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Posts com a Tag Copa do Mundo

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:08

Segurança no Rio 2016 será feita por agentes públicos

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Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca

Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca, como preparativo para as Olimpíadas de 2016 (Foto: AP)

No início de mais uma visita de inspeção do COI ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, os organizadores apresentaram nesta segunda-feira, como proposta para o plano de segurança do evento, a utilização de agentes públicos nas arenas esportivas, ao invés de agentes privados, como foi feito na última Copa do Mundo. A sugestão também tem como objetivo evitar contratempos como o que ocorreu às vésperas da abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, quando a empresa de segurança contratada teve problemas financeiros e não pôde realizar o serviço. Com isso, militares foram chamados de última hora para cuidar da segurança patrimonial dos Jogos.

“Podem ser tanto militares da ativa como aposentados… ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança. Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan  do Rio 2007, usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos”, afirmou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte, à agência Reuters.

A sugestão apresentada ao COI nesta segunda-feira tem primeiro um objetivo de evitar gastos extras, pois estariam sendo utilizadas forças regulares que já estão no orçamento das três esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal) envolvidas na organização. Além disso, esta equipe teria uma qualificação a dos agentes privados, os chamados “stewards”, que trabalharam nos 12 estádios da Copa 2014.

A segurança patrimonial dos Jogos Olímpicos inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Na entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (25), a comissão de avaliação do COI deverá se manifestar a respeito da proposta apresentada pelo governo e pelos organizadores do Rio 2016.

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terça-feira, 5 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:37

O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?

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A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

Há exatos 23 dias, o encerramento da Copa do Mundo trouxe ao torcedor brasileiro um sentimento de satisfação com o sucesso, ao menos nos gramados e arquibancadas, na organização de um evento em que muitos apostavam num fracasso retumbante. Se é inegável que o Mundial de futebol trouxe uma onda de otimismo, engana-se redondamente quem achar que somente com o “espírito da Copa” será possível ao Brasil ser aprovado com louvor em seu novo desafio: organizar com brilhantismo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 5 de agosto, faltam exatamente dois anos para a abertura do mega evento.

E o adjetivo “mega” já serve para explicar que não há termos de comparação entre o Mundial da Fifa e o maior evento poliesportivo do planeta, sob responsabilidade do COI (Comitê Olímpico Internacional). Primeiro, porque são na prática 28 Copas do Mundo, referentes às modalidades esportivas que compõe o programa olímpico, acontecendo simultaneamente, todos eles com suas características e necessidades específicas, o que já torna a tarefa muito mais complicada.

>>>Londres 2012 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

Além disso, enquanto 32 seleções disputaram a Copa do Mundo 2014, mais de 200 países (foram 204 em Londres 2012) mandam representantes para os Jogos Olímpicos, que ficam reunidos na mesma cidade, enquanto 12 cidades-sedes receberam as partidas do Mundial. Questões como logística e eficiência nos transportes são condição número 1 para o sucesso dos Jogos.

E como complicação pouca é bobagem, não se pode esquecer que a cidade carioca receberá ainda a edição dos Jogos Paraolímpicos, a partir de 7 de setembro de 2016, com 23 modalidades e com a obrigação de dar acessibilidade a atletas, técnico, dirigentes e torcedores.

>>>Rio 2016 divulga calendário para eventos-testes

Com tudo isso, o desafio do Rio de Janeiro, a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, já seria gigantesco, se não contasse com o desagradável (para dizer o mínimo) habito brasileiro de atropelar prazos e menosprezar cronogramas, correndo no final para cumprir todas as obras. Foi assim na Copa e será assim nos Jogos Olímpicos.

Como bem apontou o jornal Folha de S. Paulo em sua edição do último domingo, o Rio ainda precisa concluir 76% das obras nas arenas que receberão os atletas olímpicos daqui a dois anos. É muita coisa para ser feita com prazos apertados. Lembrem-se de que o Rio de Janeiro foi indicada pelo COI para organizar os Jogos de 2016 há praticamente sete anos, em outubro de 2009.

Com dados da APO (Autoridade Pública Olímpica) e Rio Transparente, é possível saber que pelo menos 15 obras e reformas de arenas dos Jogos nem saíram do papel. E foi apenas no início de julho que o Complexo Esportivo de Deodoro, sede de 11 modalidades olímpicas e paraolímpicas daqui a dois anos, viu os primeiros tratores iniciarem obras de construção e reforma nas arenas previstas para o local.

Não foi à toa, portanto, que o COI fez uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, em abril, alarmado com os incontáveis atrasos e descompasso entre os poderes municipal, estadual e federal, em relação aos custos dos Jogos, estimados hoje em R$ 37,6 bilhões, entre gastos de construção e reformas de instalações esportivas, mobilidade e legado urbano, além de custos de organização. O discurso do COI, após entrar para valer na organização da Rio 2016, agora é de otimismo, porém sempre alertando para a questão dos prazos.

>>>Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

Nestes próximos dois anos, ao contrário do que ocorreu com a Copa do Mundo, será preciso ainda engajar a população para um evento poliesportivo, com modalidades esportivas que 90% dos torcedores jamais viram na vida. Este talvez fosse o maior legado que as Olimpíadas do Rio poderiam trazer ao país, a semente para acabar com a monocultura esportiva do futebol, mas infelizmente isso não irá acontecer, ao menos a curto prazo, por culpa exclusiva do Brasil.

Por conta disso tudo, é importante para os dirigentes e políticos não perderem o foco com manifestações exageradas de otimismo e manter as mangas arregaçadas. Já população e imprensa, mais do que nunca, precisam manter o alerta ligado na cobrança de prazos e fiscalização dos custos.

A Copa do Mundo, a “Copa das Copas”, traz saudades a todos, mas a realidade nos Jogos Olímpicos é completamente diferente. Ainda há muita coisa a ser feita pelo Brasil e o Rio se quiserem tornar a festa olímpica de 2016 uma festa igualmente inesquecível.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014 Olimpíadas, Vídeos | 12:12

Hora de virar a chave: Rio 2016, agora é contigo!

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Com o final da Copa do Mundo, após o título conquistado de forma brilhante pela Alemanha neste último domingo, no Maracanã, chegou a hora de virar a a chave. O foco do mundo esportivo continua a ser o Brasil, mais precisamente o Rio de Janeiro, sede do próximo mega evento mundial, os Jogos Olímpicos de 2016.

Para ajudar a todos entrarem no clima olímpico, a Nike preparou um filme lançado nesta segunda-feira, chamado “O Amanhã Começa Agora”, com alguns de suas estrelas brasileiras das modalidades que participam do programa dos Jogos, como Ânderson Varejão e Leandrinho (basquete), Ana Cláudia Lemos (atletismo), as irmãs Maria Clara e Carol Salgado (vôlei de praia) e Yane Marques (pentatlo moderno). Tirando a estranha presença de atletas do skate e futsal (que não são esportes olímpicos), o vídeo é muito bacana.

Confira abaixo:

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quinta-feira, 10 de julho de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:38

Estacionamento “padrão Fifa” enterra um pouco da história do atletismo brasileiro

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Você aí que está se preparando para acompanhar a final da Copa do Mundo neste domingo, no Maracanã, entre Alemanha e Argentina, saiba que se for de carro e estacioná-lo na área ao lado do estádio, estará deixando seu veículo sobre parte da história do atletismo brasileiro. Um absurdo feito com a conivência dos governantes da cidade do Rio de Janeiro, simplesmente a sede das Olimpíadas de 2016.

Visão do estacionamento criado na pista do Célio de Barros

Visão geral do estacionamento criado na pista do Célio de Barros para atender o Maracanã

 

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros. Ao fundo, a velha arquibancada, ainda de pé

As fotos acima, feitas pelo companheiro Levi Guimarães, do iG Esporte, no dia da partida válida pelas quartas de final entre Alemanha e França, mostram o “estacionamento padrão Fifa” que foi criado para receber os caminhões de transmissão de tevê e  atender aos torcedores Vips e autoridades ligadas à organização do evento dentro do estádio que viu alguns dos grandes nomes do atletismo nacional. Até a inauguração do Estádio João Havelange, o Engenhão, era no Célio de Barros que ocorriam as principais competições estaduais e mesmo nacionais de atletismo. Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, Nélson Prudêncio e João do Pulo foram só algumas das estrelas brasileiras que competiram nesta pista.

A decretada morte do equipamento, no processo de privatização e reforma do Maracanã para a Copa, só não foi completado 100% graças em parte às manifestações populares do ano passado, que deixaram o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral em uma encruzilhada sem fim. E a demolição tanto do estádio de atletismo quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, também localizado no complexo do maracanã, foi cancelada.

>>> Leia mais posts sobre a situação do Estádio Célio de Barros 

O Júlio Delamare sofreu menos com as intervenções, mas o Célio de Barros praticamente foi posto abaixo. Só sobrou mesmo a antiga arquibancada, que ainda resiste. Em um de meus últimos encontros com o presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, no início deste ano, ele preferia não fazer qualquer previsão de quando o estádio voltará a ser utilizado. Em novembro do ano passado, o governo do Rio ainda dependia de uma aprovação de um projeto de recuperação do Célio de Barros por parte do Ministério do Esporte.

Enquanto isso, para permitir o conforto de convidados vips, o esporte brasileiro vê parte de sua história asfaltada e recebendo apenas a borracha dos pneus de carros de luxo.

É isto que querem que seja considerado um país olímpico?

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domingo, 8 de junho de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais | 00:07

Falta pouco para o mundo (e o blog) ver a bola rolar no Brasil

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Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Era um mês de junho, só que naquela oportunidade, a festa começou num dia 13. Lembro-me que rolava um feriado qualquer, pois estava de carro com meus pais fazendo um passeio e a Avenida Santo Amaro, uma das principais da Zona Sul de São Paulo, estava praticamente às moscas. Lembro-me também que meu pai já sintonizava o rádio do carro, em busca de preciosas informações e acelerava um pouco acima do normal, pois queria chegar logo em casa. O motivo: ver o jogo de abertura da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha  Ocidental, entre Brasil e Iugoslávia.

Para um moleque de 10 anos e que não fazia outra coisa na vida que não fosse pensar em futebol, aquele foi um período inesquecível. Era a primeira Copa que eu iria acompanhar tendo a consciência plena da grandeza do evento. E vivi aquela Copa com uma intensidade que só um moleque de 10 anos apaixonado por futebol consegue fazer.

Lia todas as reportagens nas quais os enviados especiais do já extinto “Jornal da Tarde”, que meu pai comprava todos os dias, contavam as histórias lá da Alemanha; assistia a todas as partidas possíveis que a tevê transmitia (e que o horário da escola permitia); e preenchia, cuidadosamente, a tabela do Mundial, anotando resultados e pontos, além de bater ponto semanalmente na banca de jornais ao lado de casa, para comprar a “Placar”, com aquelas lindas fotos coloridas e seu precioso “Tabelão”, que me abastecia de informações para montar meus próprios campeonatos de futebol de botão.

Se todo este clima já bastaria para me fazer ficar apaixonado pela Copa do Mundo, o que dizer da sensação de ver aquela incrível Holanda e suas camisas laranjas (quem é que usava camisa laranja naquela época para jogar futebol?) derrubando quem tivesse pela frente, inclusive a própria seleção brasileira? Ou a Alemanha, dona da casa e que me impressionou logo em sua estreia, com um golaço de um barbudo bom de bola, autor de um golaço no Chile, Paul Breitner? E ver times exóticos que jamais imaginei que jogassem bola, como Hait, Austrália e Zaire (que deu uma bela força para o time do Zagallo avançar para a segunda fase)?

Costumo dizer que nenhum evento do mundo se compara em grandeza e beleza esportiva aos Jogos Olímpicos. Nenhum. Mas da mesma forma, não existe uma competição neste planeta que supere a Copa do Mundo em emoção e paixão. Por isso, será muito bacana, a despeito de todos os problemas nos atrasos das obras dos estádios e de infraestrutura em todas as sedes, ver uma Copa aqui em nosso país. Não se confunda, por favor, o senso crítico contra todos os problemas que envolveram esta confusa (des)organização brasileira com o espírito da Copa.

Por isso, para entrar de vez no clima do Mundial, o blog entra em ritmo de “férias forçadas”, voltando em edições extraordinárias sempre que necessário. Enquanto isso, aquele moleque que há muito deixou de ter 10 anos, realizará um sonho de infância: cobrir uma Copa do Mundo ao vivo e a cores. E em seu próprio país.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 23:24

Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

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É claro que  o clima no Brasil já é de Copa do Mundo, nada mais natural que só se fale em futebol. Mas mudando rapidamente a pauta, nesta quinta-feira será alcançada uma destas marcas que fazem a alegria de todo jornalista, ainda mais quando aparece uma data redonda: neste 29/5/2014, faltarão exatamente 800 dias para a abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

E enquanto a primeira edição dos Jogos realizada na América do Sul vai lutando contra o tempo e os atrasos nas obras – recebendo por conta disso seguidas críticas da comunidade esportiva internacional, é bom lembrar -, alguns fatos ocorridos recentemente em outros países servem de gancho para fazer uma reflexão sobre o quanto vale a pena organizar uma edição dos Jogos Olímpicos. Vamos aos tais fatos:

1) Nesta terça-feira (27), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descartou a possibilidade de a cidade levar adiante sua candidatura para organizar os Jogos de 2024. Após analisar os prós e contras, Blasio disse aos responsáveis pela possível candidatura que sua administração tem um número enorme de outras prioridades no momento;

2) Já nesta quarta (28), foi a vez de outra cidade americana, Filadélfia, abrir mão de concorrer a ser sede em 2024. Segundo o prefeito Michael Nutter, após estudos que demoraram um ano, ele chegou a concluisão que a cidade para concorrer aos Jogos. “Talvez no futuro”, afirmou;

3) Na segunda (26), foi a vez da polonesa Cracóvia dizer não para a possibilidade de brigar pela sede dos Jogos de Inverno de 2022. Neste caso, houve um plebiscito na cidade no qual 69,7% dos que compareceram às urnas se mostraram contrários à permanência na disputa, cujo vencedor sairá no segundo semestre de 2015;

4) Por falar em Olimpíadas de Inverno, em janeiro deste ano Estocolmo decidiu que não iria mais concorrer para receber os Jogos de 2022.   O governo sueco achou que nçao teria cabimento gastar rios de dinheiro para organizar a competição e eventuais prejuízos precisariam ser cobertos com dinheiro dos contribuintes;

5) Após sofrer a terceira derrota consecutiva, desta vez para Tóquio na briga pelos Jogos de 2020 – já havia sido preterida para 2012 e 2016 – a prefeita de Madri, Ana Botella, anunciou que não irá lançar candidatura para 2024. Para ela, a corrida olímpica já deu à cidades “todos os benefícios que poderíamos esperar”, afirmou.

Cinco cidades, algumas com mais apelo esportivo, outras em países com economias mais consolidadas, uma outra cujo país está saindo de uma grave crise econômica e ainda outra de um paíse em desenvolvimento e certamente com outras prioridades. Todas elas disseram NÃO aos Jogos Olímpicos.

É um caso para se pensar com muita atenção.

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sábado, 30 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 15:10

‘Atletas pelo Brasil’ lança portal e leilão online

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Movimento "Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Movimento “Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Após ter tido participação fundamental na maior conquista esportiva do país neste ano (em minha modesta opinião), a assinatura da Medida Provisória 620/2013 (que entre outras coisas limita a somente uma reeleição o mandato de dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas), o movimento “Atletas pelo Brasil” irá lançar um portal de internet com o objetivo de se tornar a principal referência do esporte brasileiro.

Na próxima terça-feira, a partir das 10h, a presidente da entidade, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser participará de uma entrevista coletiva no Esporte Clube Pinheiros, para explicar como será o funcionamento do portal Esporte pelo Brasil, que reunirá informações sobre as modalidades esportivas, atletas, eventos e pesquisas.

O portal também pretende fazer um monitoramento de indicadores e políticas públicas de esporte realizados no Brasil, o “Cidade do Esporte”. E os primeiros números divulgados fazem parte de um estudo com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

Além disso, o evento também marcará o início do “Lance pelo Esporte – Leilão Online”, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para o “Atletas pelo Brasil”, comercializando peças autografadas e experiências ao lado de grandes ídolos do esporte brasileiro, como Paulo André, Raí e Cafu (futebol), Ana Moser e Ida (vôlei), Cesar Cielo, Thiago Pereira e Gustavo Borges (natação), Hortência, Paula e Oscar (basquete), Rubens Barrichello (automobilismo) e Lars e Torben Grael (vela).

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:40

O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

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Na última segunda-feira, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu exemplos claros sobre o quanto sua pasta desconhece os reais problemas do esporte brasileiro. Obviamente que o maior foco dos jornalistas que estavam na bancada para entrevistar o ministro era a organização da Copa do Mundo do ano que vem, cujos estádios ainda sofrem com inúmeros atrasos em suas obras.

Mas Aldo Rebelo também pouco saber sobre a realidade do esporte olímpico brasileiro. Ao ser indagado sobre a falta de uma política esportiva pública, voltada para o esporte de base, em contrapartida com a obsessão do governo sobre o desempenho nas Olimpíadas do Rio 2016, Aldo saiu em defesa do governo. Disse que está em andamento um investimento no esporte escolar, na qual há um programa para construir 5 mil quadras em escolas, além de aprovar a construção de 300 centros de iniciação do esporte, com espaço para a prática de judô, ginástica e esgrima.

Veja a partir da faixa dos 5min:

O negrito na palavra esgrima, no parágrafo acima, apenas reforça que o ministro Aldo Rebelo – a quem considero uma pessoa honesta e digna, porém totalmente fora de sintonia com o cargo que ocupa – não conhece totalmente a realidade do esporte olímpico do Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo iG Esporte mostrou as condições pelas quais a gaúcha Gabriela Cecchini, de somente 15 anos, conquistou um feito histórico, a segunda medalha brasileira em Mundiais de esgrima.

Sem nenhum apoio da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Gabriela – além de outros 20 atletas da equipe brasileira que participa do Mundial da Croácia para cadetes e juvenis – precisou contar com a ajuda financeira dos pais ou de seus clubes (no caso de Gabriela, o Náutico União-RS) para disputar a competição.

Gabriela Cecchini comemora a vitória sobre a alemã Leandra Behr durante o Mundial 

O que é pior: trata-se de uma prática comum nas categorias de base da esgrima (e na maioria absoluta das modalidades olímpicas brasileiras), pois a CBE argumenta ter recursos, provenientes da Lei Agnelo/Piva e do próprio Ministério do Esporte, apenas para bancar os atletas de alto rendimento. Mesmo Gabriela sendo considerada pelo técnico da seleção, o ex-atleta olímpico Regis Trois, como um diamante bruto da esgrima brasileira. Para evoluir, segundo ele, ela precisa de mais experiência e, principalmente, apoio.

LEIA TAMBÉM: Revelação da esgrima tem resultado histórico sem ajuda da Confederação

Não serão as cinco mil quadras que o governo promete construir (se é que serão construídas de fato) que irão evitar que jovens talentos como Gabriela Cecchini precisem recorrer ao velho “paitrocínio” para tentar seguir uma carreira no esporte.

Enquanto não se criar uma política esportiva pública VERDADEIRA, jamais qualquer autoridade poderá chamar o Brasil de país olímpico.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Diário de viagem, Isso é Brasil, Olimpíadas | 07:00

Agora a bola está com a gente. Vamos fazer o dever de casa?

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Prefeito do Rio, Eduardo Paes, agita a bandeira olímpica, na cerimônia de encerramento em Londres

E terminou com uma belíssima festa uma das edições mais fantásticas já realizadas dos Jogos Olímpicos. A cidade de Londres deu um verdadeiro show dentro de pistas, quadras, campos, piscinas, os atletas não decepcionaram, conquistando resultados históricos e que ficarão marcados para a história. Mas agora que tudo acabou, chegou o momento de voltar os olhos para o maior desafio já enfrentado pelo esporte olímpico do Brasil: organizar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

E uma pergunta que era recorrente  aqui em Londres, entre os jornalistas brasileiros, diante da quase perfeição de organização que os britânicos fizeram, era a seguinte: como vamos conseguir chegar perto disso?

Talvez a melhor resposta seja exatamente fugir da premissa da pergunta. É impossível copiar tudo o que Londres realizou simplesmente porque são cidades diferentes, com histórias diferentes, orçamentos diferentes, riqueza cultural, educacional e financeira totalmente opostas ao que temos no Rio de Janeiro.

Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Se havia algo irritante nestas Olimpíadas, era que esta organização impecável dos britânicos também esbarra em um traço cultural do próprio povo, que faz tudo “certinho”, não abre brechas para algo que fuja do script. Se um caminho mostra que você precisa dar a volta na esquina para chegar a uma entrada de metrô, não adiantava você tentar explicar para o segurança que bastava você atravessar aquela bendita calçada que chegaria no mesmo lugar, mais rápido. O sujeito não iria concordar com você e certamente começaria uma bela discussão caso você insistisse. Com risco até de chamar a polícia.

Se o Rio de Janeiro não terá a menor condição de copiar este sistema secular e fantástico do transporte público londrino, que te leva para absolutamente todos os lugares da cidade, tem ao menos a obrigação de fazer algo que tenha capacidade de atender uma demanda que promete ser gigantesca de pessoas e jornalistas. Se falhar nisso, será meio caminho para o fracasso.

Do ponto de vista das arenas, a melhor lição de Londres é aquela que costuma ser o nosso calcanhar de Aquiles: o gasto desenfreado com estádios que depois irão virar elefantes brancos. A Copa do Mundo de 2014 está aí para confirmar isso. Quantas arenas estão sendo construídas e ficarão praticamente ociosas após o Mundial?

No caso das Olimpíadas, Londres mostrou que instalações provisórias podem ser extremamente funcionais. Evitando problemas como os pontos cegos do Aquatics Centre, não é necessário se gastar milhões. E felizmente parece que o comitê organizador da Rio 2016 está sinalizando que esse deverá ser o caminho a ser adotado.

O Rio de Janeiro, se não tiver sonhos de megalomania, utilizar recursos públicos e privados com inteligência e, fundamentalmente, se organizar, poderá fazer uma edição de Jogos Olímpicos muito boa. Basta fazer o dever de casa. E a hora para isso já começou.

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