementos de origem extremamente duvidosa e não avaliam os riscos que podem causar. Ou então são burros mesmo!

Bom, a lista vai só aumentando: Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos, Vinicius Waked, geisa Arcanjo, Fabíola Molina, vários casos (omitidos) no ciclismo brasileiro, e agora Taciana Lima. Sem contar os casos recentes, de Daiane dos Santos e o escândalo da extinta equipe Rede, de atletismo, em 2009.

Vergonha é pouco!

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sexta-feira, 29 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:36

A justificativa da CAS

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“Os fundamentos mencionados não foram questionados pela Fina, o que certifica que a furosemida não teve por objetivo melhorar o desempenho dos atletas ou mascarar o uso de alguma outra substância capaz de melhorar o desempenho”

Trecho do laudo final produzido pelos juízes da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em relação ao julgamento dos nadadores brasileiros Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked no caso de doping por furosemida, flagrados em exame realizado no último Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, em maio. Os três primeiros receberam apenas uma advertância, enquanto Waked, por ter sido punido por doping anteriormente, levou um ano de suspensão.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 19:50

Uma nova visão sobre o caso Cielo

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Bastante interessante a análise feita pelo advogado Alberto Murray Neto, publicada em seu blog e reproduzida abaixo. Como ex-árbitro do CAS (Corte Arbitral do Esporte), Murray conhece a fundo o funcionamento do órgão e fez uma reflexão que merece uma atenção: se Cesar Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas Santos foram absolvidos, por que punir apenas Vinicius Wakerd? Afinal, se não houve punição (os três foram liberados), e Vinícius tomou a mesma substância que eles, qual o motivo de somente ele ter sido suspenso?

Leiam e analisem:

Três absolvições e uma condenação

Por Alberto Murray Neto

Os quatro nadadores do Brasil ingeriram, involuntariamente, furosemida. Todos compraram o suplemento alimentar da mesma farmácia, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. Pela mesma razão, os quatro atletas foram a julgamento relâmpago na Corte Arbitral do Esporte. Os árbitros entenderam que, de fato, o consumo de furosemida foi involuntário e que não houve negligência. Ou seja, a farmácia de manipulação errou e contaminou os comprimidos que eles tomaram. Pois bem, se o CAS julgou que a furosemida encontrada nos atletas não foi culpa deles, todos, igualmente, são inocentes. Então por que três deles foram absolvidos e um recebeu um ano de suspensão? Ah, porque ele é reincidente! Ora, se desta vez ele, segundo o CAS, não cometeu delito algum, ele não é reincidente de nada. Sem delito, não há pena. Portanto juridicamente injusta e incongruente a suspensão de Wacked (mera advertência não é pena. Se o Tribunal os tivesse julgado culpados, teriam sido suspensos).

Outro ponto importante: Em sendo culpado a farmácia de manipulação, os quatro atletas têm uma baita ação de dano moral contra ela. Vamos ver se eles processarão a farmácia. Eu certamente processaria. O fato foi gravíssimo e abalou a imagem deles. Merecem ressarcimento. Serão curiosos os desdobramentos do caso daqui por diante.

Veja também:

>> Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>>Fica esperto, Cielo!

>>O doping e a hipocrisia

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:32

As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

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Cesar Cielo agora está livre para brigar pelo bicampeonato mundial em Xangai

Passadas várias horas da notícia da absolvição do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo – na verdade, a manutenção da pena de advertência que havia sido aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) – e dos também nadadores Henrique Barbosa e Nicholas Santos, já é possível fazer uma análise mais fria sobre o episódio que abalou as estruturas do esporte olímpico do Brasil nas últimas semanas.

Uma coisa parece clara para mim: continuo com a certeza absoluta que se não tivesse um currículo brilhante, onde constam uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim-08 e dois títulos mundiais obtidos em 2009, na cidade de Roma, Cesar Cielo estaria arrumando as malas para voltar da China para o Brasil, trazendo na bagagem uma suspensão, nem que fosse relativamente leve, algo como os três meses que pediu a Fina (Federação Internacional de Natação), em seu recurso à CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Nem mesmo o fato de Henrique Barbosa e Nicholas Santos, que nem se comparam em termos de conquistas a Cielo, terem sido absolvidos também modifica esta minha linha de pensamento. É claro que por terem ingerido o mesmo suplemento alimentar indicado por Cielo, e com a argumentação de contaminação cruzada ter sido aceita na CAS, eles teriam que escapar do gancho também. O único que não tinha salvação era Vinícius Waked, que por ter sido condenado anteriormente, foi considerado reincidente e acabou condenado por um ano.

Caberá a Cielo, agora aliviado por manter o sonho de brigar pelo bicampeonato mundial em Xangai e olímpico em Londres, no ano que vem, mostrar maturidade e sangue frio. Maturidade para encarar os jornalistas sem qualquer tom de revanchismo, por conta das inúmeras reportagens que foram publicadas até agora, questionando o caso de doping. Como ele se manteve absolutamente em silêncio após a divulgação do exame positivo, não sei sinceramente como irá reagir às inevitáveis perguntas que os jornalistas do mundo inteiro certamente lhe farão em Xangai.

O sangue-frio citado no parágrafo acima tem a ver com a reação que o resultado do julgamento irá despertar nos rivais. Ainda logo depois da divulgação do doping, o francês Alain Bernard disse que achava que pena havia sido bem leve. Depois, o canadense Brent Hayden usou de ironia para pedir uma punição maior ao brasileiro. Cielo precisará saber conviver com olhares atravessados e comentários às escondidas dos rivais das piscinas. E ter que superar tudo isso para continuar em busca de seus grandes resultados.

Por fim, a última mudança que deverá acompanhar o desfecho do caso Cielo: a partir de agora, será bem complicado para a CAS querer aplicar uma pena de suspensão para casos idênticos ao de Cielo e seus colegas. Por exemplo, o que ocorreu com Daynara de Paula, que também teve doping por furosemida em virtude de uma contaminação cruzada. Exatamente como Cesar Cielo. Só que ela foi acusada de negligente, ficou meio ano afastada das piscinas e nem poderá sonhar com uma participação nas Olimpíadas de Londres.

Nestes casos, a diferença que faz uma medalha de ouro olímpica é fundamental e, por que não dizer, cruel com os mortais.

Veja também:

>>Doping vai ganhando  de goleada no esporte brasileiro

>>E Cielo falou. Para os franceses…

>>O doping e a hipocrisia

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terça-feira, 12 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Seleção brasileira | 22:12

E Cielo falou. Para os franceses…

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“Espero que a decisão seja a mesma que a CBDA tomou. Mas só a advertência já é difícil de digerir porque eu não fiz nada”



Para o "L'Equipe", Cielo disse que é inocente

Nadador brasileiro Cesar Cielo, em declaração dada ao jornal francês “L’Equipe” nesta terça-feira, já em Macau (China), onde se encontra para a disputa do Mundial de Esportes Aquaticos, marcado para a cidade de Xangau e cujas provas de natação começarão no próximo dia 24.

Só lamento que Cielo tenha falado com os colegas franceses e não com a imprensa brasileira, a qual driblou no embarque para Macau, voando um dia antes, para não ter que falar sobre o incômodo caso de doping por furosemida, detecado no exame realizado no Troféu Maria Lenk. Além de Cielo, testaram positivo para a mesma substância Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinícius Waked. Os quatro alegam inocência e dizem que tiveram um suplemento alimentar contaminado em uma farmácia de manipulação em Santa Bárbara D’Oeste.

Mas uma hora Cielo terá que falar aos brasileiros. Torço para que nesta ocasião, esteja festejando uma absolvição no caso, que será levado à CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Mas, convenhamos, a coisa está difícil.

Veja também:

>> Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>> Duas opiniões sobre o caso Cielo

>> O doping e a hipocrisia

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sábado, 2 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:34

O doping e a hipocrisia

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Cesar Cielo lê declaração à imprensa, na noite desta sexta-feira

Para início de conversa, não acho, sinceramente, que Cesar Cielo e seus três companheiros de seleção brasileira – Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked – tenham ingerido a substância furosemida, que apareceu em um exame antidoping realizados após o Troféu Maria Lenk, de forma proposital. Creio, sim, na versão apresentada pelo nadador campeão olímpico e mundial, que houve uma contaminação de suplementos alimentares que os quatros tomam normalmente.

Isto posto, permitam-me fazer a seguinte colocação: não tivesse o nome de Cesar Cielo na relação anunciada nesta sexta-feira pelo painel de doping da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e posso assegurar, com toda certeza, que todos seriam punidos. Nem que fosse por uma pena mínima, de três meses.

Provavelmente os responsáveis pelo controle antidopagem do Brasil, entre eles o renomado médico Eduardo de Rose, membro fundador da Wada (Agência Mundial Antidoping),  rebateriam minha tese com uns 200 argumentos, usando dados técnicos, científicos, pegando pontos obscuros de regulamentos. Não importa. É tão evidente que existem dois pesos e duas medidas sempre que o assunto doping vem à tona que nenhum argumento médico me convencerá do contrário. O ídolo sempre é preservado, no mundo inteiro.

Embora, como disse na abertura do post, acredite na inocência dos quatro nadadores, algumas coisas ficaram mal contadas. Por exemplo, será que a tal farmácia de manipulação, que soube-se mais tarde ser a responsável pela contaminação nos suplementos alimentares dos nadadores, tem realmente condições para exercer tal função? Que farmácia é essa, cujo nome não foi divulgado? E quando se sabe que um dos envolvidos, Vinicius Waked, já tinha sido flagrado num exame em 2009 e pegou dois meses de gancho, dá pra acreditar piamente que só há santos nesta história?

O escândalo mais recente de doping do esporte brasileiro está pronto para entrar na mesma categoria do doping burro, tema já abordado no blog e que puniu recentemente a também nadadora Fabíola Molina. E para piorar o que já está ruim, ainda houve a econômica declaração de Cielo à imprensa, que sem permitir perguntas dos jornalistas, somente repetiu o que já havia sido divulgado em seu comunicado, no início da tarde. Tinha que ter dado entrevista, sim, senhor!

No fundo, o que me parece é que existe uma baita hipocrisia em relação ao doping. Já vimos casos assim no atletismo brasileiro e mesmo internacional, como foi com o próprio Carl Lewis, que admitiu ter competido dopado, mas jamais foi punido. Porém, a lei é sempre mais dura e rigorosa para uns do que para outros.

Ou se cumpre a lei, mesmo que seja de uma forma dolorida, ou então que se acabe com a hipocrisia. O que não dá é para a coisa continuar nesta toada, onde atletas, dirigentes e médicos querem nos chamar de idiotas sem a menor cerimônia.

Veja também:

>>Ben Johnson é um cara de pau!

>>Desculpa esfarrapada da CBC

>>Dois pesos e duas medidas

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