Publicidade

Posts com a Tag Gui Lin

sexta-feira, 1 de junho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:57

E não é que tem #mimimi no esporte olímpico também?

Compartilhe: Twitter

Jéssica Yamada perdeu lugar na seleção de tênis de mesa para Gui Lin e até agora não entendeu o motivo

A semana que se encerra mostrou que no universo do esporte olímpico, as palavras “crise”, “polêmica” e “discussão” são mais comuns do que se imagina. E o tema que mais rendeu discussões em redes sociais voltas às modalidades olímpicas foi a convocação da chinesa naturalizada brasileira Gui Lin para integrar a seleção brasileira de tênis de mesa nas Olimpíadas de Londres 2012. O motivo de tanto #mimimi (expressão criada nas mesmas redes sociais para definir brigas e discussões às vezes sem sentido) foi a CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) ter deixado de lado Jéssica Yamada na convocação.

Entrevistada pelo repórter Henrique Munhos, do iG Esporte, Jéssica disse que não entendeu até agora o motivo de ter sido preterida por Gui Lin. O pai da mesa-tenista e também treinador, Marcos Yamada, ficou ainda mais indignado, chegando a dizer que a chinesa nada acrescentará à seleção em Londres. Mas os números não mostram exatamente isso, pois o ranking mundial divulgado nesta sexta-feira, Gui Lin aparece em 260º lugar, duas posições à frente de Jéssica. A CBTM não deu muita bola para o chororô de Jéssica Yamada.

Já o outro caso desta semana representa o genuíno #mimimi. Após ter apresentado um fraco desempenho em uma etapa da Copa do Mundo de remo, na Suíça, o remador Anderson Nocetti, único classificado entre os homens para Londres, foi cobrado via Facebook pelo próprio treinador da seleção brasileira, o francês José Oyarzabal, que cornetou alguns aspectos técnicos no desempenho do atleta.

A resposta veio rápida e certeira. “Com certeza posso melhorar, basta eu querer e ter um técnico presente me orientando pra isso, por mais experiência que eu tenha não consigo fazer isso sozinho”, afirmou Nocetti, também pela rede social. O remador, que vive em Florianópolis e já havia manifestado sua irritação por não ter condições de treinar ao lado dos demais integrantes da seleção, no Rio de Janeiro, teve pelo menos o consolo de sua discussão pública com o treinador ter tido um resultado prático: o Botafogo, clube pelo qual compete, irá bancar a estadia de Nocetti no Rio, para treinar com os integrantes da seleção.

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 28 de maio de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:35

Brasil também terá 'reforço externo' em Londres. Vale a pena?

Compartilhe: Twitter

A chinesa naturalizada brasileira Gui Lin, ao lado de seu 'mentor', Hugo Hoyama

E a notícia mais relevante do esporte olímpico do Brasil nesta segunda-feira foi a confirmação da primeira atleta naturalizada do tênis de mesa do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. Gui Lin, de 18 anos, teve sua convocação anunciada pela CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) como uma das integrantes da delegação do país que estará em Londres, a partir de 27 de julho.

Agora, assim como já fizeram Argentina e República Dominicana em outras ocasiões, o Brasil também terá a sua “chinesa” na equipe. No caso de Gui Lin, o objetivo é mais ambicioso: conquistar uma medalha individual nas Olimpíadas do Rio, em 2016. A grande dúvida que pode surgir na cabeça de muita gente: será que esta estratégia vale a pena?

O caso de Gui Lin merece uma análise à parte, sem qualquer traço de preconceito. Traz alguma semelhança com o que ocorreu com a cubana naturalizada britânica Yamila Aldama, que aos 39 anos defenderá a Grã-Bretanha em sua terceira olimpíada por um país diferente, após morar mais de dez anos na ilha da Rainha. E ainda assim enfrentou algumas críticas da imprensa local, irritada com a enorme quantidade de atletas naturalizados, chamados jocosamente de “britânicos de plástico”.

Gui Lin está no Brasil desde os 12 anos,  quando veio participar de um programa de intercâmbio. Passou a treinar em São Bernardo do Campo, onde mora e compete, tendo sido “adotada” esportivamente por Hugo Hoyama. É considerada pelos dirigentes brasileiros da modalidade como dona de um talento excepcional. Daí o esforço da cartolagem em naturalizá-la e já integrá-la na equipe, ao menos da disputa por equipes.  Nesta caso, como o Brasil não tem atletas de nível competitivo, a presença de Gui Lin pode dar um “upgrade” no tênis de mesa do país.

E vale destacar outra coisa: Gui Lin não será a primeira atleta naturalizada que o Brasil já usou em Jogos Olímpicos. Fernando Meligeni, no tênis, e Sebastian Cuattrin, na canoagem, ambos argentinos de nascimento, estiveram representando as cores brasileiras em Olimpíadas. E Londres 2012 poderá marcar a presença do primeiro americano numa seleção masculina de basquete, Larry Taylor, já convocado pelo técnico Rubén Magnano (que por sinal é argentino…)

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,