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terça-feira, 28 de maio de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:39

A mais dura batalha de Oscar Schmidt

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Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas do basquete mundial, luta contra um câncer

Chocante, para dizer o mínimo, a notícia que abalou os fãs do basquete e do esporte olímpico nesta terça-feira, com a divulgação de que ex-ala Oscar Schmidt, maior cestinha do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo, está lutando contra um câncer no cérebro. Depois de ter sido operado em 2011, para a retirada de um tumor benigno na mesma região, a doença voltou de forma mais agressiva, obrigando a uma nova intervenção cirúrgica, em abril. A mulher do ex-cestinha, Cristina, disse a uma fonte ouvida pelo blog, que ele precisará fazer tratamento contra a doença a vida inteira.

É inegável a importância de Oscar Schmidt para a história do basquete brasileiro, gostando-se ou não do estilo demonstrado por ele em quadra nas equipes em que atuou, com abuso nos arremessos de longa distância. Alguns integrantes da velha guarda do basquete sempre criticaram essa preocupação excessiva de Oscar em pontuar sempre, esquecendo-se do jogo coletivo.

Outros irão criticar seus posicionamentos fora da quadra, como uma aliança com o ex-prefeito Paulo Maluf em 1998, quando concorreu (e perdeu) a eleição ao Senado. Alguns também irão lembrar das vaias totalmente fora de hora que Oscar comandava nas arquibancadas durante o Pan do Rio, em 2007, sempre que havia algum rival de atleta brasileiro em ação.

Críticas à parte, Oscar foi um gênio nas quadras. Comandou a maior conquista brasileira desde os Mundiais de basquete, com a conquista do ouro no Pan de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil impôs a maior derrota já sofrida por uma equipe dos EUA dentro de casa.

Já consagrado e no final da carreira, voltou a atuar no Brasil em 1995, ano em que ajudou uma seleção brasileira limitada a se classificar para as Olimpíadas de Atlanta 1996. Por fim, assumiu o risco de montar uma própria equipe, em 1997, o Bandeirantes, projeto que levou adiante até 2003, quando encerrou a carreira, no Flamengo.

No começo deste ano, recebeu um presente especial, justamente no dia de seu aniversário, ao ser indicado para entrar no Hall da Fama de Springfield (EUA), o mais tradicional do basquete mundial.

Força ao Mão Santa!

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil | 14:07

O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

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A ponteira Alexandra Nascimento sobe para fazer mais um gol nos Jogos de Londres

Atualizado

O começo de 2013 não poderia ser melhor para o esporte olímpico do Brasil. Nem bem a segunda semana do ano terminou e pintaram duas notícias dando conta de premiações (ou futuras premiações). A primeira foi a eleição da ponteira Alexandra Nascimento como melhor jogadora do mundo no handebol, após pesquisa feita pela IHF (Federação Internacional de Handebol). Destaque na bela campanha do Brasil nas Olimpíadas de Londres (quando o time ficou em sexto lugar), Alexandra recebeu 28% dos votos dos internautas.

O prêmio tem ainda mais relevância por dois aspectos: primeiro, a falta de tradição do Brasil na modalidade. Depois, pelo fato de ela ter ficado à frente de jogadoras mais consagradas (inclusive das campeãs olímpicas norueguesas) e tendo sido escolhida por um público que realmente acompanha a modalidade. Claro que o fato de atuar no Hypo, da Áustria, uma das melhores equipes do mundo, também aumentou a visibilidade da brasileira. Uma escolha mais do que merecida.

Outra bela notícia veio no basquete, com as indicações do ex-cestinha Oscar Schmidt e do técnico Togo Renan Soares, o Kanela, para tentar um lugar no Naismith Memorial Basketball, em Springfield (EUA). Este é o Hall da Fama mais badalado da modalidade, onde estão imortalizadas estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Kareen-Abdul Jabar. Entre os brasileiros, Hortência Marcari e Ubiratan Maciel já foram admitidos.

A chegada de Oscar é até tardia, embora o Naismith tenha algumas regras para receber as indicações, entre elas a de estar pelo menos cinco anos aposentado das quadras. Mas já passou do tempo para Oscar integrar a lista dos grandes do basquete mundial. Sem dúvida que sua atuação assombrosa na final do Pan-Americano de Indianápolis 1987, quando ele destruiu a seleção dos EUA na final, ajudará em sua eleição.

A presença de Kanela também é mais do que merecida. Os mais novos talvez não saibam, mas ele foi o grande responsável em montar a chamada “geração de ouro” do basquete brasileiro, que foi bicampeã mundial (1959/63) e duas vezes medalhista olímpica (bronze em Roma 1960 e Tóquio 1964).

Atualização: no começo da tarde desta terça-feira, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) enviou email confirmando que o nome do ex-ala Amaury Pasos também integra a lista de indicados ao Naismith Memorial Basketball, que por engano referiu-se ao bicampeão mundial erroneamente como Thiago Pasos. Ao lado de Wlamir Marques, Amaury era um dos principais nomes da seleção comandada por Kanela na década de 60.

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