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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Mundiais, Seleção brasileira | 23:32

Tem Mundial para todos os gostos

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Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô

Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô, na Rússia

Além dos Jogos Equestres Mundiais, tratados no post anterior e que já definirão as primeiras vagas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, a semana promete ser agitada com a realização de Mundiais de outras modalidades olímpicas, tiodas com a participação de equipes brasileiras.

Em dois deles estão concentradas as principais esperanças de bons resultados e medalhas. O Mundial de judô, que começou nesta segunda-feira, em Chelyabinsk, na Rússia, é sem dúvida aquele onde o Brasil tem maiores chances de faturar uma ou mais medalhas de ouro. Principal aposta do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para ajudar a alcançar a meta de 30 medalhas em 2016, o judô está no Mundial 2014 com equipe completa.

Mas na largada, nesta segunda, acabou decepcionando, com as eliminações da campeã olímpica Sarah Menezes (48 kg), derrotada pela francesa Amandine Buchard; do medalhista de bronze em Londres 2012, Felipe Kitadai (60 kg), que caiu diante do uzbeque Dyorbek Urozboev; e Eric Takabatake (60 kg), que parou nas oitavas diante do russo Beslan Mudranov. O Mundial vai até o próximo domingo.

O outro torneio que desperta a atenção dos esportes olímpicos é a Copa do Mundo masculina de basquete (nova denominação do Mundial), que será realizada na Espanha, a partir deste sábado (30). Depois do vexame de ter sido eliminado na Copa América e só assegurar sua participação via convite da Fiba (Federação Internacional de Basquete), a equipe brasileira chega ao torneio com sua força máxima, com todos os atletas que atuam na NBA, como Tiago Splitter, Anderson Varejão e Nenê Hilário, além de Marcelinho Huertas, que defende o Barcelona. Há quem aposte que o time do técnico argentino Rubén Magnano tem tudo para ficar entre os quatro primeiros.

Em outros dois Mundiais, já em andamento, o Brasil está apenas marcando presença, sem chance de medalhas. É o caso do remo, cuja competição que se realiza em Amsterdã (HOL)  tem somente um barco brasileiro (double skiff peso leve) classificado para as quartas de final. Os demais estão na repescagem, para as finais B e C.

Em Copenhague (DIN), começou nesta segunda-feira o Mundial de badminton, com cinco eliminações (três em simples masculina e femina e duas nas duplas mistas) logo de cara. Nesta terça (26), os brasileiros tentam evitar o adeus precoce na competição, com jogos em simples masculina e dupla masculina e feminina.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 22:32

Erros acumulados de 25 anos explicam a crise do basquete

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Carlos Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Acuada pelas duras cobranças  da Fiba (Federação Internacional de Basquete) e Ministério do Esporte, atolada em dívidas e sem perspectivas a curto prazo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não teve outra alternativa a não ser capitular. Conforme relatou ao iG o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, nesta quarta-feira o presidente da entidade que comanda o basquete brasileiro, Carlos Nunes, deverá anunciar profundas mudanças na gestão da modalidade. Um profissional de mercado para atuar na administração da CBB será apenas uma das novidades prometidas.

Porém, quem acompanhou o basquete brasileiro com um pouco mais de atenção nos últimos 25 anos, não deve ficar nada surpreso com tudo o que está acontecendo.

Em pouco mais de duas décadas, o que mais se viu foram gestões atrapalhadas na CBB, desde o períoodo em que Renato Brito Cunha foi o presidente, entre 1989 e 97, passando pelos 13 anos de mandato de Gerasime Boziks, o Grego, até desembocar no complicado período de Carlos Nunes, que está no poder desde 2009. Com raras exceções, marcadas por conquistas importantes e históricas – o título mundial de 1994, a medalha de prata em Atlanta 1996 da seleção feminina, além do bom quinto lugar da seleção masculina em Londres 2012 -, o basquete brasileiro vem sendo sinônimo de incompetência gerencial, dentro e fora das quadras.

Ou alguém já se esqueceu que a seleção masculina ficou 15 anos sem conseguir uma classificação olímpica? Ou sobre as inúmeras deserções em convocações no masculino, independentemente do técnico no comando? E a recusa de um jogador mediano, como o armador Nezinho, em entrar em quadra em pleno Pré-Olímpico de 2007, deixando o técnico Lula com cara de bobo? E ainda a recusa de uma jogadora talentosa, porém extremamente individualista como Iziane em voltar à quadra no Pré-Olímpico de 2008, peitando Paulo Bassul? E a máquina de moer técnicos na seleção que ocorreu na passagem de Hortência como diretora do basquete feminino?

Isso para falar apenas de ALGUNS dos problemas de quadra. Porque fora delas  vimos patrocinadores (de clubes e da seleção brasileira) fugirem para outras modalidades (vôlei e atletismo), dívidas se acumularem ao longo de anos e mesmo com uma quantidade de recursos públicos como nunca se viu, a CBB chegou a uma situação em que mal consegue se manter ativa. A Fiba deu o sinal de alerta – com um certo atraso, diga-se de passagem – no útimo final de semana, tendo o Ministério do Esporte como parceiro nas reclamações. O resultado disso foi o constrangedor encontro desta terça-feira, no qual até mesmo o ministro Aldo Rebelo participou.

Se quiser manter as chances de cumprir uma bela campanha e – porque não? – sonhar em subir ao pódio daqui a pouco mais de dois anos, nas Olimpíadas do Rio, é bom que Carlos Nunes tenha compreendido perfeitamente o que lhe foi passado em Brasília nesta terça-feira. Ou coloca sua entidade nos eixos ou entrará para a história da mesma forma que seus antecessores, como um dos responsáveis em manchar a história rica e vencedora do basquete brasileiro.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Mundiais, Olimpíadas | 22:46

Fiba deveria fazer lobby para ter mais vagas nas Olimpíadas

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A Alemanha, de Nowitzki, esteve em Pequim 2008, mas não estará em Londres

Peço mais uma vez licença ao colega e amigo Fábio Sormani, para dar um pitaco sobre basquete, embora tenha a ver também com Jogos Olímpicos. Eis que o site da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) publicou nota nesta quarta-feira anunciando que alguns dirigentes da entidade acabaram de retornar de uma reunião na sede da Fiba (Federação Internacional de Basquete), na Suíça, e que já se discute a possibilidade de aumentar o número de participantes do Campeonato Mundial masculino, passando dos atuais 24 para 32 participantes, como ocorre na Copa do Mundo de futebol.

Cá entre nós, uma grande cretinice!

Ao conversar sobre o tema com o Sormani nesta tarde, ele levantou uma questão importante: não tem cabimento aumentar o número de participantes de um Mundial, mas ao invés disso a Fiba deveria fazer lobby para aumentar o número de vagas olímpicas.

Concordo 100%. Primeiro, porque se a Copa do Mundo de futebol já sofre muitas críticas por conta de seu inchaço, graças ao aumento no número de seleções de qualidade inferior, o mesmo se aplica ao basquete e de uma forma ainda mais gritante.

Em compensação, já há um consenso, entre os próprios cartolas da Fiba, que 12 equipes é um número ridículo para o torneio olímpico de basquete.

Sem levar em conta o caso do Brasil – que só voltou aos Jogos Olímpicos neste ano, ao ficar com o vice-campeonato do Pré-Olímpico de Mar del Plata -, são vários os exemplos de belas seleções que ficam fora das Olimpíadas por conta do número limitado de vagas.

Este drama acaba atingindo especialmente o basquete europeu, que após o desmembramento da União Soviética e pela guerra na extinta Iugoslávia, viu surgir uma série de fortíssimas equipes, como Croácia, Lituânia, Sérvia, além da própria Rússia. Sem falar na Alemanha, França, Itália, Grécia e Turquia e Espanha. Só aqui estamos falando de dez seleções.

A Fiba precisava pensar em gastar energia e fazer articulações políticas para tentar convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a abrir mais vagas para o basquete. O problema é que o gigantismo das Olimpíadas, além do próprio calendário, tornaria esta uma missão quase impossível.

As Vilas Olímpicas já funcionam no seu limite, a cada edição dos Jogos, sem contar que a própria infraestrutura logística precisaria estar pronta para receber mais 96 atletas (masculino e feminino), sem contar integrantes das comissões técnicas e dirigentes. Ou seja, teria que se gastar mais dinheiro para abrigar todo este povo.

Se do ponto de vista estrutural seria quase impossível isso acontecer, olhando o lado esportivo não há o que discutir: os Jogos Olímpicos ganhariam em qualidade com um torneio com 16 equipes, tanto no masculino como no feminino.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 20:08

Coisas surreais que só acontecem no Pan-Americano

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Vázquez Raña, presidente da Odepa, fez um acordo com a Fiba e haverá basquete no Pan 2011

Tudo bem que o Pan-Americano é uma competição bacana, democrática, abre espaço para que atletas das Américas disputem um evento poliesportivo de proporções razoáveis – lembrando que vários deles jamais chegarão a participar das Olimpíadas -, enfim, tudo isso já estamos cansados de saber. O que não se pode esconder é o espírito varzeano que muitas vezes impera na chamada “Olimpíada das Américas”.

Como por exemplo no caso do basquete, que por muito pouco não foi excluído do Pan-Americano de Guadalajara, faltando apenas 24 dias para o evento começar! Tudo por causa de uma briga interna entre o comitê olímpico mexicano e a Ademeba (Associação Desportiva Mexicana de Basquete), entidade que de fato organiza a modalidade no país. Só que enquanto a Fiba Américas (entidade que representa a Federação Internacional de Basquete) reconhece a legitimidade da Ademeba, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) simplesmente a ignora.

O resultado desta confusão: a Odepa ameaçava excluir a Ademeba do Pan, situação que a Fiba Américas não aceitava. E devolvia a ameaça, sinalizando que não organizaria o basquete do Pan 2011. Um vexame só.

Eis que nesta terça, a Fiba divulga nota, toda feliz, anunciando um acordo entre ela e a Odepa. Uma reunião entre Mário Vázquez Raña, eterno presidente da Odepa, e o secretário geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, sacramentou o acordo.

O pior nisso tudo é que não seria a primeira vez que o basquete passaria por um vexame na história do Pan. Em 1995, nos Jogos de Mar del Plata, o torneio feminino foi cancelado dois dias antes da cerimônia de abertura. O motivo é que somente cinco equipes se inscreveram para a competição.

Por causa deste mico monstro, a seleção feminina de Hortência, Paula e Janeth não pôde defender o título conquistado quatro anos antes, em Havana-91.

Mais surreal, impossível!

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quinta-feira, 10 de março de 2011 Olimpíadas | 10:12

Tem basquete na Grã-Bretanha, Arnaldo?

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A falta de tradição no basquete pode tirar a equipe da Grã-Bretanha dos Jogos

Bom, não me consta que o ex-árbitro de futebol Arnaldo César Coelho – lembrado no título deste post graças às inúmeras referências a ele feitas pelo personagem @oclebermachado no Twitter – seja um fã de basquete.  Na verdade, pelo que eu sei, o Arnaldo gosta mesmo é de vôlei de praia. Lembro dele assistindo pela TV e torcendo pra valer pelas duplas brasileiras durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, na sala de imprensa montada pelo patrocinador da seleção brasileira de futebol, em um hotel de luxo de Miami.

Mas depois de seis linhas de puras divagações, você deve estar se perguntando onde é que o basquete e a Grã-Bretanha entram em tudo isso.  É fácil explicar:  o país que organiza uma competição poliesportiva – Olimpíadas ou Jogos Pan-Americanos – tem vaga assegurada em todas as modalidades, individuais e coletivas. E se há uma coisa que a Grã-Bretanha não tem tradição alguma é no basquete. Pois neste domingo, o comitê central da Fiba (Federação Internacional de Basquete) decidirá, durante o congresso da entidade, em Lyon, se os britânicos terão ou não direito à vaga automática nos Jogos de Londres, em 2012.

Oficialmente, os dirigentes da Fiba fazem declarações politicamente corretas, elogiando o esforço dos britânicos – vale lembrar que Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales competem de forma unificada nos Jogos Olímpicos – e sua evolução no basquete europeu. Mas não seria uma surpresa se os cartolas decidirem que a Grã-Bretanha ainda não fez o suficiente no basquete mundial para garantir a vaga por antecipação, obrigando-a a disputar o qualificatório europeu.

O grande problema desta decisão “técnica” é que em quadra os britânicos teriam chances remotas de garantir classificação para as Olimpíadas organizadas por eles mesmos. E assim cria-se um impasse bem difícil de resolver. Já pensou não contar com o time da casa em uma competição badalada como o basquete?

Péssimo retrospecto

Enquanto os  dirigentes da Fiba vivem um belo dilema, que será solucionado em poucos dias, vale relembrar a única vez em que a Grã-Bretanha participou com sua equipe de basquete de uma edição de Jogos Olímpicos. Foi em 1948, quando a competição também teve Londres como sede. Não havia ainda o torneio feminino no programa olímpico e desta forma o vexame ficou restrito somente ao time masculino. Ao todo, os britânicos disputaram oito partidas, com o “incrível” retrospecto de uma vitória e sete derrotas, terminando a competição em 20º lugar.

O único triunfo ocorreu no “clássico” contra a Irlanda, derrotada no torneio consolação por 46 a 21.  Como curiosidade, vale lembrar ainda que o Brasil enfrentou a Grã-Bretanha na primeira fase e atropelou os donos da casa: 76 a 11.

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