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quarta-feira, 16 de outubro de 2013 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 16:41

Presença britânica em MG pode ajudar hóquei do Brasil

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O hóquei na grama brasileiro poderá ser beneficado com a presença dos britânicos em Minas Gerais

O hóquei na grama brasileiro poderá ser beneficado com a preparação dos britânicos em MG para 2016

A assinatura do contrato de parceria do BOA (Comitê Olímpico Britânico), com o governo de Minas Gerais e o Minas Tênis Clube, como sede da preparação de atletas britânicos para as Olimpíadas do Rio 2016, conforme anunciado no blog nesta terça-feira, poderá trazer um ganho indireto a uma modalidade praticamente desconhecida no Brasil: o hóquei na grama.

Como a modalidade é uma das prioridades para a Grã-Bretanha – foram 4º lugar no masculino e bronze no feminino em Londres 2012 – haverá a necessidade de se construir um campo específico para o treinamento dos atletas. Isso não existe atualmente em Minas Gerais. Com isso, a secretaria de esportes do estado já entrou em contato com a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei na Grama) para que seja iniciado um trabalho de ativiação da modalidadena região.

O resultado é que o equipamento e a estrutura que serão construídos para os britânicos poderão servir como o início de um futuro polo de desenvolvimento do hóquei na grama no Brasil, que hoje tem seu centro principal de treinamento no Rio de Janeiro, no Complexo Esportivo de Deodoro.

O hóquei na grama do Brasil praticamente não existe e inclusive terá inúmeros problemas até para se classificar em 2016 (não tem vaga automática). Logo, qualquer ajuda é pra lá de bem-vinda.

No rastro da Grã-Bretanha, outros comitês olímpicos também começaram a visitar possíveis instalações em Minas. Além da Irlanda, que negocia com Uberlândia (incluindo a equipe paraolímpica), também visitaram instalações mineiras nas últimas semanas delegações do Canadá e Austrália.

Seria o hóquei em Minas Gerais um dos legados dos Jogos de 2016?

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terça-feira, 15 de outubro de 2013 Olimpíadas | 19:09

Britânicos vão invadir Minas Gerais em 2016

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Team GBO BOA (sigla em inglês para comitê olímpico britânico) já definiu onde fará sua preparação final para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta quarta-feira, o inglês Sebastian Coe, representante da entidade e ex-presidente do comitê organizador dos Jogos de Londres 2012, assinará um acordo de parceria com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, além de representantes do Minas Tênis Clube, prevendo a utilização das dependências do clube pelos atletas britânicos, na fase final de preparação para as Olimpíadas.

Além de definir o seu quartel-general para a preparação para os Jogos do Rio, o acordo incluirá ainda o compromisso de criar programas de intercâmbio, além de compartilhar conhecimentos na área de medicina esportiva. Além do Minas Tênis, os britânicos selecionaram também as instalações o Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais e do Clube Mineiro de Caçadores de Santa Luzia.

Veja também: Natação da França avalia instalações do Sul para o Rio 2016

Outro comitê olímpico que manifestou interesse em fazer sua preparação em Minas Gerais foi o da Irlanda. O chefe-executivo da entidade, Stephen Martin, entregou uma carta de intenções à prefeitura de Uberlândia, após visitar as instalações do Complexo Municipal Virgílio Galassi, Praia Clube, Sesi Gravatás e Universidade Federal de Uberlândia.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 13:38

Esporte brasileiro ficará mais rico para evitar mico nas Olimpíadas de 2016. Mas vai dar tempo?

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Aldo Rebelo já tinha cobrado antes uma melhor posição do Brasil no quadro de medalhas

E o governo brasileiro resolveu se coçar e botar a mão na massa, ou no bolso, para ser mais específico. Nesta quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff anunciará, em meio a uma homenagem aos medalhistas nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Londres 2012 o Plano Brasil Medalha 2016. Através do Ministério do Esporte, serão feitos investimentos de R$ 1 bilhão até 2016, com o objetivo de colocar o país entre os dez primeiros do quadro de medalhas das Olimpíadas e entre os cinco primeiros das Paralimpíadas que ocorrerão no Rio de Janeiro, daqui a quatro anos.

Na teoria, sensacional. Nunca antes na história deste país (frase nova essa, hein?), o esporte brasileiro teve tanto dinheiro à disposição. Mas a dúvida que fica martelando em minha cabeça: vai resolver de fato todos os nossos problemas este dinheiro todo?

Para uma parte dos envolvidos, sim. Pelo plano que será lançado, estão previstas a criação de uma Bolsa Pódio, que poderá repassar até R$ 15 mil a atletas que ocupam os 20 primeiros lugares dos rankings mundiais em suas modalidades. Além disso, haverá investimento na equipe multidisciplinar dos atletas e até em compra de equipamentos. Esta é a parte boa da história.

O que para mim não parece fácil de atingir é a tal meta traçada pelo governo. Antes dos Jogos de Londres, o ministro Aldo Rebelo já tinha acenado com esta colocação do Brasil entre os dez primeiros do quadro de medalhas como uma meta a ser buscada. Acho justo, o problema é que o plano que o governo colocará em prática no próximo ciclo olímpico parece com algo desesperado para se evitar um grande vexame nos Jogos do Rio 2016.

No esporte, simplesmente despejar dinheiro em busca de resultados de expressão não funciona. No esporte olímpico então, a coisa é ainda mais complicada. Só para tomar um exemplo recente, a Grã-Bretanha, que cumpriu brilhante campanha em casa agora, começou a fazer um investimento pesado após fracassar em Atlanta 1996, ou seja, 16 anos depois.

Portanto, o segredo é trabalho a longo prazo. Não serão estes endinheirados quatro anos que vão tirar o Brasil do 22º lugar do ranking olímpico para se tornar Top 10. É bom que isso fique bem claro na hora de cobrarem resultados em 2016.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Diário de viagem, Olimpíadas | 09:00

Nem a falta do ouro abala o astral britânico

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Britânicos comemoram a medalha de bronze na ginástica artística por equipe e a torcida fez a festa

Há alguns dias, havia escrito um post mostrando que ainda não havia sentido nas ruas de Londres, em locais distantes do Parque Olímpico ou dos centro de competição, um clima de empolgação com os Jogos Olímpicos. Bom, mas nas arenas, ginásios e estádios, o que ocorre é justamente o contrário.

O londrino está curtindo acompanhar as Olimpíadas, curtindo demais. Em qualquer local de competição em que tenha um britânico competindo, o apoio é total. Mesmo em esportes nos quais eles não têm a menor aptidão, como basquete ou vôlei de praia. O que fica evidente é que não importa o resultado, o importante é fazer a festa.

Claro que quando ela vem acompanhada por uma medalha, tanto melhor. Foi  o que houve nesta segunda-feira, quando a equipe masculina de ginástica artística da Grã-Bretanha levou o bronze na final por equipes. A North Greenwich Arena quase veio abaixo quando o placar apontou a segunda colocação para o time da casa, resultado modificado depois para o bronze por causa de um protesto do Japão.

Mesmo sem ouro (por enquanto), os britânicos estão curtindo demais as Olimpíadas disputadas em sua casa.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas | 17:58

A cubana apaixonada e a estranha geografia olímpica

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A agora britânica Yamile Aldama comemora seu título no Mundial Indoor

A última segunda-feira foi especial para Yamile Aldama. Um dia antes, ela havia se tornando campeã mundial indoor no salto triplo, em Istambul (Turquia). Mas a atleta de 39 anos recebeu uma notícia ainda melhor fora das pistas, ao saber que o COI (Comitê Olímpico Internacional) concedeu a permissão para que ela possa competir sob a cidadania britânica. Assim, a cubana de nascimento representará o país-sede nas próximos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Num primeiro momento, me pareceu mais um daqueles casos famosos de atletas naturalizados por países sem tradição ou talentos em algumas modalidades, criando uma espécie de geografia à parte do esporte olímpico. Casos como os dos chineses do tênis de mesa competindo pela Argentina ou República Dominicana em Olimpíadas e Pan-Americanos. Ou então de quenianos ou outros fundistas africanos representando países sem tradição nestas provas do atletismo. E esta impressão só aumentou quando soube que Aldama já havia disputado uma edição de Jogos Olímpicos sob a bandeira do Sudão!

Mas graças ao amigo e colega Luís Augusto Simon, o Menon, repórter especial da “Revista ESPN” e conhecedor profundo de assuntos ligados à Cuba, pude saber que a história de Aldama é completamente diferente destes “atletas de aluguel” ou “britânicos de plástico”, como a imprensa inglesa tem se referido de maneira jocosa aos atletas de nacionalidades diferentes que vem se naturalizando, com o único objetivo de reforçar a equipe britânica em Londres.

Acompanhe as Olimpíadas 2012 no iG Esporte

Com Aldama, a história foi diferente. Promissora atleta de Cuba – ela havia sido campeã pan-americana em Winnipeg e quarta colocada em Sydney 2000 no salto triplo -, ela tinha uma vida confortável para os padrões cubanos, tendo recebido uma casa do governo pelo ouro no Pan. Só que conheceu um escocês chamado Andrew Dodds, que estudava espanhol em Havana. Apaixonada e grávida do namorado, Aldama decidiu se mudar para a Inglaterra, mas o processo burocrático foi lento e ela precisou esperar o filho nascer em Cuba para então tentar a sorte no novo país.

O que poderia ser um conto de fadas tornou-se um pesadelo, quando em 2002 seu marido foi preso por porte de drogas e condenado a 15 anos de prisão. Para piorar, ela teve seu processo de naturalização barrado pela Justiça britânica. Em 2003, ela era número um do ranking mundial, mas como já havia aberto mão da nacionalidade cubana, não poderia competir, pois efetivamente não pertencia a nenhum país. Foi então que os dirigentes do Sudão a procuraram e ela pôde competir pelo país africano nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Após o marido ter sido solto da prisão, em 2009, Aldama teve finalmente liberado seu passaporte britânico. E com isso o velho desejo de poder competir pela Grã-Bretanha voltou com força total. Em uma reunião com os dirigentes do comitê olímpico britânico, a saltadora explicou que já morava há dez anos em Londres, que seus dois filhos eram britânicos e que seu maior desejo era poder representar o país nas pistas.

Aos 39 anos, sob uma terceira bandeira diferente, Yamile Aldama participará dos Jogos Olímpicos. Mas nem de longe ela pode ser chamada de “atleta de aluguel”.

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