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terça-feira, 12 de maio de 2015 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Vídeos | 13:38

Salvem o GP Brasil de atletismo

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O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

Os mais novos podem não saber, mas há quase 30 anos o Brasil entrou na rota dos eventos internacionais de atletismo. Foi em 1985, tendo como grande estrela o então campeão olímpico dos 800 m rasos Joaquim Cruz que realizou-se a na pista do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, a primeira edição do Grande Prêmio Brasil de atletismo. Ao longo destes anos, o nome mudou de acordo com os patrocinadores, mas não foram poucos os astros da modalidade que desfilaram por aqui.

Sintam só o nível: além de grandes atletas brasileiros como Cruz, Zequinha Barbosa e Robson Caetano, os torcedores puderam apreciar de perto feras como Carl Lewis, Michael Johnson, Serguei Bubka, Said Aouita, Steve Ovett, Evelyn Ashford, Merlene Ottey, Calvin Smith, Dennis Mitchell e até Ben Johnson. Todos campeões olímpicos, muitos recordistas mundiais. Algo que hoje em dia é inimaginável pensar em se repetir, tal valor dos cachês de estrelas como Usain Bolt e Elena Isinbayeva.

Depois do Ibirapuera, o Grande Prêmio Brasil mudou de casa, foi disputado em algumas edições no Rio de Janeiro e por fim instalou-se em Belém desde 2002, no Estádio Mangueirão, sempre com arquibancadas lotadas. Houve um intervalo entre 2010 e 2012, quando retornou para o Rio, desta vez na pista do Engenhão.

Pois esta história de quase 30 anos corre sério risco de acabar…

Nesta segunda-feira, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) soltou um comunicado confirmando que a SEEL (Secretaria de Esportes e Lazer) do Pará enviou carta à entidade, abrindo mão de organizar a edição 2015 do evento, por falta de verba. A competição está prevista para acontecer no próximo dia 21 de junho e para não perder a data e amargar um vexame justamente na data comemorativa de 30 anos, o presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, o Toninho, corre atrás de algum patrocinador para bancar a competição. Entre passagens, hospedagem, premiação e outros custos de organização, o GP Brasil não sai por menos de R$ 2 milhões, verba que a Confederação não tem disponível.

Para quem gosta de atletismo, seria lamentável se um evento tão tradicional e que integra o circuito da Iaaf Challenge, o segundo em importância no mundo, atrás apenas da Liga de Diamante, fosse cancelado e, pior, tirasse o Brasil da rota do atletismo mundial, a pouco mais de um ano da realização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Mate um pouco a saudade dos bons tempos do GP Brasil de atletismo nos vídeos abaixo, com as históricas transmissões da TV Bandeirantes e o seu “Show do Esporte”, narração de Jota Júnior e comentários de Álvaro José:

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 Ídolos, Mundiais, Musas, Olimpíadas | 19:25

Ysinbayeva volta e já fala em ouro no Rio 2016

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A russa Elena Isinbayeva anuncia em entrevista coletiva seu retorno às competições

Isinbayeva anuncia seu retorno às competições, de olho nas Olimpíadas do Rio (Foto: AP)

Acabou a moleza. A russa Elena Isinbayeva reuniu-se com os jornalistas nesta quinta-feira para anunciar o que muitos já davam como certo: seu retorno às provas do salto com vara neste ano, iniciando sua preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E a meta não é menos do que retornar para casa com mais uma medalha de ouro para sua coleção.

“Estas serão as minhas Olimpíadas, será o ouro ou nada”, disse Isinbayeva, durante uma entrevista coletiva no CSKA, clube pelo qual irá fazer parte de sua preparação. “Eu já ganhei tudo o que eu poderia querer em minha carreira. Apenas uma nova medalha de ouro poderia ser acrescentada a tudo o que já conquistei”, afirmou a russa, de 32 anos.

Elena Isinbayeva retorna às competições após um período sabático iniciado ao final do Campeonato Mundial de Moscou de 2013, quando após faturar o título parou sua carreira para engravidar. Sua filha nasceu em junho do ano passado.

Não se pode prever como será o retorno de Isinbayeva às competições, quais as dificuldades que ela enfrentará em retomar a antiga forma etc. Mas o seu currículo permite que se espere alguém que ainda poderá brindar os torcedores com momentos inesquecíveis na pista do Engenhão, onde ocorrerão as disputas do atletismo em 2016. A russa é bicampeã olímpica (Atenas 2004 e Pequim 2008); ganhou um bronze olímpico (Londres 2012); foi três vez campeã mundial outdoor (pista descoberta), em 2005, 2007 e 2013; e foi também quatro vezes campeã do mundo em pista coberta (2004, 2006, 2008 e 2012). Ela é dona dos recordes mundiais ao ar livre (5m06) e em pista coberta (5m01).

Se confirmar sua vaga, as Olimpíadas de 2016 só terão a ganhar com uma estrela como Elena Isinbayeva, mesmo que isso represente uma ameaça ao sonho de uma medalha de ouro para o Brasil, com Fabiana Murer.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 15:06

‘Regras de Putin’ criam paranoia pré-olímpica para Sochi 2014

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Em Nova York, manifestantes realizaram protesto contra Putin, durante evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Em Nova York, manifestantes protestaram contra Putin em evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Ainda faltam 115 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, mas existe uma clara paranoia a respeito do que esperar na cidade russa a partir de 7 de março do ano que vem. Não em relação às competições propriamente ditas, mas ao clima de liberdade individual que atletas, torcedores e jornalistas terão (ou não) por lá. Muito por causa da forma exageradamente firme com a qual Vladimir Putin comanda o país.

Em seu quarto mandato como presidente russo, Putin está muito longe do que podemos considerar como uma pessoa com ideais democráticos. Para início de conversa, foi chefe dos órgãos de espionagem soviético (KGB) e russo (FSB).Além disso, defende uma rígida postura contra os rebeldes da Chechênia, que pede sua independência da Rússia, além de tentar resgatar um sentimento de nacionalismo que era muito comum durante a extinta União Soviética.

Mas o que isso tem a ver com as Olimpíadas de Inverno de 2014? Tudo, oras.

Para começo de conversa, existe na Rússia uma lei “anti-gay”. Ela foi aprovada em junho último, por unanimidade no parlamento russo, e em resumo permite ao governo multar e prender pessoas acusadas de espalhar propaganda de manifestações sexuais não tradicionais entre menores, além de banir no país eventos a respeito da causa gay pelos próximos 100 anos.

Pois o parlamento russo decidiu manter a lei em vigor mesmo durante a disputa dos Jogos de Sochi, sob alegação de que seria impossível suspendê-la durante a realização das Olimpíadas. A decisão foi anunciada às vésperas do Mundial de Atletismo em Moscou e obviamente causou polêmica.

Primeiro, foi o beijo protagonizado por duas atletas russas comemorando a medalha de ouro no revezamento 4 x 400 m, que causou extremo embaraço, a ponto das duas terem que se explicar e dizerem que não são gays.

Depois, para colocar lenha na fogueira, ninguém mesmo do que a supercampeã do salto com vara Elena Isinbayeva, que não fez a menor cerimônia em disfarçar o apoio à lei de Putin. “Se permitirmos promover e fazer essas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país”, disse a musa. Um dia depois, ela deu entrevista dizendo que se atrapalhou com o inglês e que não era contra os gays.

Depois de dizer que não iria tolerar protestos contra a lei anti-gay durante os Jogos de Sochi, Putin resolveu dar um passo atrás. Em um encontro com o novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomar Bach, no final de outubro, o presidente russo prometeu que todas as pessoas serão bem-vindas a Sochi, independentemente da orientação sexual.

Mas o último capítulo da paranoia contra a liberdade individual durante os Jogos de Sochi ocorreu nesta segunda-feira. Um suposto relatório assinado pelo chefe da agência estatal de comunicação russa “R-Sport” dizia que tanto jornalistas quanto atletas seriam proibidos de usar redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram etc) durante a realização dos Jogos. O texto do suposto relatório dizia inclusive que a proibição incluiria o uso de tablets e smatphones.

Na verdade, tudo não passou de um alarme falso. A própria agência divulgou uma nota nesta terá-feira desmentindo a informação e lembrando que o próprio COI estimula o uso das redes sociais, tanto entre atletas (leia mais aqui) como entre os jornalistas.

Ou seja, se já está assim agora, pode ter certeza que estará bem pior em março de 2014.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Com a palavra, Ídolos, Mundiais, Musas, Olimpíadas | 12:22

Isinbayeva perdeu uma grande chance de ficar calada

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Elena Isinbayeva se emociona ao receber sua medalha de ouro. Depois, declarações polêmicas

Muita atenção para as duas frases que serão destacadas abaixo:

“Se permitirmos promover e fazer esas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país. Nós nos consideramos pessoas normais, homens com mulheres e mulheres com homens”

“Quero deixar claro que respeito o ponto de vista de meus companheiros atletas e quero ressaltar de maneira contundente que sou contra a qualquer discriminação contra os gays por causa de sua sexualidade”

A russa Elena Ysinbayeva pertence a uma classe especial de atletas, aqueles que estão fora do padrão normal, são gênios em suas especialidades. A conquista da medalha de ouro (a terceira) no Mundial de Moscou na última terça-feira é uma prova disso. Ainda por cima, trata-se da única mulher a ter saltado acima dos cinco metros no salto com vara. Não duvido que após a pausa para ter um filho ela possa voltar à velha forma e conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Mas Isinbayeva também mostra uma faceta muito comum aos atletas, independentemente do seu país de origem: uma posição extremamente conservadora diante de determinadas situações e uma absurda falta de habilidade com as palavras. As duas declarações, dadas em um intervalo de apenas 24 horas, demonstram isso. E  nem mesmo a desculpa esfarrapada da falta de habilidade com o inglês dá para levar a sério.

Por mais que se fale na questão da soberania de um país, Isinbayeva defende abertamente uma lei retrógrada e discriminatória como a que foi aprovada pelo governo da Rússia. Uma lei que se levada ao pé da letra, pode levar até mesmo à prisão de atletas estrangeiros que irão competir nas Olimpíadas de inverno de 2014, na cidade russa de Sochi. E por se tratar de um ícone do esporte mundial, o mínimo que poderia se esperar dela neste caso seria o bom senso.

Nessa, Isinbayeva demonstrou ter a mesma agilidade de um elefante numa loja de cristais.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:48

O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

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Fabiana Murer falha em mais uma das tentativas no Mundial de Moscou

Um grande amigo meu, o jornalista Rodrigo Borges, companheiro de outras redações e atualmente no site da “ESPN” e um dos editores do ótimo “Esporte Fino” – listado entre os favoritos deste blog do lado direito da página – tem uma expressão que eu considero definitiva para analisar o comportamento de uma parcela razoável do torcedor que acompanha esportes por aqui: “Brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de quem vence”, diz o sábio Rodrigo, do alto de sua habitual ranhetice.

Concordo 100% com ele e vou mais além, desenvolvendo a tese no que diz respeito a esportes olímpicos: brasileiro acompanha as modalidades poliesportivas com a mentalidade de um torcedor de futebol. A maioria absoluta mal entende as regras de determinados esportes, coisa que fica evidente em grandes eventos, como Olimpíadas, Pan-Americanos e mundiais.

Nesta última terça-feira, Fabiana Murer, uma das principais esperanças de medalha do Brasil no Mundial de atletismo de Moscou, falhou em sua tentativa de manter o título no salto com vara. Até começou bem sua participação na final, passando sem problemas nos dois primeiros saltos, mas não conseguiu aproveitar as três chances em 4m75, comentou alguns erros na técnica do salto (admitidos por ela mesma) e acabou eliminada, terminando em quinto lugar.

Decepção? De certo modo sim, tendo como base o fato de que defendia seu título e que tinha como melhor resultado 4m85, o mesmo salto que lhe deu o ouro em Daegu, dois anos atrás. Mas vamos combinar que ela foi superada por atletas que hoje estão num patamar acima dela, como a americana Jennifer Suhr, a cubana Yarisley Silva e, principalmente, a russa Yelena Isinbayeva, a rainha do salto com vara e que voltou à velha forma justamente diante de sua torcida.

Mas o que deveria ser encarado como um resultado normal diante das limitações da brasileira – é provável que seu auge tenha sido a temporada de 2011 – serviu como combustível para que nas redes sociais as velhas piadinhas e comentários debochados voltassem à tona. Como se a conta pela vexatória eliminação nas Olimpíadas de Londres 2012 ainda não tivesse sido paga.

>>> Veja também: Fabiana Murer e a intolerância dos pachecos

O problema é que o brasileiro, em sua grande maioria, observa o esporte olímpico sob a ótica do futebol, ignorando que não é possível fazer analogias ludopédicas em provas de atletismo, natação ou handebol, por exemplo.

A miopia é tanta que não percebem que Fabiana Murer vinha de um ano complicado. Além de ter se contundido no início da temporada indoor (pista coberta), ela não voltou bem e esteve instável em diversas competições importantes. Sua melhor marca em 2013 foi 4m73, no Troféu Brasil, em São Paulo – menos, portanto, da altura necessária para que ela tivesse prosseguido na prova nesta terça-feira, no lindo Estádio Luzhniki.

Essa miopia dos corneteiros, citada acima, os impede de perceber que o problema é muito maior. O atletismo brasileiro passa por uma crise sem precedentes, a despeito de ter mais de R$ 30 milhões anuais entre patrocínio e verbas das loterias. É muito dinheiro. A nova administração, a cargo de José Antonio Fernandes, que assumiu este ano após quase três décadas do “reinado” de Roberto Gesta de Melo, avisou que tinha pouca expectativa neste Mundial de Moscou. O plano era o de “chegar ao maior número de finais possíveis”, o que é lamentável. E para 2016, o cenário não será muito diferente. Enquanto isso, jogam-se todas as fichas e esperanças em um punhado de atletas,  que diante de tanta pressão e expectativa, muitas vezes acabam sucumbindo.

>>> E ainda: Após fiasco em Londres, Brasil traça meta modesta para Mundial de Moscou

Ainda faltam quatro dias para o encerramento do Mundial. Espero queimar a língua, mas dificilmente o Brasil sairá de Moscou com medalhas. Só que a conta não pode ser colocada apenas nas costas de atletas. Quem comandou e quem comanda a CBAt, quem dirige o esporte brasileiro (COB) e  quem mandou transformar o Célio de Barros em estacionamento, todos esses têm sua parcela de culpa também.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013 Seleção brasileira | 09:07

Os voos de Thiago que podem fazer o atletismo do Brasil reagir

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Thiago Braz exibe a marca de 5,83m no salto com vara, obtida no Sul-Americano de Cartagena (Col), novo recorde continental da prova

Os (raros) leitores deste blog devem ter percebido uma ausência de atualizações nos últimos dez dias. Bem, em primeiro lugar, o período coincidiu com a reta final da cobertura intensa que o iG Esporte realizou na Copa das Confederações, quando não havia tempo para se pensar em mais nada que não fosse em futebol. Somando a isso, este blogueiro, que não é de ferro, tirou alguns dias de férias assim que a turma do Felipão levantou o caneco no Maracanã, para recarregar as baterias.

Mas enquanto a velha rotina do blog não é retomada de forma total, não posso deixar passar batido um momento de esperança vivido pelo atletismo do Brasil. Depois de uma participação ridícula nas Olimpíadas de Londres 2012, quando pela primeira vez em 20 anos deixou uma edição dos Jogos sem conquistar uma medalha, a modalidade vive um momento de boas perspectivas, numa prova onde nunca teve tradição: o salto com vara.

>>> Veja também: O calendário 2013 do esporte olímpico

Desde o surgimento de Fabiana Murer, atual campeã mundial da prova, o Brasil passou a ter no salto com vara mais uma possibilidade de bons resultados em competições internacionais. Mas até então, restrito apenas às mulheres. A atual temporada, preparatória para o Mundial de Moscou, de 10 a 18 de agosto, mostrou que os homens brasileiros também sabem saltar.

Dois pupilos treinados por Elson Miranda – marido e técnico de Fabiana Murer – protagonizaram uma série de excelentes resultados nas últimas semanas. O primeiro a se destacar foi Augusto Dutra, de 22 anos (completará 23 no próximo dia 16), que quebrou o recorde sul-americano indoor e ao ar livre em um espaço de apenas quatro meses (5, 71 m e 5,82 m, respectivamente).

>>> Leia ainda: Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

Além disso, Dutra ainda obteve uma medalha de bronze em uma etapa da forte Liga de Diamante, organizada pela Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), em Lausanne (Suíça), ficando logo atrás do alemão Raphael Holzdeppe, medalha de bronze em Londres e que teve a mesma marca do brasileiro (5,62 m), porém obtida num número menor de tentativas.

Só que Augusto Dutra, já garantido na equipe brasileira que irá ao Mundial de Moscou, terá um “rival” doméstico para superar. Com apenas 19 anos, o paulista Thiago Braz, também treinado por Elson Miranda, assombrou a todos ao bater o recorde sul-americano de Dutra em Cartagena (Col), durante a disputa do campeonato continental, na última quinta-feira.

A marca de 5,83 m obtida por Braz – que campeão mundial juvenil no ano passado, em Barcelona – representa a 12ª melhor da temporada. E não é de hoje que o garoto vem impressionando. Há dois anos, o ucraniano Vitaly Petrov, consultor de salto com vara da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), e que foi técnico dos fenômenos Serguei Bubka e Elana Isinbayeva, disse durante uma clínica no Brasil que Thiago Braz tem todos os recursos necessários para um dia saltar acima dos 6 metros.

Que os voos de Thiago Braz e de Augusto Dutra ajudem a curar o atletismo da ressaca de medalhas que a modalidade passou em Londres.

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terça-feira, 5 de junho de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:14

Bolt e Isinbayeva no Brasil? Talvez em 2014

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Usain Bolt correndo no Brasil antes dos Jogos de 2016? Sim, isso pode acontecer

O sonho de contar com grandes estrelas do atletismo mundial competindo no Brasil poderá ocorrer antes mesmo da realização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. O futuro presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, atual mandatário da FPA (Federação Paulista de Atletismo) tem como uma das metas de sua nova administração, que começará em fevereiro do ano que vem, acertar para que o Brasil receba uma etapa da Liga de Diamante, o circuito mais importante de provas da IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo). E isso poderia ocorrer já em 2014.

“Estive em Eugene, acompanhando a Fabiana Murer e a Maurren Maggi, que competiram lá, e comecei a fazer contatos sobre a possibilidade de trazermos uma etapa da Liga de Diamante em 2014. Teríamos que ver a viabilidade disso, ver qual estádio poderia receber o evento, mas acho perfeitamente viável. O Brasil terá um outro status a partir de 2013″, disse Toninho nesta terça-feira, em um evento na BM&F/Bovespa.

Segundo ele, o fato de ser a próxima sede das Olimpíadas fará com que o Brasil passe a ser o foco de atenção de grandes eventos internacionais no próximo ciclo olímpico. O custo para a realização desta etapa da Liga de Diamante seria de cerca de US$ 4 milhões.

Investimentos para isso certamente aparecerão diante de um evento desta grandeza. Afinal, com uma etapa da Liga de Diamante no calendário, o país se candidata a receber atletas do nível de Usain Boilt, recordista mundial dos 100 m rasos, ou mesmo a russa Elena Isinbayeva, recordista mundial e campeã olímpica do salto com vara.

Para quem acha tudo isso um devaneio, faço apenas uma lembrança: no início da década de 90, quando nem se sonhava com a realização de uma Olimpíada por aqui e com a situação econômica do país muito pior, o Brasil fazia parte do circuito de Grand Prix da IAAF e viu competir na pista do Ibirapuera, em São Paulo, estrelas como Carl Lewis, Michael Johnson, Edwin Moses, Serguei Bubka, Javier Sotomayuor, Steve Ovett, isso só para ficar com estes nomes.

Ou seja, não é um sonho impossível, cá entre nós.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011 Ídolos, Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 13:39

Ouro de Fabiana Murer começou a ser desenhado em 2009

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Fabiana Murer exibe a bandeira brasileira para comemorar o inédito título mundial no salto com vara

A brilhante conquista de Fabiana Murer nesta terça-feira, ao ficar com a medalha de ouro no salto com vara do Campeonato Mundial de atletismo em Daegu – a primeira de um atleta brasileiro, homem ou mulher, na história da competição – começou a ser construída, na verdade, há dois anos, antes do Mundial de Berlim, em 2009.

Numa entrevista com a atleta e que foi tema da coluna Diário Esportivo, que eu assinava no “Diário de S. Paulo”, Fabiana Murer já planejava que para ficar com a medalha de ouro em um Mundial, algo na época considerado um feito quase impossível, diante de uma russa Elena Isinbayeva até então imbatível, precisaria saltar pelo menos 4m80. Na época, esse era o recorde sul-americano, que pertencia a ela mesma (hoje a marca é justamente de 4m85, o salto que lhe rendeu o ouro).

“A partir desta marca, é possível pensar em lutar por medalha. Não é possível assegurar que vou ganhar saltando isso, mas fico na briga” disse Murer, na coluna publicada no “Diário”, em 6 de março de 2009.

E pensar que pouco mais de dois anos depois, ela superou sua própria expectativa para entrar na história do atletismo brasileiro. Mais bacana ainda foi o fato de ter sido a conquista de uma atleta do bem, que passa longe dos choros histéricos ou atitudes marqueteiras de olho na opinião publica.

Se alguém mereceria esta medalha, esse alguém era Fabiana Murer.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 21:57

Em "aniversário" de recorde, Fabiana tenta manter a ponta

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Fabiana Murer salta para cravar 4,70m, melhor marca do mundo na temporada

Já passou o tempo em que Fabiana Murer poderia ser considerada uma promessa do atletismo. Depois de uma temporada quase perfeita em 2010, quando venceu a Liga de Diamante e foi a campeã mundial indoor (pista coberta) no salto com vara, a atleta da Campinas adquiriu um outro status no cenário internacional. É uma bela realidade, esperança real de grandes resultados.

Hoje, ela não é mais aquela garota brasileira de talento, mas um tanto inexperiente, que viu suas varas desaparecerem como num passe de mágica, as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Muita coisa mudou desde então. E neste sábado, quando compete no tradicional Prefontaine Classic, em Eugene (EUA), estreando na Liga de Diamente de 2011, Fabiana já passa a ser encarada como a rival a ser batida.

Não à toa, afinal a brasileira chega ao Grand Prix do Oregon como dona da melhor marca da temporada, com o 4,70m que cravou em Buenos Aires, durante o Campeonato Sul-Americano. Como coincidência, neste sábado faz exatamente um ano que Fabiana Murer obteve a melhor marca de sua carreira, ao vencer o Campeonato Ibero-Americano de atletismo saltando 4,85m, recorde sul-americano na prova.

O início da participação de Fabiana Murer na Liga de Diamante serve como a verdadeira largada da atleta na temporada 2011. Será a partir de agora que ela terá pela frente suas maiores rivais. E olhe que nos EUA ainda não irá encarar a supercampeã russa Elena Isinbayeva. Em compensação, terá como adversárias a polonesa Anna Rogowska, campeã mundial (Berlim/2009), a russa Svetlana Feofanova (prata no Mundial de Doha/2010), e a norte-americana Jennifer Shur, líder do ranking mundial em 2010 (4,92 m).

Neste ano, Fabiana Murer tem como princial objetivo conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no mês de agosto, além de brigar pelo bicampeonato no Pan-Americano de Guadalajara (México), em outubro.

Veja também:

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