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Posts com a Tag Fabiana Murer

sábado, 9 de maio de 2015 Ídolos, Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 16:21

Crise fora de hora no atletismo brasileiro

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O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

Relevante e preocupante a informação publicada na edição deste sábado da Folha de S. Paulo, relatando aquele que é um princípio de crise dentro da seleção brasileira de atletismo: o rompimento entre os treinadores Elson Miranda e o ucraniano Vitaly Petrov, do salto com vara, em razão de decisão de Thiago Braz, considerado a maior revelação da modalidade, em  trabalhar somente com Petrov em sua base de treinamento, em Fornia, na Itália (a história completa pode ser conferida aqui, na versão online do jornal).

Em resumo, a crise começou quando no ano passado, após casar-se com a também atleta Ana Paula Oliveira, do salto em altura, Thiago Braz decidiu mudar-se para a Itália e treinar diretamente com Petrov, rompendo assim uma parceria de anos com Miranda, que é o treinador da equipe brasileira de salto com vara e também da equipe BM&F, de São Caetano. O ucraniano, que foi o treinador do ainda recordista mundial Serguei Bubka, passou a atuar como consultor de Miranda em 2001 e após o título mundial de Fabiana Murer, em 2011, foi contratado como consultor pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil), até os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Obviamente que a história não poderia acabar bem. Para a Folha, Miranda acusou Petrov de ter aliciado Thiago Braz e afirmou que ele e Fabiana, que é sua mulher, não usarão mais as instalações do ucraniano na Itália, quando estiverem competindo e treinando na Europa. Para completar o quadro, agora Petrov é contratado pelo COB apenas para orientar Braz, que também deixou o BM&F e agora compete pela Orcampi/Unimed, de Campinas.

Mais do que uma briga de egos feridos ou de posturas profissionais questionáveis, está em jogo a própria harmonia dentro de uma parte importante da seleção brasileira de atletismo. Foi inegável a evolução de Fabiana Murer tendo a ajuda de Petrov em seus treinamentos nos últimos anos e seria importante contar com alguém de sua experiência ao lado tanto no Mundial de Pequim, em agosto próximo, quanto nos Jogos do Rio, no ano que vem.

Também preocupa o efeito que esta confusão terá na cabeça de Thiago Braz, sem dúvida um dos grandes talentos revelados pelo atletismo brasileiro nos últimos anos. Em menos de cinco anos, sua melhor marca no salto com vara saiu de 5m10, obtida em setembro de 2010, para 5m83, em julho de 2013, atual recorde sul-americano e brasileiro. Com apenas 21 anos, ele foi campeão mundial juvenil em Barcelona (ESP), em 2012, e ficou em quarto lugar no Mundial indoor de Sopot (POL), no ano passado.

Na próxima sexta-feira (15), Elson Miranda e Th iago Braz deverão se encontrar para a disputa do título do salto com vara no Troféu Brasil de atletismo, na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo (SP). Tomara que a direção da CBAt tenha habilidade para saber aparar as arestas dos dois lados e evitar que o atletismo brasileiro seja o maior prejudicado em toda esta confusão.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 Ídolos, Olimpíadas | 22:22

Reserve na agenda os dias para ver o tri de Bolt em 2016

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Usain Bolt comemora a conquista de sua segunda medalha de ouro nos 100 m rasos em Londres. E no Rio 2016, veremos o tri?

Bolt comemora a conquista de sua segunda medalha de ouro nos 100 m rasos, nas Olimpíadas de Londres. E veremos o tri em 2016?

O anúncio oficial do programa de competições do atletismo para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, ocorrido nesta segunda-feira por parte da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) já começa a criar aquele clima de expectativa para o início dos Jogos. Afinal, o atletismo foi a primeira modalidade a divulgar oficialmente seu programa completo de provas. Aí o sujeito bate o olho naquela planilha (que pode ser acessada e baixada aqui) e já começa a imaginar as provas rolando no Engenhão (oremos para que esteja pronto até lá!). Sim, faltam menos de dois anos, amigo…

E uma rápida passada de olhos pelo programa de competições já é possível reservar o dinheiro do ingresso e as datas na agenda para ver alguns momentos que prometem ser especiais no atletismo das Olimpíadas do Rio, em especial para as grandes esperanças do Brasil na modalidade. Vamos a eles:

1) O possível tricampeonato olímpico de Usain Bolt

Sim, é claro que muita água irá rolar até os Jogos começarem, mas a menos que sofra alguma lesão ou que esteja muito mal fisicamente, dificilmente o jamaicano Usain Bolt encontrará adversários na pista do Engenhão. E desta forma, é quase certo que emplacará o tricampeonato nos 100 m, 200 m e revezamento 4 x 100 m rasos. A final dos 100 metros está marcado para 14/8/2016, um domingo, com largada às 22h25; os 200 metros terá sua final no dia 18/8 (quinta-feira), com largada às 22h30; e por fim, a final do revezamento 4 x 100 m está prevista para 19/8 (sexta-feira), às 22h35.

2) A grande chance de Duda

Bicampeão mundial indoor, os Jogos de 2016 serão a grande oportunidade para Mauro Vinícius da Silva, o Duda, tentar entrar para a história olímpica. Se chegar à final do salto em distância, Duda brigará por uma medalha no dia 13 de agosto (sábado), a partir das 23h07.

3) O voo de Thiago

Número um do Brasil e entre os top 10 do ranking mundial do salto com vara, Thiago Braz é uma das grandes apostas para o Brasil brigar por medalha em 2016. Caso avance à final, disputará sua final no dia 16 de agosto (sábado), a partir das 21h.

4) As meninas velozes do Brasil

Pouco antes do provável show jamaicano de Bolt e seus amigos na final do revezamento 4 x 100 m, será a vez do atletismo feminino do Brasil poder fazer um resultado histórico. A tomar pelos bons resultados dos últimos anos, provavelmente a equipe brasileira do revezamento 4 x 100 m estará na final olímpica. Se isso acontecer, a final começará às 22h15 do dia 19/8.

5) A última chance de Fabiana

Depois das varas perdidas em Pequim 2008  e do vento/apagão de Londres 2012, Fabiana Murer terá sua derradeira chance de conquistar uma medalha olímpica no salto com vara. Caso avance à final, ela saltará em busca de um lugar no pódio no dia 20 de agosto (sábado), a partir das 20h15.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014 Ídolos, Seleção brasileira | 23:47

Bi na Liga de Diamante rende R$ 179 mil a Fabiana Murer

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Fabiana Murer exibe o troféu  após conquistar o título da Liga de Diamante no salto com vara

Fabiana Murer exibe o troféu após conquistar o título da Liga de Diamante

A brilhante vitória de Fabiana Murer nesta quinta-feira, que conquistou o bicampeonato da Liga de Diamante na prova do salto com vara, em Zurique (SUI), foi um dos resultados mais importantes do atletismo brasileiro em 2014, ao lado de Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que também faturou o bi no Mundial indoor (pista coberta) na prova do salto em distância, no mês de março, na Polônia.

Em primeiro lugar, a vitória da brasileira ocorreu na competição mais badalada do atletismo mundial e que reúne as principais estrelas da modalidade. Além disso, comprovou a boa fase de Fabiana na temporada, que levou o título com a ótima marca de 4,72 m, embora já tivesse alcançado os 4,80 m na etapa de Nova York, em junho. Se tudo isso não bastasse, Fabiana Murer ainda conseguiu deixar para trás a campeã olímpica de Londres 2012, a norte-americana Jennifer Suhr, que ficou em segundo na Liga.

E o bicampeonato em Zurique serviu para rechear um pouco mais o bolso da brasileira. As quatro vitórias (Nova York, Glasgow, Monaco e desta quinta) renderam um total de US$ 40 mil para Fabiana, que ainda recebeu um prêmio geral de US$ 40 mil pelo título. Ou seja, pouco mais de R$ 179 mil seguindo a cotação desta quinta-feira. Nada mal, hein?

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 Jogos Sul-Americanos, Seleção brasileira | 10:00

COB usará Jogos Sul-Americanos para fazer experiências

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Jogos Sul-AmericanosCompetição de segundo escalão entre os esportes olímpicos, os Jogos Sul-Americanos de 2014, que terão como sede a cidade de Santiago (CHI), a partir do próximo dia 7 de março, servirão como uma espécie de laboratório para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Em pleno ciclo olímpico para os Jogos do Rio 2016, a entidade usará o evento para dar mais rodagem a jovens atletas que nunca tiveram experiência em um competição de nível poliesportivo internacional. Ao mesmo tempo, levará algumas de suas estrelas, que poderão ajudar a ampliar o número de medalhas ao final da competição. Nas duas últimas edições (2006 e 2010), o Brasil ficou na segunda colocação no quadro geral de medalhas.

Segundo Jorge Bichara, gerente geral de performance esportiva do COB, para algumas modalidades os Jogos Sul-Americanos são uma competição interassante do ponto de vista esportivo. “Esportes que tenham a questão do tempo como parâmetro para avaliar a performance poderão aproveitar melhor sua participação nesta competição”, afirmou. Há até modalidades que terão os Sul-Americanos como seletiva para o Pan-Americano de Toronto 2015. É o caso do pentatlo moderno, que terá a presença da medalhista olímpica em Londres 2012, Yane Marques.

Também demonstraram a intenção de levar equipes completas o boxe e o taekwondo, segundo Bichara. Já o atletismo e a natação deverão enviar equipes mistas, alternando novatos com atletas consagrados. No caso do atletismo, várioas atletas da seleção principal irão a Santiago, como Mauro Vinícius da Silva, o Duda, Ana Cláudia Lemos e Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara. O handebol feminino, por exemplo, contará com a presença de várias atletas que foram campeãs mundiais em dezembro, na Sérvia.

Alguns esportes, contudo, disseram não aos Jogos. É o caso do basquete, que abriu mão de mandar equipes para disputar os torneios masculino e feminino, alegando que não teria como desfalcar os clubes participantes das respectivas ligas nacionais.

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domingo, 18 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 16:04

As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

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Vanda Gomes se desespera ao deixar cair o bastão passado por Franciela Krasucki

A foto que abre este post ilustra, de forma lamentável, a participação brasileira no 14º Campeonato Mundial de atletismo, encerrado neste domingo em Moscou. O erro patético na última passagem do bastão do revezamento 4 x 100 m feminino, que custou uma quase certa medalha (a única) ao Brasil neste Mundial, foi apenas a cereja no bolo. Há muito mais o que se lamentar no saldo final destes últimos dez dias na Rússia.

Em primeiro lugar, ninguém pode alegar surpresa com o fraco desempenho dos atletas brasileiros. Muito menos os dirigentes da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). No final de julho, a entidade reuniu os jornalistas em sua sede em São Paulo, para uma entrevista coletiva, e foi bem sincera ao falar sobre os objetivos neste Mundial: alcançar o maior número de finais possíveis.

Pois bem, o Brasil chegou a seis finais em Moscou: salto com vara masculino (Augusto Dutra, em 11º); salto com vara feminino (Fabiana Murer, em 5º); 400m masculino (Anderson Henriques, em 8º); salto em distância masculino (Mauro Vinícius da Silva, em 5º); revezamento 4 x 400m masculino (7º lugar); e revezamento 4 x 100m feminino (não terminou a prova). Decatlo e maratona masculina, que não têm finais, não chegaram ao pódio mas tiveram bons resultados individuais.

A questão é que nem mesmo o objetivo inicial a CBAt alcançou. Isso porque a campanha em Moscou, em termos de presença em finais, foi ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA a dos dois Mundiais anteriores, em Daegu/2011 e Berlim/2009, quando os brasileiros também alcançaram seis finais. Pior é saber que na Coreia do Sul, há dois anos, o Brasil ainda conseguiu um ouro (com Fabiana Murer). Muito pior ainda é que em 2007, no Mundial de Osaka, o Brasil marcou presença em sete finais e ainda voltou com uma medalha de prata – Jadel Gregório, no salto triplo.

A verdade, nua e crua, é uma só: o atletismo brasileiro “involuiu”.

Não tenho a menor dúvida que boa parte desta decadência precisa ser creditada aos quase 30 anos em que Roberto Gesta de Melo esteve à frente da CBAt. Alguns mais apressados poderão sair em defesa do cartola e dizer que medalhas foram conquistadas neste período, inclusive uma de ouro nas Olimpíadas de Pequim 2008, com Maurren Maggi no salto em distância. Óbvio, se você fica tanto tempo no cargo, aumenta as suas chances de conseguir resultados.

Nunca o atletismo teve tanto dinheiro como agora. Somados patrocínio da Caixa Econômica Federal, Lei Agnelo/Piva e outras fontes de renda, são quase R$ 31 milhões/ano. É muito dinheiro, convenhamos. Não se pode falar em falta de recursos. Prefiro falar em recursos mal aplicados, extremamente mal aplicados.

O atletismo do Brasil, por incrível que pareça, consegue grandes resultados nas categorias de base, inclusive títulos mundiais. Mas na hora de colocar estes novos talentos para competir na categoria adulta, os resultados simplesmente desaparecem. Estamos vivendo hoje de uma geração envelhecida, que está chegando ao final da carreira, com outra que não consegue mostrar seu potencial na hora da verdade, seja por falta de suporte psicológico ou limitação técnica mesmo.

Por fim, há que se cobrar também de quem comanda. A comissão técnica do Brasil tem muito que explicar ao final deste Mundial. O país já vinha de uma participação anêmica nas Olimpíadas de Londres 2012, quando passou sem medalhas pela primeira vez em 20 anos, e repete a dose exatamente um ano depois.

E como a última impressão é a que fica, é necessário que alguém dê uma boa justificativa para a escalação do time na final do revezamento, quando não correu Rosângela Santos, mais entrosada, e em seu lugar apareceu Vanda Gomes, justamente a que derrubou o bastão na passagem final.

O novo presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, que assumiu este ano, terá muito trabalho para colocar o atletismo nos trilhos. E é bom avisar: para 2016, nas Olimpíadas do Rio, a realidade não será muito diferente dessa aí que vimos em Moscou.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:48

O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

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Fabiana Murer falha em mais uma das tentativas no Mundial de Moscou

Um grande amigo meu, o jornalista Rodrigo Borges, companheiro de outras redações e atualmente no site da “ESPN” e um dos editores do ótimo “Esporte Fino” – listado entre os favoritos deste blog do lado direito da página – tem uma expressão que eu considero definitiva para analisar o comportamento de uma parcela razoável do torcedor que acompanha esportes por aqui: “Brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de quem vence”, diz o sábio Rodrigo, do alto de sua habitual ranhetice.

Concordo 100% com ele e vou mais além, desenvolvendo a tese no que diz respeito a esportes olímpicos: brasileiro acompanha as modalidades poliesportivas com a mentalidade de um torcedor de futebol. A maioria absoluta mal entende as regras de determinados esportes, coisa que fica evidente em grandes eventos, como Olimpíadas, Pan-Americanos e mundiais.

Nesta última terça-feira, Fabiana Murer, uma das principais esperanças de medalha do Brasil no Mundial de atletismo de Moscou, falhou em sua tentativa de manter o título no salto com vara. Até começou bem sua participação na final, passando sem problemas nos dois primeiros saltos, mas não conseguiu aproveitar as três chances em 4m75, comentou alguns erros na técnica do salto (admitidos por ela mesma) e acabou eliminada, terminando em quinto lugar.

Decepção? De certo modo sim, tendo como base o fato de que defendia seu título e que tinha como melhor resultado 4m85, o mesmo salto que lhe deu o ouro em Daegu, dois anos atrás. Mas vamos combinar que ela foi superada por atletas que hoje estão num patamar acima dela, como a americana Jennifer Suhr, a cubana Yarisley Silva e, principalmente, a russa Yelena Isinbayeva, a rainha do salto com vara e que voltou à velha forma justamente diante de sua torcida.

Mas o que deveria ser encarado como um resultado normal diante das limitações da brasileira – é provável que seu auge tenha sido a temporada de 2011 – serviu como combustível para que nas redes sociais as velhas piadinhas e comentários debochados voltassem à tona. Como se a conta pela vexatória eliminação nas Olimpíadas de Londres 2012 ainda não tivesse sido paga.

>>> Veja também: Fabiana Murer e a intolerância dos pachecos

O problema é que o brasileiro, em sua grande maioria, observa o esporte olímpico sob a ótica do futebol, ignorando que não é possível fazer analogias ludopédicas em provas de atletismo, natação ou handebol, por exemplo.

A miopia é tanta que não percebem que Fabiana Murer vinha de um ano complicado. Além de ter se contundido no início da temporada indoor (pista coberta), ela não voltou bem e esteve instável em diversas competições importantes. Sua melhor marca em 2013 foi 4m73, no Troféu Brasil, em São Paulo – menos, portanto, da altura necessária para que ela tivesse prosseguido na prova nesta terça-feira, no lindo Estádio Luzhniki.

Essa miopia dos corneteiros, citada acima, os impede de perceber que o problema é muito maior. O atletismo brasileiro passa por uma crise sem precedentes, a despeito de ter mais de R$ 30 milhões anuais entre patrocínio e verbas das loterias. É muito dinheiro. A nova administração, a cargo de José Antonio Fernandes, que assumiu este ano após quase três décadas do “reinado” de Roberto Gesta de Melo, avisou que tinha pouca expectativa neste Mundial de Moscou. O plano era o de “chegar ao maior número de finais possíveis”, o que é lamentável. E para 2016, o cenário não será muito diferente. Enquanto isso, jogam-se todas as fichas e esperanças em um punhado de atletas,  que diante de tanta pressão e expectativa, muitas vezes acabam sucumbindo.

>>> E ainda: Após fiasco em Londres, Brasil traça meta modesta para Mundial de Moscou

Ainda faltam quatro dias para o encerramento do Mundial. Espero queimar a língua, mas dificilmente o Brasil sairá de Moscou com medalhas. Só que a conta não pode ser colocada apenas nas costas de atletas. Quem comandou e quem comanda a CBAt, quem dirige o esporte brasileiro (COB) e  quem mandou transformar o Célio de Barros em estacionamento, todos esses têm sua parcela de culpa também.

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domingo, 11 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 21:26

A radiografia da vitória de Usain Bolt nos 100 metros

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Imagem do "Photo Finish" da final dos 100 m rasos do Mundial de Moscou

O “Photo Finish”, para quem não sabe, é um registro de imagem usada em algumas modalidades, como atletismo e natação, por exemplo, que mostra o momento exato da chegada de uma determinada prova. A imagem acima mostra o exato momento no qual o jamaicano Usain Bolt cruzou a linha de chegada nos 100 m rasos, na pista do Estádio Luzhniki, pelo Mundial de atletismo de Moscou. Foi o segundo título mundial de Bolt nesta prova.

Uma vitória cheia de nuances especiais. Primeiro, porque a final foi realizada debaixo de um toró, o que é não é uma cena comum. Depois, Bolt estava um pouco mais contido do que o normal antes da prova começar – talvez efeito das lembranças de dois anos atrás, em Daegu, quando queimou justamente a largada e foi eliminado. O fato é que mesmo o americano Justin Gatlin tendo feito a corrida de sua vida, Bolt é do outro mundo. Só isso explica a incrível arrancada na metade final da prova, quando seus rivais já estavam praticamente desacelerando.

E ainda tem pela frente os 200 m e o revezamento 4 x 100 m. Promessas de novos shows?

Ufa, Fabiana!

E o segundo dia do Mundial de Moscou trouxe duas boas notícias para o atletismo brasileiro. A primeira, o incrível sexto lugar de Carlos Chinin no decatlo, modalidade na qual o Brasil não tem a menor tradição, sendo que ele chegou à última prova (1.500 m) com chances reais de medalha.

A segunda boa notícia foi a classificação de Fabiana Murer para a final do salto com vara. mas peraí, classificação pra final é boa notícia pra quem é a atual campeã do mundo? No caso de Fabiana, é sim. Quem pôde acompanhar a qualificatória deste domingo testemunhou o drama que foi para ela carimbar a passagem à final. Errou os dois primeiros saltos e, pressionada ao extremo, conseguiu a vaga no salto derradeiro, com 4m55. Para quem ainda dormia com o fiasco das Olimpíadas de Londres debaixo do travesseiro, foi um grande negócio.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Almanaque, Mundiais, Seleção brasileira | 13:53

As medalhas do Brasil nos mundiais de atletismo

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Fabiana Murer comemora a medalha de ouro no salto com vara, no Mundial de Daegu, em 2011

Neste sábado, começa a 14ª edição do Campeonato Mundial de atletismo, na cidade de Moscou, reunindo quase dois mil atletas, representando mais de 200 países. Será a chance para o Brasil , que ainda curte uma incômoda ressaca pela péssima campanha nas Olimpíadas de Londres 2012, tentar aumentar sua coleção de medalhas na história da competição. Desde que foi disputado pela primeira vez, em 1983, o Brasil já conquistou um total de 11 medalhas.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras:

MEDALHA DE OURO

Fabiana Murer – salto com vara – Daegu (Coreia do Sul)/2011

MEDALHA DE PRATA

Zequinha Barbosa – 800 m – Tóquio (Japão)/1991
Claudinei Quirino – 200 m – Sevilha (Espanha)/1999
Sanderlei Parrela – 400 m – Sevilha (Espanha)/1999
Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Cláudio Roberto – revezamento 4 x 100 m – Paris (França)/2003
Jadel Gregório – salto triplo – Osaka (Japão)/2007

MEDALHA DE BRONZE

Joaquim Cruz – 800 m – Helsinque (Finlândia)/ 1983
Zequinha Barbosa – 800 m – Roma (Itália)/1987
Luiz Antonio dos Santos – maratona – Gotemburgo (Suécia)/1995
Claudinei Quirino – 200 m – Atenas (Grécia)/1997
Raphael de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos – revenzamento 4 x 100m – Sevilha (Espanha)/1999

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Vídeos | 19:39

Contagem regressiva para o Mundial de atletismo

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Com o final do Mundial de esportes aquáticos, em Barcelona, chegou a vez de outro evento nobre dos esportes olímpicos entrar em ação. Daqui a três dias, no próximo sábado (10), começará o 14º Campeonato Mundial de atletismo, em Moscou.  Tendo como estrela principal o jamaicano Usain Bolt, o supercampeão olímpicos dos 100 e 200 m rasos, a competição terá como palco principal o histórico Estádio Olímpico, que recebeu as cerimônias de abertura e encerramento, além das competições de atletismo nas Olimpíadas de Moscou 1980.

Esta, inclusive será a última grande competição que será realizada lá. Ele deverá passar por profundas reformas para receber as partidas da Copa do Mundo de 2018. Ao todo, participarão do Mundial 1.970 atletas, representando 206 países. O Brasil enviou uma delegação com 32 atletas.

A Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) preparou um clipe bem bacana para promover a competição. E entre os personagens destacados, vejam, só, está a brasileira Fabiana Murer, que é a atual campeã mundial do salto com vara.

Confira o vídeo:

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segunda-feira, 8 de julho de 2013 Seleção brasileira | 09:07

Os voos de Thiago que podem fazer o atletismo do Brasil reagir

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Thiago Braz exibe a marca de 5,83m no salto com vara, obtida no Sul-Americano de Cartagena (Col), novo recorde continental da prova

Os (raros) leitores deste blog devem ter percebido uma ausência de atualizações nos últimos dez dias. Bem, em primeiro lugar, o período coincidiu com a reta final da cobertura intensa que o iG Esporte realizou na Copa das Confederações, quando não havia tempo para se pensar em mais nada que não fosse em futebol. Somando a isso, este blogueiro, que não é de ferro, tirou alguns dias de férias assim que a turma do Felipão levantou o caneco no Maracanã, para recarregar as baterias.

Mas enquanto a velha rotina do blog não é retomada de forma total, não posso deixar passar batido um momento de esperança vivido pelo atletismo do Brasil. Depois de uma participação ridícula nas Olimpíadas de Londres 2012, quando pela primeira vez em 20 anos deixou uma edição dos Jogos sem conquistar uma medalha, a modalidade vive um momento de boas perspectivas, numa prova onde nunca teve tradição: o salto com vara.

>>> Veja também: O calendário 2013 do esporte olímpico

Desde o surgimento de Fabiana Murer, atual campeã mundial da prova, o Brasil passou a ter no salto com vara mais uma possibilidade de bons resultados em competições internacionais. Mas até então, restrito apenas às mulheres. A atual temporada, preparatória para o Mundial de Moscou, de 10 a 18 de agosto, mostrou que os homens brasileiros também sabem saltar.

Dois pupilos treinados por Elson Miranda – marido e técnico de Fabiana Murer – protagonizaram uma série de excelentes resultados nas últimas semanas. O primeiro a se destacar foi Augusto Dutra, de 22 anos (completará 23 no próximo dia 16), que quebrou o recorde sul-americano indoor e ao ar livre em um espaço de apenas quatro meses (5, 71 m e 5,82 m, respectivamente).

>>> Leia ainda: Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

Além disso, Dutra ainda obteve uma medalha de bronze em uma etapa da forte Liga de Diamante, organizada pela Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), em Lausanne (Suíça), ficando logo atrás do alemão Raphael Holzdeppe, medalha de bronze em Londres e que teve a mesma marca do brasileiro (5,62 m), porém obtida num número menor de tentativas.

Só que Augusto Dutra, já garantido na equipe brasileira que irá ao Mundial de Moscou, terá um “rival” doméstico para superar. Com apenas 19 anos, o paulista Thiago Braz, também treinado por Elson Miranda, assombrou a todos ao bater o recorde sul-americano de Dutra em Cartagena (Col), durante a disputa do campeonato continental, na última quinta-feira.

A marca de 5,83 m obtida por Braz – que campeão mundial juvenil no ano passado, em Barcelona – representa a 12ª melhor da temporada. E não é de hoje que o garoto vem impressionando. Há dois anos, o ucraniano Vitaly Petrov, consultor de salto com vara da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), e que foi técnico dos fenômenos Serguei Bubka e Elana Isinbayeva, disse durante uma clínica no Brasil que Thiago Braz tem todos os recursos necessários para um dia saltar acima dos 6 metros.

Que os voos de Thiago Braz e de Augusto Dutra ajudem a curar o atletismo da ressaca de medalhas que a modalidade passou em Londres.

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