Publicidade

Posts com a Tag Geisa Arcanjo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Robert Scheidt mostra que não perdeu a mão na Laser

Compartilhe: Twitter

Robert Scheidt, de volta à classe Laser, segue na liderança no Campeonato Italiano

Atualizado

Se tem alguém de quem você sempre pode esperar alguma coisa, este é o velejador Robert Scheidt. Sem poder mais competir na Star, retirada do programa olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o maior medalhista brasileiro na história das Olimpíadas, cinco ao todo (duas de ouro, em Atlanta 1996 e Atenas 2004; duas de prata, em Sydney 2000 e Pequim 2008; e uma de bronze, em Londres 2012), Scheidt voltou às origens.

Em preparação para o Rio 2016, Scheidt voltou ao “porto seguro” e recomeçou a treinar na Laser, classe que havia abandonado em 2001 (com um breve retorno em 2004, quando foi ouro em Atenas). E não é que mesmo “enferrujado”, Scheidt continua exibindo a velha forma? Após três dias de competição, ele lidera o Campeonato Italiano, em Scarlino.

Definitivamente, Robert Scheidt é mesmo um fenômeno!

Atletismo

Neste domingo, foi encerrado em São Paulo o Campeonato Sul-Americano Sub 23 de atletismo, realizado na pista do Ibirapuera, com ampla vantagem da seleção brasileira, reforçada por atletas que disputaram as Olimpíadas de Londres. No total, o Brasil conquistou 51 medalhas (24 de ouro, 14 de prata e 13 de bronze) e 494 pontos (250 no masculino e 244 no feminino), superando a Argentina, que ficou na segunda colocação geral. Um dos destaques individuais da competição foi Geisa Arcanjo, do arremesso de peso, que levou o ouro com a marca de 18,43m. Em Londres, Geisa terminou na sétima posição, melhor colocação de uma brasileira na história olímpica desta prova.

Ginástica rítmica

O Brasil conseguiu um ótimo desempenho no Campeonato Sul-Americano de ginástica artística, que foi realizado no último final de semana em Cali. No total, a equipe brasileira conquistou 18 medalhas, sendo 13 de ouro, quatro de prata e uma de bronze, computados os resultados das equipes adulta, juvenil, infantil e pré-infantil.

Tiro esportivo

Roberto Schmits disputou a final da fossa olímpica na final da Copa do Mundo de tiro esportivo, realizado em Maribor, na Eslovênia. E embora tenha obtido sua vaga após ter ficado entre os oito melhores do mundo no ranking mundial, na final Schmits não foi tão bem, tendo terminado em 11º entre 14 competidores.

Ciclismo estrada

Ciclistas brasileiros competiram no Campeonato Mundial de ciclismo estrada, na cidade de Limburg, na Holanda, neste final de semana. No masculino, Rafael Andriato terminou apenas 49º lugar, após sofrer uma queda durante a prova. Já no feminino, Clemilda  Fernandes foi um pouco melhor: terminou na 36ª posição.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:47

Geração 2016 defende o Brasil no Sul-Americano de atletismo

Compartilhe: Twitter

Geisa Arcanjo será o grande destaque do Sul-Americano

Para quem gosta de esportes, mora em São Paulo e quer começar desde já a acompanhar de perto a preparação dos atletas brasileiros para as Olimpíadas de 2016, no Rio, uma boa pedida para este final de semana é o Campeonato Sul-Americano Sub 23 de atletismo, que será realizado no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera. E a seleção brasileira estará reforçada por cinco atletas que representaram o país nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O principal destaque da equipe na competição será a arremessadora Geisa Arcanjo, que em Londres 2012 terminou na sétima colocação, com 19,02 m, resultado inédito para o atletismo do Brasil na história olímpica. Com 21 anos, completados nesta quarta-feira, ela é favorita para ficar com o título.

Também merece um olhar mais atento no torneio o velocista carioca Aldemir Gomes, que foi semifinalista em Londres nos 200 m rasos, quando inclusive acabou sendo elogiado pela lenda Usain Bolt. Ele lidera o ranking brasileiro dos 100 m, com 10s20 e está em segundo lugar nos 200 m (20s38).

Os demais “olímpicos” da equipe brasileira no Sul-Americano são Caio Bonfim, na marcha atlética 20 km; Jonathan Henrique Silva, no salto triplo; e Andressa Oliveira de Morais, no lançamento de disco.

Deverão participar do Sul-Americano Sub 23 atletas representando a Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai, além de Panamá e Costa Rica como convidados da Confederação Sul-Americana. A prova que abrirá a competição, no sábado, será a marcha atlética masculina de  20 km.

A esperança é que desta geração possam sair talentos que consigam de fato resultados representativos para o Brasil, especialmente após a vexatória participação da modalidade nas Olimpíadas de Londres, quando passou em branco sem qualquer medalha pela primeira vez desde os Jogos de 1992, em Barcelona.

Veja aqui o programa completo de competições. A entrada para o público no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães é livre.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 9 de junho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:09

Com vaga em Londres, Geisa tenta recuperar o tempo perdido

Compartilhe: Twitter

Geisa Arcanjo levou o ouro no Ibero e também a vaga para Londres

Ao garantir neste sábado sua classificação para os Jogos de Londres 2012, com a medalha de ouro no arremesso de peso do Campeonato Ibero-Americano de atletismo, a brasileira Geisa Arcanjo conseguiu eliminar mais uma etapa na longa trajetória que tem feito para recuperar o tempo perdido por uma dolorida suspensão por doping.

Para quem não lembra, Geisa despontou como grande revelação do atletismo brasileiro, ao levar a medalha de ouro no Mundial juvenil de 201, no Canadá. Só que o exame antidoping transformou a vida da brasileira num inferno. Por conta daquilo que já apelidei por aqui de “doping burro“, Geisa foi flagrada por uso de uma substância proibida em um chá emagrecedor.

Punida com apenas uma advertência pelo STJD da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo),  Geisa até teve sorte, pois decisões diferentes com a mesma substância em outros casos já ocorreram. Praticamente perdeu um ano de sua carreira retomando a forma, mas conseguiu dar em parte a volta por cima ao carimbar seu passaporte para Londres no Ibero-Americano, com a bela marca de 18,84 m.

Agora é hora de esquecer o passado e pensar em recuperar o que ficou pra trás. Quem sabe em Londres…

Autor: Tags: , , , , ,

quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:39

Doping no esporte brasileiro também chega ao judô. Vergonha!

Compartilhe: Twitter

Taciana Lima testou positivo para Furosemida

É inacreditável, mas dia sim, outro também, pinta um novo caso de doping no esporte brasileiro. Desta vez, em um furaço do companheiro Rodrigo Farah, do iG Esporte, ao noticiar o caso positivo da judoca Taciana Lima, da categoria ligeiro (até 48 kg), que foi flagrada com a substância Furosemida – a mesma que apareceu no famoso suplemento alimentar de Cesar Cielo -, durante exame realizado na etapa da Copa do Mundo, em São Paulo, no final de junho.

Parece brincadeira, mas é extremamente preocupante a quantidade de casos que vem pipocando ou tendo julgamentos com resultados “estranhos”, quando o assunto é relacionado a doping no Brasil. Aquele sujeito mais otimista irá analisar de forma positiva e entender que está sendo feito um controle cada vez mais rígido no esporte brasileiro.

Eu, como sou mais cético e chato, prefiro acreditar que a moçada anda descuidada demais, cusonumindo estes suplementos de origem extremamente duvidosa e não avaliam os riscos que podem causar. Ou então são burros mesmo!

Bom, a lista vai só aumentando: Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos, Vinicius Waked, geisa Arcanjo, Fabíola Molina, vários casos (omitidos) no ciclismo brasileiro, e agora Taciana Lima. Sem contar os casos recentes, de Daiane dos Santos e o escândalo da extinta equipe Rede, de atletismo, em 2009.

Vergonha é pouco!

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 9 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:29

Mais um caso de doping no Brasil termina em "advertência"

Compartilhe: Twitter

A arremessadora Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Cada vez mais eu fico sem entender os critérios nos julgamentos de casos de dopingo no Brasil. Quer dizer, na verdade eu entendo, mas é que é duro de engolir certas decisões. A arremessadora Geisa Arcanjo teve julgado nesta terça-feira, em Manaus (AM), o recurso da Anad (Agência Nacional Antidoping), que não concordou com a decisão de advertência aplicada à atleta no primeiro julgamento, em março deste ano.

No ano passado, Geisa testou positivo para a substância Hidroclorotiazida, justamente na prova em que ganhou a medalha de ouro no Campeonato Mundial Juvenil do Canadá, em julho de 2010. A atleta estava sem competir há um ano, desde o resultado do exame.

Em março último, Geisa recebeu somente uma advertência. E na sessão desta terça-feira, o plenário do Tribunal resolveu, por unanimidade, manter a advertência. Mais um caso de advertência em doping, pior ainda que o de Cesar Cielo e de outros três nadadores, que ainda puderam convencer a CAS (Corte Arbitral do Esporte) que houve uma manipulação cruzada em um suplemento alimentar. Desta vez, nem isso!

Os nobres membros do STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), em sua decisão unânime, entenderam que a substância Hidroclorotiazida, presente num chá verde emagrecedor (mais um caso explícito de “doping burro”), “não trouxe ganho de rendimento para a atleta”, acompanhando o voto da relatora Maria Auxiliadora dos Santos Benigno.

Para o leigo, que não conhece ou tem os detalhes jurídicos do processo, parece tratar-se de mais uma decisão onde a importância do atleta foi decisiva no julgamento. Cada vez mais fica a certeza, para mim, que a legislação mundial a respeito do doping precisa mudar, para evitar que casos parecidos tenham decisões absurdamente opostas.

Que Geisa Arcanjo aprenda bem a lição e possa, a partir deste episódio que atrasou sua carreira em pelo menos um ano, conseguir brilhantes resultados nas competições nacionais e internacionais.

Autor: Tags: , , , ,

sábado, 2 de abril de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:49

O que acontece com o tribunal da CBAt?

Compartilhe: Twitter

Maria Zeferia Baldaia: apesar do doping, recebeu apenas uma "advertência" da CBAt

Falta bom senso, para não dizer coisa pior, aos nobres juristas que comandam a CDN (Comissão Disciplinar Nacional), órgão de primeira instância da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Depois de surpreendentemente apenas advertir a revelação Geisa Arcanjo, campeã mundial juvenil do arremesso do peso em 2010, eis que repetiram a polêmica decisão nesta semana e “premiaram” a fundista Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre de 2001, também com uma advertência.

Como tem sido padrão nestes casos, a atleta – que tem uma linda história de superação, por ter sido boia-fria durante uma parte de sua vida – alegou que usou um medicamento que continha a substância acetazolamida para tratar de um inchaço no joelho. Disse inclusive que tudo não passou de uma fatalidade. E talvez sensibilizados, os legisladores da CBAt lhe deram somente uma advertência.

Menos mal que também nesta última semana, o tribunal penalizou José Alessandro Bagio, corredor de marcha atlética, em dois anos de suspensão, por uso de anabolizante.

Não me consta que casos de doping combinem com a complacência dos tribunais e tem ficado evidente que a CBAt adota dois pesos e duas medidas nestas situações, como aliás já comentei em um post anterior. Até por conta do escândalo vergonhoso da equipe Rede, em 2009, quando vários atletas foram flagrados, a CBAt tinha a obrigação de ser implacável em sua decisão.

Doping é doping, não importa se de uma grande revelação ou de uma atleta que já caminha para o final de sua carreira. A punição é a maior arma ao combate ao doping.

E para provar que as decisões da CBAt são, pelo menos, contestáveis, a Anad (Agência Nacional Antidoping) recorreu da decisão do caso Geisa Arcanjo, exigindo uma pena mais dura.

Autor: Tags: , , ,

sábado, 26 de março de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 07:38

Dois pesos e duas medidas

Compartilhe: Twitter

Lourival do Nascimento Libaneo disputou em 15 de agosto de 2010 a prova “10 Milhas Garoto”, na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Só que ele não competiu “limpo’, ou seja, estava dopado, tanto que foi flagrado pelo exame antidoping, pelo uso da substância Menfertamina.

Suspenso preventivamente pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Libaneo apresentou suas justificativas, que não foram aceitas pela entidade.  O atleta abriu mão do direito de fazer a análise da contraprova (Amostra B). Na última quinta-feira, foi julgado pela Comissão Disciplinar Nacional da CBAt e pegou dois anos de suspensão.

Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Agora, vejamos o caso de Geisa Arcanjo. A arremessadora de peso paulista, de apenas 18 anos, ganhou as manchetes duas vezes em 2010: a primeira, por ter conquistado uma inédita medalha ouro feminina para o Brasil no Mundial juvenil, realizado no Canadá; a segunda, por ter sido flagrada no exame antidoping, feito no dia da prova, pelo uso da substância Hidroclorotiazida.

Geisa perdeu a medalha de ouro e foi suspensa preventivamente. Só que ao contrário de Lourival Libaneo, teve um final feliz. Seu caso foi julgado dois dias antes pelo tribunal da CBAt e a atleta levou a pena mínima e recebeu apenas uma advertência. Sim, levou uma bela bronca e está liberada para competir, possivelmente até mesmo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

O atletismo brasileiro vem sofrendo com os inúmeros casos de doping há anos. O seu pior momento foi em 2009, às vésperas do Mundial de Berlim, quando um escândalo envolvendo a equipe de velocistas da equipe Rede, de Bragança Paulista, que culminou com a suspensão de cinco atletas e a eliminação dos técnicos Jayme Netto e Inaldo Sena do esporte. Outros vários casos vem ocorrendo, boa parte em provas de rua, o que mostra que a entidade está muito longe de vencer a guerra contra o doping.

Aí, eis que surgem dois casos como os de Geisa e Lourival Libaneo, com decisões opostas. A CBAt usou critérios diferentes e fez uma grande lambança. Doping é doping! Não importa que a atleta utilizou uma substância para emagrecer e garantiu que não tinha a intenção de melhorar sua performance.

Como diz o advogado e blogueiro Alberto Murray, ex-integrante da assembleia geral do COB e do CAS (Corte Arbitral do Esporte), os dirigentes da CBAt preferiram passar a mão na cabeça de Geisa Arcanjo, ao invés de aplicar a punição devida (dois anos de gancho), e assim poupar um dos raros talentos que surgiram nos últimos anos.

Neste caso, a CBAt pisou na bola. E feio.

Autor: Tags: , , , , ,