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Posts com a Tag COB

quarta-feira, 28 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:35

Brasileiros farão aclimatação em dez países antes de Londres

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Foto com ilustração da piscina do Crystal Palace, que será o CT brasileiro em Londres

Nesta quarta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) detalhou os planos da preparação do Brasil para as Olimpíadas de Londres 2012. Plano bastante minucioso e repleto de detalhes, pelo que foi visto na apresentação do superintendente executivo da entidade, Marcus Vinícius Freire. O cartola, por sinal, fez questão de não criar expectativa para resultados extraordinários em Londres, dizendo inclusive que espera um número total de medalhas idêntico ao de Pequim 2008 (15 no total).

Mas a principal novidade na apresentação do dirigente foi a confirmação dos locais de aclimatação de algumas modalidades, antes da abertura oficial dos jogos, dia 27 de julho. No total, os atletas brasileiros passarão por 10 países antes de entrarem na Vila Olímpica de Londres.

Confira abaixo o local de aclimatação de algumas modalidades, já definido pelo COB (lembrando que em Londres, a delegação brasileira contará com um centro de treinamento exclusivo, em Crystal Palace):

  • Judô e boxe – Sheffield (Inglaterra)
  • Ginástica artística feminina – Ipswich (Inglaterra)
  • Ginástica artística masculina – Ghent (Bélgica)
  • Basquete – EUA (cidade a definir) e Europa (país a definir)
  • Handebol feminino – Holanda (cidade a definir)
  • Atletismo/saltos verticais – Fórnia (Itália); saltos horizontais – Madri (Espanha)
  • Triatlo – Portugal (cidade a definir)
  • Pentatlo moderno – Itália (cidade a definir)
  • Tiro esportivo – França (cidade a definir)
  • Taekwondo – Croácia (cidade a definir)
  • Vôlei masculino – França (cidade a definir)
  • Tênis de mesa – França (cidade a definir)
  • Hipismo adestramento – Alemanha (cidade a definir)
  • Hipismo saltos – Bélgica (cidade a definir)
  • Esgrima – Itália (cidade a definir)
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domingo, 11 de março de 2012 Almanaque, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 23:23

Magic Paula para a presidência do COB!

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Magic Paula foi uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado de Hortência

Este domingo, 11 de março, representou uma data histórica para o esporte brasileiro. Foi neste domingo que Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, completou 50 anos de idade. Uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado da Rainha Hortência (além de uma das melhores do mundo em todos os tempos), Paula teve participação fundamental em três momentos marcantes nas quadras: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana 1991; o título mundial na Austrália, em 1994; e a medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta 1996.

Mas Paula continua brilhando longe do basquete. Diretora do Instituto Passe de Mágica, comanda o Projeto Petrobras, que apoia cinco modalidades (remo, taekwondo, boxe, esgrima e levantamento de peso) com investimentos que chegam direto aos atletas destas entidades, sem passar pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), custeando períodos de treinamento e participação em competições internacionais.

Veja também: A estranha “meritocracia” do COB

Se tudo isso já não bastasse, Paula continua mostrando as mesmas opiniões fortes e sem papas na língua, como fazia nos tempos de jogadora. E a experiência de gestora esportiva – comandou durante um bom tempo o Centro Olímpico de São Paulo – serviu para tornar as colocações de Magic Paula cada vez mais cirúrgicas, apontando sem medo e com fortes argumentos para os problemas na estrutura ainda problemática no esporte brasileiro.

Como fez em uma recente entrevista à revista Isto É, publicada no final de fevereiro: “Existem feudos no esporte brasileiro. A gente não admite que tenha gente fazendo um trabalho melhor do que o nosso. No esporte, a gente tem de ser mais humilde. Falta humildade de a gente sentar junto e construir. Mas, quando alguém propõe algo, pensa-se que se quer fazer ingerência, que se quer tomar o poder. A vaidade é algo muito presente na política esportiva. E o dirigente não sai (da confederação) e também não prepara ninguém para substituí-lo. A vaidade e a falta de união fazem a gente caminhar a passos bem lentos.”

É claro que a proposta do título deste post jamais irá se concretizar, até porque o estatuto do COB, como forma de se proteger de candidatos “indesejáveis”, permite apenas que membros da entidade possam concorrer à presidência. Ou seja, democracia zero. Ainda assim, não custa imaginar o quanto seria bom que o esporte brasileiro fosse comandado por gente da qualidade de  Paula, Lars Grael, Ana Moser…

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quinta-feira, 8 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:49

COB homenageia Guga e 'esquece' confusão de Sydney 2000

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Gustavo Kuerten brinca com os jornalistas durante a sua nomeação para o Hall da Fama

No dia em que foi nomeado como mais novo integrante do Hall da Fama do tênis mundial, o ex-número um do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), Gustavo Kuerten, passou por uma situação curiosa, para dizer o mínimo. No meio da entrevista coletiva que ocorreu após o evento oficial, um represente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), falando em  nome do presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman,  pediu a palavra para saudar o feito do ex-tenista e ainda aproveitou para fazer uma pergunta protocolar, nada especial. Guga respondeu da mesma forma e a coletiva seguiu normalmente.

Acompanhe tudo sobre as Olimpíadas de Londres 2012 no iG Esporte

A curiosidade da situação obviamente não foi a pergunta do represente do COB, mas sim a irônica lembrança da convivência atribulada que a entidade que comanda o esporte brasileiro e Guga tiveram no passado, mais especificamente nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.

Leia também: Em dia de recordações, Guga recebe nomeação para o Hall da Fama

Para quem já não se lembra da polêmica, poucos dias antes da abertura dos Jogos de 2000, COB e Guga chegaram a um impasse, por conta do material esportivo que o tenista iria usar na competição. A entidade utilizava como material esportivo a Olympikus, enquanto Guga era bancado pela marca Diadora.

Como o COB não aceitava de forma alguma que o tenista usasse o seu fornecedor, chegou-se a um momento da crise em que se falava abertamente que Guga – então bicampeão de Roland Garros – seria excluído da delegação.

Veja também: ‘Ajudei a mostrar que o tenista é uma pessoa comum’, diz Guga

Para evitar um mico de tamanha envergadura, o COB acabou chegando a um acordo com Guga e o tenista disputou os Jogos com o uniforme sem a marca de nenhum patrocinador. E pensar de 12 anos depois desta confusão bizarra, o COB estaria presente em um dos momentos mais importantes da carreira de Gustavo Kuerten.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:17

Onde cabem 157, cabem 160…

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Nicolas Oliveira foi um dos nadadores que garantiu a vaga da equipe brasileira do revezamento 4 x 100 m, durante o Mundial de Xangai, em 2011

Nesta última terça-feira, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) deu um jeitinho para aumentar ainda mais a delegação do Brasil que irá aos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Por orientação da entidade, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) passou a considerar em sua lista mais três atletas no revezamento 4 x 100 m livre, na condição de reservas. Agora, já são 160 os atletas brasileiros com lugar assegurado nas próximas Olimpíadas.

Veja também: Os atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012

Desta forma, a natação brasileira já conta com 16 representantes (13 homens e três mulheres) classificados para os Jogos. Os nomes de todos os convocados só serão confirmados pela CBDA depois do Troféu Maria Lenk, que será realizado entre 30 de abril e 6 de maio, no Rio de Janeiro.

A equipe de revezamento do 4 x 100 m livre do Brasil assegurou sua classificação ao ficar em 9º lugar no Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, realizado em Xangai (China), em julho do ano passado, com o time formado na ocasião por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:36

Potência olímpica precisa de mecenas?

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Daniel Paiola ganhou bronze no Pan 2011 e ainda briga para ir às Olimpíadas

Por mais que números e resultados recentes apontem um evidente crescimento, o esporte olímpico brasileiro ainda vive momentos do mais puro (e nem sempre saudoso) amadorismo. Este é o sentimento que fica após ler a ótima reportagem publicada na edição deste sábado da “Folha de S. Paulo”, de autoria de Marcel Merguizo, que conta sobre o misterioso mecenas que pagou do próprio bolso dívidas contraídas pela CBBd (Confederação Brasileira de Badminton).

Veja também: E o Brasil, acredite, já é considerado uma “potência esportiva”

Graças a este “empréstimo”,  foram quitadas dívidas da entidade com a BWF (Federação Mundial de Badminton) e desta maneira atletas brasileiros estão autorizados a disputar competições internacionais. Entre os ameaçados de não competir por causa do calote da CBBd, atualmente sob intervenção por graves problemas administrativos, estava Daniel Paiola, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e que tem maiores chances de conseguir uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012.

É vergonhoso que situações como essa ainda ocorram nesta agora abonado esporte brasileiro, que recebe gordas verbas de leis de incentivo federais e que pode arrecadar  também através de projetos de renúncias fiscais. A situação é tão bizarra que as entidades não podem usar as verbas da Lei Agnelo/Piva para quitar multas. Enquanto isso, passam por vexames como o de depender da ajuda de endinheirados amantes do esporte para poder mandar seus atletas ao exterior.

Antes dos pachecos baterem no peito para encherem a bola do Brasil, sil sil olímpico, é melhor arrumarmos direito a nossa casa.  Com a palavra, COB, Ministério do Esporte e afins.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Almanaque, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:01

Não é difícil fazer massificação esportiva. Difícil é encontrar quem faça isso

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Nélson Prudêncio em clínica neste sábado: iniciativa deveria ser frequente no Brasil

Sábado abafado, sol a pino, resolvi pegar a molecada e sair pra passear. Sabe como é, último final de semana de férias, o ano promete ser puxado, com as Olimpíadas de Londres 2012 cada vez mais próximas…Destino foi o Sesc Pompéia, aqui na Zona Oeste de São Paulo.

Eis que chegamos ao segundo andar do complexo esportivo e topamos com uma cena no mínimo diferente ao que se vê com frequência nas praças esportivas deste país: para uma plateia de pouco mais de uma dezenas de pessoas, a maior parte delas crianças, falava o ex-atleta olímpico Nélson Prudêncio, duas vezes medalhista olímpico no salto triplo – prata na Cidade do México 1968, e bronze em Munique 1972. Prudêncio também foi, durante alguns minutos, recordista mundial da prova, durante o duelo que travou nas Olimpíadas de 68 com o soviético Viktor Saneyev, que no final terminou com a medalha de ouro.

Veja também: A inoportuna virada de mesa da CBV no vôlei de praia

Prudêncio, que hoje é doutor em atletismo e leciona na Universidade Federal de São Carlos, foi convidado para dar uma clínica de atletismo, como parte do programa de verão criado nas várias unidades do Sesc, espalhadas pelo estado de São Paulo.

A maioria das pessoas que estava na quadra do segundo andar do Sesc Pompéia não fazia ideia que estava diante de uma lenda do esporte brasileiro, que passava às crianças, com simplicidade e muita paciência, um pouco de seu conhecimento. Nada voltado a descobrir talentos, longe disso. Apenas a oportunidade de dar a quem nunca viu uma modalidade esportiva diferente a chance de conhecê-la. E quem sabe, a partir daí, descobrindo um novo talento.

E refletindo sobre esta cena, enquanto acompanhava minha filha participar da clínica de Prudêncio, lamentava que iniciativas como essa são exceção neste Brasil que dirigentes do COB e políticos do Ministério do Esporte insistem em chamar de futura potência olímpica. Com a quantidade de dinheiro público investido atualmente, é inconcebível que clínicas como estas promovidas pelo Sesc não se repitam semanalmente, e em todo o país.

Não posso acreditar que seja impossível fazer um trabalho de massificação esportiva DE FATO e não da boca pra fora, com eventos esporádicos aqui e ali, dificilmente atingindo os pontos mais distantes (e que não dão retorno de mídia) deste país.

Com a quantidade de grandes atletas que o Brasil já produziu, clínicas de massificação esportiva como essa poderiam ocorrer frequentemente. O que existe por aí em projetos de inclusão esportiva nem dá pra levar em conta, diante dos patéticos resultados alcançados.

Enquanto não houver esporte de inclusão, na base, o Brasil jamais poderá ser considerado uma potência esportiva.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:24

Como é bom ser dirigente esportivo no Brasil

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Nuzman deverá emplacar outro mandato na presidência do COB

Sabe, chega um determinado momento da sua vida em que todo mundo precisa fazer uma reflexão. E este momento surgiu para mim exatamente nesta quarta-feira, quando cheguei à conclusão que estou perdendo tempo nesta vida de jornalista especializado em esportes. Este negócio de plantões de final de semana, feriados, decisões de campeonatos, olimpíadas, tudo isso aí não está com nada. Eu deveria mesmo ter seguida a carreira de cartola esportivo. De preferência, presidente de alguma federação ou confederação.

Foram bastante prestativas na ajuda para eu chegar a esta conclusão duas notícias que repercutiram nesta quarta: uma, publicada no UOL, dando conta que Carlos Arthur Nuzman, em recente reunião com presidentes de confederações, garantiu o apoio necessário para permanecer no comando do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), pelo menos até 2016, quando serão realizados os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A outra, que saiu na edição da Folha de S. Paulo, conta que o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Jorge Lacerda – cuja gestão está sendo alvo de investigação da Polícia Federal para apurar desvio de recursos públicos em suas contas, segundo a “Folha” – tentará alterar o estatuto da entidade para ficar à frente da entidade até depois dos Jogos de 2016.

Chega a ser tocante tamanho desprendimento e dedicação destas pessoas para ocupar cargos não remunerados e deixar de lado suas atividades profissionais. Além disso, sacrificar anos de convívio com amigos e familiares, tudo em prol do desenvolvimento do esporte, não é mesmo?

Com este nova reeleição, Nuzman completará mais de duas décadas, 21 anos para ser mais preciso, no comando do COB. Lacerda, caso seu pleito seja acatado pela Assembleia Geral da CBT, irá superar os dez anos à frente da entidade. Até mesmo o competente e vitorioso vôlei não tem no processo democrático um exemplo a ser destacado, pois Ary Graça preside a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995.

Claro que os dois não se comparam a outros campeões de longevidade no esporte brasileiro: Coaracy Nunes comanda a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988, um ano a menos do que Roberto Gesta de Melo, que ocupa a presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) desde 1987. Sem falar em Renato Pera, presidente da FPV (Federação Paulista de Vôlei) desde os tempos das corridas de biga de Ben-Hur.

Justiça seja feita, Gesta de Melo já anunciou publicamente que 2012 será seu último ano no comando da CBAt.

Para esta turma, coisas como democracia, alternância salutar no poder etc não passam de bobagens criadas por jornalistas que gostam de procurar chifre em cabeça de cavalo.

Como se vê nos exemplos acima, não tem profissão no Brasil que seja melhor do que cartola esportivo. Afinal, ninguém brigaria tanto para se manter no poder se a boquinha não fosse boa, não é mesmo?

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:11

A estranha "meritocracia" do COB

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O boxeador brasileiro Everton Lopes (de vermelho) foi campeão mundial em 2011

Embora tenha sido anunciada na última quarta-feira, ainda vale comentar a divisão da verba das loterias  para as confederações esportivas olímpicas do Brasil, através da Lei Agnelo/Piva, em anúncio feito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Trata-se de um dinheiro fundamental para a maioria das entidades por dois motivos: em primeiro lugar, por se tratar de um valor vital para a sobrevivência destas próprias confederações, especialmente daquelas menos badaladas no universo esportivo brasileiro. Em segundo lugar, este é um ano olímpico e qualquer dinheiro a mais ajuda demais na preparação para as Olimpíadas.

Veja também: COB premia Confederações com mais classificados para Londres 2012

Justamente por estarmos a pouco mais de seis meses da abertura dos Jogos de Londres 2012, confesso não entender (e aceitar) o critério adotado pelo COB na distribuição deste dinheiro, chamado por dirigentes da própria entidade de “meritocracia”. Acho injusto, por exemplo, a despeito de toda a competência, que confederações que já contam com milionários patrocínios estatais (vôlei, esportes aquáticos e atletismo, por exemplo) recebam uma parcela do bolo tão superior aos demais.

Para as próximas Olimpíadas, o COB justificou a divisão do bolo analisando os resultados obtidos em campeonatos mundiais e copas do mundo, além de classificação de atletas nos rankins das modalidades. Foi também usada uma fórmula “matemática” para dividir a verba das loterias: privilegiar quem tem mais atletas já classificados para os Jogos.

Por fim, o que me pareceu mais distorcido no critério de divisão da Lei Agnelo/Piva de 2012, foi que algumas confederações que integram o Projeto Petrobrás e que conseguiram brilhantes resultados em 2011, receberão menos dinheiro do que outras entidades sem o mesmo desempenho técnico. Foi o caso do boxe e do remo, que viram no ano passado títulos mundiais inéditos com Éverton Lopes e Fabiana Beltrame, respectivamente.

Leia também:  Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

Só como comparação, o ciclismo receberá em 2012 um total de R$ 2,5 milhões, contra R$ 2,1 milhões do remo e R$ 2 milhões do boxe. E justamente o ciclismo, envolvido em um escândalo de doping mal explicado pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) em 2011.

Vale lembrar que o taekwondo, esgrima e levantamento de peso, que também integram o Projeto Petrobrás, ganharão menos do que o já citado ciclismo. É importante citar que neste projeto, as confederações recebem o patrocínio diretamente, sem que o dinheiro passe por outras entidades, entre elas o COB.

Se isso foi levado em consideração na hora de fazer a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva, não posso afirmar. Torço para que este absurdo não tenha sido nem cogitado.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012

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Everton Lopes foi apontado pelo "USA Today" para ganhar uma medalha de ouro em 2012

O pessoal do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deve ter comemorado bastante a última projeção que o site do jornal americano “USA Today” fez em relação ao quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Nesta mais recente classificação – a lista costuma ser atualizada a cada dois meses, mais ou menos -, os jornalistas do “USA Today” fizeram uma análise bastante favorável ao Brasil, prevendo que a delegação terminará os Jogos de 2012 com oito medalhas de ouro, o que representaria um recorde na participação brasileira olímpica.

O COB, que não costuma fazer projeções de medalhas em Olimpíadas ou mesmo Pan-Americanos, já chegou a declarar, na palavra de seu superintendente Marcus Vinícius Freire, que espera algo em torno de 15 medalhas na campanha de Londres 2012. Mas nesta previsão do ‘USA Today”, o Brasil terminaria os Jogos com 18 medalhas. Além das oito de ouro já citadas, seriam mais quatro de prata e seis de bronze.

Entre os prováveis ganhadores do ouro para o Brasil, indicados pelo jornal americano, estão algumas “barbadas”, como o nadador Cesar Cielo, nos 50 m livre; a dupla Juliana e Larissa, no vôlei de praia; a dupla Robert Scheidt/Bruno Prada, na vela (classe Star);  as duas seleções de vôlei (masculina e feminina); a seleção masculina de futebol; e por fim, no atletismo, Fabiana Murer (salto com vara). A novidade foi a inclusão do boxeador Everton Lopes, que recentemente foi campeão mundial dos meio médio ligeiros.

As demais medalhas brasileiras na lista do “USA Today” seriam as seguintes, de acordo com a última projeção:

Prata: Alison/Emanuel (vôlei de praia); Arthur  Zanetti (ginástica artística/argolas); Sarah Menezes e Leandro Guilheiro (judô)

Bronze: Esquiva Florentino Falcão (boxe); Jade Barbosa (ginástica artística/salto); Rafaela Silva, Leandro Cunha e Mayra Aguiar (judô); e Cesar Cielo (natação/100 m livre)

Ah, detalhe importante: as grandes estrelas individuais do Pan de Guadalajara passarão em branco nas Olimpíadas de Londres, segundo o “USA Today”: Diego Hypólito (4º lugar no solo) e Thiago Pereira (5º lugar nos 400 m medley).

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