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Posts com a Tag Guadalajara 2011

quinta-feira, 5 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:43

Pré-Olímpicos embalam feriadão do esporte brasileiro

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Leo, capitão da seleção brasileira de handebol, que disputa o Pré-Olímpico da Suécia

O feriado da Semana Santa começa pra lá de agitado em duas modalidades olímpicas brasileiras, que ainda buscam uma vaga nas Olimpíadas de Londres 2012. Para uma delas, a decisão será nesta própria sexta, enquanto outra está apenas começando sua caminhada.

Após empatar com a Tunísia nesta quinta-feira por 11 a 11, no Pré-Olímpico de Edmonton (Canadá), a seleção brasileira masculina de polo aquático enfrentará a Romênia nesta sexta, às 18h30 (horário de Brasília), pelas quartas de final da competição. Após ficar em terceiro lugar no grupo B, os brasileiros terão pela frente a seleção romena, segunda colocada da chave A. Os vencedores das quartas se classificarão para os Jogos Olímpicos.

Mas nesta sexta-feira também ocorrerá a largada para a última tentativa de classificação olímpica para a seleção masculina de handebol, que fará sua estreia no Pré-Olímpico de Gotemburgo (Suécia), diante dos donos da casa, a partir das 12h (horário de Brasilia). Depois, jogará contra a Hungria (no sábado) e Macedônia (domingo).

Veja também: Goleada sobre a Argentina deixa o Brasil vivo no polo aquático

Depois de fracassar na tentativa de assegurar a vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, quando perdeu a final para a Argentina, os brasileiros precisão encarar uma missão quase impossível. Aqui neste blog, logo que ocorreu o sorteio dos grupos dos Pré-Olímpicos – outros dois torneios estarão ocorrendo ao mesmo tempo, na Suécia e Croácia -, foi mostrado que o desempenho do Brasil contra seus rivais é terrível: houve somente uma vitória em confrontos diretos, diante da Macedônia, em 1999.

Para complicar ainda mais, a seleção não contará com a presença de seu principal jogador nos últimos anos, Bruno Souza, que sofreu uma séria lesão no joelho e foi cortado da equipe.

A tendência é que o final de semana trará frustrações tanto no polo aquático quanto no handebol masculinos. Qualquer um que conquiste a vaga olímpica pode ser considerado como uma grande zebra.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:48

Caso Simone Alves põe controle de doping do Brasil na berlinda mais uma vez

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Simone comemora a vitória no Troféu Brasil de 2011. Desde então, ela vive um inferno

Estou bastante curioso para saber qual será o desfecho de mais um polêmico caso de doping no esporte brasileiro, o da fundista Simone Alves, cujo exame antidoping realizado em agosto do ano passado no Troféu Brasil de atletismo deu positivo para EPO (Eritropoetina Recombinante). Por causa deste resultado, a atleta foi suspensa preventivamente do esporte, perdeu a marca conquistada na prova – o recorde sul-americano dos 10.000 m, que já durava desde 1993 -, foi cortada da equipe brasileira que disputou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e para piorar, foi mandada embora de seu clube, a BM&F.

O problema é que nesta segunda-feira, o caso de Simone foi analisado pelo STJD da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), que confirmou um veredicto anterior da CND (Comissão Nacional Disciplinar), optando por não punir a atleta. Os dois órgãos deram parecer positivo à defesa da atleta, que alegou várias irregularidades na coleta de seu exame, como erro na identificação da amostra B da urina de Simone, e autorização para que ela deixasse a sala do antidoping, atendendo a a insistentes pedidos para que ela desse entrevista a uma emissora de TV (sim, às vezes nós jornalistas somos malas mesmo!).

Simone não só deixou a sala de coleta como carregou consigo o frasco da amostra, deixado no chão enquanto ela dava a tal entrevista. Tudo isso, de acordo com os advogados, com anuência da fiscal que estava responsável pela coleta da atleta!

Todo este caso me parece surreal. Primeiro pelo fato de terem permitido que Simone Alves deixasse a área de doping para dar uma entrevista, antes que o procedimento da coleta tivesse sido concluído. Depois, o resultado de duas instâncias jurídicas da CBAt terem decidido absolver a atleta, mas ainda assim a entidade decidiu que irá recorrer da decisão à Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) ou até mesmo à CAS (Corte Arbitral do Esporte). Os dirigentes da CBAt argumentam que a EPO que apareceu no exame de Simone é injetável e não poderia de forma alguma ter contaminado sua urina externamente.

Veja também: As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

O problema é que nesta história toda, já se passaram mais de quatro meses desde que o caso foi anunciado oficialmente (em outubro, véspera do Pan de Guadalajara). Neste meio tempo, Simone Alves teve sua reputação jogada na lata do lixo, perdeu o emprego, viu uma quebra de recorde ir por água abaixo, ficou fora do Pan e não irá às Olimpíadas de Londres provavelmente. Por enquanto, até que se prove o contrário, ela é inocente.

Sem contar que o próprio controle de doping no Brasil passa por um momento delicado, após o vexame ocorrido com o único laboratório do país credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), a Ladetc (Laboratório de Controle de Doping), do Rio, que apontou erroneamente um caso positivo no jogador de vôlei de praia Pedro Solberg. O erro foi tão grande que o laboratório foi suspenso pela Wada por seis meses.

Já disse aqui que há casos de doping que são tratados de forma diferente, conforme a importância do atleta. Cesar Cielo teve seu caso de doping por furosemida julgado em tempo recorde na CAS, menos de um mês de divulgado e às vésperas do Mundial de Xangai. Não há a menor dúvida que o peso do ouro olímpico e dos recordes mundiais de Cielo tenha tido uma influência para acelerar o julgamento.

Simone Alves, enquanto isso, passará por mais algum tempo (sabe-se lá quanto tempo) tentando comprovar sua inocência ou tendo que cumprir um gancho por uso de substância proibida. Quando isso será resolvido, ninguém sabe. E quem paga o prejuízo, no final, é a atleta, de um jeito ou de outro.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:10

Cesar Castro carimba vaga para Londres aos 44 do 2º tempo

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Cesar Castro participará pela terceira vez dos Jogos Olímpicos

Foi por muito pouco, mas o brasiliense Cesar Castro assegurou nesta terça-feira sua participação nas Olimpíadas de Londres 2012, ao ficar em 18º lugar nas eliminatórias da prova do trampolim de 3 m da Copa do Mundo de saltos ornamentais, em evento que também serve como teste das instalações do Parque Aquático de Londres para os Jogos Olímpicos.

Castro, de 29 anos, garantiu a presença em sua terceira campanha olímpica aos 44 do segundo tempo, pode-se dizer assim. Somente os 18 melhores saltadores desta terça-feira asseguraram presença nas semifinais da competição, marcadas para esta quarta e, o mais importante, carimbaram o passaporte olímpico. Castro ficou  somente 1,7 ponto à frente do 19º colocado, o ucraniano Dmytro Mezenskii.

Confira quais são os atletas brasileiros já classificados para Londres 2012

Cesar Castro participou das Olimpíadas de Atenas 2004, quando foi o 9º colocado no trampolim de 3 m, e dos Jogos de Pequim 2008, quando terminou em 24º lugar na mesma prova e não passou das eliminatórias.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 07:08

Seleção de saltos ornamentais tenta subir no voo para Londres

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Juliana Veloso busca vaga para sua terceira participação em Olimpíadas

Começa nesta segunda-feira, a partir das 8h (horário de Brasília) a última chance para os atletas brasileiros dos saltos ornamentais carimbarem  o passaporte para as Olimpíadas de Londres 2012. A Copa do Mundo da modalidade, que servirá também como evento-teste para as instalações do Parque Aquático olímpico,  reservará as últimas vagas para os Jogos. A seleção brasileira que está na capital britânica é composta por cinco atletas, sendo que quatro deles buscam sua terceira participação olímpica: Juliana Veloso, Cassius Duran, Cesar Castro e Hugo Parisi. A caçula da turma é Andressa Mendes, de somente 14 anos, quinta colocada no Pan de Guadalajara 2011.

Veja também: Confira as fotos da musa Juliana Veloso

Nesta Copa do Mundo, estarão em jogo apenas 18 vagas em cada prova para Londres 2012. Mas como cada país poderá ter no máximo 16 atletas (oito no masculino e oito no feminino) nos Jogos, após as provas é feita uma análise dos classificados e caso o número de competidores seja excedido,  haverá uma repescagem durante a própria Copa do Mundo, para quem ficar do 19º lugar em diante.

Confira o programa da Copa do Mundo e quais as provas em que haverá a participação de atletas brasileiros:

20/02
8h – Trampoolim sincronizado masculino 3 m (eliminatórias)
12h – Plataforma feminina 10 m/Andressa Mendes (eliminatória)
17h – Trampoolim sincronizado masculino 3 m (finais)

21/02
8h – Plataforma feminina 10 m (semifinais)
12h – Trampolim masculino 3 m/César Castro (eliminatórias)
17h30 – Plataforma feminina 10 m (finais)

22/02
8h – Trampolim masculino 3 m (semifinais)
12h – Plataforma sincronizada feminina 10 m (eliminatórias)
17h – Trampolim masculino 3 m (finais)
18h45 – Plataforma sincronizada feminina 10 m (finais)

23/02
8h – Plataforma sincronizada masculina 10 m (eliminatórias)
12h – Trampolim feminino 3 m/Juliana Veloso (eliminatórias)
17h – Plataforma sincronizada masculina 10 m (finais)

24/02
8h – Trampolim feminino 3 m (semifinais)
12h – Plataforma masculina 10 m/Cassius Duran e Hugo Parisi (eliminatórias)
17h30 – Trampolim feminino 3 m (finais)

25/02
8h – Plataforma masculina 10 m (semifinais)
12h – Trampolim sincronizado feminino 3 m (eliminatórias)
17h – Plataforma masculina 10 m (finais)
18h45 – Trampolim sincronizado feminino 3 m (finais)

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 17:45

Pré-Olímpico só serve de aprendizado para hóquei brasileiro

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A seleção masculina do Brasil se prepara para as Olimpíadas de 2016

Modalidade sem tradição alguma e com pouquíssimos praticantes no Brasil, o hóquei na grama tem feito um trabalho intenso de treinamento com as seleções masculina e feminina, de olho na participação nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, quando o país terá vaga garantida, por ser o anfitrião dos Jogos. Trata-se de uma estratégia correta para evitar um vexame daqui a quatro anos, diante da torcida brasileira (coisa que por sinal aconteceu no Pan do Rio, em 2007). Mas nesta segunda-feira a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama e Indoor) recebeu a notícia de que terá a chance de disputar uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012!

Veja também: O calendário pré-olímpico do Brasil em 2012

Como Cuba desistiu de participar de um dos Pré-Olímpicos mundiais masculinos da modalidade, a FIH (Federação Internacional de Hóquei) convidou a seleção brasileira para completar o torneio de Kakamigahara, no Japão, que será realizado entre 25 de abril e 6 de maio. Lá, a equipe terá como adversários as seleções do Japão, China, Áustria, República Tcheca e África do Sul. Apenas o campeão terá presença assegurada em Londres 2012.

Bom, agora vamos ao que interessa. Sobre a participação do Brasil, acho perfeito. O time só irá adquirir experiência internacional para poder encarar as grandes potências do hóquei na grama mundial sem risco de se tornar uma piada mundial desta forma, jogando competições de alto nível. Mas ao contrário do que o comunicado oficial da CBHG  estampou pachecamente logo na primeira linha – “O sonho olímpico pode estar próximo” -, é preciso encarar este convite como uma aula prática. Somente isso.

Leia também: Veja os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012

Neste Pré-Olímpico, o Brasil terminará provavelmente na última colocação e a grande vitória será perder pelo menor número possível de gols em relação aos demais rivais. Vale lembrar que o time nem conseguiu se classificar para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e no Pan do Rio,  em 2007, perdeu as cinco partidas que disputou, marcando somente um gol e sofrendo 57. A campanha foi tão bizarra que o Brasil conseguiu perder por 8 a 0 para Antilhas Holandesas.

Mas até 2016 ainda há tempo para aprender e evitar que campanhas pífias como esta possam se repetir. Ao mesmo tempo, que seja feito um trabalho forte no desenvolvimento no hóquei de grama no Brasil, não apenas preocupado em evitar um vexame internacional nas Olimpíadas de 2016.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:36

Potência olímpica precisa de mecenas?

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Daniel Paiola ganhou bronze no Pan 2011 e ainda briga para ir às Olimpíadas

Por mais que números e resultados recentes apontem um evidente crescimento, o esporte olímpico brasileiro ainda vive momentos do mais puro (e nem sempre saudoso) amadorismo. Este é o sentimento que fica após ler a ótima reportagem publicada na edição deste sábado da “Folha de S. Paulo”, de autoria de Marcel Merguizo, que conta sobre o misterioso mecenas que pagou do próprio bolso dívidas contraídas pela CBBd (Confederação Brasileira de Badminton).

Veja também: E o Brasil, acredite, já é considerado uma “potência esportiva”

Graças a este “empréstimo”,  foram quitadas dívidas da entidade com a BWF (Federação Mundial de Badminton) e desta maneira atletas brasileiros estão autorizados a disputar competições internacionais. Entre os ameaçados de não competir por causa do calote da CBBd, atualmente sob intervenção por graves problemas administrativos, estava Daniel Paiola, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e que tem maiores chances de conseguir uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012.

É vergonhoso que situações como essa ainda ocorram nesta agora abonado esporte brasileiro, que recebe gordas verbas de leis de incentivo federais e que pode arrecadar  também através de projetos de renúncias fiscais. A situação é tão bizarra que as entidades não podem usar as verbas da Lei Agnelo/Piva para quitar multas. Enquanto isso, passam por vexames como o de depender da ajuda de endinheirados amantes do esporte para poder mandar seus atletas ao exterior.

Antes dos pachecos baterem no peito para encherem a bola do Brasil, sil sil olímpico, é melhor arrumarmos direito a nossa casa.  Com a palavra, COB, Ministério do Esporte e afins.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 15:30

Brasil desafia retrospecto ruim no Pré-Olímpico de handebol

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O técnico espanhol Javier Cuesta, da seleção masculina de handebol, terá problemas no Pré-Olímpico

Se não bastasse a decepção de ter perdido a chance de classificação direta para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, ao ser derrotada pela Argentina na final dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a seleção brasileira masculina de handebol pegou um grupo “encardido” no Pré-Olímpico mundial da modalidade.

Entre 6 e 8 de abril, os brasileiros vão encarar Macedônia, Hungria e a anfitriã Suécia. Outras oito seleções estarão divididas em mais dois grupos e somente os dois primeiros de cada chave vão para Londres 2012. No caso do Brasil, há ainda um outro problema: o retrospecto contra os seus rivais é simplesmente horroroso.

Veja também: O calendário pré-olímpico do Brasil em 2012

A seleção comandada pelo técnico espanhol Javier Cuesta tem larga desvantagem diante dos seus adversários. Em competições oficiais da IHF (Federação Internacional de Handebol), o Brasil disputou sete partidas diante de seus rivais no Pré-Olímpico, tendo conquistado uma mísera vitória.

Ou seja, o que já seria naturalmente complicado – conquistar uma vaga olímpica diante de países com muito mais tradição no handebol mundial e fora de casa – torna-se quase impossível diante de números tão negativos.

Confira abaixo os confrontos diretos do Brasil com seus adversários no Pré-Olímpico masculino de handebol:

– Suécia 22 x 15 Brasil – Olimpíadas de Barcelona (1992)
– Brasil 21 x 27 Hungria – Olimpíadas de Barcelona (1992)
– Brasil 21 x 29 Suécia – Campeonato Mundial da Islândia (1995)
– Brasil 30 x 27 Macedônia – Campeonato Mundial do Egito (1999)
– Suécia 29 x 21 Brasil – Campeonato Mundial de Portugal (2003)
– Hungria 20 x 19 Brasil – Olimpíadas de Atenas (2004)
– Hungria 36 x 24 Brasil – Campeonato Mundial da Suécia (2011)

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:05

O doping burro de Fabíola Molina, parte 2

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Fabíola Molina só poderá voltar a competir em abril. Vaga olímpica ficou mais difícil

E o currículo nada exemplar do esporte brasileiro em relação ao doping já dá o ar da graça em 2012, com a notícia da suspensão da nadadora Fabíola Molina, que nesta quinta-feira pegou seis meses de gancho após julgamento da CAS (Corte Arbitral do Esporte). O caso era referente ao exame positivo da nadadora, ocorrido em maio de 2011, durante a prova dos 100 m costa realizada na Tentativa de Índice do Mundial de Xangai.

A inspiração para o título deste post veio graças  a um outro publicado na época em que o caso explodiu, quando comentei a grande burrada cometida por Fabíola, uma nadadora experiente, de 36 anos, que por um descuido infantil tomou um suplemento alimentar contaminado e viu seu índice olímpico de Londres 2012 e vaga para o Mundial de Xangai irem para o lixo.

A burrice do doping de Fabíola – que acredito sinceramente não ter tomado o suplemento contaminado com a intenção de obter um ganho esportivo em relação às adversárias – ficou ainda maior com esta  decisão da CAS. Na época, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), em sua política de “passar a mão” na cabeça dos nadadores que lhe interessam, deu uma suspensão bem leve para ela, somente dois meses. Com isso, em julho ela já estava livre para representar o Brasil nos  “incríveis” Jogos Mundiais Militares e também no Pan de Guadalajara.

Veja também: Até quando o doping vai levar a melhor sobre o esporte?

Porém, se tivesse recebido uma pena decente logo de cara, talvez a mesma aplicada no tribunal da Suíça nesta quinta-feira, Fabíola teria ficado de fora dos Jogos Mundiais (não iria perder nada, diga-se de passagem) e do Pan-Americano. Com isso, chegaria em dezembro com sua pena já cumprida e estaria livre para se preparar para buscar a vaga olímpica em Londres nos vários eventos que a CBDA irá promover nos próximos meses.

Agora, como a CAS considerou como data inicial da suspensão a partir de 20 de dezembro de 2011, Fabíola Molina só estará liberada para competir em 20 de abril, quando terá somente duas competições para cravar o índice olímpico: o Troféu Maria Lenk (a partir de 24/4) e a Tentativa Olímpica (em maio).

Foi ou não um doping burro, este da nossa estimada Fabíola Molina?

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:30

Ginástica feminina do Brasil se classifica pela 3ª vez seguida para as Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística comemoram a vaga para Londres 2012

A suada classificação da seleção brasileira feminina de ginástica artística para as Olimpíadas de Londres 2012 serviu para manter uma recente tradição da modalidade em Jogos Olímpicos: esta será a terceira participação consecutiva de uma equipe feminina do Brasil na história olímpica.

A primeira vez que as meninas brasileiras foram às Olimpíadas com uma equipe completa foi nos Jogos de Atenas 2004, repetindo o feito na edição seguinte, em Pequim 2008. Exatamente durante o período de maior sucesso da modalidade no brasil, concidentemente quando a seleção era comandada pelo treinador ucraniano Oleg Ostapenko, um dos melhores técnicos do mundo.

Veja também: Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

Desta vez, havia uma boa dose de dúvida no sucesso das meninas, em razão do fiasco apresentado no Mundial de Tóquio e depois no Pan de Guadalajara, quando um princípio de crise de relacionamento entre as atletas acabou sendo escancarado devido aos maus resultados.

Nesta quarta-feira, graças aos ótimos desempenhos das principais estrelas da equipe – Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa -, o Brasil garantiu sua equipe feminina de ginástica novamente em uma edição de Jogos Olímpicos. No sufoco, é verdade, mas carimbou o passaporte. O que elas conseguirão em termos de resultado em Londres 2012, é outra história.

Com isso, já são 149 atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012. Confira aqui a relação completa dos classificados.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

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Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

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