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quinta-feira, 23 de abril de 2015 Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Rola pelo mundo | 19:22

COI prepara o lançamento da TV Olímpica

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Flickr/COI

A ideia da criação de uma TV Olímpica é defendida há tempos por Thomas Bach

Imagine você, fã ardoroso de esportes olímpicos, se tivesse à disposição um canal de televisão que transmita notícias e eventos ligados às Olimpíadas ou de suas respectivas modalidades, 24 horas por dia. Utopia? Bem, saiba que tal canal está muito perto de ser colocado no ar. Nesta semana, o COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou que seu canal olímpico de TV será lançado até abril do ano que vem. O anúncio foi feito por Yiannis Exarchos, chefe executivo do serviço de radiodifusão da entidade, departamento que é responsável pela negociação dos direitos de transmissão para todo o planeta dos eventos olímpicos.

A ideia de se criar uma plataforma permanente para divulgação de seus eventos, sem depender da negociação de direitos ou grades de programação das emissoras de cada país é uma das primeiras plataformas de governo do presidente do COI, Thomas Bach.  Este novo canal era citado como uma das formas de ampliação dos ideais olímpicos durante o lançamento da Agenda 20 + 20, no final de 2014, considerada pelo próprio Bach como fundamental para a renovação do próprio COI.

Não será um canal de TV tradicional, contudo. Num momento inicial, o canal olímpico está disponível somente para dispositivos móveis (tablets e smarthphones) e terá sua estação principal com sede na cidade de Madri (Espanha), enquanto o departamento comercial ficará baseado em Lausanne (Suíça), sede do COI. O projeto vem sendo desenvolvido ao logo dos últimos sete anos e tem um custo estimado de US$ 478 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).

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Os primeiros testes da TV Olímpica começarão em janeiro do ano que vem e o lançamento deve ficar entre os meses de abril ou maio de 2016, ou seja, às vésperas das Olimpíadas do Rio. A intenção é produzir uma programação de 24h com noticiários, transmissão de eventos qualificatórios olímpicos ou campeonatos mundiais das federações internacionais ligadas ao COI. O novo canal não deverá, contudo, transmitir competições dos Jogos Olímpicos (verão, inverno e da juventude).

Embora o lançamento da TV Olímpica tenha sido aprovada por unanimidade pelos 104 membros da Assembleia Geral do COI no último final de semana, durante a convenção SportAccord, em Sochi, na Rússia, encontra alguma resistência dentro do movimento olímpico. Alguns dirigentes de federações esportivas criticam o investimento na nova plataforma e acham que a verba deveria ser  destinada para o desenvolvimento do esporte.

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quarta-feira, 4 de março de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas | 09:05

Baia de Guanabara perde a guerra contra a poluição. Azar das Olimpíadas

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Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Parece que foi até de propósito, mas o governo do Rio de Janeiro esperou a comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) e mesmo o próprio presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, irem embora do Brasil para anunciar aquela que pode ser considerada desde já a maior derrota das Olimpíadas de 2016.

Nesta terça-feira, a secretaria estadual do Meio Ambiente do Rio disse que vai suspender a estratégia de limpeza do espelho d’água da Baia de Guanabara. Dias antes, o governo do Rio já tinha assumido que não cumpriria a meta estabelecida na proposta de candidatura da cidade, que iria despoluir 80% das águas do local, que receberá as provas de vela durante os Jogos. O sistema que estava sendo implantado era o da utilização de ecobarcos e ecobarreiras, como forma de barrar a entrada de lixo e retirar o que já infesta as águas, mininizando os efeitos que isso poderia fazer em uma competição olímpica.

Leia mais sobre a Baia de Guanabara no Rio 2016

A estratégia era apontada, desde o início da preparação olímpica, como fundamental para atingir a tal meta de 80% de despoluição. É claro que com o tempo, os ecobarcos e as ecobarreiras mostraram-se tímidos demais para o desafio, a ponto do próprio governador Luiz Fernando Pezão ter assumido que o número proposto não será atingido até 2016 e acertou um novo patamar com o COI. O número não foi divulgado.

Pior do que o vexame de ver a estratégia naufragar, foi a própria explicação do secretário do Meio Ambiente, Antonio da Hora, para justificar a suspensão da limpeza da Baia de Guanabara. “Do jeito que estão, os ecobarcos são para inglês ver. Qualquer gestor responsável para evitar o uso ineficiente dos recursos públicos faria um freio na arrumação”, afirmou. Ainda assim, os ecobarcos conseguiram retirar 430 toneladas de lixo da Baia de Guanabara no ano passado, enquanto as ecobarreiras impediram a entrada de 2.177 toneladas de detritos nas águas, entre janeiro e dezembro de 2014.

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Se já recebia críticas dos velejadores, especialmente os estrangeiros, é de se esperar o que a notícia da suspensão do programa causará na comunidade da vela. As críticas fortes partem até mesmo de brasileiros, como já fizeram Martine Grael e Ricardo Winicki, postando fotos com imagens constrangedoras da poluição nas águas da Baia de Guanabara, alertando para o risco de prejudicar as disputas olímpicas. O governo promete a implantação de um novo projeto de operação das ecobarreiras, sem dar detalhes do funcionamento e implantação. Em agosto, é bom lembrar, haverá mais um evento-teste da vela na Baia de Guanabara.

Vai dar tempo de evitar um novo vexame?

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sábado, 28 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:33

COI é alvo em protesto aos Jogos de Rio 2016. Acabou a paz?

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Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado, no Rio (crédito: Agência Brasil)

Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado (foto: Agência Brasil)

O clima de declarações amáveis, elogios ao ritmo das obras e de esperança do engajamento do povo em relação às Olimpíadas de 2016 marcaram a semana de mais uma vistoria da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro. Este sábado (28), no último dia da visita a história foi bem diferente. É impossível que os dirigentes tenham ficado alheios ao ato de protesto promovido por grupos de ambientalistas contrários às obras de construção do campo de golfe e da reforma da Marina da Glória, ponto de apoio para a disputa da competição de vela nas Olimpíadas, em um hotel na zona sul da cidade, onde eles estavam reunidos.

E se teve alguém que viu de perto que existe gente no Brasil (em particular, no Rio de Janeiro) nem um pouco satisfeita com a realização das Olimpíadas, esse é o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach. Ele até tentou dialogar com alguns manifestantes, mas ao ser chamado de “assassin0 da ecologia” por eles, viu que era melhor bater em retirada. E entrou para a segurança do hotel, onde o comitê executivo se reunia e também local de uma entrevista coletiva que o próprio Bach daria aos jornalistas.

É bom o COI começar a se acostumar com atos assim. A Fifa, durante a Copa das Confederações em 2013, e mesmo em alguns momentos da Copa 2014, passou por  situações semelhantes. Não tenho dúvida de que a maior parte do povo ainda apoia a realização a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, mas não dá para negar que existe uma parcela considerável da população inconformada com obras feitas em reservas ambientais, como o campo de golfe, candidatíssimo a se tornar um belo elefante branco após os Jogos.

Na prática, os cartolas do COI acabaram conhecendo neste sábado um velho jargão usado por algumas torcidas de futebol: “Acabou a paz”

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 08:48

Eduardo Paes x Thomas Bach: quem fala a verdade?

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

“Eu odeio ter feito este campo de golfe. Para mim, não teria feito nunca”

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, aos jornalistas nesta terça-feira, justificando a construção do campo de Marapendi, alvo de críticas de ambientalistas e ações na Justiça. Paes disse que por ele aproveitaria os campos do Gávea Golf ou Itanhangá para o torneio olímpico de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

“Fico um pouco surpreso com isso, porque o prefeito estava realmente pressionando para a construção deste campo”

Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), durante sabatina de estudantes universitários do Rio nesta quarta-feira, ao saber das declarações de Paes

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:08

Segurança no Rio 2016 será feita por agentes públicos

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Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca

Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca, como preparativo para as Olimpíadas de 2016 (Foto: AP)

No início de mais uma visita de inspeção do COI ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, os organizadores apresentaram nesta segunda-feira, como proposta para o plano de segurança do evento, a utilização de agentes públicos nas arenas esportivas, ao invés de agentes privados, como foi feito na última Copa do Mundo. A sugestão também tem como objetivo evitar contratempos como o que ocorreu às vésperas da abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, quando a empresa de segurança contratada teve problemas financeiros e não pôde realizar o serviço. Com isso, militares foram chamados de última hora para cuidar da segurança patrimonial dos Jogos.

“Podem ser tanto militares da ativa como aposentados… ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança. Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan  do Rio 2007, usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos”, afirmou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte, à agência Reuters.

A sugestão apresentada ao COI nesta segunda-feira tem primeiro um objetivo de evitar gastos extras, pois estariam sendo utilizadas forças regulares que já estão no orçamento das três esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal) envolvidas na organização. Além disso, esta equipe teria uma qualificação a dos agentes privados, os chamados “stewards”, que trabalharam nos 12 estádios da Copa 2014.

A segurança patrimonial dos Jogos Olímpicos inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Na entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (25), a comissão de avaliação do COI deverá se manifestar a respeito da proposta apresentada pelo governo e pelos organizadores do Rio 2016.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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domingo, 7 de dezembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:12

Conforme-se: você irá dormir muito pouco no Rio 2016

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O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

A confirmação por parte do COI (Comitê Olímpico Internacional), na última sexta-feira, de que o vôlei de praia será o mais novo esporte com horários esdrúxulos no programa de provas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, só confirma uma tendência:  as próximas Olimpíadas serão apropriadas para os notívagos. Prepare-se para ter poucas horas de sono daqui a dois anos.

O comitê executivo do COI anunciou durante a reunião preliminar para a abertura da 127ª Assembleia Geral, em Monaco, que algumas partidas do torneio olímpico de vôlei de praia começarão após a meia-noite, horário do Rio de Janeiro. A natação já havia sido a primeira modalidade a confirmar que seu programa de provas teria um horário diferenciado, com as finais começando a partir das 22h (na prática, não terminando antes da 0h). O atletismo também terá finais realizadas em horários pouco usuais, com pelo menos 13 eventos definindo seus campeões no período da manhã, algo que não ocorria desde as Olimpíadas de 1988, em Seul.

Tudo isso tem apenas um motivo: interesse da televisão. A rede americana NBC, que pagou milhões de dólares pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos ao COI, bateu o pé e fez valer o seu direito de escolher que as modalidades esportivas que tenham mais audiência nos EUA sejam transmitidas no horário nobre. E neste caso, manda quem paga a conta. Azar dos atletas e dos torcedores, que terão que invadir a madrugada para acompanhar as competições.

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>>> Atletismo irá acordar cedo nos Jogos do Rio
>>> Natação no ritmo de ‘sessão coruja”para a Rio 2016

Como bem disse o porta-voz do COI, Mark Adams, não será a primeira vez que as Olimpíadas terá finais no final da noite. “O calendário tem que funcionar em todo o mundo, para dar melhor visibilidade aos Jogos”, disse Adams, lembrando que o planejamento final de competições ainda precisa ser aprovado oficialmente pelo COI, mas foi aceito nesta configuração.

Mas nem todo mundo parece estar feliz com essa decisão do Comitê Olímpico em atender aos interesses da TV americana. John Coates, vice-presidente do comitê olímpico australiano e vice-presidente do próprio COI, chegou a classificar em novembro como “demanda irracional” colocar os atletas para nadarem no final da noite.

Por questão de justiça, é bom dizer que nas Olimpíadas de Londres 2012 o vôlei de praia também terminava bem tarde. Só que no caso do Rio 2016, há um “pequeno” agravante. Como a programação reservará para começar à meia-noite as partidas mais importantes do dia, estas invariavelmente envolverão atletas dos EUA e do Brasil, as principais forças da modalidade. E restará ao torcedor, ao final de um jornada que certamente não acabará antes da 1h da madrugada do dia seguinte, contar com a eficiência do sistema de transporte público.

Em Londres, tudo funcionou perfeitamente. E no Rio, como será?

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 18:41

Começa encontro que mudará a história das Olimpíadas

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Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

A partir desta final de semana, com a abertura da 127ª Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Monaco, a história das Olimpíadas irá começar a mudar. Os cartolas tradicionalistas que comandam o movimento olímpico mundial começarão a colocar em votação as 40 propostas apresentadas mês passado pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, que compõe a chamada “Agenda 20+20”,.

Na prática, o que Bach pretende com o seu “pacotão olímpico” é modernizar os Jogos de verão e inverno e torná-los um evento mais próximo do interesse do grande público e também da realidade econômica de todos os países que sonham organizá-los. O COI percebeu, com a queda no interesse de cidades em se candidatarem a receber o mega-evento, que é preciso criar alternativas que não impliquem apenas em gastar bilhões de dólares para organizar uma competição esportiva, sem qualquer preocupação com o chamado legado olímpico.

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Como explicou um integrante da Assembleia do COI ao blog, os primeiros dias do congresso serão reservados a reuniões do comitê executivo da entidade, que começou nesta sexta-feira, onde serão alinhavados entre os integrantes da cúpula olímpica os detalhes da agenda do evento, que tem a votação das novas propostas como ponto principal.

Só a partir da próxima segunda, dia 8, é que os membros do COI poderão de fato debater e votar os itens da “Agenda 20+20”. E logo no primeiro dia, serão votodos os pontos mais importantes: a proposta de tornar as candidaturas olímpicas mais simples (propostas 1, 2 e 3), as alterações no programa esportivo olímpico, de forma a torná-lo mais flexível (o que interessa particularmente aos organizadores de Tóquio 2020, para a inclusão do beisebol e softbol) e também a cláusula do princípio da não discriminação para as cidades que receberão os Jogos Olímpicos, com a inclusão da referência à preferência sexual.

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Mas como bem me lembrou o integrante da Assembleia do COI, alguns dos itens da “Agenda 20+20” correm até o risco de não serem aprovados em Monaco, caso não se chegue a um consenso.

 

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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:46

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

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Thomas Bach conversa com um grupo de atletas olímpicos na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

Thomas Bach conversa com um grupo de atletas na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

A imagem despojada e simpática de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), conversando ao lado de diversos atletas nesta terça-feira na sede do Museu Olímpico, antes de anunciar as propostas de mudança para a organização dos Jogos Olímpicos, é emblemática. Por trás deste ar de bate-papo em um café suíço estava a preocupação de Bach em mostrar ao seus interlocutores  a necessidade de aprovar boa parte das 40 mudanças propostas para a chamada “Agenda 20+20”, que visa modernizar e tornar mais sustentáveis os próximos Jogos Olímpicos, de verão e inverno.

Pelo teor apresentado nas propostas, o recado foi claro: ou o COI muda ou corre o sério risco de ver sua joia da coroa (as Olimpíadas) ser destruída.

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>>> COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Para quem acha que isso é uma previsão exageradamente catastrofista, pego como exemplo apenas uma das recomendações anunciadas por Bach e que serão votadas na próxima Asssembleia Geral do COI, em dezembro, em Monaco: a das sedes dos Jogos compartilhadas. “Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros”, disse Bach. Mais detalhes sobre as recomendações do COI você pode checar aqui e aqui (em inglês)

O sinal dado pelo COI foi claro. É preciso reduzir custos, tornar os Jogos mais sustentáveis, porque a situação caminha para ficar inviável a futuras cidades que desejem receber as Olimpíadas. Uma das frases de Thomas Bach na entrevista coletiva desta terça-feira comprova isso. “Agora chegou a hora das mudanças”.

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