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Posts com a Tag Daiane dos Santos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:30

Ginástica feminina do Brasil se classifica pela 3ª vez seguida para as Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística comemoram a vaga para Londres 2012

A suada classificação da seleção brasileira feminina de ginástica artística para as Olimpíadas de Londres 2012 serviu para manter uma recente tradição da modalidade em Jogos Olímpicos: esta será a terceira participação consecutiva de uma equipe feminina do Brasil na história olímpica.

A primeira vez que as meninas brasileiras foram às Olimpíadas com uma equipe completa foi nos Jogos de Atenas 2004, repetindo o feito na edição seguinte, em Pequim 2008. Exatamente durante o período de maior sucesso da modalidade no brasil, concidentemente quando a seleção era comandada pelo treinador ucraniano Oleg Ostapenko, um dos melhores técnicos do mundo.

Veja também: Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

Desta vez, havia uma boa dose de dúvida no sucesso das meninas, em razão do fiasco apresentado no Mundial de Tóquio e depois no Pan de Guadalajara, quando um princípio de crise de relacionamento entre as atletas acabou sendo escancarado devido aos maus resultados.

Nesta quarta-feira, graças aos ótimos desempenhos das principais estrelas da equipe – Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa -, o Brasil garantiu sua equipe feminina de ginástica novamente em uma edição de Jogos Olímpicos. No sufoco, é verdade, mas carimbou o passaporte. O que elas conseguirão em termos de resultado em Londres 2012, é outra história.

Com isso, já são 149 atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012. Confira aqui a relação completa dos classificados.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 22:44

Revéillon de muito trabalho na ginástica feminina

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Daniele Hypólito integra a equipe brasileira que tentará vaga para Londres 2012

Bom, depois de uma folguinha de Natal pra lá de necessária, chegou a hora de tirar a teia de aranha do blog. Mas não são apenas os jornalistas que estão encarando um plantão nestas festas de fim de ano. A seleção brasileira feminina de ginástica artística também passará a virada de ano em plena atividade. Desde a última segunda-feira, as meninas estão na cidade de Ipswich, na Inglaterra, preparando-se para o evento-teste das Olimpíadas de Londres, que servirá como último evento classificatório aos Jogos de 2012.

Estão treinando na Inglaterra Adrian Gomes, Daiane dos Santos, Bruna Leal, Ethiene Franco, Daniele Hypolito, Gabriela Soares, Jade Barbosa e Priscila Cobello. O grupo está treinando juntos desde o dia 1º de dezembro, de olho no torneio-teste, marcado para ocorrer entre os dias 10 e 13 de janeiro na North Greenwich Arena.

Vale lembrar que as quatro equipes mais bem classificadas, entre as oito que participarão do evento-teste, garantem vaga o em Londres 2012. E também é necessário recordar que só por causa da péssima participação brasileira no Mundial do Japão, quando o grupo estava rachado e não conseguiu garantir a classificação, é que as garotas terão que deixar a festa de Revéillon de lado este ano e treinar duro.

Do contrário, os Jogos de Londres só serão acompanhados pelas meninas da ginástica artística brasileira pela televisão.

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sábado, 29 de outubro de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:26

Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

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Diego Hypólito festeja mais um ouro no Pan. mas todo mundop só fala da briga da mulherada

Tenho que confessar que sou um assumido ignorante em certas coisas que rolam nas chamadas “mídias sociais”, apenas para ficar com uma expressão da moda. O Twitter, que é aquela que eu mais utilizo, até por razões profissionais, popularizou uma expressão engraçada e esquisita ao mesmo tempo, o “mimimi”. Também traduzido por frescura, beicinho, viadagem, como queiram…

Pois bem, analisando os últimos acontecimentos na ginástica artística do Brasil neste Pan-Americano de Guadalajara, podemos dizer com tranquilidade que está sobrando #mimimi na seleção feminina. Por causa delas, deixou-se de dar mais destaque à ótima campanha da equipe masculina, em especial a de Diego Hypólito, dono de três medalhas de ouro (recorde na modalidade num único Pan), e abriu-se espaço para analisar uma crise dos diabos envolvendo Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e cia bela.

E o pior é que as trocas de acusações e declarações atravessadas que as ginastas deram nos últimos dias, tendo como pano de fundo um pedido para a retomada da seleção permanente e o retorno do técnico ucraniano Oleg Ostapenko, é apenas reflexo de duas péssimas campanhas do Brasil, tanto no Mundial do Japão como agora no Pan-Americano. Em Tóquio, foi ainda pior, porque as meninas brasileiras perderam a chance de garantir vaga nas Olimpíadas de Londres.

“A maioria não tem coragem de falar os problemas com as outras. As outras são mais quietas e não falam nada. Só que elas falam umas das outras por trás. É difícil assim”, disse Adrian Nunes, uma das integrantes da seleção, e que defende, assim como Daiane, a volta do ucraniano. “Eu prefiro continuar treinando no Flamengo, no Rio”, disse Daniele, a única que deixou o México com medalhas (duas de bronze).

Deve-se separar bem as coisas, antes de tomar partido nesta questão. É inegável o valor que Oleg Ostapenko – que voltou ao Brasil para coordenar o projeto de formação de novas atletas em Curitiba, em parceria com o movimento Live Wright – tem para o desenvolvimento da ginástica artística do brasil. Foi com ele no copmando que as meninas brasileiras começaram a conquistar medalhas em Mundiais e Pan-Americanos, além de ter colocado Daiane dos Santos como uma estrela da modalidade entre 2003 e 2004.

Mas Oleg não é um midas, um messias. Todos se esquecem dos inúmeros problemas de relacionamento dele com suas atletas, que se queixavam de seus métodos de treinamento. Embora a ginástica seja um esporte onde a perfeição só se conquista com muita dose de sacrifício, nada justifica o descaso com que problemas físicos de algumas meninas foram tratados à época.

Além disso, existem um outro probleminha básico: não há renovação na seleção feminina. Enquanto novos talentos estão aparecendo no time masculino, como Arthur Zanetti, prata nas argolas no Mundial, na equipe feminina são os mesmos nomes que carregam o time há anos: Daniele, Daiane e Jade Barbosa, que não foi ao Pan por causa de uma lesão.

Por tudo isso, parece que a frase colhida de Diego Hypólito pelos enviados especiais do iG Esporte a Guadalajara, Marcel Rizzo e Vicente Seda, define com precisão o que é esta “crise” na ginástica feminina. “O que posso falar para as meninas é que elas têm que treinar, só isso. Não adianta falar em seleção permanente, ou treinamento em clube, tem que treinar”, disse Diego.

Em bom português do Twitter, é muito #mimimi.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 11:11

Estrela da ginástica artística estará em Guadalajara

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A americana Shawn Johnson deve ser a principal estrela da ginástica artística do Pan

Para quem gosta de dizer (entre eles este blogueiro) que o Pan-Americano não atrai mais a atenção das grandes estrelas do esporte mundial, causou surpresa a convocação da seleção americana feminina de ginástica artística para os Jogos de Guadalajara, que começam no próximo dia 14 de outubro.

A principal novidade foi a presença do nome de Shawn Johnson na lista das convocadas. Trata-se simplesmente de uma das estrelas da ginástica mundial, tendo brilhado nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando levou uma medalha de ouro (trave) e três de prata (equipe, individual geral e solo). Um ano antes,  ela fora o grande nome da ginástica artística no Pan do Rio, ao ganhar nada menos do quatro medalhas de ouro (equipe, individual geral, barras assimétricas e trave) e uma de prata (solo).

Aos 19 anos, Shawn Johnson está retornando agora às competições, após ficar praticamente um ano parada em razão de uma cirurgia no joelho, lesionado após a ginasta sofrer uma queda esquiando na neve.

Com sua presença confirmada em Guadalajara, Johnson usará o Pan como preparação importante para seu grande objetivo, que é brilhar nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Isso significa que Jade Barbosa, Daniela Hypólito, Daiane dos Santos e Cia terão uma bela pedreira pela frente na briga por medalhas em Guadalajara.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:39

Doping no esporte brasileiro também chega ao judô. Vergonha!

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Taciana Lima testou positivo para Furosemida

É inacreditável, mas dia sim, outro também, pinta um novo caso de doping no esporte brasileiro. Desta vez, em um furaço do companheiro Rodrigo Farah, do iG Esporte, ao noticiar o caso positivo da judoca Taciana Lima, da categoria ligeiro (até 48 kg), que foi flagrada com a substância Furosemida – a mesma que apareceu no famoso suplemento alimentar de Cesar Cielo -, durante exame realizado na etapa da Copa do Mundo, em São Paulo, no final de junho.

Parece brincadeira, mas é extremamente preocupante a quantidade de casos que vem pipocando ou tendo julgamentos com resultados “estranhos”, quando o assunto é relacionado a doping no Brasil. Aquele sujeito mais otimista irá analisar de forma positiva e entender que está sendo feito um controle cada vez mais rígido no esporte brasileiro.

Eu, como sou mais cético e chato, prefiro acreditar que a moçada anda descuidada demais, cusonumindo estes suplementos de origem extremamente duvidosa e não avaliam os riscos que podem causar. Ou então são burros mesmo!

Bom, a lista vai só aumentando: Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos, Vinicius Waked, geisa Arcanjo, Fabíola Molina, vários casos (omitidos) no ciclismo brasileiro, e agora Taciana Lima. Sem contar os casos recentes, de Daiane dos Santos e o escândalo da extinta equipe Rede, de atletismo, em 2009.

Vergonha é pouco!

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quarta-feira, 13 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 21:38

Doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro

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Pedro Solberg teve um resultado positivo para esteroide. Mas ele diz que é inocente

Para um país que quer ostentar o status de “olímpico” nos próximos anos – de olho, obviamente, na organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, as últimas semanas não estão sendo nada agradáveis ao Brasil. Se não bastasse o mega escândalo envolvendo o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, eis que surgiu nesta quarta-feira mais um caso: Pedro Solberg, do vôlei de praia, flagrado em um exame no Rio de Janeiro realizado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), cujo resultado apontou a presença de um esteroide.

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) confirmou o resultado positivo e disse que esperava que o assunto seja resolvido da melhor maneira. O atleta está suspenso preventivamente. Mais tarde, o próprio Solberg alegou que não tomou nada ilegal.

É impressionante, para não dizer patético, a forma com que o doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro. Não que o Brasil tenha a obrigação de resolver um verdadeiro câncer que atinge o esporte mundial que é o doping, mas convenhamos que a quantidade de casos positivos por aqui nos últimos tempos é preocupante.

Exemplos temos de sobra: o escândalo da equipe de velocistas de atletismo da extinta equipe rede; o doping por um diurético ingerido por Daiane dos Santos, na ginástica; o “doping burro” de Fabíola Molina, na natação; as denúncias da “ESPN Brasil” sobre o ciclismo brasileiro; fora o caso Cielo.

Tudo isso em menos de dois anos!

E o anúncio de um novo caso, agora envolvendo o vitorioso vôlei de praia, só aumenta a diferença no placar a favor do doping. Sinceramente, este não é o “Brasil olímpico” que sonhamos, não é mesmo?

Veja também:

>> O doping e a hipocrisia

>> Doping burro, o pior que existe

>> O que acontece com o tribunal da CBAt?

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:47

O drama de Laís Souza

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Laís de Souza, durante as Olimpíadas de 2008. Ginasta terá que ser operada novamente

Se por um lado os fãs da ginástica artística comemoraram, com toda razão, o bom retorno de Daiane dos Santos às competições no último final de semana, no Meeting Internacional de Natal, têm por outro lado motivos de sobra para se preocuparem. A paulista Laís Souza será obrigada a passar por uma nova cirurgia nos próximos dias, desta vez no joelho direito. Será a sétima cirurgia a qual Laís, de apenas 22 anos, precisará ser submetida.

Com isso, terminaram de vez as chances de Laís, que integrou a seleção brasileira de ginástica artística no Pan do Rio-2007 e nas Olimpíadas de Pequim-08, de sonhar com uma chance de ir ao Pan de Guadalajara, em outubro, ou mesmo aos Jogos de Londres, no ano que vem. Isso porque o processo de recuperação deverá demorar de dez meses a um ano.

Não é de hoje que Laís de Souza vem padecendo com contusões. Ela mesmo admitiu que competiu em Pequim “baleada”, pela falta de melhor cuidado do departamento médico da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) na época. Assim como a própria Daiane dos Santos e Jade Barbosa, que competiu com uma contusão gravíssima no pulso, que quase abreviou sua carreira.

Só resta torcer para que Laís Souza consiga se recuperar de mais uma cirurgia e consiga recuperar o tempo perdido. Mas a verdade é que não será fácil.

Veja também:

>>Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

>>Final feliz na ginástica artística

>>Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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terça-feira, 21 de junho de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:26

Doping burro, o pior que existe

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Fabíola Molina no Pan de 2007: vaga para 2012 ficou bem mais complicada após o doping

Possivelmente a pior coisa que existe no universo do esporte seja o doping. Sim, porque o sujeito que se dopa não passa de um trapaceiro das pistas, quadras e piscinas, uma pessoa que por causa da própria incompetência utiliza substâncias químicas proibidas para superar os rivais que são superiores a ele. Por isso que as punições precisam ser rigorosas aos atletas que se dopam.

Só que existe talvez uma forma ainda pior de doping, ao menos para mim. É aquele doping onde o cidadão não a intenção de prejudicar ninguém, mas por uma baita burrada, acaba fazendo como vítima apenas ele mesmo. Seja por inocência, vaidade ou burrice. Em todas estas opções, a dor e frustração são enormes. É o caso do doping da nadadora Fabíola Molina, anunciado hoje pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

Em entrevista à “ESPN Brasil”, o marido de Fabíola, o também nadador Diogo Yabe, justificou que o doping da mulher ocorreu por causa de uma amostra grátis de um suplemento alimentar, que continha a substância Metilhexanamina, um estimulante. O que me deixa perplexo é que isso aconteceu com uma nadadora de 36 anos, ou seja , não se trata de nenhuma garotinha!!!

O currículo disciplinar impecável de Fabíola, aliado ao fato de que a competição em que o doping ocorreu – a prova Tentativa de Índice para o Mundial – não valia medalha, contribuíram para a pena até leve que ela recebeu da CBDA, de dois meses. O castigo maior, contudo, foi ser excluída da equipe que vai disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China), em julho, e principalmente a anulação do índice para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Exemplos de burradas como a de Fabíola Molina andam sobrando no esporte brasileiro. Os casos mais famosos e recentes são o da jogadora de vôlei Jaqueline, que em 2007 recebeu nove meses de suspensão por ter tomado um chá para combater celulite que continha substância proibida; e da ginasta Daiane dos Santos, que em 2009 foi flagrada em um teste fora de competição por causa de um diurético, também usado para emagrecimento.

Punidos pelo descuido, estes atletas sofrem até mais do que aqueles que tomaram substâncias com o intuito de melhorar seu desempenho. No caso de Fabíola Molina, esta bobagem pode ter lhe custado a última chance de ir às Olimpíadas. Uma pena.

Veja também:

>>Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

>>Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

>>Dois pesos e duas medidas

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sábado, 4 de junho de 2011 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:44

Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

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Daiane dos Santos exibe o collant da seleção brasiliera

Uma bela notícia para o esporte olímpico brasileiro o retorno às competições da ginasta Daiane dos Santos, que após três anos afastada voltou a competir neste sábado, durante o Troféu Brasil de ginástica artística, realizado em Brasília. Além disso, mostrou um pouco de seu inegável talento, conseguindo cravar o tradicional Duplo Twist Carpado e obtendo a nota mais alta na apresentação do solo. Por fim, ainda recebeu da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) a confirmação que está de volta à seleção brasileira. Mas que ninguém se engane: Daiane está voltando para preparar o adeus.

Aos 27 anos, Daiane vive os últimos momentos de uma carreira brilhante. Ninguém tem duas finais olímpicas no currículo à toa (Atenas-04 e Pequim-08), sem esquecer um título mundial no solo. Mas a ginástica artística costuma ser impiedosa com quem tenta desafiar os limites do tempo. E Daiane já chegou a este limite faz tempo.

E se não bastasse ter passado por uma cirurgia no joelho, Daiane dos Santos ainda amargou uma suspensão por doping (estranhamento ignorado no texto divulgado pela assessoria de imprensa do Pinheiros), por ter tomado um chá para emagrecimento que continha uma substância proibida. Uma bobagem tremenda, ainda mais para uma atleta experiente como ela.

Que Daiane dos Santos tenha amadurecido nestes três longos anos longe das competições, aprendido com os erros, como este estúpido de seu doping. E para todos nós, vamos tratar de aproveitar os últimos momentos de um destes raros talentos que os deuses do esporte vez por outra colocam no Brasil. E quem sabe não vê-la fazer uma despedida em alto estilo, brigando por uma medalha nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Veja também:

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Os brasileiros já classificados para Londres-12

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domingo, 3 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Final feliz na ginástica artística

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Reunião entre representantes do governo do Paraná e do grupo empresarial que salvou o Cegin de fechar as portas


Depois de estar ameaçado de fechar as portas
, por conta do final de repasse de verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), houve um final feliz para as meninas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. O local, que durante o último ciclo olímpico foi base para a preparação da seleção brasileira permanente da modalidade, e que acabou tendo fundamental importância nos resultados internacionais obtidos por Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, entre outras ginastas, estava ameaçado de fechar, por não contar mais com os cerca de R$ 400 mil necessários para sua manutenção. Mas uma reunião na última semana conseguiu evitar o pior.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, um acordo firmado entre o governo do Paraná e o grupo privado LiveWright, que tem o empresário João Paulo Diniz como um de seus sócios, acertaram a parceria, cujos valores não foram divulgados, mas que devem girar em torno de pelo menos R$ 400 mil anuais, tomando-se por base os valores que os dirigentes do Cegin divulgaram para a manutenção do centro de treinamento.

Vale lembrar que treinam em Curitiba quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco, que estariam seriamente prejudicadas para manter sua carreira em alto nível no caso de fechamento do Cegin.

O objetivo, além de manter o que já existe, é investir pesado na formação de novos atletas, de olho nas Olimpíadas de 2020, ainda sem local definido. Enquanto o governo estadual se comprometeu a melhorar a atual estrutura do Cegin, o grupo LiveWright irá investir na contratação de profissionais especializados para o desenvolvimento da ginástica artística e criar novos centros de excelência para descobrir talentos. Há planos de investir também em outras modalidades, como ciclismo e canoagem. O projeto completo será anunciado em maio.

Cada vez mais me convenço que o caminho para o desenvolvimento do esporte brasileiro de base – e como consequência de alto rendimento -passa pela necessidade da criação de projetos como este, sem a tutela de confederações, onde os interesses políticos falam mais alto do que os esportivos, na grande maioria dos casos.

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