Publicidade

Posts com a Tag Ginásio do Ibirapuera

quinta-feira, 30 de abril de 2015 Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:45

Tem campeão olímpico competindo em SP neste feriadão

Compartilhe: Twitter
Campeão olímpico em Londres nas argolas, Arthur Zanetti será a principal atração na etapa de São Paulo da Copa do Mundo

Campeão olímpico em Londres nas argolas, Arthur Zanetti será a principal atração na etapa de São Paulo da Copa do Mundo

Não sei se o amigo (ou amiga) que me acompanha neste espaço já está sabendo, mas para quem não for viajar e resolver ficar em São Paulo neste feriado prolongado, há um belo programa para quem curte esportes olímpicos. A partir desta sexta-feira, começa a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de ginástica artística. Atletas de 14 países estarão competindo de sexta-feira a domingo no Ginásio do Ibirapuera, reunindo 43 atletas no masculino e 27 no feminino.

Só uma competição deste porte, que volta à cidade depois de oito anos, já seria motivo suficiente para tirar o torcedor que gosta de ginástica artística de casa e prestigiar alguns dos principais ginastas do mundo. Mas para mim, a principal razão é poder ver em ação nada menos do que um campeão olímpico do Brasil. Arthur Zanetti, ouro nas argolas nos Jogos de Londres 2012, é o principal nome da equipe brasileira, que ainda conta com Diego Hypólito entre seus  integrantes mais experientes. Zanetti participará das qualificatórias nesta sexta-feira à tarde e certamente estará na final no domingo pela manhã. Melhor forma de entrar no clima olímpico para o Rio 2016, impossível.

Confira abaixo a programação e o preço dos ingressos que ainda estão à venda.

Programação
Obs: GAM – ginástica artística masculina; GAF – ginástica artística feminina

Sexta-feira (1º)

8h às 8h50: aquecimento GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (trave e solo)
9h às 12h30: qualificatórias GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (trave e solo)
14h às 14h50: aquecimento GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (salto e barras assimétricas)
15h às 18h30: qualificatórias GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (salto e barras assimétricas)

Sábado (2)

9h às 12h: treino livre GAM e GAF
13h às 13h55: aquecimento GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (salto e barras assimétricas)
14h às 14h30: final GAM (salto)
14h35 às 15h05: final GAF (salto)
15h05 às 15h15: premiação
15h20 às 15h50: final GAM (paralelas)
15h55 às 16h25: final GAF (barras assimétricas)
16h30 às 17h: final GAM (barra fixa)
17h05 às 17h20: premiação

Domingo (3)

9h10 às 10h: aquecimento GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (trave e solo)
10h10 às 10h40: final GAM (solo)
10h40 às 10h50: premiação
10h50 às 11h20: final GAM (argolas)
11h20 às 11h25: premiação
11h30 às 12h: final GAF (solo)
12h às 12h05: premiação
12h10 às 12h40: final GAM (cavalo com alças)
12h45 às 12h50: premiação
12h55 às 13h25: final GAF (trave)
13h25 às 13h30: premiação

Ingressos à venda no site da Live Pass (www.livepass.com.br)

Valores

1º de maio (sexta-feira)
Premium: R$ 100,00 / R$ 50,00 (meia-entrada)
Gold: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia-entrada)
Cadeiras superiores: R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia-entrada)

2 e 3 de maio (sábado e domingo) – valores diários
Premium: R$ 200,00 / R$ 100,00 (meia-entrada)
Gold: R$ 80,00 / R$ 40,00 (meia-entrada)
Cadeiras superiores: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia-entrada)

Serviço
Copa do Mundo de Ginástica Artística Masculina e Feminina
Datas: 1º, 2 e 3 de maio
Local: Ginásio do Ibirapuera, na Rua Manoel da Nóbrega, 1361, Ibirapuera, em São Paulo (SP)

 

Autor: Tags: , , , , ,

domingo, 18 de dezembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 20:49

Acertos e erros do Mundial feminino de handebol

Compartilhe: Twitter

Jogadoras da Noruega comemoram a entrega do troféu de campeãs mundiais no Ibirapuera

O encerramento do 20º Mundial feminino de handebol neste domingo, que viu a consagração da Noruega, ao faturar no Ginásio do Ibirapuera seu segundo título da história (o primeiro veio em 1999), traz consigo o momento ideal para se fazer um balanço sobre o que de bom e ruim aconteceu durante o evento, que nos últimos 16 dias movimentou ginásios em São Paulo, Barueri, São Bernardo do Campo e Santos.

A) A melhor coisa, sem dúvida, foi a participação da seleção brasileira. Se no continente americano a equipe é soberana – conquistou o tetracampeonato pan-americano em Guadalajara no mês de outubro -, o mesmo não ocorre no cenário mundial, quando ainda está longe das grandes forças. Por isso, o quinto lugar conquistado neste domingo, com uma incrível vitória por 36 a 20 sobre a Rússia, bicampeã mundial, precisa ser muito festejado. Foi o melhor resultado do Brasil na história;

B) Da mesma forma que fez história ao derrotar as desmotivadas russas (isso não importa, diga-se de passagem, se elas jogaram de freio de mão puxado é problema delas), o Brasil conquistou três resultados altamente expressivos ao longo do torneio: uma vitória de virada sobre a vice-campeã mundial França, depois de estar perdendo por seis gols de diferença, e triunfos sobre tradicionais escolas europeias, Romênia e Croácia. Ainda fez um jogo parelho com a Espanha (medalha de bronze no torneio) nas quartas de final, sendo eliminada somente após sofrer um gol nos 15 segundos finais;

Chana Masson foi eleita a melhor goleira do Mundial de handebol

C) O torneio ainda viu o Brasil terminar com a melhor goleira (a incansável e carismática Chana Masson) e a artilheira do Mundial (Alexandra Nascimento, com 57 gols);

D) Agora, vamos aos problemas. O principal deles foi a falta de divulgação. Além da imprensa e dos vizinhos dos ginásios onde os jogos foram disputados, praticamente ninguém sabia que um Mundial de handebol estava acontecendo em São Paulo. Ginásios às moscas em todos os jogos, mesmo os do Brasil, recebendo um pouco mais de público nas partidas que reuniam países tradicionais da modalidade, como Suécia, Dinamarca, Noruega. A partida final foi a que teve o melhor público (cerca de 6 mil pessoas);

E) A venda de ingressos foi uma tremenda confusão, com funcionários dando informações desencontradas ao público. Este problema gerou uma bela crise entre os cartolas da IHF (Federação Internacional de Handebol) e o comitê organizador do torneio;

F) O Brasil quase foi protagonista de um vexame internacional, porque o evento deveria ter ocorrido originalmente em Santa Catarina. Mas divergências políticas entre o governo catarinense e a CBHD (C0nfederação Brasileira de Handebol) fez o estado desistir de sediar a competição. Por sorte, São Paulo aceitou receber o evento, mas isso também não impediu de ocorrer problemas. Na sexta-feira, dia 2/12, horas antes da abertura do Mundial, com o jogo entre Brasil e Japão, funcionários ainda arrumavam as instalações do Ibirapuera, acertavam detalhes da quadra e estrutura para a imprensa. Lamentável;

G) Apenas um canal, o Esporte Interativo, que é transmitido em UHF, na internet e em algumas operadoras de TV a cabo, transmitiu os jogos. Faltou competência à CBHd (Confederação Brasileira de Handebol) tentar negociar os direitos com mais uma emissora. Para um esporte que ainda luta para deixar de ser desconhecido, este tipo de divulgação era fundamental;

H) Falta de coerência e também de força política do Brasil, ao deixar que a definição do 5º lugar, contra a Rússia, neste domingo, fosse disputado às 9h da manhã deste domingo, antes do jogo que decidiria o 7º lugar, entre Angola e Croácia. Isso sem esquecer que neste mesmo horário, jogavam Barcelona e Santos, pelo Mundial de Clubes da Fifa. Nem 1.000 pessoas estavam no Ibirapuera naquele horário;

O Mundial feminino de handebol foi um torneio muito bacana. Pena que pouca gente ficou sabendo. Que os dirigentes brasileiros aprendam com os erros cometidos, para que a lista de acertos em um próximo evento fique muito maior.

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011 Almanaque, Mundiais, Seleção brasileira | 22:03

Os números de Brasil e Espanha no Mundial de handebol

Compartilhe: Twitter

A brasileira Silvia comemora um gol na vitória sobre a Costa do Marfim, nas oitavas de final

Nesta quarta-feira, a partir das 20h, no Ginásio do Ibirapuera, Brasil e Espanha fazem o último confronto do dia pelas quartas de final no Campeonato Mundial feminino de handebol. Com uma vitória, a seleção brasileira conseguirá o melhor resultado na história da modalidade, terminando pelo menos entre as quatro melhores seleções do mundo.

Mas que a neo-pachecada do handebol segure as pontas, pois as espanholas têm tradição na modalidade, tendo terminado em quarto lugar no Mundial de 2009 e vice-campeã europeia de 2008. Não será fácil.!

Para já se ter uma ideia do que esperar do jogo desta noite de quarta-feira, veja a comparação de Brasil e Espanha nos números neste Mundial:

Total de gols marcados/aproveitamento:

Brasil – 197/62%
Espanha – 174/60%

Total de gols marcados em tiros de 6 metros/aproveitamento:

Jogadoras da seleção da Espanha comemoram bastante a vitória diante de Montenegro

Brasil – 74/59%
Espanha – 61/52%

Total de gols marcados em tiros de 9 metros/aproveitamento:

Brasil – 20/40%
Espanha – 7/33%

Total de gols marcados em tiros de 7 metros/aproveitamento:

Brasil – 16/76%
Espanha – 22/88%

Assistências:

Brasil – 109
Espanha – 92

Bolas roubadas:

Brasil – 22
Espanha – 32

Defesas das goleiras/aproveitamento:

Brasil – 93/38%
Espanha – 99/44%

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 Mundiais, Seleção brasileira | 22:52

Até onde pode chegar esta seleção feminina de handebol?

Compartilhe: Twitter

A brasileira Fernanda comemora bastante um de seus quatro gols na vitória sobre Costa do Marfim

Há cerca de 15 dias, quando estive em São Bernardo do Campo para acompanhar a reta final de preparação da seleção brasileira feminina de handebol para o Campeonato Mundial que vem sendo disputado em São Paulo, o técnico dinamarquês Morten Soubak, que comando o time brasileiro, só não aceitou responder a uma pergunta: um prognóstico da participação da equipe na competição.

“Incrível a mania que existe aqui neste país, que só pelo fato de um time jogar em casa, já serve para colocá-lo como favorito em qualquer competição. Isso não existe”, disse Soubak, até com uma certa dose de irritação. Não sei se ele fazia apenas jogo de cena, para tirar um pouco da pressão dos ombros de suas jogadoras. Mas o fato é que nem o mais otimista torcedor poderia imaginar que: 1) o Brasil chegaria às oitavas de final; e 2) com uma campanha com 100% de aproveitamento, com direito a vitórias sobre a França, vice-campeã europeia, e Romênia, terceira colocada no Campeonato Europeu.

Por isso, a vitória desta segunda-feira sobre a frágil Costa do Marfim, por 35 a 22, significou mais do que a classificação para as oitavas de final do Mundial. Deu à seleção a certeza que pode fazer a melhor campanha na história da modalidade na competição. Melhor do que o sétimo lugar de 2005, na Rússia.

Mas até onde pode ir esse time?

Nesta quarta-feira, a parada será contra a Espanha, vice-campeã europeia em 2008 e quarta colocada no Mundial de 2009. Será uma pedreira. Por isso, ninguém deve ficar surpreso ou revoltado se as espanholas saírem do Ginásio do Ibirapuera classificadas para as semifinais.

A seleção feminina do Brasil chegou muito além do que se esperava neste Campeonato Mundial. Mas chegou fazendo bonito, o que permite sonhar um pouquinho e esperar que este time chegue ainda mais longe.

Por que não, ora bolas?

Autor: Tags: , ,

sábado, 10 de dezembro de 2011 Mundiais, Seleção brasileira, Vídeos | 10:51

E o Brasil continua fazendo história no Mundial de handebol

Compartilhe: Twitter

Cinco jogos, cinco vitórias, classificação para os mata-matas em primeiro lugar no Grupo C. Ninguém poderia imaginar uma campanha tão boa como a que a seleção brasileira feminina de handebol está fazendo no Campeonato Mundial de handebol, em São Paulo. Na verdade, é necessário fazer uma breve correção neste parágrafo: as jogadoras da seleção acreditam, e muito, que poderão conseguir um resultado histórico ao final da competição, quem sabe brigando por medalhas, no próximo final de semana. Nesta segunda, pegarão a Costa do Marfim, pelas oitavas de final.

E a maior prova que estas meninas podem chegar mais longe do que muitos imaginavam aconteceu nesta sexta-feira, quando o Brasil derrotou a Tunísia por 34 a 33, no Ginásio do Ibirapuera, em jogo apenas para cumprir tabela, mas que adquiriu proporções dramáticas, sendo decidido apenas por um lance espetacular da goleira Babi, que marcou um gol no último segundo.

Melhor do que descrever a cena, apenas reproduzindo, com as imagens do canal Esporte Interativo, que transmite o Mundial com exclusividade, o incrível gol de Babi:

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Mundiais, Seleção brasileira | 21:34

Dia de fazer história no Mundial feminino de handebol

Compartilhe: Twitter

A goleira brasileira Chana foi o grande destaque na vitória sobre a França

Tudo bem, o torneio começou meio às escondidas, com fraca divulgação e sendo transmitido somente por um canal, o Esporte Interativo. Para piorar, trata-se de uma modalidade quase desconhecida do grande público, embora bastante praticada nas escolas (ao menos, é o que dizem por aí).  Sem falar que já estamos em dezembro, Natal já está chegando…

Enfim, o Mundial feminino de handebol, que está sendo disputado em São Paulo desde a última sexta-feira, tinha tudo para ser praticamente ignorado, exceto pelos amantes da modalidade. Mas esta terça-feira pode ter sido importante para a própria história do handebol no Brasil.

Com uma virada impressionante, após perder por 17 a 10 no primeiro tempo, a seleção brasileira conseguiu uma vitória histórica sobre a França, por 26 a 22. A mesma França que foi campeã mundial em 2003, na Croácia, e que é a atual vice do mundo. Todos apontavam as francesas como candidatas naturais a ficar com a primeira colocação no Grupo C, que está sendo realizado no Ginásio do Ibirapuera, e o próprio técnico do Brasil, o dinamarquês Morten Soubak, aposta na França como uma das favoritas para ficar com o título.

Mas a forma pela qual o Brasil superou as francesas, na base da superação, de virada e com uma atuação soberba da veterana goleira Chana, pode servir para “puxar” a torcida, que ainda comparece de forma tímida ao Ibirapuera. Nesta terça, somente 3.500 pessoas viram um resultado que pode fazer com que as brasileiras terminem em primeiro lugar em seu grupo.

Não ficarei surpreso se este número aumentar consideravelmente nas próximas rodadas, especialmente se a seleção brasileira estiver brigando por medalhas neste Mundial, algo que nem o mais pacheco fã de handebol poderia imaginar antes do torneio começar.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

Compartilhe: Twitter

O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 25 de maio de 2011 Isso é Brasil | 23:04

Nada justifica o "bullying" do judô

Compartilhe: Twitter

Jigoro Kano teria ficado indignado com as barbaridades feitas contra Lucas Ribeiro

Se você der uma busca no santo Google, descobrirá que a definição de judô é “modo suave” ou “caminho da suavidade”. Pois nada disso parece significar alguma coisa para alguns integrantes do Projeto Futuro, agora chamado Centro de Excelência Esportiva, no complexo esportivo do Ibirapuera. Com certeza o criador do judô, Jigoro Kano, ficaria horrorizado com as atrocidades cometidas contra o garoto Lucas Gongora Ribeiro, de apenas 16 anos, que relatou ter sido vítima de trotes e humilhações pelos atletas veteranos que também integram o Centro de Excelência.

Ninguém aqui é ingênuo a ponto de achar que não existe trote no esporte. Isso é normal, até natural, em equipes de diversas modalidades. No vôlei, por exemplo, um dos castigos “publicáveis”, por assim dizer, é fazer com que os novatos na seleção brasileira sejam os responsáveis em carregar o carrinho com as bolas, para o aquecimento da equipe, em treinos e jogos. Mas estes “rituais de passagem” existem em todo lugar. O que não dá é extrapolar todos os limites do bom senso.

O diretor do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, o coronel Luiz Flaviano Furtado, apresentou alguns argumentos que quase me fizeram cair da cadeira, para justificar atitudes “normais”, como lavar o quimono de todos os demais judocas, agressão com ripas de madeira e depilação à força.  “Em qualquer atividade militar, sempre existe a hierarquia. O mais antigo tem certa precedência sobre os mais novos. Ele falou de lavar quimono. Entre os militares, os mais novos geralmente engraxam os coturnos dos mais antigos”, explicou o coronel Furtado.

Engraçado, achei que o Centro de Excelência preparava atletas e não sobreviventes de deploráveis cenas de bullying esportivo. Lá foram formados alguns dos grandes ídolos olímpicos brasileiros, como Aurélio Miguel, Maurren Maggi, Thiago Camilo e Henrique Guimarães.

Tomara que o jovem Lucas Ribeiro consiga esquecer o que estes pseudo-judocas fizeram com ele. Do contrário, o esporte brasileiro corre o risco de perder um talento, por pura imbecilidade alheia.

Veja também:

Pan de judô: reação brasileira em Guadalajara

O drama de João Derly

O velho “Ibira”, de cara nova

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Almanaque | 13:46

O velho "Ibira", de cara nova

Compartilhe: Twitter

Muito legal saber que o complexo esportivo do Ibirapuera voltará a receber competições de alto nível como neste domingo, quando será realizado o GP São Paulo de atletismo, que contará inclusive com a participação da colunista do iG, Maurren Maggi, na prova do salto em distância.

É inegável a importância do Ibirapuera para o esporte brasileiro. Alguns dos eventos esportivos mais importantes que este país já assistiu ocorrem nestas quadras e pistas. Mundiais de basquete, vôlei, futsal e grandes competições de atletismo. Pense em grandes atletas, como Oscar Scmidt, Marcel, Magic Paula, Hortência, Maurício, Tande, Ana Moser, Fernanda Venturini, Joaquim Cruz, João do Pulo, enfim, só para ficar em algumas das grandes estrelas do Brasil. Todos eles competiram no Ibirapuera! Ou o “”Ibira”, como muitos se referem a ele, de forma carinhosa.

Pessoalmente, a volta do Ibirapuera me dá um prazer ainda maior. Foi naquele complexo que pude acompanhar importantes competições , como o Pré-Olímpico masculino de basquete de 1984, quando a seleção brasileira cumpriu uma campanha irretocável – embora tenha sido um fiasco nas Olimpíadas de Lon Angeles, naquele mesmo ano.

Foi na pista de atletismo do Ibirapuera que vi de perto algumas das maiores estrelas da modalidade em ação, em edições históricas do extinto Grand Prix. Correram e saltaram aqui nomes como Carl Lewis, Steve Ovett, Evelyn Ashford, Sergei Bubka e até mesmo Ben Johnson, que esteve aqui logo após cumprir suspensão por doping.

O complexo esportivo do Ibirapuera tem muita história. Que o futuro reserve tantas coisas legais para os próximos anos.

Veja também:

Nada justifica o “bulying” do judô

Pista do Ibirapuera reestreia com recorde e índice

Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,