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Posts com a Tag Ciclo olímpico

sábado, 13 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 00:11

O vôlei do Brasil não merece os cartolas que têm

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Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Muita atenção para estes nomes…

Willian, Montanaro, Renan, Bernard, Xandó e Amauri

Jaqueline, Isabel, Vera Mossa, Heloisa, Dulce e Ivonete

Mauricio, Marcelo Negrão, Tande, Giovanni, Paulão e Carlão

Ana Moser, Fernanda Venturini, Ana Paula, Ana Flávia, Márcia Fu e Ida

Ricardinho, Nalbert, Escadinha, Rodrigão, Giba e Dante

Dani Lins, Jaqueline, Fabiana, Fabi, Sheilla e Thaisa

Estão listados acima apenas alguns dos grandes responsáveis pelas grandes conquistas do vôlei brasileiro nos últimos 30 anos. Poderia perfeitamente preencher pelo menos mais umas 10 linhas listando alguns dos grandes times brasileiros em Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Sem falar na turma que brilhou no vôlei de praia, o irmão mais novo porém igualmente vencedor, com Emanuel, Ricardo, Alisson, Sandra Pires, Shelda, Jaqueline Silva, Adriana Behar, Larissa, Juliana…

O fato é que todos estes nomes, que tantas glórias fizeram para tornar do vôlei o segundo esporte mais popular do Brasil, não merecem os dirigentes que jogaram a modalidade na lama neste ano de 2014, culminando com o grande vexame ocorrido nesta quinta-feira, quando o Banco do Brasil suspendeu o histórico e milionário patrocínio (estimado em R$ 70 milhões anuais) pagos à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Tudo isso motivado após a divulgação de um relatório da CGU (Controladoria Geral da União), apontando diversas irregularidades em contratos firmados pela entidade, que chegam a R$ 30 milhões. No popular, dinheiro público que seria destinado ao desenvolvimento e manutenção da modalidade foi desviado, sabe-se lá para onde.

As denúncias feitas pela “ESPN”, em uma sensacional série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro desde o início do ano, jogaram por terra a imagem de competência dos cartolas da CBV. Durante muitos anos, passou-se a imagem de que o vôlei era uma ilha de excelência no atrasado mundo olímpico brasileiro. Pelos resultados em quadra, somente das quadras de vôlei o país poderia aprender a criar um modelo vencedor. Centro de Treinamento de última geração, categorias de basa sempre revelando nomes para as seleções, o vôlei virou uma referência para as demais modalidades.

Mas o modelo vencedor, um “case” de sucesso em gestão esportiva segundo o ex-presidente Ary Graça, atual mandatário da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), também tinha seus problemas. Basta relembrar a quantidade de equipes que fecharam as portas nos últimos anos, a despeito de ter uma liga nacional com exposição extrema nos canais de esporte a cabo (na TV aberta, apenas as finais e as seleções tinham espaço). É estranho também um esporte tão vencedor ver um êxodo de atletas nos últimos anos. Sheilla e Bruninho, que atuam na Europa. são apenas dois exemplos, enquanto Jaqueline ficou uma temporada sem clube, tendo acertado há pouco com o Minas.

Que todo este vexame que o vôlei viveu ao longo do ano, inclusive nos últimos dias de 2014, sirva para afastar todos os cartolas corruptos de uma vez. E torcer para que esta crise que parecia inimaginável até um tempo atrás não afete o desempenho das equipes nas Olimpíadas de 2016, no Rio.

 

 

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 19:35

Confederações receberão R$ 117 mi das loterias em 2015

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Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Nesta segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) divulgou a lista da divisão dos recursos das verbas da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas brasileiras, que vem sendo uma das principais fontes de recursos das entidades dos esportes olímpicos. E para a nova temporada, o bolo teve um aumento de 17%, com projeção de R$ 117,7 milhões que devem ser repassados às entidades. Desde 2002 em vigor, A Lei Agnelo/Piva destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%).

Segundo informou o COB, foram levados em consideração todos os recursos que constam no planejamento das modalidades – como patrocínios, convênios com o Ministério do Esporte, Plano Brasil Medalhas e projetos através da Lei de Incentivo ao Esporte, entre outros – na hora de definir os valores, que partem de um mínimo anual de R$ 1,9 milhão a um teto de R$ 3,9 milhões repassados a cinco Confederações: Atletismo, Desportos Aquáticos, Judô, Vela e Vôlei. Para 2015 o COB espera arrecar um total de R$ 202,3 milhões.

Dos recursos recebidos, a entidade é obrigada por lei a investir 10% no esporte escolar (R$ 20,23 milhões estimados para 2015) e 5% no esporte universitário (R$ 10,12 milhões em 2015). Dos cerca de R$ 172 milhões restantes, R$ 82,386 milhões serão aplicados diretamente nos programas das 29 Confederações Brasileiras Olímpicas, exceto o futebol. Os R$ 35,3 milhões restantes serão aplicados em  “projetos alinhados ao planejamento estratégico de preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, segundo informou o comunicado do COB.

Vale lembrar que a temporada de 2015 será de fundamental importância na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, além de ser o ano da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Confira como ficou a divisão dos recursos da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas em 2015:

Confederação de Verão

Atletismo – R$ 3.900.000,00

Badminton – R$ 2.016.000,00

Basquetebol – R$ 3.700.000,00

Boxe – R$ 3.248.000,00

Canoagem – R$ 3.248.000,00

Ciclismo – R$ 3.248.000,00

Desportos Aquáticos – R$ 3.900.000,00

Esgrima – R$ 1.904.000,00

Ginástica – R$ 3.750.000,00

Golfe – R$ 1.904.000,00

Handebol – R$ 3.750.000,00

Hipismo – R$ 3.750.000,00

Hóquei sobre a Grama – R$ 1.904.000,00

Judô – R$ 3.900.000,00

Levantamento de Peso – R$ 1.904.000,00

Lutas Associadas – R$ 2.240.000,00

Pentatlo Moderno – R$ 2.128.000,00

Remo – R$ 2.800.000,00

Rúgbi – R$ 1.904.000,00

Taekwondo – R$ 1.904.000,00

Tênis – R$ 2.800.000,00

Tênis de Mesa – R$ 3.248.000,00

Tiro com Arco – R$ 1.904.000,00

Tiro Esportivo – R$ 2.912.000,00

Triatlo – R$ 3.136.000,00

Vela – R$ 3.900.000,00

Voleibol – R$ 3.900.000,00

Confederação de Inverno

Desportos na Neve – R$ 1.792.000,00

Desportos no Gelo – R$ 1.792.000,00

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sábado, 29 de novembro de 2014 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:28

Lesão ameaça tirar estrela do handebol do Pan de Toronto

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Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Um escorregão aparentemente bobo pode custar à seleção brasileira feminina de handebol a ausência de uma de suas principais jogadoras nos próximos Jogos Pan-Americano de Toronto, em julho do ano que vem. A armadora Duda Amorim sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, após sofrer uma queda após marcar um gol para o Brasil na vitória sobre a Tunísia por 35 a 23, pelo Torneio Internacional da Espanha, nesta sexta-feira. Ao arremessar para fazer o gol, Duda perdeu o equilíbrio e torceu o joelho.

Após uma ressonância magnética, realizada em Málaga, onde o torneio está sendo realizado, ficou constatada a lesão no ligamento cruzado anterior e precisará passar por uma cirurgia. O tempo estimado de recuperação é de seis meses, de acordo com a médica da seleção, Pauline Buckley Bittencourt Silva.

Com este prazo de recuperação, é muito difícil que Duda Amorim consiga entrar em forma a tempo para disputar o Pan-Americano de Toronto, de 10 a 26 de julho do ano que vem. O Brasil estará brigando pelo pentacampeonato da competição, repetindo os feitos de Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003, Rio de Janeiro 2007 e Guadalajara 2011. E ficar sem uma jogadora do nível da armadora é um desfalque considerável, especialmente no ataque.

VEJA MAIS SOBRE O HANDEBOL BRASILEIRO NO ESPÍRITO OLÍMPICO:

>>> O dia em que o handebol deixou de ser “pé de página” no Brasil
>>> Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro
>>> Técnicos gringos são uma benção ao esporte do Brasil

Aos 28 anos e com 1m86 de altura, Duda Amorim vem sendo uma das principais artilheiras da seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak, tendo marcado 103 gols nas duas últimas Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 20212) e nos Mundiais de 2011 (Brasil) e 2013 (Sérvia), quando a seleção conquistou uma inédita medalha de ouro.

Que ela tenha uma recuperação e consiga estar inteira para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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domingo, 16 de novembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 18:29

Com a volta de Adriana Araújo, Brasil estreia no Mundial de boxe nesta segunda

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Delegação do Brasil que disputará o Mundial feminino de boxe, a partir desta segunda, em Jeju

Delegação do Brasil que disputará o Mundial feminino de boxe, a partir desta segunda, em Jeju

Depois de passar praticamente um ano afastada da seleção brasileira por questões disciplinares, a boxeadora Adriana Araújo será o principal nome da equipe feminina de boxe amador, que nesta segunda-feira inicia sua participação no Campeonato Mundial da modalidade, na cidade de Jeju, na Coreia do Sul.  Ao todo, o Brasil levou para a Ásia uma equipe com lutadoras em sete categorias diferentes, sendo que destas somente três são olímpicas – 51 kg, 60 kg (na qual compete Adriana) e 57 kg.

Adriana Araújo precisou contar com a intervenção do Ministério do Esporte para poder selar um acordo de paz  e voltar à integrar a seleção olímpica, depois de entrar em guerra com o presidente da CBBBoxe, Mauro José da Silva. Os dois brigaram logo após a participação de Adriana nas Olimpíadas de Londres 2012, quando ela levou a medalha de bronze. E não foi uma briguinha qualquer. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse a boxeadora, logo após ganhar sua medalha em Londres.

Veja também

>>> O final feliz de Adriana Araújo e a arte de engolir sapos
>>> Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

Como Adriana Araújo é considerada a melhor boxeadora feminina do Brasil, o Ministério do Esporte foi pragmático em tentar um acerto entre ela e Mauro José da Silva, que justificou o corte da atleta pela indisciplina e descaso com a preparação física. Em abril do ano passado, ele disse que a lutadora se apresentou 14 kg acima do peso e que não queria treinar com as demais integrantes da seleção, em São Paulo. E como o Brasil tem a ousada meta de ficar entre os dez primeiros do quadro de medalhas nos Jogos do Rio 2016, o Ministério do Esporte apertou a pressão para que Adriana e CBBoxe chegassem a um acordo.

A estreia de Adriana Araújo no Mundial da Coreia será apenas na terça-feira, diante de Ndiang Christelle, dos Camarões, pela categoria 60 kg. Mas a participação brasileira na competição começará na madrugada desta segunda-feira, quando Clélia Costa (51kg, categoria olímpica) vai enfrentar a francesa Sarah Ourahmoune;  Taynna Cardoso (57kg) vai lutar contra Nina Meinke, da Alemanha; e Jessica Carlini (69kg), que terá pela frente a canadense Myriam da Silva.

Na tera-feira, além e Adriana Araújo, o Brasil terá em ação Grazieli de Jesus (48kg) diante da indiana Sarjubaia Shamjetsaban; Flávia Figueiredo (75kg, também categoria olímpica) enfrentando a marroquina Khadija Mardi; e por fim, Andreia Bandeira (81kg) pegará Xiaoli Yang, da China.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 13:15

‘Noivo-sparring’ ajudou brasileira a ganhar medalha inédita

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Aline Silva comemora vitória na semifinal do Mundial, sobre Burmaa Ochirbat, da Mongólia

Aline Silva comemora vitória na semifinal do Campeonato Mundial de luta olímpica sobre Burmaa Ochirbat, da Mongólia

Em reportagem publicada nesta quinta-feira no iG Esporte, a falante e sempre sorridente Aline Silva, dona da primeira medalha do Brasil em Campeonatos Mundiais na história da luta olímpica (prata na categoria 75 kg em Tashkent, no Uzbequistão) contou, entre outras coisas, um dos segredos que a levou a conquistar o vice-campeonato mundial: o trabalho de sparring do noivo, Flavio Ramos.

“Ele foi fundamental para essa minha conquista”, disse Aline, lembrando que o noivo é judoca e a ajuda muito nos treinos. “Como eu mudei de categoria, fica complicado fazer lutas com as meninas aqui no Sesi. Ele abandonou o emprego dele este ano e passou a atuar como atleta-voluntário apenas para ajudar nos meus treinos. É meu grande parceiro”, derrete-se a lutadora brasileira.

>>> Veja ainda: Esporte brasileiro tem semana de feitos inéditos

Os dois se conhecem há mais de dez anos, quando treinaram juntos judô no Centro Olímpico. Se separaram e muitos anos depois acabaram se reencontrando, por meio da rede social Orkut, em 2010. Estão juntos desde então e já até marcaram a data do casamento: será no próximo dia 6 de dezembro.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 20:22

Família Grael chega a seu sexto título mundial na Espanha

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Martine Grael e Kahena Kunze comemoram a conquista do Mundial de Santander na 49er FX

Martine Grael e Kahena Kunze comemoram a conquista do título no  Mundial de Santander (ESP)

O encerramento do Campeonato Mundial de vela da Isaf (Federação Internacional de vela, na sigla em inglês), neste último domingo, na cidade de Santader (Espanha) trouxe muito mais do que a ótima conquista do título da competição pela dupla brasileira formada por Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX. Foi uma vitória emocionante, assegurada somente na última regata, a medal race, tendo como maiores adversárias as dinamarquesas Ida Nielsen e Marie Olsen até o final da prova.

A conquista também ratificou o favoritismo da dupla, líder do ranking mundial da Isaf na classe, para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Por sinal, as duas também venceram o evento-teste realizado na Baia de Guanabara, em agosto.

Por fim, uma outra marca importante foi que este título mundial acabou se transformando no sexto conquistado por um representante da família Grael na vela. Antes de Martine, seu pai, o campeão olímpico Torben Grael, já havia sido campeão em quatro oportunidades: 1978, 1983 e 1987, pela classe Snipe, e 1990 na Star. Além dele, o tio Lars Grael também foi campeã mundial na Snipe em 1983, junto com Torben.

O Mundial de Santander definiu também as primeiras 138 vagas da vela para os Jogos do Rio 2016. Confira todos os classificados, na página especial do blog.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014 Seleção brasileira | 19:05

Judô fará Desafio Brasil x Japão em um teatro

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Rafael Silva (de branco), em ação no último Mundial da Rússia, será uma das estrelas do Desafio Brasil x Japão

Rafael Silva (de branco), em ação no último Mundial da Rússia, será uma das estrelas do Desafio Brasil x Japão

Um lugar inusitado receberá duas das maiores escolas do judô mundial. O Teatro Bradesco, localizado no Shopping Bourbon, no bairro da Pompéia (SP), será palco de um desafio entre as seleções masculinas do Brasil e Japão, no próximo dia 28, um domingo, a partir das 10h.

O evento, organizado por um dos patrocinadores da CBJ, contará pelo lado brasileiro com duas das principais estrelas da equipe, Carlos Chibana, primeiro do ranking mundial da IFJ (Federação Internacional de Judô) na categoria até 66 kg, e Rafael Silva, o Baby, melhor do mundo na categoria acima dos 100 kg e que foi medalha de bronze no recém-disputado Mundial da Rússia. Outro nome de destaque surge na categoria até 73 kg, Alex Pombo, sétimo do mundo segundo a IFJ.

Os brasileiros, porém, não terão pela frente a equipe principal do Japão, que na Rússia faturou quatro medalhas (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze). Dos cinco judocas escalados, o melhor ranqueado é Jumpei Morishita, que está em 58º.

Nesta sexta-feira (19), em uma ação promocional para divulgar o evento, um judoca performático desafiará o público a partir das 12h, na Praça da Liberdade, em frente à estação Liberdade, do metrô, em São Paulo (SP). Quem conseguir aplicar um ippon (golpe perfeito) no atleta, ganha ingresso para o Desafio Internacional de Judô. Baby estará presente para conversar com os fãs.

A programação do Desafio Brasil x Japão será a seguinte:

66kg – Charles Chibana x Jumpei Morishita
73kg – Alex Pombo x Ryo Saito
81kg – Rafael Macedo x Yasuhiro Ebi
90kg – Eduardo Bettoni x Kensei Ikeda
90kg – Rafael Silva x Kenta Nishigata

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domingo, 7 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:40

Um tiro certeiro na monocultura esportiva

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O maior legado (diria até obrigação) da conquista do direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro é tentar por um fim na monocultura esportiva Brasil. Mas infelizmente não será em sete anos que isso se resolverá, não importa que queiram nos empurrar goela abaixo que somos ou estamos no caminho de nos tornar uma potência esportiva. Isso é trabalho para as próximas décadas, onde os resultados obtidos pelas equipes brasileiras nas próximas Olimpíadas poderão sim ter grande influência em uma mudança de postura – mas acima de tudo, é um trabalho de formiguinha, de longo prazo.

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D'Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da  Copa do Mundo de tiro com arco

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D’Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da Copa do Mundo de tiro com arco neste domingo

Enquanto isso, por culpa de décadas de atraso na implantação de uma política esportiva (que só nos últimos anos, na esteira da vitória na eleição do COI de 2009, vem mudando de forma gradativa), por ignorância de grande parte do público e por completo desinteresse dos principais veículos de mídia do país, o esporte do Brasil resume-se, em 90% dos casos, ao futebol. Vez ou outra fala-se do vitorioso voleibol de seleções, exaltam-se conquistas de ídolos consagrados como Cesar Cielo ou Guga, ou comemoram-se conquistas isoladas, como o emocionante título mundial feminino de handebol em 2013. Mas a verdade é que o Brasil só vira “olímpico” de fato a cada quatro anos.

Infelizmente essa é a dura realidade, doa a quem doer. Porém, isso está mudando aos poucos.

Uma pequena prova disso ocorreu na manhã deste domingo, 7 de setembro. Uma modalidade nanica no Brasil, praticamente ignorada pelo grande público, o tiro com arco viveu algumas horas de protagonismo, aos menos na timeline esportiva das redes sociais, graças a um garoto de 16 anos, nascido no Rio de Janeiro e que nem terminou ainda o ensino médio. De forma inédita, Marcus Vinícius D’Almeida chegou à final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Lausanne (SUI), perdendo a medalha de ouro apenas no chamado “shoot-off” (flecha desempate), após a igualdade em cinco sets com o americano Brady Ellison. medalha de prata por equipes nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O pódio em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O pódio da final da Copa do Mundo em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O feito de Marcus Vinícius é espetacular, primeiro pela pouca idade (16 anos) e também pelo fato de ter chegado à final da Copa do Mundo como o mais novo arqueiro da história a atingir este feito e na condição de nono colocado no ranking mundial da Fita (Federação Internacional de Tiro com Arco). O leitor do iG Esporte pôde conhecer um pouco mais de história do jovem prodígio brasileiro no mês de agosto, pouco antes de iniciar sua participação nas Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN), onde também terminou com a medalha de prata.

Não irei cravar aqui que Marcus Vinícius D’Almeida será medalha em 2016. Jornalista não é vidente. Fica claro, porém, que o garoto é um atleta a ser colocado no radar para ser acompanhado detalhadamente nos próximos anos. Assim como outros grandes talentos de modalidades ignoradas pelo público e mídia, como é o caso de Isaquias Queiroz, bicampeão mundial da canoagem velocidade C1 500m (modalidade não olímpica).

Se por causa de atletas como eles o Brasil parar um pouco de viver essa irritante monocultura esportiva, esse será o grande legado que os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão para este país.

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domingo, 31 de agosto de 2014 Almanaque, Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 00:55

As medalhas do Brasil nos Mundiais de judô

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A brasileira Mariua Suelen Altheman não conseguiu superar a cubana Idalys Ortiz na final da categoria acima de 78 kg

A brasileira Maria Suelen Altheman (à esquerdas) não conseguiu superar a cubana Idalys Ortiz na final da categoria acima de 78 kg

No último dia de disputas individuais do Campeonato Mundial de judô, que está sendo realizado na cidade russa de Chelyabinsk, na Rússia, o Brasil ampliou seu número de medalhas na competição. O melhor resultado foi obtido por Maria Suelen Altheman, na categoria acima de 78 kg, que acabou repetindo o desempenho do Mundial do ano passado, realizado no Brasil, e ficou com a medalha de prata. Novamente derrotada pela forte cubana  Idalys Ortiz, por ippon, em uma luta na qual ela saiu com uma contusão no joelho.

Depois, foi a vez de Rafael Silva, na categoria acima de 100 kg, que não repetiu o vice-campeonato de 2013 mas não deixou a Rússia com as mãos abanando, ao levar o bronze após derrotar o alemão Roy Meier. Neste domingo, o Mundial de Chelyabinsk se encerra com a disputa do torneio por equipes.

No geral, o Brasil soma um total de 38 medalhas em Mundiais de judô ao longo da história.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras

Medalha de ouro

João Derly – 66 kg – Cairo (Egito)/2005
João Derly – 66 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Tiago Camilo – 81 kg – Rio der Janeiro (Brasil)/2007
Luciano Corrêa (100 kg) – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Rafaela Silva (57 kg) – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Mayra Aguiar (78 kg) – Chelyabinsk (Rússia)/2014

Medalha de prata

Aurélio Miguel – 95 kg – Hamilton (Canadá)/1993
Aurélio Miguel – 95 kg – Paris (França)/1997
Mayra Aguiar – 78 kg – Tóquio (Japão)/2010
Leandro Guilheiro – 81 kg -Tóquio (Japão)/2010
Leandro Cunha – 66 kg – Tóquio (Japão)/2010
Leandro Cunha – 66 kg – Paris (França)/2011
Rafaela Silva – 57 kg – Paris (França)/2011
Érika Miranda – 52 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Maria Suelen Altheman – + 78 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Rafael Silva – + 100 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Maria Suelen Altheman – + 78 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014

Medalha de bronze

Chiaki Ishii – 93 kg – Ludwigshafen (Alemanha)/1971
Walter Carmona – 86 kg – Paris (França)/1979
Aurélio Miguel – 95 kg – Essen (Alemanha)/1987
Rogério Sampaio – 73 kg – Hamilton (Canadá)/1993
Daniele Zangrando – 56 kg – Tóquio (Japão)/1995
Edinanci Silva – 72 kg – Paris (França)/1997
Fúlvio Myata – 60 kg – Paris (França)/1997
Sebastian Pereira – 73 kg – Birmingham (Inglaterra)/1999
Mario Sabino – 100 kg – Osaka (Japão)/2003
Edinanci Silva – 78 kg – Osaka (Japão)/2003
Carlos Honoraro – 90 kg – Osaka (Japão)/2003
Luciano Correa – 100 kg – Cairo (Egito)/2005
João Gabriel Schilittler – + de 100 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Sarah Menezes – 48 kg – Tóquio (Japão)/2010
Sarah Menezes – 48 kg – Paris (França)/2011
Leandro Guilheiro – 81 kg – Paris (França)/2011
Mayra Aguiar – 78 kg – Paris (França)/2011
Sarah Menezes – 48 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Mayra Aguiar – 78 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Érika Miranda – 52 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014
Rafael Silva – + 100 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014

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