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Posts com a Tag Daniele Hypólito

quarta-feira, 6 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:40

A culpa pelos ginastas desempregados não é (só) do Flamengo

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Jade Barbosa, Diego e Daniele Hypólito falam sobre o fim da equipe de ginástica do Flamengo

Um drama recorrente no esporte brasileiro, a cena de ver atletas olímpicos de alto rendimento sem clube é sempre triste e revoltante. Quando isso ocorre em pleno ciclo olímpico para as Olimpíadas que serão organizadas no próprio país, no Rio de Janeiro, em 2016, o caso é ainda mais dramático. Não foi diferente, portanto, o sentimento que me tomou ao ver a revolta e perplexidade dos integrantes da equipe de ginástica do Flamengo, ao tomarem conhecimento da decisão do clube em acabar com o patrocínio da modalidade, ocorrido nesta terça-feira.

Além dos ginastas – entre eles algumas das estrelas da modalidade no Brasil, como os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Sérgio Sasaki – a equipe de judô também foi desativada. Seguiram o mesmo caminho da equipe de natação, cuja maior estrela era Cesar Cielo, fechada no final de 2012.

Os culpados por mais este crime no esporte olímpico brasileiro são vários, não se pode apontar o dedo apenas para um deles.

O primeiro culpado é o clube. É claro que o Flamengo tomou esta decisão pensando apenas na planilha de custos. Ninguém em seu juízo perfeito sairia fechando equipes olímpicas, com atletas de ponta e ídolos em suas modalidades, cujo retorno de imagem é sempre o maior possível. A decisão foi estritamente do ponto de vista de dinheiro.

O Flamengo é um clube com problemas financeiros históricos, fruto de gestões pífias e incompetentes. Mas o maior pecado dos dirigentes rubro-negros foi anunciar esta decisão EM MARÇO, com o segundo trimestre do ano em pleno andamento. Quando a natação acabou, em dezembro de 2012, já estava na cara que os demais esportes olímpicos teriam o mesmo fim. Agora, no primeiro ano do ciclo olímpico, estes atletas terão inúmeras dificuldades para encontrar um novo clube.

O segundo culpado é o governo, na figura do Ministério do Esporte. A falta de uma política esportiva ampla, que não seja preocupada apenas com grandes eventos ou programas de incentivo que muitas vezes demoram para alcançar o atleta, também é responsável pelo drama dos ginastas, judocas e nadadores flamenguistas.

Só para lembrar: no ano passado, com toda pompa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação do Bolsa Pódio, programa que promete repassar até R$ 1 bilhão até 2016 a atletas, treinadores, preparadores físicos etc. O valor individual pode chegar até a R$ 15 mil/mês, dependendo de cada atleta. Mas até agora, ficou só na promessa. Dizem que as inscrições serão abertas agora em março. Dizem…

Por fim, o terceiro culpado é o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Por mais que a entidade diga que não tem responsabilidade na gestão das modalidades  (tarefa que segundo ele pertence às confederações), o COB é quem comanda o esporte brasileiro. E desde 2003, passou a ter a chave do cofre, quando começou a receber os recursos da Lei Agnelo/Piva. Nunca o esporte do Brasil teve tanto dinheiro. Mas o COB falha ao não cobrar as entidades de uma forma mais contundente.

A única certeza é que entra tantos culpados, os atletas olímpicos desempregados do Flamengo são as grandes vítimas. Triste filme repetido tantas vezes.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:49

Daniele Hypólito e o dilema dos atletas que querem curtir a vida

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Daniele Hypólito foi pega sem sua carteira de habilitação

Atleta também é gente. Mais do que óbvia, a frase anterior serve para humanizar aqueles personagens que fazem a alegria de torcedores, seja em um campo de futebol, numa piscina, numa pista de atletismo, numa quadra de basquete ou de vôlei.

Acredito, portanto, que todo mundo é livre para fazer o que quiser, desde que isso não implique em prejuízo a terceiros. Cada um tem que ser totalmente livre para curtir a vida na hora de folga, desde que esteja pronto para assumir as consequências de seus atos. Por isso, longe de defender um discurso moralista, entendo que a ginasta Daniele Hypólito pisou na bola ao ser flagrada dirigindo sem habilitação durante uma blitz da Lei Seca, na madrugada desta terça-feira, no Rio.

A questão nem é estar guiando um veículo sem habilitação. Todo mundo um dia pode esquecer a carteira em casa, caramba. O problema foi a recusa em fazer o teste do bafômetro, coisa que aliás a lei permite a todos nós. A recusa de Daniele, contudo, dá margem para  imaginarem que a atleta estava numa balada e bebeu um um pouco além da conta. Do contrário, por que não fez o raio do exame?

O grande dilema que Daniele pode estar passando agora, porém, não é uma coisa inédita: como conseguir aproveitar os prazeres da vida, tendo que conciliar com a dura rotina da vida de um atleta? As pessoas talvez não façam ideia das altas doses de sacrifício que um atleta de alta performance precisa se submeter. São baladas deixadas de lado, namoros que ficam em um segundo plano, jantares que são abdicados pelo sonho de um título mundial ou de uma medalha olímpica.

Quando parou de competir, o nadador brasileiro Ricardo Prado, prata nos Jogos de Los Angeles 1984, confessou que não via a hora de ter uma vida normal, cansado de tantas privações.  E quem não se lembra do caso do americano Michael Phelps, que após tornar-se o maior recordista de medalhas em Pequim 2008, teve uma foto sua vazada na internet, curtindo uma balada com, digamos, alguns “cigarros artesanais”?

Como eu disse no começo deste post, atleta é gente, como eu e você. O problema é que nossa vida não é patrulhada a cada besteira que a gente cometa por aí (e podem ter certeza que fazemos muitas besteiras).  Daniele Hypólito errou, mas nem por isso merece ser sacrificada.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:30

Ginástica feminina do Brasil se classifica pela 3ª vez seguida para as Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística comemoram a vaga para Londres 2012

A suada classificação da seleção brasileira feminina de ginástica artística para as Olimpíadas de Londres 2012 serviu para manter uma recente tradição da modalidade em Jogos Olímpicos: esta será a terceira participação consecutiva de uma equipe feminina do Brasil na história olímpica.

A primeira vez que as meninas brasileiras foram às Olimpíadas com uma equipe completa foi nos Jogos de Atenas 2004, repetindo o feito na edição seguinte, em Pequim 2008. Exatamente durante o período de maior sucesso da modalidade no brasil, concidentemente quando a seleção era comandada pelo treinador ucraniano Oleg Ostapenko, um dos melhores técnicos do mundo.

Veja também: Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

Desta vez, havia uma boa dose de dúvida no sucesso das meninas, em razão do fiasco apresentado no Mundial de Tóquio e depois no Pan de Guadalajara, quando um princípio de crise de relacionamento entre as atletas acabou sendo escancarado devido aos maus resultados.

Nesta quarta-feira, graças aos ótimos desempenhos das principais estrelas da equipe – Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa -, o Brasil garantiu sua equipe feminina de ginástica novamente em uma edição de Jogos Olímpicos. No sufoco, é verdade, mas carimbou o passaporte. O que elas conseguirão em termos de resultado em Londres 2012, é outra história.

Com isso, já são 149 atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012. Confira aqui a relação completa dos classificados.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 22:44

Revéillon de muito trabalho na ginástica feminina

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Daniele Hypólito integra a equipe brasileira que tentará vaga para Londres 2012

Bom, depois de uma folguinha de Natal pra lá de necessária, chegou a hora de tirar a teia de aranha do blog. Mas não são apenas os jornalistas que estão encarando um plantão nestas festas de fim de ano. A seleção brasileira feminina de ginástica artística também passará a virada de ano em plena atividade. Desde a última segunda-feira, as meninas estão na cidade de Ipswich, na Inglaterra, preparando-se para o evento-teste das Olimpíadas de Londres, que servirá como último evento classificatório aos Jogos de 2012.

Estão treinando na Inglaterra Adrian Gomes, Daiane dos Santos, Bruna Leal, Ethiene Franco, Daniele Hypolito, Gabriela Soares, Jade Barbosa e Priscila Cobello. O grupo está treinando juntos desde o dia 1º de dezembro, de olho no torneio-teste, marcado para ocorrer entre os dias 10 e 13 de janeiro na North Greenwich Arena.

Vale lembrar que as quatro equipes mais bem classificadas, entre as oito que participarão do evento-teste, garantem vaga o em Londres 2012. E também é necessário recordar que só por causa da péssima participação brasileira no Mundial do Japão, quando o grupo estava rachado e não conseguiu garantir a classificação, é que as garotas terão que deixar a festa de Revéillon de lado este ano e treinar duro.

Do contrário, os Jogos de Londres só serão acompanhados pelas meninas da ginástica artística brasileira pela televisão.

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sábado, 29 de outubro de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:26

Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

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Diego Hypólito festeja mais um ouro no Pan. mas todo mundop só fala da briga da mulherada

Tenho que confessar que sou um assumido ignorante em certas coisas que rolam nas chamadas “mídias sociais”, apenas para ficar com uma expressão da moda. O Twitter, que é aquela que eu mais utilizo, até por razões profissionais, popularizou uma expressão engraçada e esquisita ao mesmo tempo, o “mimimi”. Também traduzido por frescura, beicinho, viadagem, como queiram…

Pois bem, analisando os últimos acontecimentos na ginástica artística do Brasil neste Pan-Americano de Guadalajara, podemos dizer com tranquilidade que está sobrando #mimimi na seleção feminina. Por causa delas, deixou-se de dar mais destaque à ótima campanha da equipe masculina, em especial a de Diego Hypólito, dono de três medalhas de ouro (recorde na modalidade num único Pan), e abriu-se espaço para analisar uma crise dos diabos envolvendo Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e cia bela.

E o pior é que as trocas de acusações e declarações atravessadas que as ginastas deram nos últimos dias, tendo como pano de fundo um pedido para a retomada da seleção permanente e o retorno do técnico ucraniano Oleg Ostapenko, é apenas reflexo de duas péssimas campanhas do Brasil, tanto no Mundial do Japão como agora no Pan-Americano. Em Tóquio, foi ainda pior, porque as meninas brasileiras perderam a chance de garantir vaga nas Olimpíadas de Londres.

“A maioria não tem coragem de falar os problemas com as outras. As outras são mais quietas e não falam nada. Só que elas falam umas das outras por trás. É difícil assim”, disse Adrian Nunes, uma das integrantes da seleção, e que defende, assim como Daiane, a volta do ucraniano. “Eu prefiro continuar treinando no Flamengo, no Rio”, disse Daniele, a única que deixou o México com medalhas (duas de bronze).

Deve-se separar bem as coisas, antes de tomar partido nesta questão. É inegável o valor que Oleg Ostapenko – que voltou ao Brasil para coordenar o projeto de formação de novas atletas em Curitiba, em parceria com o movimento Live Wright – tem para o desenvolvimento da ginástica artística do brasil. Foi com ele no copmando que as meninas brasileiras começaram a conquistar medalhas em Mundiais e Pan-Americanos, além de ter colocado Daiane dos Santos como uma estrela da modalidade entre 2003 e 2004.

Mas Oleg não é um midas, um messias. Todos se esquecem dos inúmeros problemas de relacionamento dele com suas atletas, que se queixavam de seus métodos de treinamento. Embora a ginástica seja um esporte onde a perfeição só se conquista com muita dose de sacrifício, nada justifica o descaso com que problemas físicos de algumas meninas foram tratados à época.

Além disso, existem um outro probleminha básico: não há renovação na seleção feminina. Enquanto novos talentos estão aparecendo no time masculino, como Arthur Zanetti, prata nas argolas no Mundial, na equipe feminina são os mesmos nomes que carregam o time há anos: Daniele, Daiane e Jade Barbosa, que não foi ao Pan por causa de uma lesão.

Por tudo isso, parece que a frase colhida de Diego Hypólito pelos enviados especiais do iG Esporte a Guadalajara, Marcel Rizzo e Vicente Seda, define com precisão o que é esta “crise” na ginástica feminina. “O que posso falar para as meninas é que elas têm que treinar, só isso. Não adianta falar em seleção permanente, ou treinamento em clube, tem que treinar”, disse Diego.

Em bom português do Twitter, é muito #mimimi.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 11:11

Estrela da ginástica artística estará em Guadalajara

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A americana Shawn Johnson deve ser a principal estrela da ginástica artística do Pan

Para quem gosta de dizer (entre eles este blogueiro) que o Pan-Americano não atrai mais a atenção das grandes estrelas do esporte mundial, causou surpresa a convocação da seleção americana feminina de ginástica artística para os Jogos de Guadalajara, que começam no próximo dia 14 de outubro.

A principal novidade foi a presença do nome de Shawn Johnson na lista das convocadas. Trata-se simplesmente de uma das estrelas da ginástica mundial, tendo brilhado nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando levou uma medalha de ouro (trave) e três de prata (equipe, individual geral e solo). Um ano antes,  ela fora o grande nome da ginástica artística no Pan do Rio, ao ganhar nada menos do quatro medalhas de ouro (equipe, individual geral, barras assimétricas e trave) e uma de prata (solo).

Aos 19 anos, Shawn Johnson está retornando agora às competições, após ficar praticamente um ano parada em razão de uma cirurgia no joelho, lesionado após a ginasta sofrer uma queda esquiando na neve.

Com sua presença confirmada em Guadalajara, Johnson usará o Pan como preparação importante para seu grande objetivo, que é brilhar nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Isso significa que Jade Barbosa, Daniela Hypólito, Daiane dos Santos e Cia terão uma bela pedreira pela frente na briga por medalhas em Guadalajara.

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domingo, 3 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Final feliz na ginástica artística

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Reunião entre representantes do governo do Paraná e do grupo empresarial que salvou o Cegin de fechar as portas


Depois de estar ameaçado de fechar as portas
, por conta do final de repasse de verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), houve um final feliz para as meninas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. O local, que durante o último ciclo olímpico foi base para a preparação da seleção brasileira permanente da modalidade, e que acabou tendo fundamental importância nos resultados internacionais obtidos por Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, entre outras ginastas, estava ameaçado de fechar, por não contar mais com os cerca de R$ 400 mil necessários para sua manutenção. Mas uma reunião na última semana conseguiu evitar o pior.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, um acordo firmado entre o governo do Paraná e o grupo privado LiveWright, que tem o empresário João Paulo Diniz como um de seus sócios, acertaram a parceria, cujos valores não foram divulgados, mas que devem girar em torno de pelo menos R$ 400 mil anuais, tomando-se por base os valores que os dirigentes do Cegin divulgaram para a manutenção do centro de treinamento.

Vale lembrar que treinam em Curitiba quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco, que estariam seriamente prejudicadas para manter sua carreira em alto nível no caso de fechamento do Cegin.

O objetivo, além de manter o que já existe, é investir pesado na formação de novos atletas, de olho nas Olimpíadas de 2020, ainda sem local definido. Enquanto o governo estadual se comprometeu a melhorar a atual estrutura do Cegin, o grupo LiveWright irá investir na contratação de profissionais especializados para o desenvolvimento da ginástica artística e criar novos centros de excelência para descobrir talentos. Há planos de investir também em outras modalidades, como ciclismo e canoagem. O projeto completo será anunciado em maio.

Cada vez mais me convenço que o caminho para o desenvolvimento do esporte brasileiro de base – e como consequência de alto rendimento -passa pela necessidade da criação de projetos como este, sem a tutela de confederações, onde os interesses políticos falam mais alto do que os esportivos, na grande maioria dos casos.

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sexta-feira, 18 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano | 10:13

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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O Centro de Excelência de Ginástica de Curitiba corre o risco de fechar as portas

Quando se imagina que já se viu de tudo no esporte olímpico brasileiro, sempre aparece algo que te pega de surpresa. Reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, nesta semana, mostra que o Cegin (Centro de Excelência de Ginástica), local que serviu de base para a seleção olímpica permanente de ginástica artísitica nos dois últimos ciclos olímpicos, corre risco de fechar as portas. O motivo: falta de dinheiro.

A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que após a eleição da atual presidente Maria Luciene Cacho Resende mudou sua sede de Curtiba para Aracaju (Sergipe), cortou uma verba de R$ 437 mil que seriam repassados ao Cegin, de acordo com a reportagem da “Gazeta do Povo”. Vale lembrar que o Cegin é comando por Vicélia Florenzano, ex-presidente da CBG. Segundo a “Gazeta”, a justificativa de Resende para cortar a verba de manutenção do Cegin é que não é possível destinar esta verba (proveniente do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 9,5 milhões) a um clube privado.

Entre as atletas que treinam no Cegin estão quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco. Todas ameaçadas de não ter onde se preparar em alto nível. Se não têm onde treinar, elas obviamente terão comprometida sua preparação para integrar a seleção brasileira.

Agora, duas observações: é importante lembrar que Maria Luciene Resende era vice-presidente de Vicélia Florenzano na gestão anterior. Só isso já causa estranheza diante de todo este imbróglio. As duas já não falam a mesma língua, para dizer o mínimo. A outra observação é, na verdade, uma pergunta: como a CBG pode desperdiçar um equipamento do nível como este de Curitiba e que serviu para preparar, entre outras atletas, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos?

É muito desperdício.

Obs: sugestão de post do ótimo blog Alberto Murray Olímpico, mantido pelo advogado Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que nos últimos anos tornou-se  um feroz e ativo opositor à gestão de Carlos Arthur Nuzman no COB.

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