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Posts com a Tag Esgrima

segunda-feira, 10 de novembro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 12:45

Arenas de esgrima e taekwondo têm obras adiantadas

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Apesar da indefinição do destino de várias das arenas olímpicas – conforme atestou reportagem do iG na última sexta-feira, com a preocupação do TCU a respeito do legado dos Jogos de 2016 -, as obras no Parque Olímpico da Barra da Tijuca seguem em ritmo intenso. Neste final de semana, foi praticamente finalizada a instalação da estrutura metálica de uma das chamadas Arenas Cariocas, no caso a Arena 3, que receberá as competições de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico nas Olimpíadas do  Rio de Janeiro. Confira a foto abaixo:

Imagem aérea das obras das Arenas Cariocas. A Arena 3 já tem a estrutura metálica do teto finalizada (Foto: Renato Sette Camara/EOM)

Imagem aérea das obras das Arenas Cariocas. A Arena 3 já tem a estrutura metálica do teto finalizada (Foto: Renato Sette Camara/EOM)

Segundo informou a EOM (Empresa Olímpica Municipal), o trabalho de montagem da estrutura começou com a pré-montagem, formando módulos que foram içados com uso de guindastes. Os serviços de alvenaria e instalações já estão em andamento nos três pavilhões. A Arena Carioca 3 terá capacidade para 10 mil pessoas e receberá as competições de esgrima, taekwondo e judô paraolímpico em 2016. As obras estão previstas para serem concluídas no terceiro trimestre de 2015.

O conjunto de três pavilhões ainda tem a Arena Carioca 1, que terá eventos de basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas, com capacidade para 16 mil pessoas; e a Arena 2, que receberá competições de judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paraolímpica, com capacidade total de 10 mil pessoas.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 14:49

Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

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Tudo bem que o título do post poderia se referir também ao foto do blogueiro ter criado vergonha na cara e atualizado o blog, mas a maratona futebolística iniciada no último dia 12 de junho serve para explicar a ausência. O fato é que nesta quinta-feira, dia 3 de julho, em meio às emoções da Copa do Mundo, foi anunciado pela EOM (Empresa Olímpica Municipal) o início oficial das obras do Complexo Esportivo de Deodoro, um dos pontos que mais causava preocupação no COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

O local receberá 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas para o evento que será realizada daqui a pouco mais de dois anos. Os atrasos para o começo das obras de Deodoro detonaram uma série de reclamações das federações esportivas internacionais e obrigaram o COI a fazer uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, com a presença de uma espécie de interventor junto ao comitê Rio 2016.

A região Norte de Deodoro, que inclui o circuito de canoagem slalom, a pista de mountain bike, a pista de BMX, o Centro de Tiro, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno, terão suas obras realizadas pelo consórcio das construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A, vencedor da licitação com proposta no valor de R$ 643.707.225,70.

Até agosto está previsto o início das obras da Região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo, onde acontecerão as competições de concurso completo de equitação (CCE), saltos e adestramento. O responsável é o consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda, com proposta no valor de R$ 157.132.192,92. Segundo a EOM, as obras estão previstas para serem concluídas até o primeiro semestre de 2016.

Veja imagens de como ficarão as principais instalações de Deodoro

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Olimpíadas | 09:32

Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

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Atualizado

Esta sexta-feira, 30 de maio, será um dia importante no calendário esportivo para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Na prática, a partir deste dia está aberta a corrida oficial na classificação de diversas modalidades para as próximas Olimpíadas. Os critérios de qualificação olímpica foram definidos na última Assembleia do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em Sochi, durantes os Jogos de Inverno, em fevereiro deste ano.

Na prática, cinco modalidades esportivas (atletismo, ginástica artística, ginástica rítmica, trampolim acrobático e futebol) ainda não divulgaram seus critérios de classificação, mas as demais já sabem quantas vagas estão em disputa e até quando os atletas terão tempo para garanti-las. Nesta sexta, por exemplo, começará a contar o período válido do ranking mundial do judô, que classificará 386 atletas para os Jogos Olímpicos.

Veja abaixo a tabela com as modalidades que já definiram seus critérios de classificação olímpica e o número de vagas em disputa:

Modalidade              Período de classificação               Total de vagas

Badminton                   4/5/2015 a 1/5/2016                       172 (86 masc. e 86 fem)
Basquete                      14/09/2014 a 11/7/2016               24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Boxe                             03/2015 a 06/2016                             286 (250 masc. e 36 fem)
Canoagem slalom              07/2015 a 10/7/2016                       82 (61 masc. e 21 fem)
Canoagem velocidade      19/8/2015 a 10/7/2016             248 (158 masc., 88 fem e 2 a definir)
Ciclismo BMX                    31/5/2014 a 31/5/2016             48 (32 masc. e 16 fem)
Ciclismo estrada             2015 a 15/6/2016                            211 (144 masc. e 67 fem)
Ciclismo MTB                 05/2014 a 25/05/2016                  80 (50 masc. e 30 fem)
Ciclismo pista                 15/7/2014 a 28/2/2016                 189 (99 masc e 90 fem)
Esgrima            3/4/2015 a 24/4/2016        212 (102 masc. e 102 fem + 8 vagas Brasil a definir)
Golfe                              14/7/2014 a 11/7/2016                   120 (60 masc. e 60 fem)
Handebol                       7/12/2014 a 10/4/2016                    24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Hipismo adestramento        24/8/2014 a 20/6/2016               60 (masc. e fem)
Hipismo CCE                        27/8/2014 a 20/6/2016               65 (masc. e fem)
Hipismo saltos               31/8/2014 a 20/6/2016                     75 (masc. e fem)
Hóquei sobre grama       18/9/2014 a 12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem,)
Judô                                30/5/2014 a 29/5/2016                    386 (221 masc + 145 fem + 20 a definir)
Levantamento de peso    4/9/2014 a 19/6/2016            260 (156 masc e 104 fem)
Luta Olímpica               7/9/2015 a 8/5/2016               344 (228 masc, 108 fem + 8 a definir)
Maratona aquática        24/7/2015 a 05/2016             50 (25 masc. e 25 fem)
Nado sincronizado        2015 a 04/2016                          104 (fem)
Natação                        1º/3/2015 a 31/5/2016               900 (máximo de 26 masc. e 26 fem por país)
Pentatlo moderno            12/6/2015 a 1º/6/2016            72 (36 masc. e 36 fem)
Polo Aquático               06/2015 a 04/2016                       20 seleções (12 masc e 8 fem)
Remo                               30/8/2015 a 25/5/2016                     550 (331 masc. e 219 fem)
Rúgbi                         1º/10/2014 a 31/12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Saltos ornamentais     24/7/2015 a 15/6/2016              136 (68 masc. e 68 fem)
Taekwondo                 2015 a 04/2016                                  128 (64 masc e 64 fem)
Tênis                           até 6/6/2016                                           172 (86 masc. e 86 fem)
Tênis de mesa               1º/7/2015 a 24/4/2016              172 (86 masc. e 86 fem)
Tiro com arco                 26/7/2015 a 11/7/2016           128 (64 masc. e 64 fem)
Tiro esportivo               1º/8/2014 a 31/3/2016            390 (219 masc, 147 fem + 24 a definir)
Triatlo                           05/2015 a 05/2016                       110 (55 masc. e 55 fem)
Vela                              1º/8/2014 a 1º/6/2016                380 (217 masc. e 163 fem)
Vôlei                           21/8/2015 a 06/2016                       24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Vôlei de praia          1º/7/2014 a 17/7/2016             96 duplas (48 masc. e 48 fem)

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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:10

Petrobras assume projeto olímpico que era tocado por Paula

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De forma surpreendente, até pelo sucesso que a iniciativa vinha proporcionando, a Petrobras tomou para si a gestão de seu projeto olímpico, lançado em 2011 e que vinha sendo administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pelo ex-armadora da seleção feminina de basquete Paula Gonçalves.

Everton Lopes foi campeão mundial de boxe em 2011

O brasileiro Everton Lopes conquistou um inédito título mundial de boxe em 2011, quando o Projeto Petrobras era administrado pelo Instituto Passe de Mágica

A surpresa pela decisão da estatal se dá pelo fato de que desde o seu lançamento, quando mostrou-se uma alternativa interessante para o esporte olímpico brasileiro, com sua proposta de apoio a cinco modalidades como poucos recursos financeiros (esgrima, taekwondo, levantamento de peso, boxe e remo) até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Seria uma forma de não depender exclusivamente dos critérios às vezes discutíveis do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva.

A decisão surpreende porque os resultados apareceram, mesmo em somente três anos de implantação. Seja pelos títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, ou de Fabiana Beltrame, no remo, seja pelos ótimos resultados de Fernando Reis no Mundial de levantamento de peso no ano passado. Ou seja, não se pode acusar o instituto comandado por Magic Paula de incompetência.

O problema é que a própria Paula não quer se manifestar sobre o assunto. Por email, ela me confirmou que a gestão do projeto será tocada agora pela Petrobras, restando a seu instituto apenas prestar “uma assessoria técnica.”

Já a estatal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “a companhia passou a patrocinar diretamente as Confederações, tendo em vista o objetivo principal do Programa Petrobras Esporte e Cidadania, que é oferecer aos atletas as melhores condições de treinamento para a melhoria do desempenho técnico, conforme a melhor utilização possível dos recursos disponíveis”. Ainda de acordo com a Petrobras, “não houve qualquer problema contratual ou de relacionamento com o Instituto Passe de Mágica, que continua dando assessoria técnica-desportiva no que diz respeito às cinco modalidades que fazem parte do programa.”

>>> RELEMBRE: Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

A assessoria da estatal lembrou, por fim, que os valores repassados às cinco modalidades em 2014 são os seguintes: boxe = R$ 3,42 milhões; esgrima = R$ 2,41 milhões; levantamento de peso = R$ 1,78 milhão; remo = R$ 2,10 milhões; e taekwondo = R$ 2,69 milhões.

Independentemente da competência que a Petrobras – que cá entre nós, está às voltas com problemas bem mais complicados atualmente – terá para tocar seu projeto olímpico, acho que o esporte brasileiro, mais uma vez, sairá perdendo com essa decisão.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

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A remadora brasileira Fabiana Beltrame comemora no pódio, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

A remadora Fabiana Beltrame comemora, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

Quem acompanha este blog com alguma atenção certamente já leu posts com referência ao Projeto Petrobras de apoio ao esporte olímpico brasileiro, lançado em 2011. A ideia era fantástica: até 2016, data das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a empresa de capital misto iria investir R$ 256 milhões em cinco modalidades pouco desenvolvidas no universo esportivo do Brasil: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. O objetivo final seria o de colocar o maior número de atletas em condições de brigar por medalhas nos próximos Jogos Olímpicos.

E logo no primeiro ano, dois excelentes resultados: as medalhas de ouro conquistadas por Fabiana Beltrame, no Mundial de remo, e a de Everton Lopes, no Mundial de boxe. Duas conquistas inéditas para o esporte olímpico brasileiro, que só reforçavam que o caminho do projeto estava certo. Ainda por cima, quem quem estava por trás na coordenação era Maria Paula Gonçalves, a Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro e mundial.

No comando do Instituto Passe de Mágica, ela se encarregava da distribuição direta dos recursos para os atletas destas cinco modalidades, seja para competições ou períodos de treinamento, sem que o dinheiro tivesse que passar pelos dirigentes. Um verdadeiro sentimento de independência financeira, pois a maioria absoluta das confederações dependia quase que exclusivamente na época de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, com dinheiro das loterias, que é distribuída pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Mas eis que esse projeto, que representava uma ajuda importantíssima e estes primos pobres do esporte brasileiro, está ameaçado de ver seu investimento diminuir drasticamente. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira destacou que a Petrobras estuda diminuir a verba do projeto para 2014 de forma drástica. Inclusive tanto Paula quanto as cinco confederações envolvidas já teriam sido informadas. Na delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de Londres 2012, 21 atletas eram contemplados com verbas do programa.

>>> Relembre: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Procurada pelo blog, a Petrobras, em nota, negou que haverá corte no patrocínio às cinco modalidades em relação aos valores pagos neste ano, que chegam a um total de R$ 8,2 milhões. Ainda segundo a gerência de comunicação da empresa, o planejamento técnico das confederações para 2014 foi recebido pela companhia e pelo Instituto Passe de Mágica no último dia 29 de novembro. “Somente após esta etapa serão definidos os valores dos patrocínios, que podem, inclusive, ser maiores que os valores contratados em 2013”, concluí a nota.

O que a nota não explica é como que o mesmo investimento deste ano (R$ 8,2 milhões) , previsto para 2014, não pode ser considerado menor do que tudo o que foi investido nos três primeiros anos, cerca de R$ 40 milhões. E mais: ainda segundo a Folha, a própria Paula deu um número diferente da Petrobras contratado em 2013, que seria de R$ 15 milhões. E uma rápida passagem pelo noticiário econômico já mostra que a situação da Petrobras está longe de ser a mais confortável, com redução de 15% do lucro em comparação com 2012 e queda nas ações após o reajuste no preço dos combustíveis.

Pelo visto, os primos pobres do esporte olímpico brasileiro voltarão aos temos de menos fartura, justamente na fase decisiva da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

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sábado, 9 de novembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:39

A 1.000 dias da abertura, Rio 2016 precisa de mais trabalho e menos festa

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Número 1.000 formado no Estádio Mangueirão, em Belém (PA),  por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Número 1.000. referente aos dias que faltam parao Rio 2016, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), formado por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Todo mundo adora uma efeméride. Se for com data redonda, então, aí é que a festa fica completa. Isto posto, é natural todo o barulho que está sendo feito neste sábado, quando faltam exatos 1.000 dias para a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Mas, a despeito da bonita foto comemorativa divulgada pelo comitê organizador dos Jogos (só não entendi direito o fato de ter sido feita no Mangueirão, em Belém, e não no Maracanã, por exemplo), o momento atual pede mais trabalho e menos festa.

Como bem lembrado por ótima reportagem do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, o orçamento final dos Jogos de 2016 ainda não foi definido! Orçados em R$ 28 bilhões quando a candidatura brasileira venceu a eleição, em 2009, ele ainda não teve seus números definitivos anunciados. Só como comparação, os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 anunciaram o orçamento definitivo (R$ 37 bilhões) em 2007, dois anos antes do tal prazo dos 1.000 dias.

O Rio 2016 precisa ainda no tempo que resta para a abertura oficial acelerar (e muito) obras importantes. O ponto mais delicado nesta operação olímpico é o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade significativa de m0dalidades, como esgrima, pentatlo moderno, hipismo (saltos, CCE e adestramento), ciclismo BMX e mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom. A licitação das obras nem foi feita ainda e a inauguração será somente no primeiro semestre de 2016.

E no próprio Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, há importantes instalações cujas obras nem saíram do papel, como a arena de handebol (que está em fase de licitação), que deve ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, e o centro aquático (com licitação prevista para ocorrer em 2014), que precisa estar erguido até o primeiro trimestre de 2016.

É muita coisa pra pouco tempo, convenhamos.

Isso tudo só torna as tolas bravatas de Eduardo Paes, ao dizer que o Rio deixará Barcelona 1992 no chinelo, ainda mais patéticas.

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:16

A redenção da GRD e o sufoco na esgrima

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Meninas da seleção brasileira de ginástica rítmica, que levaram a medalha de bronze em Minsk

Dois fatos completamente diferentes marcaram o esporte olímpico brasileiro neste último final de semana. Um, de forma positiva, enquanto que o outro trouxe preocupações diante da responsabilidade que o Brasil terá com a organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

A boa notícia foi o inédito resultado obtido pela seleção brasileira de GRD (ginástica rítmica desportiva), que no domingo (19) conquistou uma medalha de bronze na etapa de Minsk (Belarus) da Copa do Mundo da modalidade. As meninas brasileiras ficaram em terceiro lugar na prova de conjunto três bolas e duas fitas. A equipe brasileira foi formada pelas ginastas Beatriz Pomini, Bianca Mendonça, Débora Falda, Eliane Sampaio, Francielly Pereira e Gabrielle Silva, comandadas pela técnica Camila Ferezin, ex-atleta olímpica.

Nunca o Brasil havia conquistado uma medalha em Copas do Mundo. Se apenas esse feito já seria motivo de comemoração, melhor ainda foi que este resultado representou uma espécie de redenção da modalidade. Ainda está fresca na memória a péssima participação da seleção no Mundial da modalidade, em setembro de 2011, quando a seleção terminou em 22º lugar (entre 24 participantes) e ficou eliminada do pré-olímpico para as Olimpíadas de Londres 2012. Você pode relembrar mais sobre o fato aqui e aqui. Foi uma frustração, até porque a equipe havia participado as três Olimpíadas anteriores (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). Este bronze já é um sinal de recuperação na GRD.

O fato preocupante ocorreu durante a realização da Copa do Mundo de esgrima, modalidade espada feminina, realizada no Clube Militar, no Rio de Janeiro. Por causa das chuvas torrenciais que atingiram a capital carioca na sexta-feira, as competições em um dos ginásios foram canceladas, em razão de um alagamento no local. Além disso, houve também um apagão, em razão de um acidente de trânsito nas imediações do clube. A chegada emergencial de um gerador acabou amenizando o problema.

Por fim, falhas na realização dos protocolos nas premiações irritaram os representantes da FIE (Federação Internacional de Esgrima). O evento foi realizado normalmente, é claro, mas com alguns sustos. É necessário que estas lições sejam aprendidas para novos eventos internacionais realizados no país, inclusive para as Olimpíadas de 2016.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:40

O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

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Na última segunda-feira, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu exemplos claros sobre o quanto sua pasta desconhece os reais problemas do esporte brasileiro. Obviamente que o maior foco dos jornalistas que estavam na bancada para entrevistar o ministro era a organização da Copa do Mundo do ano que vem, cujos estádios ainda sofrem com inúmeros atrasos em suas obras.

Mas Aldo Rebelo também pouco saber sobre a realidade do esporte olímpico brasileiro. Ao ser indagado sobre a falta de uma política esportiva pública, voltada para o esporte de base, em contrapartida com a obsessão do governo sobre o desempenho nas Olimpíadas do Rio 2016, Aldo saiu em defesa do governo. Disse que está em andamento um investimento no esporte escolar, na qual há um programa para construir 5 mil quadras em escolas, além de aprovar a construção de 300 centros de iniciação do esporte, com espaço para a prática de judô, ginástica e esgrima.

Veja a partir da faixa dos 5min:

O negrito na palavra esgrima, no parágrafo acima, apenas reforça que o ministro Aldo Rebelo – a quem considero uma pessoa honesta e digna, porém totalmente fora de sintonia com o cargo que ocupa – não conhece totalmente a realidade do esporte olímpico do Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo iG Esporte mostrou as condições pelas quais a gaúcha Gabriela Cecchini, de somente 15 anos, conquistou um feito histórico, a segunda medalha brasileira em Mundiais de esgrima.

Sem nenhum apoio da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Gabriela – além de outros 20 atletas da equipe brasileira que participa do Mundial da Croácia para cadetes e juvenis – precisou contar com a ajuda financeira dos pais ou de seus clubes (no caso de Gabriela, o Náutico União-RS) para disputar a competição.

Gabriela Cecchini comemora a vitória sobre a alemã Leandra Behr durante o Mundial 

O que é pior: trata-se de uma prática comum nas categorias de base da esgrima (e na maioria absoluta das modalidades olímpicas brasileiras), pois a CBE argumenta ter recursos, provenientes da Lei Agnelo/Piva e do próprio Ministério do Esporte, apenas para bancar os atletas de alto rendimento. Mesmo Gabriela sendo considerada pelo técnico da seleção, o ex-atleta olímpico Regis Trois, como um diamante bruto da esgrima brasileira. Para evoluir, segundo ele, ela precisa de mais experiência e, principalmente, apoio.

LEIA TAMBÉM: Revelação da esgrima tem resultado histórico sem ajuda da Confederação

Não serão as cinco mil quadras que o governo promete construir (se é que serão construídas de fato) que irão evitar que jovens talentos como Gabriela Cecchini precisem recorrer ao velho “paitrocínio” para tentar seguir uma carreira no esporte.

Enquanto não se criar uma política esportiva pública VERDADEIRA, jamais qualquer autoridade poderá chamar o Brasil de país olímpico.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 14:36

Novidade na (des)organização do Rio 2016: esportes sem teto

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Imagem da provável arena provisória para os saltos ornamentais de 2016, no Forte de Copacabana

A recente visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) para as Olimpíadas de 2016,  que se encerra nesta quarta-feira, no Rio, ganhou de presente uma desagradável notícia: cinco modalidades que serão disputadas nas próximas Olimpíadas ainda estão com seus locais de competição indefinidos. A 1.262 dias para a abertura dos Jogos, estes esportes estão, literalmente, sem teto.

Reportagem desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo mostra que o Rio 2016 ainda não sabe onde ocorrerão as disputas do basquete, esgrima, hóquei na grama, rúgbi e saltos ornamentais. Este último, por exemplo, tem como sugestão proposta pelo comitê organizador ser disputado em uma arena provisória, montada no Forte de Copacabana. Isso porque a Fina (Federação Internacional de Natação) solicitou que o complexo do Maria Lenk – aquele que custou R$ 85 milhões na época de sua construção, no Pan 2007, para ter “padrão olímpico” – receba somente os jogos do polo aquático.

Detalhe importante: o valor desta arena provisória não foi orçado ainda…

O basquete, segundo o Rio 2016, precisaria ter alguns de seus jogos marcados na arena que será construída no Parque Olímpico transferidos para o ginásio do Complexo de Deodoro, a 19 km de distância. Só que esta mudança atrapalharia a disputa da esgrima, que precisaria ser acomodado de acordo com o calendário.

O hóquei na grama está num impasse. Originalmente, a disputa ocorreria em Deodoro, mas a federação internacional da modalidade quer que seja realizado no Parque Olímpico, para ter mais visibilidade, pedido negado pelos organizadores. Ou seja, impasse à vista. Pior ainda está o rúgbi seven, modalidade que estreia no programa olímpico em 2016. Inicialmente, as partidas aconteceriam em São Januário, mas o local foi vetado por não apresentar garantias financeiras para as reformas. O Rio 2016 ofereceu o estádio do Bangu, em Moça Bonita. Os dirigentes ainda não se manifestaram a respeito.

E sempre vale recordar que há ainda uma bela indefinição a respeito do local de construção do campo de golfe. O atraso no início das obras envolve inclusive uma complicada disputa judicial.

O tal cartão amarelo que o Jacques Rogge disse não esperar dar ao Rio 2016, pelo jeito, poderá ser mostrado mais cedo do que se imagina.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:21

A 'terceira via' para o esporte brasileiro está aberta

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Alguns dos integrantes do Time Nissan, projeto apresentado nesta terça-feira, no Rio

Esta terça-feira foi particularmente especial para o esporte olímpico e paraolímpico do Brasil, com o anúncio do início do projeto de patrocínio da montadora de carros japonesa Nissan. A empresa apoiará 30 atletas de 12 modalidades olímpicas e cinco paralímpicas, de olho na preparação para os Jogos do Rio 2016.

Este é o segundo projeto que nasce na iniciativa privada, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento e preparação de atletas brasileiros para as próximas Olimpíadas. O primeiro foi o Esporte e Cidadania, da Petrobras, comandado pela ex-armadora da seleção de basquete Magic Paula, que investe R$ 256 milhões em cinco modalidades (remo, boxe, taekwondo, esgrima e levantamento de peso), que inclusive já obteve resultados expressivos, como os títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, e Fabiana Beltrame, no remo, ambos obtidos em 2011.

O projeto do Time Nissan, como foi batizado, é um pouco diferente, pois não envolve apoio financeiro direto. Porém, os 30 atletas terão à disposição uma equipe multidisciplinar, envolvendo áreas de gestão de carreira, psicologia e media training (preparação de pessoas para lidar com a imprensa). Além disso, a Nissan fornecerá a cada integrante da equipe um carro zero quilômetro até 2016, sem custos adicionais.

Pode parecer pouca coisa, mas são em pequenos detalhes,  como ter uma orientação correta para administrar sua carreira ou um meio mais rápido de locomoção para chegar a seu local de treinamento, que acabam fazendo a diferença na hora de se preparar para uma grande competição.

E soa como um alívio que novas empresas se interessem em patrocinar o esporte brasileiro e acabar com aquela dependência quase doentia que a Lei Agnelo/Piva traz para as confederações nacionais, através da distribuição das verbas das loterias. E como sabemos que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o responsável pela divisão do bolo, tem uma estranha “meritocracia” para decidir os critérios desta divisão, o surgimento desta que pode ser chamada de “terceira via olímpica” é algo que precisa ser bastante comemorado.

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