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Posts com a Tag COB

domingo, 30 de outubro de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:12

Análise do COB sobre o Pan 2011 traz uma meia-verdade

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Marcus Vinícius Freire, superintendente do COB, na coletiva de balanço do Pan 2011

Contra números não há argumentos, dizem por aí. E o que ficará registrado nos livros das estatísticas dos Jogos Pan-Americanos é que o  Brasil realizou em Guadalajara sua melhor campanha, sem levar em conta a competição realizada no Rio de Janeiro, em 2007, quando o fato de ser a sede do evento traz inúmeras vantagens (logísticas, torcida e até arbitragem) ao anfitrião.  As 48 medalhas de ouro (e 141 no total) deixaram o Brasil na terceira colocação no quadro final de medalhas, atrás somente de EUA e Cuba, assegurando aos brasileiros a condição de terceira força esportiva nas Américas. Ao menos em Pan-Americanos.

Até aí, tudo bem. O problema começa quando os dirigentes do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pegam estes mesmos números e começam a fazer interpretações, digamos, mais generosas do que deveriam fazer. Foi o que fez o superintendente executivo de esportes da entidade, Marcus Vinícius Freire, neste domingo, na tradicional coletiva que o COB realiza sempre após Olimpíadas e Pans, para fazer um balanço da participação brasileira.

E quando comemorava o fato do Brasil ter feito seu melhor Pan-Americano fora de casa, disparou a seguinte frase, apontando para um gráfico preparado especialmente para a coletiva. “Tivemos o melhor resultado em Jogos Pan-Americanos fora de casa e consolidamos nosso patamar de Top 3 nas Américas, o que está completamente dentro da expectativa. Cuba está em uma tendência de queda”, afirmou Freire.

Trata-se de uma meia-verdade, no meu ponto de vista. A apresentação do COB também colocava o Canadá numa curva descendente em termos de conquista de medalhas, comparando Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Guadalajara 2011. Mas não foi  dito por nenhum dirigente do COB que Cuba admitiu publicamente que enviaria menos atletas a Guadalajara, seja por questões econômicas, seja para realizar uma melhor preparação visando as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Da mesma forma, o Canadá também não apresentou-se com sua força máxima em várias modalidades.

Deve-se exaltar sim a boa participação do Brasil, como a realizada em Guadalajara, mas sem se deixar  enganar por resultados superdimensionados que um Pan-Americano pode trazer.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Almanaque, Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:03

Hugo Hoyama, o samurai highlander

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O mesa-tenista Hugo Hoyama, que foi homenageado pelo COB e será o porta-bandeira do Brasil

Bacana a homenagem prestada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ao interminável mesa-tenista brasileiro Hugo Hoyama, anunciado nesta quarta-feira como o porta-bandeira da delegação do Brasil no desfile de abertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam nesta sexta-feira.

Se não conseguiu alcançar um patamar mais importante ao longo de sua carreira em termos olímpicos, é no Pan-Americano que Hoyama tornou-se uma figura marcante. Aos 42 anos, o atleta paulista é simplesmente o maior ganhador de medalhas de ouro na história do Brasil na competição (nove), nas modalidades individual, duplas e equipe.

Além disso, caminha para igualar mais uma marca importante: completará sua sétima participação no Pan, repetindo o feito do atirador Durval Guimarães, que participou entre 1963 e 95. A diferença é que Hoyama caminha para seu sétimo Pan consecutivo. Definitivamente, não é para qualquer um.

Não sei se Hugo Hoyama se inspira no famoso personagem Connor MacLeod, interpretado no cinema por Christopher Lambert no filme “Highlander”, um guerreiro escocês que se torna imortal desde 1536, quando foi ferido numa batalha, mas ressuscitou.  O risco é se Hoyama se animar com esta história e tentar emplacar sua presença também no Pan de Toronto, nos Jogos de 2015. Vai complicar a vida da turma que atualiza o media guide do COB…

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sábado, 8 de outubro de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

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O baiano Everton Lopes fez história para o boxe brasileiro no Azerbaijão

O incrível e inédito feito do baiano Everton Lopes, que conquistou neste sábado a primeira medalha de ouro na história do boxe amador do Brasil, ao derrotar o ucraniano Denys Berinchyc na final da categoria meio médio ligeiro (até 64 kg), em Baku (Azerbaijão), tem um significado ainda maior para o próprio esporte brasileiro.

Na prática, a vitória de Lopes – como já havia sido com Fabiana Beltrame, ouro no Mundial de remo – mostrou que é possível fazer um trabalho sério e vencedor sem depender apenas das verbas oficiais distribuídas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), graças ao dinheiro das loterias, pela Lei Agnelo/Piva.

O boxe brasileiro faz parte, ao lado do remo, taekwondo, levantamento de peso e esgrima, de um projeto paralelo de investimento no esporte olímpico e também de base da Petrobras, o Esporte e Cidadania, que investirá R$ 256 milhões nestas modalidades visando resultados nas Olimpíadas de 2016, no Rio. Algo que não depende do repasse de verbas do COB – o que significa grande independência, politicamente falando – além de ser um projeto cujo o destino do dinheiro será para o atleta, apenas ele, sem risco de se perder pelo caminho, se é que vocês me entendem…

Administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pela ex-armadora da seleção feminina de basquete Magic Paula, o projeto exige que as confederações destas cinco modalidades expliquem de forma detalhada a forma com que irão usar o dinheiro, seja em viagens de treinamento, participação em competições internacionais e por aí vai. Só então a verba é liberada pelo Passe de Mágica, que ainda pede para as confederações uma detalhada prestação de contas.

O resultado já começa a aparecer. As conquistas de Fabiana Beltrame e Éverton Lopes, além de bons resultados internacionais recentes na esgrima e taekwondo (que inclusive já garantiu o lutador Diogo Silva nas Olimpíadas de Londres, em 2012) mostram que há vida além da dependência das verbas oficiais distribuídas pelo COB para o esporte brasileiro. Basta querer.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:34

Atletismo inicia aclimatação do Brasil para o Pan 2011

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Estádio Omnilife, onde serão realizadas as cerimônia de abertura e encerramento do Pan 2011

Estádio Omnilife, onde serão realizadas as cerimônias de abertura e encerramento do Pan 2011

Para o Brasil, os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara começam para valer a partir desta segunda-feira. De acordo com programação divulgada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), nesta data estará chegando ao Centro de Treinamento de Altitude de La Loma, em San Luis Potosí, o primeiro grupo de atletas para iniciar o período de aclimatação no México. E serão do atletismo os primeiros representantes brasileiros dando a largada para a preparação visando o Pan, cuja cerimônia de abertura será realizada no dia 14 de outubro, no Estádio Omnilife, em Guadalajara.

Potosí tem uma altitude de 1.900m e está localizada a 325km de distância de Guadalajara. O centro de treinamento de La Loma receberá também as equipes de natação, taekwondo e triatlo. Grupos de atletas brasileiros estarão chegando a La Loma até o dia 24 de outubro, na semana final do Pan-Americano.

Em Guadalajara, que concentrará a maioria absoluta das competições do Pan 2011, as primeiras equipes brasileiras que chegarão serão as do tênis de mesa e handebol feminino, no dia 7 de outubro.

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sábado, 17 de setembro de 2011 Pan-Americano, Uniformes | 10:02

Veja as fotos dos uniformes do Brasil no Pan 2011

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Nesta sexta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou o lançamento dos uniformes que a delegação do Brasil irá usar nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a partir de 14 de outubro. E com a presença de atletas de sete modalidades – Cesar Castro (saltos ornamentais), Sheila e Fabi (vôlei), Rafaela Silva (judô), Marina Canetti (polo aquático), Izaquias Queiroz (canoagem), Barbara Leôncio (atletismo) e Patrícia Freitas (vela) – foram exibidas algumas das 66 mil peças fabricadas pela Olympikus, fornecedora oficial de material esportivo do COB.

Com exceção do uniforme de desfile, para variar carnavalesco demais, pode-se dizer que o Brasil estará bem vestido no Pan 2011. mas sobre o tema, o colega colunista no iG Esporte, o ex-nadador Rogério Romero, fez um ótimo post sobre o tema, com a visão do atleta a respeito do dilema que ocorre entre o comitê olímpico e as confederações, que muitas vezes têm fornecedores diferentes. Sem esquecer os atletas que possuem patrocinador pessoal de material esportivo.

Vejam abaixo algumas fotos do desfile de apresentação dos uniformes do Brasil em Guadalajara:


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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Com a palavra, Isso é Brasil, Pan-Americano | 17:01

Brasil aprova obras do Pan de Guadalajara. Mas e os atrasos?

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“Está tudo correndo bem, dentro dos prazos previstos pelo COPAG, o que reforça a nossa confiança de que teremos uma boa edição dos Jogos Pan-Americanos”


Bernard Rajzman, chefe de missão do Brasil para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam no dia 14 de outubro, após o encerramento da visita de inspeção que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) fez à cidade mexicana, encerrada nesta quinta-feira, ao lado de outras nove delegações.

O engraçado é o Brasil ter referendado as condições em que se encontram as obras do Pan, que tem um atraso inacreditável na construção da Vila Pan-Americana ou então no estádio de atletismo, entre outras obras que também se encontram foram do prazo.

Talvez a avaliação compreensiva de Bernard seja pelo fato de o Brasil ter passado pelo mesmo sufoco, às vésperas do Pan de 2007, no Rio, quando os cofres públicos do governo brasileiro salvaram o país de um belo vexame.

Verdadeiro conhecimento de causa.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 18:07

Paes comemora título do Vasco e põe Nuzman em "saia-justa"

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Integrantes da comissão do COI, com Paes, Nuzman e as camisas do Vasco

Ainda comemorando a conquista da Copa do Brasil pelo Vasco da Gama, nesta quarta-feira,  o prefeito do Rio, Eduardo Paes, resolveu extravasar a alegria. Vascaíno fanático, ele resolveu presentear dois dos principais integrantes da comissão de vistoria do COI (Comiitê Olímpico Internacional) com camisas personalizadas do clube vascaíno. Os dirigentes do COI estão na cidade esta semana para vistoriar as obras das Olimpíadas de 2016.

Mas não contente em entregar duas camisas para Gilbert Felli e Nawal El Moutawake, principais dirigentes da missão do COI ao Brasil, Paes ainda “tirou um sarro” de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também lhe deu uma camisa do Vasco de presente. O problema é que o cartola é conhecido por sua estreita ligação com o Fluminense, clube pelo qual é torcedor e onde atuou na época em que era jogador de vôlei.

O sorriso amarelo de Nuzman segurando a camisa do rival mostra o quanto ele gostou do presente…

Veja também:

Presenteados com camisa do Vasco, membros do COI elogiam Jogos

Que moleza para o COI, hein?

E se a luz acabar na cerimônia de abertura?

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quinta-feira, 12 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 13:15

Que moleza para o COI, hein?

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Incrível o revelado na edição da última quarta-feira de “O Estado de S. Paulo”, em reportagem assinada por Wilson Tosta, a respeito do contrato assinado entre o COI (Comitê Olímpico Internacional) e a cidade do Rio de Janeiro, para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Em poucas palavras, o COI tem todas as vantagens, enquanto os governantes cariocas e o comitê organizador só tem deveres.

Entre os pontos abordados pela reportagem do “Estadão”, o que chama mais a atenção é sobre a cláusula em que fica claro que o COI ficará isento até de possíveis ações na Justiça. “A Cidade, o CON  [denominação do COB, Comitê Olímpico Brasileiro ] e o COJ [o Co-Rio] abdicam aqui a aplicação de qualquer provisão legal sob as quais possam reivindicar imunidade contra ações legais, arbitragem ou outros procedimentos legais (I) introduzidos pelo COI, (II) introduzidos por terceiros contra o COI… Essa renúncia se aplica não apenas à jurisdição, mas também ao reconhecimento e aplicação de qualquer julgamento, decisão ou concessão de arbitragem”, diz a cláusula 79.

O contrato, assinado em Copenhague pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, em 2/10/2009 – data em que a cidade carioca ganhou o direito de sediar as Olimpíadas de 2016 – tem outras cláusulas “leoninas”, como dar ao COI o direito de cancelar os Jogos unilateralmente, sem que nem mesmo o governo brasileiro possa recorrer judicialmente da decisão.

Por mais que este seja um contrato padrão utilizado, não deixa de assustar que se aceite tudo, sem nada questionar, pelo fato de estarmos  sendo “honrados” com a  escolha para organizar um megaevento esportivo. Nem sempre os fins justificam os meios.

Veja tembém:

E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

Aprovação da Autoridade Pública Olímpica para a Rio-16: uma boa e uma má notícia

E as confusões envolvendo o Pan-2007 não acabam…

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:06

Hóquei brasileiro precisa mais do que acordos

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Presidente do COB, Carlos Nuzman, comemora acordo de cooperação com a FIH. Mas será que isso basta?

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciou nesta terça-feira um acordo de cooperação com a FIH (Federação Internacional de Hóquei) para o desenvolvimento da modalidade no Brasil. Segundo nota divulgada pelo COB, um planejamento elaborado entre a entidade, a FIH e a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei na Grama) tem como principal objetivo “inserir o hóquei sobre grama do Brasil nas principais competições internacionais a fim de proporcionar maior experiência para a modalidade”.

Muito bem. É claro que se deve louvar a intenção do COB em tentar desenvolver um esporte que praticamente não existe no país, especialmente se levarmos em conta que todos os países que organizam competições poliesportivas (como Olimpíadas e Pan-Americanos) participam de todas as modalidades. E se tem algo que o Brasil necessita urgentemente é aprender a jogar hóquei na grama.

Só assim, com muito aprendizado, a seleção brasileira da modalidade irá escapar de vexames como os protagonizados no Pan-Americano do Rio, em 2007. Na ocasião, a seleção masculina cumpriu uma campanha bisonha, com cinco derrotas em cinco partidas disputadas, sofrendo 57 gols e marcando somente um. E ainda conseguiu levar um 8 a 0 das Antilhas Holandesas, que pasmem, estão atrás do Brasil no ranking mundial (46º na última lista, enquanto os brasileiros ocupam “orgulhosamente” a 38ª).

É muito bonito políticos e cartolas ficarem alardeando aos quatro ventos que o Brasil está caminhando para se transformar numa potência olímpica. Eu não acho isso, muito pelo contrário. E a própria situação de penúria do hóquei de grama nacional confirma isso. Há muito trabalho pela frente.

Não será apenas assinando um simpático acordo de cooperação com a FIH que irá mudar esta situação a curto prazo. E se bobear, nem a médio prazo.

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sábado, 26 de março de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 07:38

Dois pesos e duas medidas

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Lourival do Nascimento Libaneo disputou em 15 de agosto de 2010 a prova “10 Milhas Garoto”, na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Só que ele não competiu “limpo’, ou seja, estava dopado, tanto que foi flagrado pelo exame antidoping, pelo uso da substância Menfertamina.

Suspenso preventivamente pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Libaneo apresentou suas justificativas, que não foram aceitas pela entidade.  O atleta abriu mão do direito de fazer a análise da contraprova (Amostra B). Na última quinta-feira, foi julgado pela Comissão Disciplinar Nacional da CBAt e pegou dois anos de suspensão.

Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Agora, vejamos o caso de Geisa Arcanjo. A arremessadora de peso paulista, de apenas 18 anos, ganhou as manchetes duas vezes em 2010: a primeira, por ter conquistado uma inédita medalha ouro feminina para o Brasil no Mundial juvenil, realizado no Canadá; a segunda, por ter sido flagrada no exame antidoping, feito no dia da prova, pelo uso da substância Hidroclorotiazida.

Geisa perdeu a medalha de ouro e foi suspensa preventivamente. Só que ao contrário de Lourival Libaneo, teve um final feliz. Seu caso foi julgado dois dias antes pelo tribunal da CBAt e a atleta levou a pena mínima e recebeu apenas uma advertência. Sim, levou uma bela bronca e está liberada para competir, possivelmente até mesmo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

O atletismo brasileiro vem sofrendo com os inúmeros casos de doping há anos. O seu pior momento foi em 2009, às vésperas do Mundial de Berlim, quando um escândalo envolvendo a equipe de velocistas da equipe Rede, de Bragança Paulista, que culminou com a suspensão de cinco atletas e a eliminação dos técnicos Jayme Netto e Inaldo Sena do esporte. Outros vários casos vem ocorrendo, boa parte em provas de rua, o que mostra que a entidade está muito longe de vencer a guerra contra o doping.

Aí, eis que surgem dois casos como os de Geisa e Lourival Libaneo, com decisões opostas. A CBAt usou critérios diferentes e fez uma grande lambança. Doping é doping! Não importa que a atleta utilizou uma substância para emagrecer e garantiu que não tinha a intenção de melhorar sua performance.

Como diz o advogado e blogueiro Alberto Murray, ex-integrante da assembleia geral do COB e do CAS (Corte Arbitral do Esporte), os dirigentes da CBAt preferiram passar a mão na cabeça de Geisa Arcanjo, ao invés de aplicar a punição devida (dois anos de gancho), e assim poupar um dos raros talentos que surgiram nos últimos anos.

Neste caso, a CBAt pisou na bola. E feio.

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