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sábado, 9 de maio de 2015 Ídolos, Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 16:21

Crise fora de hora no atletismo brasileiro

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O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

Relevante e preocupante a informação publicada na edição deste sábado da Folha de S. Paulo, relatando aquele que é um princípio de crise dentro da seleção brasileira de atletismo: o rompimento entre os treinadores Elson Miranda e o ucraniano Vitaly Petrov, do salto com vara, em razão de decisão de Thiago Braz, considerado a maior revelação da modalidade, em  trabalhar somente com Petrov em sua base de treinamento, em Fornia, na Itália (a história completa pode ser conferida aqui, na versão online do jornal).

Em resumo, a crise começou quando no ano passado, após casar-se com a também atleta Ana Paula Oliveira, do salto em altura, Thiago Braz decidiu mudar-se para a Itália e treinar diretamente com Petrov, rompendo assim uma parceria de anos com Miranda, que é o treinador da equipe brasileira de salto com vara e também da equipe BM&F, de São Caetano. O ucraniano, que foi o treinador do ainda recordista mundial Serguei Bubka, passou a atuar como consultor de Miranda em 2001 e após o título mundial de Fabiana Murer, em 2011, foi contratado como consultor pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil), até os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Obviamente que a história não poderia acabar bem. Para a Folha, Miranda acusou Petrov de ter aliciado Thiago Braz e afirmou que ele e Fabiana, que é sua mulher, não usarão mais as instalações do ucraniano na Itália, quando estiverem competindo e treinando na Europa. Para completar o quadro, agora Petrov é contratado pelo COB apenas para orientar Braz, que também deixou o BM&F e agora compete pela Orcampi/Unimed, de Campinas.

Mais do que uma briga de egos feridos ou de posturas profissionais questionáveis, está em jogo a própria harmonia dentro de uma parte importante da seleção brasileira de atletismo. Foi inegável a evolução de Fabiana Murer tendo a ajuda de Petrov em seus treinamentos nos últimos anos e seria importante contar com alguém de sua experiência ao lado tanto no Mundial de Pequim, em agosto próximo, quanto nos Jogos do Rio, no ano que vem.

Também preocupa o efeito que esta confusão terá na cabeça de Thiago Braz, sem dúvida um dos grandes talentos revelados pelo atletismo brasileiro nos últimos anos. Em menos de cinco anos, sua melhor marca no salto com vara saiu de 5m10, obtida em setembro de 2010, para 5m83, em julho de 2013, atual recorde sul-americano e brasileiro. Com apenas 21 anos, ele foi campeão mundial juvenil em Barcelona (ESP), em 2012, e ficou em quarto lugar no Mundial indoor de Sopot (POL), no ano passado.

Na próxima sexta-feira (15), Elson Miranda e Th iago Braz deverão se encontrar para a disputa do título do salto com vara no Troféu Brasil de atletismo, na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo (SP). Tomara que a direção da CBAt tenha habilidade para saber aparar as arestas dos dois lados e evitar que o atletismo brasileiro seja o maior prejudicado em toda esta confusão.

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terça-feira, 24 de março de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:20

Faltam 500 dias para o Rio 2016: ansiedade pelos Jogos não pode tirar de vista os problemas

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Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

É mais do que evidente que para qualquer brasileiro que adora esportes, a data desta terça-feira tem um significado especial. A marca de 500 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, prevista para 5 de agosto de 2016, é recebida com inegável ansiedade. Dê uma rápida busca com a hashtag #Rio2016 pelas redes sociais e poderá constatar o sentimento de alegria com o significado deste 24 de março no calendário olímpico. Quem já teve a oportunidade (e já tive esse privilégio três vezes) de ver uma edição das Olimpíadas de perto, sabe o quanto esse evento é fantástico. Não tenho a menor dúvida de que o Rio irá proporcionar um espetáculo inesquecível a quem estiver presente em algumas das diversas arenas espalhadas pelo Parque Olímpico da Barra, Deodoro, Copacabana, Engenhão etc, ou mesmo pela televisão.

Da mesma forma, é natural que se aguarde com grande expectativa a participação dos atletas brasileiros na competição. Será uma oportunidade única de torcedores poderem apoiar de perto seus ídolos em busca de vitórias que possam fazer com que o país cumpra a meta (ousada demais, em minha modesta opinião) de terminar os Jogos entre os dez primeiros na classificação final, pelo total de medalhas.

Mas (sempre tem um mas….)

A marca de 500 dias para o Rio 2016 não pode tirar o foco de que os organizadores trabalham em cima do laço para deixar tudo pronto a tempo. A ironia do presidente do COI, Thomas Bach, em visita ao Brasil no último mês de fevereiro, ao dizer que estará cumprimentando os funcionários responsáveis pelas obras no dia da abertura dos Jogos, não pode ser desprezada. O Rio perdeu tempo demais para conseguir colocar no eixo as obras das principais arenas, em parte pela desconexão entre os três poderes envolvidos na organização (Federal, Estadual e Municipal). Houve uma demora inconcebível para a definição da Matriz de Responsabilidade dos Jogos e o resultado de tudo isso foram atrasos e mais atrasos. A ponto de o próprio COI dar uma bronca monumental nos brasileiros em abril do ano passado, ameaçando até com uma espécie de intervenção. No final, as coisas acabaram entrando no ritmo.

Veja ainda: A 500 dias dos Jogos, Rio 2016 ganha elogios mas tem promessas não cumpridas

Também não pode ser ignorado, a despeito desta data festiva, o fracasso do governo do Rio na meta de despoluir 80% das águas da Baia de Guanabara, que fazia parte do dossiê da vitoriosa candidatura de 2009. Agora, o governador Luiz Fernando Pezão diz que no cenário mais otimista, este índice chegará a 49%, para desespero dos velejadores, que terão duas preocupações: os treinos normais e a sujeira que pode tirar a chance deles em conquistar uma medalha.

Outro fato que precisa ser lembrado neste marco dos 500 dias são os protestos de vários grupos sociais. A remoção de moradores da Vila do Autódromo, comunidade carente localizada ao lado do Parque Olímpico, o chamado coração dos Jogos, está longe de ser um processo tranquilo, muito pelo contrário. Muitos são obrigados a sair, mesmo sem ter qualquer indenização assegurada pelo poder público, para não correr risco de vida. Da mesma forma que não podem ser ignorada as manifestações do grupo que contesta a construção do campo de golfe, o Ocupa Golfe, na Reserva de Marapendi. O grupo contesta a forma com que o prefeito Eduardo Paes, ignorando relatórios ambientalistas e jurídicos, cedeu uma área avaliada em R$ 300 milhões e com restrições ambientais, para a construção de um campo teoricamente aberto ao público, embora faça parte de um futuro condomínio fechado.

Há todos os motivos do mundo para você festejar a marca de 500 dias para o Rio 2016, eu também não vejo a hora dos Jogos começarem. Mas não se deve perder o foco de que há um lado problemático que não pode ser ignorado na festa olímpica do ano que vem.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 Pan-Americano, Seleção brasileira | 16:43

Brasil brigará para ser top 3 em Toronto, diz dirigente do COB

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Marcus Vinicius Freire diz que o Pan-Americano de Toronto terá a maior delegação brasileira em uma competição no exterior

Marcus Vinicius Freire diz que o Pan-Americano de Toronto terá a maior delegação brasileira em uma competição no exterior

Última competição poliesportiva de relevância até os Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Pan-Americano de Toronto 2015, a partir de 10 de julho (algumas partidas do torneio de polo aquático começarão já a partir do dia 7) terá tratamento especial por parte do COB (Comitê Olímpico do Brasil). Além de ser considerada fundamental na preparação olímpica dos atletas brasileiros, o evento receberá tratamento “VIP” por parte da entidade, que além de levar sua maior delegação da história, viajará com pretensões nada modestas: a meta é terminar a chamada “Olimpíada das Américas” no top 3 do quadro de medalhas.

De acordo com Marcus Vinicius Freire, diretor-executivo do COB, em entrevista ao blog no final do último mês de dezembro, será a maior missão esportiva brasileira fora do país e também a mais complicada. “Além disso, o nível técnico promete ser mais elevado do que foi no Pan de 2011, em Guadalajara”, disse Freire.

Confira abaixo os principais pontos da entrevista:

Espírito Olímpico: Como o COB está traçando o planejamento da participação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto?

Marcus Vinicius Freire: Esta será a maior missão de uma delegação esportiva fora do Brasil, até mesmo na quantidade de pessoas envolvidas. Incluindo os chamados oficiais [técnicos, auxiliares, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas etc], deveremos levar para o Canadá cerca de 540 pessoas. Em termos de logística também será um Pan especial, pois além de termos à disposição quase um prédio todo dentro da Universidade de York, em Toronto, teremos atletas espalhados em cinco sub-vilas pan-americanas na região da grande Toronto. O planejamento tem sido bastante complexo.

EO: Em termos esportivos, o que o COB espera da participação brasileira neste Pan? Deverá enviar sua força máxima, até por conta da preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro?

MVF: Sobre o nível da equipe que estará presente, cada confederação é que irá traçar seu próprio planejamento. Alguns, por questão de calendário, não devem ir com força máxima, como será o caso do vôlei masculino, cujo calendário da Liga Mundial irá se sobrepor ao do Pan, e nos esportes aquáticos polo aquático e saltos ornamentais também deverão ter problema em enviar sua equipe principal, por causa do Mundial de Kazan (RUS). De qualquer forma, a nossa meta é terminar o Pan no top 3 do quadro de medalhas, brigando com o Canadá pela segunda colocação.

EO: E você acha que esta é uma meta possível de ser alcançada?

MVF: Acredito que sim, especialmente por conta de nossos últimos resultados. Mas não será uma tarefa simples ficar com esta segunda colocação, pois o Canadá vem crescendo bastante nos últimos anos, fazendo um ótimo trabalho em várias modalidades, parecido com o que estamos fazendo aqui no Brasil. E como Cuba vem caindo de rendimento nos últimos anos, muito por conta da falta de investimento, acho bem possível alcançar a meta de terminar o Pan entre os três primeiros.

EO: Na prática, o Pan de Toronto será importante para quais modalidades?

MVF: Para alguns esportes, será a competição ideal para testar a preparação da equipe de olho no Rio 2016. O hóquei na grama masculino, por exemplo, terá sua última chance de se classificar para as Olimpíadas. Para isso, precisa terminar entre os seis primeiros em Toronto. O tênis de mesa também deve levar sua força máxima para Pan, e há esportes que valem vaga olímpica, como é o caso do pentatlo moderno, canoagem e hipismo.

EO: Você citou anteriormente a dificuldade na logística da preparação da campanha brasileira. Cite um exemplo desta dificuldade…

MVF: O caso do hipismo é um deles. Teremos problemas graves para o transporte dos cavalos, pois quase todos eles ficam na Europa e precisaremos ainda encontrar uma melhor maneira de transportá-los. Sem falar na própria estrutura montada por Toronto, que terá além da Vila pan-americana principal, outras cinco sub-vilas, para o remo/canoagem velocidade, tiro/hipismo, ciclismo mountain bike, canoagem slalom e futebol. A logística será bem complicada.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 Olimpíadas, Pan-Americano | 22:54

Pan de Toronto é última chance para hóquei masculino do Brasil ir ao Rio 2016

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Seleção masculina do Brasil enfrenta o Peru pelos Jogos Sul-Americanos (Foto; Washington Alves/COB)

Seleção brasileira enfrenta o Peru pelos Jogos Sul-Americanos (Foto: Washington Alves/COB)

Pelo menos para uma modalidade o Pan-Americano de Toronto, que ocorrerá em julho do ano que vem, terá uma importância fundamental. O hóquei sobre grama do Brasil irá encarar a chamada “Olimpíada das Américas” como a chance derradeira de se classificar para os Jogos do Rio 2016. Ao contrário de outras modalidades, no hóquei sobre grama os brasileiros não terão vaga assegurada, justamente pelo nível técnico da seleção, muito longe das grandes forças mundiais.

Segundo o diretor-executivo do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Marcus Vinicius Freire, a seleção masculina de hóquei precisará ficar entre os seis primeiros do Pan de Toronto para que a IHF (Federação Internacional de Hóquei) confirme o convite para os brasileiros disputarem as Olimpíadas. Em 34º lugar no ranking mundial, o Brasil precisa estar entre os 40 melhores do planeta para que a IHF ratifique o convite, posição que deverá ser alcançada se terminar o Pan-Americano entre os seis primeiros colocados.

>>> VEJA TAMBÉM: Hóquei feminino do Brasil vira o primeiro mico para 2016

Se a seleção masculina ainda tem um fio de esperança de participar das Olimpíadas em seu próprio país, o feminino já entregou os pontos. Desde agosto, o Ministério do Esporte  não conta mais com a presença do time feminino, que jamais conseguiu montar uma equipe minimamente competitiva e não estará presente em 2016, a menos que ocorra uma virada de mesa inédita na IHF.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Ídolos, Seleção brasileira | 13:43

Lais Souza será homenageada no Prêmio Brasil Olímpico

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Laís Souza tem contado com apóio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Lais Souza receberá uma homenagem especial no Prêmio Brasil Olímpico

A ex-ginasta e esquiadora Lais Souza, que ficou tetraplégica após sofrer um acidente de esqui no final de janeiro, às vésperas de disputar as Olimpíadas de inverno de Sochi, será homenageada durante a entrega do Prêmio Brasil Olímpico, que ocorrerá no próximo dia 16, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo diretor superintendente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Marcus Vinícius Freire, em entrevista ao blog.

Será a primeira vez que Laís virá ao Brasil desde o grave acidente ocorrido em um treino, no dia 27 de janeiro, nos EUA, quando aguardava a confirmação de sua classificação para a prova do ski aerials em Sochi. No acidente, Lais lesionou a coluna e perdeu os movimentos do ombro para baixo. Desde então, segue tetraplégica.

Além de ser homenageada no Brasil Olímpico, Lais deverá participar de uma palestra na Universidade Estácio de Sá, no Rio,  e revalidar seu visto de permanência em Miami, onde vem morando desde que ocorreu o acidente e vem passando por um complexo tratamento com células-tronco. Ela passará as festas de final de ano no Brasil e retornará aos EUA assim que o visto for revalidado.

>>> Veja também: Uma grande vitória de Lais Souza

Em novembro, Lais Souza conseguiu uma vitória pessoal com a aprovação do projeto de lei, de autoria da deputada federal Mara Gabrili, que prevê o pagamento de pensão vitalícia no teto da Previdência Social (hoje em R$ 4.390,24). O valor proposto para a pensão segue a mesma regra aplicada ao benefício pago aos atletas que foram tricampeões mundiais de futebol, nas Copas de 1958, 1962 e 1970.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 19:35

Confederações receberão R$ 117 mi das loterias em 2015

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Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Nesta segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) divulgou a lista da divisão dos recursos das verbas da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas brasileiras, que vem sendo uma das principais fontes de recursos das entidades dos esportes olímpicos. E para a nova temporada, o bolo teve um aumento de 17%, com projeção de R$ 117,7 milhões que devem ser repassados às entidades. Desde 2002 em vigor, A Lei Agnelo/Piva destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%).

Segundo informou o COB, foram levados em consideração todos os recursos que constam no planejamento das modalidades – como patrocínios, convênios com o Ministério do Esporte, Plano Brasil Medalhas e projetos através da Lei de Incentivo ao Esporte, entre outros – na hora de definir os valores, que partem de um mínimo anual de R$ 1,9 milhão a um teto de R$ 3,9 milhões repassados a cinco Confederações: Atletismo, Desportos Aquáticos, Judô, Vela e Vôlei. Para 2015 o COB espera arrecar um total de R$ 202,3 milhões.

Dos recursos recebidos, a entidade é obrigada por lei a investir 10% no esporte escolar (R$ 20,23 milhões estimados para 2015) e 5% no esporte universitário (R$ 10,12 milhões em 2015). Dos cerca de R$ 172 milhões restantes, R$ 82,386 milhões serão aplicados diretamente nos programas das 29 Confederações Brasileiras Olímpicas, exceto o futebol. Os R$ 35,3 milhões restantes serão aplicados em  “projetos alinhados ao planejamento estratégico de preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, segundo informou o comunicado do COB.

Vale lembrar que a temporada de 2015 será de fundamental importância na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, além de ser o ano da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Confira como ficou a divisão dos recursos da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas em 2015:

Confederação de Verão

Atletismo – R$ 3.900.000,00

Badminton – R$ 2.016.000,00

Basquetebol – R$ 3.700.000,00

Boxe – R$ 3.248.000,00

Canoagem – R$ 3.248.000,00

Ciclismo – R$ 3.248.000,00

Desportos Aquáticos – R$ 3.900.000,00

Esgrima – R$ 1.904.000,00

Ginástica – R$ 3.750.000,00

Golfe – R$ 1.904.000,00

Handebol – R$ 3.750.000,00

Hipismo – R$ 3.750.000,00

Hóquei sobre a Grama – R$ 1.904.000,00

Judô – R$ 3.900.000,00

Levantamento de Peso – R$ 1.904.000,00

Lutas Associadas – R$ 2.240.000,00

Pentatlo Moderno – R$ 2.128.000,00

Remo – R$ 2.800.000,00

Rúgbi – R$ 1.904.000,00

Taekwondo – R$ 1.904.000,00

Tênis – R$ 2.800.000,00

Tênis de Mesa – R$ 3.248.000,00

Tiro com Arco – R$ 1.904.000,00

Tiro Esportivo – R$ 2.912.000,00

Triatlo – R$ 3.136.000,00

Vela – R$ 3.900.000,00

Voleibol – R$ 3.900.000,00

Confederação de Inverno

Desportos na Neve – R$ 1.792.000,00

Desportos no Gelo – R$ 1.792.000,00

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:09

COB usará internet para eleger o ‘Atleta da Torcida’ e dará prêmio de R$ 30 mil

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Poliana Okimoto, da maratona aquática, e Jorge Zarif, da vela, foram os melhores atletas de 2013

Poliana Okimoto, da maratona aquática, e Jorge Zarif, da vela, foram os melhores de 2013

As redes sociais terão um peso decisivo no Prêmio Brasil Olímpico de 2014, que será realizado no próximo dia 16 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A 16ª edição da festa, que escolhe os melhores atletas de 43 modalidades esportivas, terá como novidade a inclusão da categoria “Atleta da Torcida”, que irá se juntar aos prêmios especiais de Melhor Atleta do Ano, masculino e feminino.

Os vencedores destas três categorias também receberão um prêmio em dinheiro no valor de R$ 30 mil, só que o “Atleta da Torcida” será escolhido via redes sociais do COB (Facebook e Twitter). A partir do dia 16 de novembro, um mês antes da cerimônia, o público já conhecerá os concorrentes e poderá votar no seu preferido. Ou seja, aquele atleta que tiver um bom fã-clube e for mais engajado nas redes sociais, já terá uma vantagem considerável em relação aos seus concorrentes.

Já os escolhidos como Melhor Atleta do Ano (masculino e feminino) serão eleitos por um colégio eleitoral formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte, até o próximo dia 18.

Os medalhistas nos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanquim, realizados em agosto, na China, também receberão uma homenagem especial. O Brasil encerrou a competição com 15 medalhas (seis de ouro, oito de prata e uma de bronze), contra sete conquistadas em Cingapura 2010, edição inaugural do evento.

Conheça a relação de vencedores de todas as edições do Prêmio Brasil Olímpico

1999 – Maurren Maggi (atletismo) e Gustavo Kuerten (tênis)
2000 – Leila Barros (vôlei) e Gustavo Kuerten (tênis)
2001 – Daniele Hypolito (ginástica artística) e Robert Scheidt (vela)
2002 – Daniele Hypolito (ginástica artística) e Nalbert (vôlei)
2003 – Daiane dos Santos (ginástica artística) e Fernando Meligeni (tênis)
2004 – Daiane dos Santos (ginástica artística) e Vanderlei Cordeiro de Lima (atletismo)
2005 – Natália Falavigna (taekwondo) e João Derly (judô)
2006 – Laís Souza (ginástica artística) e Giba (vôlei)
2007 – Jade Barbosa (ginástica artística) e Thiago Pereira (natação)
2008 – Maurren Maggi (atletismo) e Cesar Cielo (natação)
2009 – Sarah Menezes (judô) e Cesar Cielo (natação)
2010 – Fabiana Murer (atletismo) e Murilo Endres (vôlei)
2011 – Fabiana Murer (atletismo) e Cesar Cielo (natação)
2012 – Sheilla Castro (vôlei) e Arthur Zanetti (ginástica)
2013 – Poliana Okimoto (maratona aquática) e Jorge Zarif (vela)

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sábado, 25 de outubro de 2014 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Especialista italiano prevê Brasil fora do top 10 na Rio 2016

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Atualizado
São apenas projeções estatísticas e ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, vale ressaltar. Mas foi divulgado neste sábado uma projeção de resultados para as próximas Olimpíadas e o Brasil não aparece no top 10 do quadro de medalhas, meta traçada tanto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) quanto pelo Ministério do Esporte para o desempenho da equipe brasileira nas próximas Olimpíadas. Segundo reportagem publicada pelo site Inside the Games, especializado no movimento olímpico, o país anfitrião deverá encerrar sua participação na 17ª colocação, com cinco medalhas de ouro, de um total de 23.

A mesma projeção tinha sido publicada um dia antes em outro site especializado em assuntos olímpicos, o Around the Rings. O estudo utiliza como critério a classificação final pelo número de medalhas de ouro, enquanto COB e Ministério levam em consideração o número total de medalhas conquistadas. Nesta classificação, o Brasil atingiria a meta, terminando em 10º lugar.

Só a título de informação, para o COI (Comitê Olímpico Internacional) não existe um quadro oficial de medalhas em Olimpíadas, cuja contabilidade foi criada como mais uma das armas de propaganda da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a partir do momento em que as duas nações passaram a se enfrentar, nos Jogos de 1952, em Helsinque. Desde então, a mídia também vem contabilizando a classificação por medalhas ao longo da história dos Jogos, sendo que o critério de classificação (por ouro ou pelo total) varia de acordo com o interesse de que quem a está divulgando.

A projeção publicada neste sábado foi feita pelo italiano Luciano Barra, ex-diretor esportivo do comitê olímpico italiano e que foi o diretor-executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de inverno de Turim 2006. Nos últimos anos, Barra tem acertado suas previsões, baseadas nos desempenhos dos atletas e equipes em Campeonatos Mundiais durante o ciclo olímpico. Foi o que ocorreu nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando projetou que a Grã-Bretanha terminaria com um total de 48 medalhas (foram 47 no final dos Jogos) e que os EUA teria o maior número de medalhas no total. Em compensação, ele errou em relação sobre quem teria mais medalhas de ouro em 2008 e 2012, trocando as posições finais dos americanos e da China – Barra apostava que EUA teria o maior número de ouros em 2008 e os chineses fariam o mesmo em 2012.

>>> Veja ainda: Uma breve reflexão sobre números e medalhas

O atual estudo do italiano contempla a análise de 155 eventos mundiais realizados este ano e 121 no ano passado. Não estão incluídos neste estudo o futebol feminino, os cinco eventos de tênis (esporte que não tem um campeonato mundial) e as duas novas modalidades integrantes do programa esportivo para 2016, o golfe e o rúgbi sevens, que não tiveram mundiais realizados em 2013 e 2014.

Em relação ao resultado previsto para o Brasil, vale recordar que os feitos esportivos de 2013 dariam ao país, de acordo com levantamento feito pelo COB, 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, que deixariam o país em oitavo lugar em uma hipotética Olimpíada. Foi o melhor desempenho brasileiro em um primeiro ano de ciclo olímpico. Este ano, com o fiasco da seleção de futebol na Copa do Mundo, o fraco desempenho no Mundial de vela e a apagada participação no Mundial de judô contribuíram para a colocação obtida no estudo do ex-dirigente olímpico italiano.

Pela atual projeção de Barra, os Estados Unidos terminarão os Jogos de 2016 como o líder do quadro de medalhas, com 88 no total, sendo 35 de ouro, Seria um resultado bem abaixo do que ocorreu em 2012, quando os americanos tiveram um total de 104 medalhas. De acordo com o italiano, este será o top 10 para as Olimpíadas da Rio 2016, pelo número de ouros:

1) EUA  – 35
2) China  – 32
3) Rússia – 28
4) França – 19
5) Alemanha – 18
6) Grã-Bretanha – 12
7) Austrália – 9
8) Japão – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
9) Coreia do Sul  – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
10) Nova Zelândia – 8

Agora, a classificação do italiano, usando o critério do total de medalhas:

1) EUA – 88
2) Rússia – 88 (desempate pelo número de medalhas de ouro)
3) China – 80
4) Alemanha – 52
5) França – 46
6) Grã-Bretanha – 37
7) Austrália – 36
8) Japão – 33
9) Holanda – 23
10) Brasil – 23 (desempate pelo número de medalhas de ouro)

Na minha opinião, isso tudo é uma grande bobagem. O que vale é o resultado em quadra, na pista, na piscina, no tatame. Uma posição no quadro de medalhas não representa a realidade olímpica de um país, embora seja um bom indicativo. Da mesma maneira, não será em quatro anos que o Brasil irá se transformar em uma potência olímpica, mesmo que termine entre os dez melhores na classificação final de medalhas de 2016.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014 Histórias do esporte, Imprensa, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:21

“Você não quer assumir a Confederação, não?”

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Gustavo casado é campeão mundial de patinação, mas não tem nem Bolsa Atleta para competir no exterior

Gustavo Casado é campeão mundial de patinação, mas tem que pagar do bolso para poder competir

Vez ou outra amigos jornalistas que lecionam em faculdades de jornalismo me convidam para dar uma palestra, seja sobre a profissão, seja para falar de uma cobertura de um mega-evento. Vou a todas que posso com enorme prazer, pois adoro a oportunidade de compartilhar com a moçada mais nova a experiência de tantos anos de estrada. E sempre que o tema permite, eu comento com a plateia que uma das coisas mais gratificantes de se fazer como jornalista esportivo são aquelas matérias com o chamado “mundo alternativo” do esporte, atletas ou modalidades nanicas, que passam longe do glamour de títulos e medalhas. É uma aula ao vivo de reportagem, vale por um curso inteiro de jornalismo.

Mesmo para alguém da velha guarda (os detratores irão dizer da velhíssima guarda), sempre há o que aprender. Esse foi o sentimento que eu tive ao escrever as reportagens publicadas nesta quinta-feira no iG Esporte, retratando as dificuldades que os chamados “primos pobres” do esporte do Brasil enfrentam em sua preparação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que serão realizados em julho do ano que vem.

Em uma série de três matérias (a principal está aqui, onde você poderá acessar as demais), é possível perceber quão dura é a vida de modalidades como boliche, beisebol, squash, esqui aquático, caratê e patinação artística, que por não integrarem o programa olímpico, não recebem verbas da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias federais ao esporte nacional. Sem dinheiro, sobram problemas, sofrem com ausência de patrocinadores e nem apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) eles têm. Apenas no ano que vem, na reta final para o Pan, poderão ter alguma ajuda, dependendo dos valores disponíveis.

É claro que não há santo nesta história. A maioria absoluta destas confederações sofre não apenas por causa da falta de grana, mas pela própria incompetência administrativa e ausência de novas pessoas que possam dar um novo rumo a estas modalidades. Casos de atletas que, em plena época de Bolsa-Atleta e Bolsa-Pódio – só para citar dois programas de ajuda patrocinados pelo Ministério do Esporte atualmente em vigor-, ainda precisam enfiar a mão no próprio bolso para poder representar o Brasil em competições internacionais, são rotineiros.

Mas voltando ao início deste texto, eu dizia o quanto reportagens como essa são educativas, mesmo para alguém com 30 anos de profissão, e deliciosamente engraçadas também. No universo dos “primos pobres”, falar com o presidente de uma confederação ou com algum atleta é infinitamente mais simples, sem a necessidade de assessores, pedidos formais de entrevista, aquele blábláblá de sempre. O papo flui com naturalidade e muita sinceridade, às vezes até demais. E  no meio daquela entrevista, pode sempre surgir uma situação inesperada.

Foi o que aconteceu quando conversava por telefone com Jorge Otsuka, presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) desde sua fundação, em 1990. Já havia entrevistado Otsuka em outras ocasiões ao longo destes anos, mas há muito que não conversava com ele. Aí, para quebrar o gelo, logo no começo da entrevista, mostrei meu espanto por ele ainda continuar no cargo. Até que veio a resposta que quase acabou com a entrevista, por causa de um acesso de risos.

“Sim, eu ainda estou por aqui. Ainda. Você não quer assumir a confederação, não?”

Após me recuperar do susto pela resposta do dirigente, eu agradeci e recusei educadamente a nada tentadora oferta.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Mundiais, Seleção brasileira | 23:32

Tem Mundial para todos os gostos

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Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô

Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô, na Rússia

Além dos Jogos Equestres Mundiais, tratados no post anterior e que já definirão as primeiras vagas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, a semana promete ser agitada com a realização de Mundiais de outras modalidades olímpicas, tiodas com a participação de equipes brasileiras.

Em dois deles estão concentradas as principais esperanças de bons resultados e medalhas. O Mundial de judô, que começou nesta segunda-feira, em Chelyabinsk, na Rússia, é sem dúvida aquele onde o Brasil tem maiores chances de faturar uma ou mais medalhas de ouro. Principal aposta do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para ajudar a alcançar a meta de 30 medalhas em 2016, o judô está no Mundial 2014 com equipe completa.

Mas na largada, nesta segunda, acabou decepcionando, com as eliminações da campeã olímpica Sarah Menezes (48 kg), derrotada pela francesa Amandine Buchard; do medalhista de bronze em Londres 2012, Felipe Kitadai (60 kg), que caiu diante do uzbeque Dyorbek Urozboev; e Eric Takabatake (60 kg), que parou nas oitavas diante do russo Beslan Mudranov. O Mundial vai até o próximo domingo.

O outro torneio que desperta a atenção dos esportes olímpicos é a Copa do Mundo masculina de basquete (nova denominação do Mundial), que será realizada na Espanha, a partir deste sábado (30). Depois do vexame de ter sido eliminado na Copa América e só assegurar sua participação via convite da Fiba (Federação Internacional de Basquete), a equipe brasileira chega ao torneio com sua força máxima, com todos os atletas que atuam na NBA, como Tiago Splitter, Anderson Varejão e Nenê Hilário, além de Marcelinho Huertas, que defende o Barcelona. Há quem aposte que o time do técnico argentino Rubén Magnano tem tudo para ficar entre os quatro primeiros.

Em outros dois Mundiais, já em andamento, o Brasil está apenas marcando presença, sem chance de medalhas. É o caso do remo, cuja competição que se realiza em Amsterdã (HOL)  tem somente um barco brasileiro (double skiff peso leve) classificado para as quartas de final. Os demais estão na repescagem, para as finais B e C.

Em Copenhague (DIN), começou nesta segunda-feira o Mundial de badminton, com cinco eliminações (três em simples masculina e femina e duas nas duplas mistas) logo de cara. Nesta terça (26), os brasileiros tentam evitar o adeus precoce na competição, com jogos em simples masculina e dupla masculina e feminina.

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