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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 16:48

A inoportuna virada de mesa da CBV no vôlei de praia

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Emanuel e Ricardo conquistaram a medalha de bronze em Pequim 2008

Conhecida pelo seu modelo de organização e pelo vasto currículo de títulos internacionais, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) acabou criando uma bela armadilha que pode arranhar sua quase irretocável imagem, pouco antes das Olimpíadas de 2012. A entidade anunciou no começo desta semana uma inesperada mudança nas regras para a escolha das duplas de vôlei de praia que irão aos Jogos de Londres. Isso somente seis meses antes da competição!

A inoportuna virada de mesa da CBV, anunciada como se fosse uma verdadeira revolução esportiva no país, reduziu a somente 12 atletas (três duplas no masculino e três no feminino) a chance de garantir uma das quatro vagas à disposição, duas em cada categoria. Com isso, deu um bico no antigo critério, que seria a classificação via ranking mundial da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

A parte mais polêmica da nova determinação da CBV, porém, é que a entidade poderá usar o critério de escalar as duplas de acordo com seu interesse técnico. Assim, poderíamos ter no masculino, por exemplo, parcerias diferentes das atuais, Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha e Márcio/Pedro Solberg. Tudo de acordo com os “interesses técnicos” da CBV.

Não me parece interessante que a entidade que comanda o vôlei brasileiro tenha decidido fazer esta alteração de seus critérios tão próximo assim aos Jogos Olímpicos.  Não pega bem. Depois, se der confusão, não vale reclamar.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 00:49

A distribuição de vagas no vôlei para as Olimpíadas de Londres

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logo_Olimpíadas_LondresBem, como o milagre não aconteceu, a seleção brasileira feminina de vôlei, mesmo tendo derrotado a Argélia com facilidade, não conseguiu sua classificação para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, através da Copa do Mundo do Japão. Agora, precisará tentar carimbar seu passaporte no Pré-Olímpico da América do Sul, em maio do ano que vem.

E pegando como gancho o fiasco brasileiro em quadras japonesas e recordando a generosidade da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) na distribuição de vagas olímpicas, confira abaixo como serão conhecidos os participantes dos torneios masculino e feminino em Londres:



Torneio masculino

Copa do Mundo (Japão – 20/11 a 4/12/11) – 3 vagas
Pré-Olímpico da África (Guiné Bissau – data a confirmar) – 1 vaga
Pré-Olímpico da Europa (Bulgária – 8 a 13/5/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico da Ásia (Japão – 2 a 10/6/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico da América do Norte e Central (Porto Rico – 11 a 20/5/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico da América do Sul (Local a definir – maio/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico Mundial 1 (Japão – 2 a 10/6/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico Mundial 2 (Alemanha- 8 a 10/6/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico Mundial 3 (Itália – 8 a 10/6/12) – 1 vaga
País-sede: Grã-Bretanha

Torneio feminino

Copa do Mundo (Japão – 4 a 18/11/11) – 3 vagas
Pré-Olímpico da África (Local e data a definir) – 1 vaga
Pré-Olímpico da Europa (Turquia – 1º a 6/5/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico da Ásia (Japão – 19 a 27/5/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico da América do Norte e Central (Rep. Dominicana – 10 a 18/12/11) – 1 vaga
Pré-Olímpico da América do Sul (Brasil – maio/12) – 1 vaga
Pré-Olímpico Mundial (Japão – 19 a 27/5/12) – 3 vagas
País-sede: Grã-Bretanha

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