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domingo, 21 de dezembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 12:41

Confira imagens e o balanço das obras do Rio 2016

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Na última sexta-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal) divulgou um extenso balanço das obras que estão sendo construídas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. Na apresentação, conduzida pelo prefeito Eduardo Paes, foram exibidas novas imagens de algumas das arenas em construção no Parque Olímpico da Barra da Tijuca e maquetes virtuais destes mesmos locais para o período das Olimpíadas.

Clique em cada uma das fotos para ver detalhes das obras para os Jogos de 2016

Tudo muito bonitnho, mas…

No mesmo dia 19, o TCU (Tribunal de Contas da União) também aproveitou a data para soltar um balanço próprio das obras olímpicas, e o resultado foi um pouco mais crítico, para dizer o mínimo. Segundo o relatório, foram constatadas falhas e inconsistências na matriz de responsabilidade, além de prazos muito curtos para a conclusão das obras a tempo. “Esta situação representa risco para realização do evento, além de possibilitar aumento nos custos, comprometimento da qualidade e da segurança dessas construções”, disse o ministro Aroldo Cedraz em seu relatório. “A gente vai dar as explicações para o TCU, mas não há qualquer risco de aumento de custo ou de atraso de nenhum desses equipamentos”, rebateu Paes.

Vale lembrar que o próprio COI (Comitê Olímpico Internacional), através de sua comissão de avaliação dos Jogos, já repetiu inúmeras vezes que o Rio de Janeiro não tem mais tempo a perder, embora demonstre confiança com a evolução que as obras tiveram nos últimos meses, especialmente após a crise ocorrida no inicio deste ano, quando se chegou a falar numa espécie de “intervenção” do COI na organização do Rio 2016.

Abaixo, o balanço geral das obras olímpicas para os Jogos de 2016, segundo dados divulgados pela EOM. Vamos anotar direitinho as datas prometidas para a conclusão das obras e poder cobrar depois em caso de atrasos…

PARQUE OLÍMPICO

Arenas Cariocas 1, 2 e 3

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015.

Arena Carioca 1

Capacidade: 16.000 lugares

Modalidades: Basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (basquete e rúgbi em cadeira de rodas)

Arena Carioca 2

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (judô, taekwondo e luta livre)

Arena Carioca 3

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Esgrima, taekwondo e judô paralímpico

Eventos-teste – Abril de 2016 (levantamento de peso e esgrima)

Centro de Tênis

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 19.750 lugares

Quadra principal: 10.000 lugares

Quadra 2: 5.000 lugares

Quadra 3: 3.000 lugares

Treze quadras de treino e aquecimento: 250 lugares cada

Modalidades: Tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5

Evento-teste – Dezembro de 2015 (tênis)

Velódromo

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Ciclismo (pista) e paraciclismo de pista

Evento-teste – Março de 2016 (ciclismo pista)

Arena do Futuro

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Handebol e golbol

Eventos-teste: Abril (handebol) e maio (golbol) de 2016

Estádio Aquático

Conclusão – Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 18.000 lugares

Modalidades: Natação, polo aquático e natação paralímpica

Evento-teste: Maio de 2016 (natação olímpica e paralímpica)

Parque Aquático Maria Lenk

Conclusão (adequação) –  Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Saltos ornamentais e nado sincronizado

Evento-teste: Fevereiro (saltos ornamentais) e março (nado sincronizado) de 2016

Arena Rio

Conclusão (adequação) – Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica e basquete em cadeira de rodas

Evento-teste: Abril de 2016 (ginástica artística)

Centro Internacional de Transmissão (IBC)

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015

Centro Principal de Mídia (MPC)

Conclusão – Quarto trimestre de 2015

CAMPO DE GOLFE

Conclusão: Segundo trimestre de 2016

Capacidade: 15 mil lugares

Modalidade: Golfe

Evento-teste: Novembro de 2015

RIOCENTRO

Conclusão (adequação): Segundo trimestre de 2016

Capacidade:

Pavilhão 2: 6.500 lugares

Pavilhão 3: 6.500 lugares

Pavilhão 4: 6.500 lugares

Modalidades:

Pavilhão 2: levantamento de peso olímpico e levantamento de peso paralímpico

Pavilhão 3: tênis de mesa olímpico e tênis de mesa paralímpico

Pavilhão 4: badminton

Pavilhão 6: boxe e vôlei sentado

Eventos-teste: Novembro de 2015 (bocha, tênis de mesa, badminton e boxe)

VILA DOS ATLETAS

Conclusão: Dezembro de 2015.

COMPLEXO ESPORTIVO DE DEODORO

Existentes:

Centro de Tiro – Os sete estandes passarão por adequações. Será construído um estande temporário para as finais (tiro e carabina), com 2.000 lugares

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 7.250 lugares

Evento-teste: Abril de 2016

Piscina do pentatlo moderno – A piscina será reformada e terá uma arquibancada com 2 mil lugares temporários.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 2 mil lugares

Centro de Hipismo

Situação atual: A pista da arena do CCE existente está sendo adaptada, com a implantação de sistema de irrigação e controle de vetores.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 35.200 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

Centro de Hóquei Sobre Grama – Os dois campos existentes serão adaptados. Serão construídos vestiários, uma arquibancada permanente com 2.500 lugares na quadra principal e um centro de administração. Durante os Jogos, o Centro de Hóquei terá 5.000 assentos temporários na quadra secundária e 10.000 lugares na quadra principal, sendo 2.500 permanentes.

Situação atual – As obras estão em fase de terraplenagem

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 15 mil lugares

Evento-teste: Novembro de 2015

Novas instalações permanentes:

Arena da Juventude – O ginásio, que abrigará as partidas da primeira fase de basquete feminino e a disputa de esgrima do pentatlo moderno, terá 2.000 lugares permanentes e 3.000 temporários

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 5.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

Pista de BMX

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 7.500 lugares temporários

Evento-teste: Outubro de 2015

Circuito de canoagem slalom

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 8.000 lugares temporários

Evento-teste: Novembro de 2015

Instalações provisórias

Pista de Mountain Bike

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 27.500 lugares, sendo 2.500 temporários e 25.000 em pé

Evento-teste: Outubro de 2015

Estádio de Deodoro – A arena receberá as disputas de rúgbi, hipismo do pentatlo moderno e combinado do pentatlo moderno (corrida e tiro) e futebol de 7

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 15.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

MARINA DA GLÓRIA

Situação atual: Os trabalhos de adaptação para os Jogos Olímpicos foram iniciados com a instalação de tapumes instalados e montagem de canteiros de apoio. Foram estabelecidos parâmetros de ocupação para a área da Marina da Glória que visam a valorizar a paisagem cultural do Parque do Flamengo.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 10.000 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

SAMBÓDROMO

Situação atual: A reforma necessária para os Jogos foi finalizada em fevereiro de 2012

Modalidades: Largada e chegada da maratona, tiro com arco e tiro com arco paralímpico

Capacidade: 30.000 lugares (maratona), 6.000 lugares (tiro com arco).

Evento-teste: Julho (maratona) e setembro (tiro com arco) de 2015

ESTÁDIO OLÍMPICO JOÃO HAVELANGE

A ampliação temporária do Estádio Olímpico João Havelange – de 45 mil para 60 mil lugares – será realizada no primeiro semestre de 2016. A licitação para as obras de adequação do estádio aos requisitos olímpicos foi lançada em outubro de 2014. As obras começarão no primeiro trimestre de 2015.

Modalidade: Atletismo

Capacidade: 60.000 lugares (sendo 45.000 permanentes)

Evento-teste: Maio de 2016

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terça-feira, 5 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:37

O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?

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A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

Há exatos 23 dias, o encerramento da Copa do Mundo trouxe ao torcedor brasileiro um sentimento de satisfação com o sucesso, ao menos nos gramados e arquibancadas, na organização de um evento em que muitos apostavam num fracasso retumbante. Se é inegável que o Mundial de futebol trouxe uma onda de otimismo, engana-se redondamente quem achar que somente com o “espírito da Copa” será possível ao Brasil ser aprovado com louvor em seu novo desafio: organizar com brilhantismo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 5 de agosto, faltam exatamente dois anos para a abertura do mega evento.

E o adjetivo “mega” já serve para explicar que não há termos de comparação entre o Mundial da Fifa e o maior evento poliesportivo do planeta, sob responsabilidade do COI (Comitê Olímpico Internacional). Primeiro, porque são na prática 28 Copas do Mundo, referentes às modalidades esportivas que compõe o programa olímpico, acontecendo simultaneamente, todos eles com suas características e necessidades específicas, o que já torna a tarefa muito mais complicada.

>>>Londres 2012 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

Além disso, enquanto 32 seleções disputaram a Copa do Mundo 2014, mais de 200 países (foram 204 em Londres 2012) mandam representantes para os Jogos Olímpicos, que ficam reunidos na mesma cidade, enquanto 12 cidades-sedes receberam as partidas do Mundial. Questões como logística e eficiência nos transportes são condição número 1 para o sucesso dos Jogos.

E como complicação pouca é bobagem, não se pode esquecer que a cidade carioca receberá ainda a edição dos Jogos Paraolímpicos, a partir de 7 de setembro de 2016, com 23 modalidades e com a obrigação de dar acessibilidade a atletas, técnico, dirigentes e torcedores.

>>>Rio 2016 divulga calendário para eventos-testes

Com tudo isso, o desafio do Rio de Janeiro, a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, já seria gigantesco, se não contasse com o desagradável (para dizer o mínimo) habito brasileiro de atropelar prazos e menosprezar cronogramas, correndo no final para cumprir todas as obras. Foi assim na Copa e será assim nos Jogos Olímpicos.

Como bem apontou o jornal Folha de S. Paulo em sua edição do último domingo, o Rio ainda precisa concluir 76% das obras nas arenas que receberão os atletas olímpicos daqui a dois anos. É muita coisa para ser feita com prazos apertados. Lembrem-se de que o Rio de Janeiro foi indicada pelo COI para organizar os Jogos de 2016 há praticamente sete anos, em outubro de 2009.

Com dados da APO (Autoridade Pública Olímpica) e Rio Transparente, é possível saber que pelo menos 15 obras e reformas de arenas dos Jogos nem saíram do papel. E foi apenas no início de julho que o Complexo Esportivo de Deodoro, sede de 11 modalidades olímpicas e paraolímpicas daqui a dois anos, viu os primeiros tratores iniciarem obras de construção e reforma nas arenas previstas para o local.

Não foi à toa, portanto, que o COI fez uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, em abril, alarmado com os incontáveis atrasos e descompasso entre os poderes municipal, estadual e federal, em relação aos custos dos Jogos, estimados hoje em R$ 37,6 bilhões, entre gastos de construção e reformas de instalações esportivas, mobilidade e legado urbano, além de custos de organização. O discurso do COI, após entrar para valer na organização da Rio 2016, agora é de otimismo, porém sempre alertando para a questão dos prazos.

>>>Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

Nestes próximos dois anos, ao contrário do que ocorreu com a Copa do Mundo, será preciso ainda engajar a população para um evento poliesportivo, com modalidades esportivas que 90% dos torcedores jamais viram na vida. Este talvez fosse o maior legado que as Olimpíadas do Rio poderiam trazer ao país, a semente para acabar com a monocultura esportiva do futebol, mas infelizmente isso não irá acontecer, ao menos a curto prazo, por culpa exclusiva do Brasil.

Por conta disso tudo, é importante para os dirigentes e políticos não perderem o foco com manifestações exageradas de otimismo e manter as mangas arregaçadas. Já população e imprensa, mais do que nunca, precisam manter o alerta ligado na cobrança de prazos e fiscalização dos custos.

A Copa do Mundo, a “Copa das Copas”, traz saudades a todos, mas a realidade nos Jogos Olímpicos é completamente diferente. Ainda há muita coisa a ser feita pelo Brasil e o Rio se quiserem tornar a festa olímpica de 2016 uma festa igualmente inesquecível.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 14:49

Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

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Tudo bem que o título do post poderia se referir também ao foto do blogueiro ter criado vergonha na cara e atualizado o blog, mas a maratona futebolística iniciada no último dia 12 de junho serve para explicar a ausência. O fato é que nesta quinta-feira, dia 3 de julho, em meio às emoções da Copa do Mundo, foi anunciado pela EOM (Empresa Olímpica Municipal) o início oficial das obras do Complexo Esportivo de Deodoro, um dos pontos que mais causava preocupação no COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

O local receberá 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas para o evento que será realizada daqui a pouco mais de dois anos. Os atrasos para o começo das obras de Deodoro detonaram uma série de reclamações das federações esportivas internacionais e obrigaram o COI a fazer uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, com a presença de uma espécie de interventor junto ao comitê Rio 2016.

A região Norte de Deodoro, que inclui o circuito de canoagem slalom, a pista de mountain bike, a pista de BMX, o Centro de Tiro, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno, terão suas obras realizadas pelo consórcio das construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A, vencedor da licitação com proposta no valor de R$ 643.707.225,70.

Até agosto está previsto o início das obras da Região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo, onde acontecerão as competições de concurso completo de equitação (CCE), saltos e adestramento. O responsável é o consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda, com proposta no valor de R$ 157.132.192,92. Segundo a EOM, as obras estão previstas para serem concluídas até o primeiro semestre de 2016.

Veja imagens de como ficarão as principais instalações de Deodoro

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segunda-feira, 2 de junho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 23:04

Sai a primeira licitação de Deodoro. Agora vai?

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Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Nesta segunda-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal), responsável pela coordenação das obras das arenas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, divulgou um comunicado que poderá aliviar parte das pressões que os organizadores estavam sofrendo das mais variadas entidades esportivas internacionais, por conta dos atrasos nas obras olímpicas. Segundo a EOM, foi definida a primeira licitação do Complexo Esportivo de Deodoro, justamente o mais atrasado no cronograma de construção das arenas para 2016.

Um consórcio formado pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS foi o único a apresentar proposta para tocar as obras da Região Norte do Complexo de Deodoro. O valor da licitação foi de R$ 643.707.225,70. O local receberá o circuito de canoagem slalom, a pista de ciclismo mountain bike, a pista de ciclismo BMX, o Centro Nacional de Tiro Esportivo, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno.

Veja ainda: Começa a corrida de vagas para o Rio 2016

As obras das instalações estão programadas para começar no segundo semestre deste ano e a conclusão será em cima da hora, no primeiro semestre de 2016. Além das obras de construção e reforma, o contrato prevê 10 meses de operação e, após os Jogos, seis meses para desmontagem das estruturas temporárias e adequações das instalações existentes.

A licitação da Região Sul, onde está localizado o Centro Nacional de Hipismo e que receberá as competições de hipismo CCE, saltos e adestramento, tem previsão de ser definida nos próximos dias, segundo a prefeitura do Rio.

Enfim uma boa notícia envolvendo o Complexo de Deodoro. Mas como um pouco de cautela não faz mal a ninguém, fica a dúvida: será que agora vai?

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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sexta-feira, 16 de maio de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 16:22

O ‘inesperado’ elogio da federação de hóquei ao Rio 2016

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“No geral, a mensagem que estamos passando é bastante positiva. Vimos um senso de urgência e uma dinâmica aqui, o que é bastante reconfortante. Acredito que nos foi demonstrado muito progresso e isso foi realmente positivo para nós”



Diante da enxurrada de críticas e cornetadas públicas que vários dirigentes de federações internacionais têm feito nas últimas semanas aos atrasos nas obras das Olimpíadas do Rio 2016 – a ponto de obrigar o COI a fazer uma espécie de intervenção no comitê organizador, colocando uma pessoa de sua confiança praticamente morando na capital carioca – causa espanto um comunicado emitido nesta sexta-feira pelo comitê Rio 2016 trazendo elogios dos representantes da IHF (sigla em inglês para Federação Internacional de Hóquei), elogiando os preparativos para as próximas Olimpíadas.

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

De acordo com o comunicado, o executivo-chefe da IHF, Kelly Fairweather, disse ter ficado bastante aliviado a respeito de uma atualização de informações a respeito das obras no Complexo de Deodoro, principal ponto de atraso nas obras para 2016 e que receberá as competições de hóquei durante os Jogos. “Tínhamos muitas perguntas, abordamos uma a uma e 95% delas foram respondidas, então eu considero que avançamos bem”, afirmou o dirigente.

É de fato espantoso que justamente o hóquei sobre grama, uma das modalidades que integra o complexo esportivo mais atraso para as Olimpíadas – a ponto de atrapalhar a programação de eventos-testes destes esportes – tenha feito tantos elogios a Deodoro. Mas justiça seja feita, após a definição das licitações no local, a tendência é que as obras comecem a correr de fato a partir de agora.

Só que dando uma pesquisada nos arquivos do blog, desconfio ter encontrado aqui uma das razões para que a IHF fizesse elogios às atrasadas obras olímpicas.

 

 

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quinta-feira, 15 de maio de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 15:49

Fiscalize os Jogos de 2016 em um clique

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Foi lançado nesta quinta-feira um portal que irá acompanhar todos os passos dos gastos das obras previstas para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Iniciativa dos tribunais de contas dos três poderes (União, Estado e Município), o Fiscaliza Rio 2016 (www.fiscalizario2016.gov.br) irá permitir que qualquer pessoa, inclusive no exterior (o portal tem versões em inglês e espanhol),  possa ficar por dentro dos gastos, execução de projetos, legado e notícias referentes aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O site pode ser acessado neste link.

Situação no canteiro de obras da Vila dos Atletas, em Jacarepaguá, em fevereiro de 2014

Situação no canteiro de obras da Vila dos Atletas, em Jacarepaguá, em fevereiro de 2014

E logo em seu lançamento, já traz alertas importantes. Chama a atenção, por exemplo, um dos artigos publicados, no qual o TCU “constatou riscos para a governança dos Jogos Rio 2016, após verificação da estrutura dos agentes envolvidos na gestão dos eventos”. Segundo o texto, entre os riscos encontrados na auditoria, está o de “após o fechamento das operações do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, os governos terem de realizar aportes significativos a fim de cobrir as obrigações assumidas pela entidade, com as conhecidas limitações do controle a posteriori, sobretudo em se tratando de empreendimentos temporários, os quais não deixam vestígios para aferição da sua efetiva realização”. O texto completo pode ser visto aqui.

O portal permitirá que o internauta acompanhe a atuação dos três Tribunais. O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), por exemplo, é o órgão responsável por fiscalizar ações que envolvem recursos estaduais, como por exemplo, as obras de mobilidade urbana de trem e metrô e da adequação do Parque Aquático Júlio Delamare.

Já o TCU (Tribunal de Contas da União) está centrado para ações realizadas com recursos da União e de instituições financeiras federais, como BNDES e CEF, acompanhando as obras de energia elétrica, as do Complexo Esportivo de Deodoro e do velódromo. O TCMRJ fiscaliza projetos executados com recursos dos cofres municipais, ou através de parcerias público-privadas, tais como as de insfraestrutura do Parque Olímpico.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:56

Ainda há tempo para salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em imagem de abril: COI resolveu por a mão na massa de vez

Antes de mais nada, é importante esclarecer que este blogueiro não defende partido A, B ou C. Ou seja, as críticas deste post dizem respeito apenas à maneira desastrada como os governantes deste país lidam e maltratam o esporte brasileiro e com tudo o que o cerca.

A atitude tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira, dia 10, quando decretou uma intervenção na organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, significa, em poucas e duras palavras, no maior vexame do Brasil desde que foi eleito para receber o mega evento, no já distante 2009.

Nunca, veja bem, nunca na história dos Jogos Olímpicos o COI precisou entrar em cena desta forma para assegurar que sua maior e mais badalada competição pudesse ser realizada. Nem Atenas e os conturbados Jogos de 2004 viveram algo semelhante.

>>> Relembre: Eduardo Paes diz que Rio 2016 deixará Barcelona “no chinelo”

O que o COI colocou perante à comunidade esportiva internacional foi a incompetência e falta de maturidade de dirigentes e políticos brasileiros para administrar e organizar um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos.

Fique claro também que esta análise não está contaminadas pelo famoso “Complexo de Vira-Latas” – argumento frequente daqueles que estão sempre vendo uma teoria da conspiração atrás de tudo -, mas apenas constata o quanto ainda somos despreparados para encarar uma tarefa complexa, extremamente cara e que precisa ser tocada desprovida de vaidades.

Por tudo isso, é de causar espanto as palavras do diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, em entrevista à Folha de S. Paulo desta última quinta, quando disse que as federações internacionais que reclamam dos atrasos às vezes exageram em suas solicitações. Como assim? É só dar uma rápida olhada no Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá 11 modalidades esportivas e cuja licitação das obras nem foi aprovada? E o que dizer da não divulgação da Matriz de Responsabilidade, que estipula as obrigações de cada um dos seus signatários (leia-se poderes Federal, Estadual e Municipal) para com a organização e realização dos Jogos, a pouco mais de dois anos para a abertura do evento?

Embora com palavras amáveis, o recado passado nesta quinta-feira por Thomas Bach, presidente do COI,  a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e até mesmo à presidente Dilma Roussef foi simples e direto: estamos assumindo para evitar um fiasco!

Não acredito em risco de mudança de sede. Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, sem dúvida. Mas ocorrerão com tudo feito às pressas e o sob vigilância constante do COI, com medo de novos atrasos. Se ainda há como salvar as Olimpíadas de um fracasso retumbante, o mesmo não se pode dizer da imagem do Brasil como organizador de um grande evento esportivo, irremediavelmente destruída depois deste 10 de abril.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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sábado, 9 de novembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:39

A 1.000 dias da abertura, Rio 2016 precisa de mais trabalho e menos festa

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Número 1.000 formado no Estádio Mangueirão, em Belém (PA),  por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Número 1.000. referente aos dias que faltam parao Rio 2016, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), formado por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Todo mundo adora uma efeméride. Se for com data redonda, então, aí é que a festa fica completa. Isto posto, é natural todo o barulho que está sendo feito neste sábado, quando faltam exatos 1.000 dias para a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Mas, a despeito da bonita foto comemorativa divulgada pelo comitê organizador dos Jogos (só não entendi direito o fato de ter sido feita no Mangueirão, em Belém, e não no Maracanã, por exemplo), o momento atual pede mais trabalho e menos festa.

Como bem lembrado por ótima reportagem do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, o orçamento final dos Jogos de 2016 ainda não foi definido! Orçados em R$ 28 bilhões quando a candidatura brasileira venceu a eleição, em 2009, ele ainda não teve seus números definitivos anunciados. Só como comparação, os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 anunciaram o orçamento definitivo (R$ 37 bilhões) em 2007, dois anos antes do tal prazo dos 1.000 dias.

O Rio 2016 precisa ainda no tempo que resta para a abertura oficial acelerar (e muito) obras importantes. O ponto mais delicado nesta operação olímpico é o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade significativa de m0dalidades, como esgrima, pentatlo moderno, hipismo (saltos, CCE e adestramento), ciclismo BMX e mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom. A licitação das obras nem foi feita ainda e a inauguração será somente no primeiro semestre de 2016.

E no próprio Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, há importantes instalações cujas obras nem saíram do papel, como a arena de handebol (que está em fase de licitação), que deve ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, e o centro aquático (com licitação prevista para ocorrer em 2014), que precisa estar erguido até o primeiro trimestre de 2016.

É muita coisa pra pouco tempo, convenhamos.

Isso tudo só torna as tolas bravatas de Eduardo Paes, ao dizer que o Rio deixará Barcelona 1992 no chinelo, ainda mais patéticas.

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