Publicidade

Posts com a Tag Empresa Olímpica Municipal

domingo, 21 de dezembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 12:41

Confira imagens e o balanço das obras do Rio 2016

Compartilhe: Twitter

Na última sexta-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal) divulgou um extenso balanço das obras que estão sendo construídas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. Na apresentação, conduzida pelo prefeito Eduardo Paes, foram exibidas novas imagens de algumas das arenas em construção no Parque Olímpico da Barra da Tijuca e maquetes virtuais destes mesmos locais para o período das Olimpíadas.

Clique em cada uma das fotos para ver detalhes das obras para os Jogos de 2016

Tudo muito bonitnho, mas…

No mesmo dia 19, o TCU (Tribunal de Contas da União) também aproveitou a data para soltar um balanço próprio das obras olímpicas, e o resultado foi um pouco mais crítico, para dizer o mínimo. Segundo o relatório, foram constatadas falhas e inconsistências na matriz de responsabilidade, além de prazos muito curtos para a conclusão das obras a tempo. “Esta situação representa risco para realização do evento, além de possibilitar aumento nos custos, comprometimento da qualidade e da segurança dessas construções”, disse o ministro Aroldo Cedraz em seu relatório. “A gente vai dar as explicações para o TCU, mas não há qualquer risco de aumento de custo ou de atraso de nenhum desses equipamentos”, rebateu Paes.

Vale lembrar que o próprio COI (Comitê Olímpico Internacional), através de sua comissão de avaliação dos Jogos, já repetiu inúmeras vezes que o Rio de Janeiro não tem mais tempo a perder, embora demonstre confiança com a evolução que as obras tiveram nos últimos meses, especialmente após a crise ocorrida no inicio deste ano, quando se chegou a falar numa espécie de “intervenção” do COI na organização do Rio 2016.

Abaixo, o balanço geral das obras olímpicas para os Jogos de 2016, segundo dados divulgados pela EOM. Vamos anotar direitinho as datas prometidas para a conclusão das obras e poder cobrar depois em caso de atrasos…

PARQUE OLÍMPICO

Arenas Cariocas 1, 2 e 3

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015.

Arena Carioca 1

Capacidade: 16.000 lugares

Modalidades: Basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (basquete e rúgbi em cadeira de rodas)

Arena Carioca 2

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (judô, taekwondo e luta livre)

Arena Carioca 3

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Esgrima, taekwondo e judô paralímpico

Eventos-teste – Abril de 2016 (levantamento de peso e esgrima)

Centro de Tênis

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 19.750 lugares

Quadra principal: 10.000 lugares

Quadra 2: 5.000 lugares

Quadra 3: 3.000 lugares

Treze quadras de treino e aquecimento: 250 lugares cada

Modalidades: Tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5

Evento-teste – Dezembro de 2015 (tênis)

Velódromo

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Ciclismo (pista) e paraciclismo de pista

Evento-teste – Março de 2016 (ciclismo pista)

Arena do Futuro

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Handebol e golbol

Eventos-teste: Abril (handebol) e maio (golbol) de 2016

Estádio Aquático

Conclusão – Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 18.000 lugares

Modalidades: Natação, polo aquático e natação paralímpica

Evento-teste: Maio de 2016 (natação olímpica e paralímpica)

Parque Aquático Maria Lenk

Conclusão (adequação) –  Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Saltos ornamentais e nado sincronizado

Evento-teste: Fevereiro (saltos ornamentais) e março (nado sincronizado) de 2016

Arena Rio

Conclusão (adequação) – Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica e basquete em cadeira de rodas

Evento-teste: Abril de 2016 (ginástica artística)

Centro Internacional de Transmissão (IBC)

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015

Centro Principal de Mídia (MPC)

Conclusão – Quarto trimestre de 2015

CAMPO DE GOLFE

Conclusão: Segundo trimestre de 2016

Capacidade: 15 mil lugares

Modalidade: Golfe

Evento-teste: Novembro de 2015

RIOCENTRO

Conclusão (adequação): Segundo trimestre de 2016

Capacidade:

Pavilhão 2: 6.500 lugares

Pavilhão 3: 6.500 lugares

Pavilhão 4: 6.500 lugares

Modalidades:

Pavilhão 2: levantamento de peso olímpico e levantamento de peso paralímpico

Pavilhão 3: tênis de mesa olímpico e tênis de mesa paralímpico

Pavilhão 4: badminton

Pavilhão 6: boxe e vôlei sentado

Eventos-teste: Novembro de 2015 (bocha, tênis de mesa, badminton e boxe)

VILA DOS ATLETAS

Conclusão: Dezembro de 2015.

COMPLEXO ESPORTIVO DE DEODORO

Existentes:

Centro de Tiro – Os sete estandes passarão por adequações. Será construído um estande temporário para as finais (tiro e carabina), com 2.000 lugares

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 7.250 lugares

Evento-teste: Abril de 2016

Piscina do pentatlo moderno – A piscina será reformada e terá uma arquibancada com 2 mil lugares temporários.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 2 mil lugares

Centro de Hipismo

Situação atual: A pista da arena do CCE existente está sendo adaptada, com a implantação de sistema de irrigação e controle de vetores.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 35.200 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

Centro de Hóquei Sobre Grama – Os dois campos existentes serão adaptados. Serão construídos vestiários, uma arquibancada permanente com 2.500 lugares na quadra principal e um centro de administração. Durante os Jogos, o Centro de Hóquei terá 5.000 assentos temporários na quadra secundária e 10.000 lugares na quadra principal, sendo 2.500 permanentes.

Situação atual – As obras estão em fase de terraplenagem

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 15 mil lugares

Evento-teste: Novembro de 2015

Novas instalações permanentes:

Arena da Juventude – O ginásio, que abrigará as partidas da primeira fase de basquete feminino e a disputa de esgrima do pentatlo moderno, terá 2.000 lugares permanentes e 3.000 temporários

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 5.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

Pista de BMX

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 7.500 lugares temporários

Evento-teste: Outubro de 2015

Circuito de canoagem slalom

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 8.000 lugares temporários

Evento-teste: Novembro de 2015

Instalações provisórias

Pista de Mountain Bike

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 27.500 lugares, sendo 2.500 temporários e 25.000 em pé

Evento-teste: Outubro de 2015

Estádio de Deodoro – A arena receberá as disputas de rúgbi, hipismo do pentatlo moderno e combinado do pentatlo moderno (corrida e tiro) e futebol de 7

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 15.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

MARINA DA GLÓRIA

Situação atual: Os trabalhos de adaptação para os Jogos Olímpicos foram iniciados com a instalação de tapumes instalados e montagem de canteiros de apoio. Foram estabelecidos parâmetros de ocupação para a área da Marina da Glória que visam a valorizar a paisagem cultural do Parque do Flamengo.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 10.000 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

SAMBÓDROMO

Situação atual: A reforma necessária para os Jogos foi finalizada em fevereiro de 2012

Modalidades: Largada e chegada da maratona, tiro com arco e tiro com arco paralímpico

Capacidade: 30.000 lugares (maratona), 6.000 lugares (tiro com arco).

Evento-teste: Julho (maratona) e setembro (tiro com arco) de 2015

ESTÁDIO OLÍMPICO JOÃO HAVELANGE

A ampliação temporária do Estádio Olímpico João Havelange – de 45 mil para 60 mil lugares – será realizada no primeiro semestre de 2016. A licitação para as obras de adequação do estádio aos requisitos olímpicos foi lançada em outubro de 2014. As obras começarão no primeiro trimestre de 2015.

Modalidade: Atletismo

Capacidade: 60.000 lugares (sendo 45.000 permanentes)

Evento-teste: Maio de 2016

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 17 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 15:40

Veja a evolução das obras no Parque da Barra para 2016

Compartilhe: Twitter
Obras nas três Arenas Cariocas, localizadas no Parque Olímpico da Barra, que receberão competições de oito modalidades em 2016

Obras nas três Arenas Cariocas, localizadas no Parque Olímpico da Barra, que receberão competições de oito modalidades em 2016

Com cerca de 40% das obras concluídas, segundo dados divulgados no início de outubro pela EOM (Empresa Olímpica Municipal), o Parque Olímpico da Barra da Tijuca, principal local de competições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, continua com seus trabalhos em ritmo intenso.

A última visita da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) rendeu inclusive elogios justamente de quem, meses antes, havia demonstrado extrema preocupação com os atrasos nos trabalhos – a ponto de a própria entidade realizar uma “intervenção disfarçada”, ao colocar um dirigente para acompanhar ainda mais de perto o ritmo dos trabalhos.

>>> Veja também: Estádio de tênis para o Rio 2016 começa a tomar forma

Segundo a EOM, já foram instalados no Parque Olímpico mais de 10,5 quilômetros de redes de drenagem, 5,3 quilômetros em redes de esgoto, 8,3 quilômetros de redes de água, 5,0 quilômetros de redes de incêndio, 5,0 quilômetros de rede de iluminação pública, 9,9 quilômetros de rede de média tensão e 21,9 quilômetros de redes de telecomunicações.

Veja o vídeo que mostra a evolução das obras no Parque Olímpico:

 

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 4 de julho de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 14:49

Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

Compartilhe: Twitter

Tudo bem que o título do post poderia se referir também ao foto do blogueiro ter criado vergonha na cara e atualizado o blog, mas a maratona futebolística iniciada no último dia 12 de junho serve para explicar a ausência. O fato é que nesta quinta-feira, dia 3 de julho, em meio às emoções da Copa do Mundo, foi anunciado pela EOM (Empresa Olímpica Municipal) o início oficial das obras do Complexo Esportivo de Deodoro, um dos pontos que mais causava preocupação no COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

O local receberá 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas para o evento que será realizada daqui a pouco mais de dois anos. Os atrasos para o começo das obras de Deodoro detonaram uma série de reclamações das federações esportivas internacionais e obrigaram o COI a fazer uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, com a presença de uma espécie de interventor junto ao comitê Rio 2016.

A região Norte de Deodoro, que inclui o circuito de canoagem slalom, a pista de mountain bike, a pista de BMX, o Centro de Tiro, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno, terão suas obras realizadas pelo consórcio das construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A, vencedor da licitação com proposta no valor de R$ 643.707.225,70.

Até agosto está previsto o início das obras da Região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo, onde acontecerão as competições de concurso completo de equitação (CCE), saltos e adestramento. O responsável é o consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda, com proposta no valor de R$ 157.132.192,92. Segundo a EOM, as obras estão previstas para serem concluídas até o primeiro semestre de 2016.

Veja imagens de como ficarão as principais instalações de Deodoro

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de junho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 23:04

Sai a primeira licitação de Deodoro. Agora vai?

Compartilhe: Twitter
Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Nesta segunda-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal), responsável pela coordenação das obras das arenas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, divulgou um comunicado que poderá aliviar parte das pressões que os organizadores estavam sofrendo das mais variadas entidades esportivas internacionais, por conta dos atrasos nas obras olímpicas. Segundo a EOM, foi definida a primeira licitação do Complexo Esportivo de Deodoro, justamente o mais atrasado no cronograma de construção das arenas para 2016.

Um consórcio formado pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS foi o único a apresentar proposta para tocar as obras da Região Norte do Complexo de Deodoro. O valor da licitação foi de R$ 643.707.225,70. O local receberá o circuito de canoagem slalom, a pista de ciclismo mountain bike, a pista de ciclismo BMX, o Centro Nacional de Tiro Esportivo, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno.

Veja ainda: Começa a corrida de vagas para o Rio 2016

As obras das instalações estão programadas para começar no segundo semestre deste ano e a conclusão será em cima da hora, no primeiro semestre de 2016. Além das obras de construção e reforma, o contrato prevê 10 meses de operação e, após os Jogos, seis meses para desmontagem das estruturas temporárias e adequações das instalações existentes.

A licitação da Região Sul, onde está localizado o Centro Nacional de Hipismo e que receberá as competições de hipismo CCE, saltos e adestramento, tem previsão de ser definida nos próximos dias, segundo a prefeitura do Rio.

Enfim uma boa notícia envolvendo o Complexo de Deodoro. Mas como um pouco de cautela não faz mal a ninguém, fica a dúvida: será que agora vai?

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 1 de abril de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 14:25

Saída de Maria Silvia Bastos ocorre após nova bronca do COI

Compartilhe: Twitter
Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

O anúncio feito nesta terça-feira da saída de Maria Silvia Bastos da presidência da EOM (Empresa Olímpica Municipal) representa um duro golpe na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A EOM é a empresa responsável simplesmente pela coordenação e execução de todos os projetos e atividades municipais relativas às Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, e a saída de Maria Silvia ocorre coincidentemente dez dias depois da última visita de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) à cidade-sede.

Como se sabe, novamente os integrantes da comissão do COI deixaram o Brasil extremamente preocupados com os atrasos em diversas obras de arenas esportivas e de mobilidade urbana, além da indefinição da matriz de responsabilidade dos três poderes (municipal, estadual e federal), que deveria ter sido fechada em reunião na última semana, em Brasília, com a presença da própria presidente Dilma Rousseff. O encontro ficou agendado para ocorrer ainda esta semana.

Maria Silvia ocupava um cargo importantíssimo na engrenagem da organização dos Jogos do Rio. Ela alegou razões pessoais para deixar o cargo, que ocupava desde 2011 e será agora ocupado por Joaquim Monteiro de Carvalho, que já trabalhava na prefeitura do Rio, como chefe-executivo do Imagem Rio.

Maria Silvia Bastos foi a segunda baixa importante na organização do Rio 2016. Em agosto do ano passado, Marcio Fortes já havia pedido demissão da presidência da APO (Autoridade Pública Olímpica), cargo que é ocupado agora pelo general Fernando Azevedo e Silva.

 

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 12 de abril de 2013 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 13:57

Confira novas imagens do Parque Olímpico de 2016

Compartilhe: Twitter

Nesta sexta-feira, a Empresa Olímpica Municipal, responsável pelos projetos do Rio para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, divulgou no Twitter novas projeções de imagens de duas das instalações que serão usadas no evento.  Na teoria, ficará muito bonito. Na teoria, vejam bem…

Confira as imagens do Centro de Esportes Aquáticos e do Centro de Tênis, que serão erguidos no Parque Olímpico, em Jacarepaguá:

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 13 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 22:10

Legado de araque

Compartilhe: Twitter
O velódromo do Rio, que custou R$ 14 milhões, não serve para as Olimpíadas. E será demolido

O velódromo do Rio, que custou R$ 14 milhões, não serve para 2016. E será demolido

Vergonha, incompetência, irresponsabilidade, indignação ou absurdo?  Não  importa qual expressão você escolha, todas elas cabem com perfeição para definir a situação surreal que ocorrerá no Velódromo do Rio de Janeiro, um dos famosos “legados do Pan” de 2007. Pois saiba que embora tenham gasto nada menos do que R$ 14 milhões (R$ 13 milhões pagas pelo Ministério do Esporte e R$ 1 milhão pela prefeitura do Rio), este velódromo será demolido. Apenas cinco anos depois de ter sido erguido.

Motivo: não está adequado para os padrões exigidos aos Jogos Olímpicos!

Chega a ser revoltante que ainda se cobre uma conta elevada sobre a malfadada organização do Pan do Rio 2007 (“Viva esta Energia”, lembram do slogan?). Pois um equipamento que foi construído com madeira siberiana tratada na Holanda não serve para as Olimpíadas do Rio 2016. Motivos diversos foram colocadas pela Empresa Olímpica Municipal e o comitê organizador dos Jogos para justificar a demolição. Entre eles, capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista.

Sim, fizeram uma pista que serve para atender ciclistas de segunda linha, que andam mais devagar do que os grandes nomes do ciclismo mundial! A justificativa da falta de segurança foi dada pelo diretor do Rio 2016, Leonardo Gryner.

Quer dizer, os organizadores do Pan 2007 fizeram uma pista que serve para o Pan, mas não comporta ciclistas olímpicos, porque nas Olimpíadas se compete numa velocidade acima do Pan. Pode uma coisa dessa?

Se já não bastasse terem construído um parque aquático como o Maria Lenk, onde gastou-se muito e que também não atende aos padrões olímpicos (será necessário erguer uma nova piscina para as provas de natação, pois a atual não tem como ampliar sua capacidade de público ), agora veio este vexame do velódromo. E mais um detalhe: o que será feito do CT de ginástica artística, inaugurado com tanta pompa em abril?

Legado de araque é a única expressão publicável que eu posso escrever para comentar mais uma vergonha que ocorre nos eventos esportivos organizados pelo Brasil.

Autor: Tags: , , , , , , ,