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sábado, 13 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 00:11

O vôlei do Brasil não merece os cartolas que têm

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Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Muita atenção para estes nomes…

Willian, Montanaro, Renan, Bernard, Xandó e Amauri

Jaqueline, Isabel, Vera Mossa, Heloisa, Dulce e Ivonete

Mauricio, Marcelo Negrão, Tande, Giovanni, Paulão e Carlão

Ana Moser, Fernanda Venturini, Ana Paula, Ana Flávia, Márcia Fu e Ida

Ricardinho, Nalbert, Escadinha, Rodrigão, Giba e Dante

Dani Lins, Jaqueline, Fabiana, Fabi, Sheilla e Thaisa

Estão listados acima apenas alguns dos grandes responsáveis pelas grandes conquistas do vôlei brasileiro nos últimos 30 anos. Poderia perfeitamente preencher pelo menos mais umas 10 linhas listando alguns dos grandes times brasileiros em Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Sem falar na turma que brilhou no vôlei de praia, o irmão mais novo porém igualmente vencedor, com Emanuel, Ricardo, Alisson, Sandra Pires, Shelda, Jaqueline Silva, Adriana Behar, Larissa, Juliana…

O fato é que todos estes nomes, que tantas glórias fizeram para tornar do vôlei o segundo esporte mais popular do Brasil, não merecem os dirigentes que jogaram a modalidade na lama neste ano de 2014, culminando com o grande vexame ocorrido nesta quinta-feira, quando o Banco do Brasil suspendeu o histórico e milionário patrocínio (estimado em R$ 70 milhões anuais) pagos à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Tudo isso motivado após a divulgação de um relatório da CGU (Controladoria Geral da União), apontando diversas irregularidades em contratos firmados pela entidade, que chegam a R$ 30 milhões. No popular, dinheiro público que seria destinado ao desenvolvimento e manutenção da modalidade foi desviado, sabe-se lá para onde.

As denúncias feitas pela “ESPN”, em uma sensacional série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro desde o início do ano, jogaram por terra a imagem de competência dos cartolas da CBV. Durante muitos anos, passou-se a imagem de que o vôlei era uma ilha de excelência no atrasado mundo olímpico brasileiro. Pelos resultados em quadra, somente das quadras de vôlei o país poderia aprender a criar um modelo vencedor. Centro de Treinamento de última geração, categorias de basa sempre revelando nomes para as seleções, o vôlei virou uma referência para as demais modalidades.

Mas o modelo vencedor, um “case” de sucesso em gestão esportiva segundo o ex-presidente Ary Graça, atual mandatário da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), também tinha seus problemas. Basta relembrar a quantidade de equipes que fecharam as portas nos últimos anos, a despeito de ter uma liga nacional com exposição extrema nos canais de esporte a cabo (na TV aberta, apenas as finais e as seleções tinham espaço). É estranho também um esporte tão vencedor ver um êxodo de atletas nos últimos anos. Sheilla e Bruninho, que atuam na Europa. são apenas dois exemplos, enquanto Jaqueline ficou uma temporada sem clube, tendo acertado há pouco com o Minas.

Que todo este vexame que o vôlei viveu ao longo do ano, inclusive nos últimos dias de 2014, sirva para afastar todos os cartolas corruptos de uma vez. E torcer para que esta crise que parecia inimaginável até um tempo atrás não afete o desempenho das equipes nas Olimpíadas de 2016, no Rio.

 

 

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quarta-feira, 2 de abril de 2014 Imprensa, Isso é Brasil | 17:35

Por favor, sigam o exemplo de Bebeto de Freitas!

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Bebeto de Freitas vem sendo um crítico feroz da estrutura do esporte brasileiro

Bebeto de Freitas vem sendo um crítico feroz da estrutura do esporte brasileiro

Comecei a semana no blog exaltando a surpreendente veemência e firmeza com que vários ídolos do esporte brasileiro se posicionaram em relação ao caso dramático da ex-ginasta Laís Souza, cobrando no iG Esporte uma ampla discussão a respeito até da profissionalização do atleta olímpico do Brasil. Mas cá entre nós, eles ainda têm muito a aprender em combatividade com o ex-técnico da seleção masculina de vôlei, Bebeto de Freitas, que ocupou também a presidência do Botafogo

Há algumas semanas, Bebeto vem mostrando toda a sua indignação contra a frágil estrutura do esporte brasileiro, que beneficia poucos em detrimento da maioria. Primeiro, em entrevista ao jornal “O Globo”, colocando o dedo na ferida a respeito da vergonhosa crise no vôlei do Brasil, que culminou com a queda do presidente licenciado Ary Graça, após o mal-explicado caso das comissões a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei).

Bebeto de Freitas demonstra a mesma coragem ao criticar, sem papas na língua, o chamado legado do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), classificado por ele como “um caos”, em entrevista ao site “Esporte Essencial”, para a jornalista Fabiana Bentes. Em um dos trechos, ao comentar o habitual discurso de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, que adora exaltar as medalhas conquistadas pelo Brasil em sua gestão, ele foi cirúrgico.

“Mas qual é o legado dessas medalhas? Nenhum. Construímos um velódromo e depois destruímos. Construímos uma piscina que não serve para a Olimpíada. O Pan-Americano foi o maior engodo que se vendeu no Brasil. Do ponto de vista esportivo, o Pan-Americano não representa mais nada, porque pouquíssimos esportes se classificam nessa competição para a Olimpíada.”

O esporte brasileiro precisa de mais pessoas com coragem e personalidade como Bebeto de Freitas.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 19:52

A maior vitória do esporte brasileiro. Só falta Dilma assinar

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Ex-atletas brasileiros se reúnem com o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, antes da votação histórica desta terça-feira

Atenção para estes números:

– Coaracy Nunes, presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988;
– Ary Graça, ainda presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995, embora afastado por conta de sua eleição para comandar a FIVB (Federação Internacional de Vôlei);
– Roberto Gesta de Melo, presidente da CBAt de 1987 até 2013, quando entregou o cargo para José Antonio Fernandes;
– Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) desde 1996

A partir desta terça-feira, o esporte brasileiro não servirá mais de “capitanias hereditárias” de um seleto grupo de cartolas, como os citados acima.  Com a aprovação no Senado Federal da MP 620/2013,  de forma unânime, está limitada a apenas uma reeleição sem sair do cargo o mandato dos dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas. Na semana passada, a MP já havia sido aprovada na Câmara Federal.

Os exemplos acima foram apenas ilustrativos, mas a maioria esmagadora das entidades esportivas do Brasil, em todos os níveis, passam pela mesma situação vergonhosa, onde poucos detém o poder e não querem largar o osso.

Com a aprovação, falta apenas a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Trata-se da maior vitória do esporte brasileiro, não tenham dúvida disso. A democracia chegou às quadras, pistas, ginásios e campos e isso terá reflexo profundo no que irá se transformar o modelo esportivo do país nos próximos anos.

Vitória que só foi possível graças à mobilização do movimento “Atletas pelo Brasil”, que reuniu nomes de peso do esporte nacional, como Ana Moser (que preside a entidade), Raí, Gustavo Kuerten, Mauro Silva e Hortência, que estiveram acompanhando a votação.

O esporte do Brasil irá dormir bem mais leve e alegre neste histórico 17 de setembro.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 11:53

Segredos e mentiras

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Leandro Vissotto se recupera de um cateterismo. Mas quase que ninguém ficou sabendo

Caiu como uma bomba entre os fãs do vôlei e do esporte olímpico brasileiro a notícia, nesta última terça-feira, que o oposto Leandro Vissoto, da seleção brasileira masculina, precisou passar por um cateterismo para tratar uma arritimia cardíaca, ocorrida durante uma partida pelo Campeonato Italiano. A cirurgia foi um sucesso e o jogador já está recuperado, concentrado no CT de Saquarema e treinando para recuperar a forma. Tudo normal, se não fosse um pequeno detalhe:  tanto o jogador quanto a própria CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) fizeram o possível para esconder a informação.

A notícia só não passou batida graças a uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, de autoria do repórter Danieel Brito, publicada na edição desta terça. Ao procurar Vissotto para repercutir a história, a repórter Aretha Martins, do iG, ouviu do oposto a justificativa do mistério. “Não queria burbuirinho”.

Ninguém é obrigado a sair por aí expondo sua vida particular, seus problemas ou dramas pessoais. Talvez essa seja a maior crítica que se faça a estes tempos nos quais Twitter e Facebook tomaram o lugar das velhas e boas relações humanas. Todo mundo acha que pode falar sobre tudo, a internet virou um baú virtual de críticas e lamentações, sem censura. Mas duas coisas não me parecem corretas neste caso.

Primeiro, o fato da assessoria da CBV mentir (ou omitir) neste caso, ao divulgar que o jogador não tinha viajado com o grupo para a primeira rodada da Liga Mundial para se recuperar de uma lesão. Caramba, o cara passa por um procedimento cirúrgico no coração e divulgam algo como se fossem dores na panturrilha? Não dá, não pode ser assim. Isso é o que eu chamo de desinformação, no mínimo.

Outra coisa é a postura do jogador. Ele é uma figura pública, quer goste ou não. Provavelmente é ídolo para muitas pessoas, que certamente ficaram preocupadas com a notícia e o risco que ele correu, tanto de vida quanto para o prosseguimento de sua carreira. Tem que dar satisfação, sim! De uma forma simples, através de comunicado, claro e sem rodeios, e ponto final.

Talvez o maior exemplo de como se lidar diante de uma situação dramática como essa tenha sido dada por Magic Johnson, então astro do Los Angeles lakers, da NBA, quando em 1991 descobriu ser portador do vírus HIV e reuniu a imprensa, em uma coletiva, para divulgar o fato e anunciar que estava abandonando as quadras.

Tudo feito às claras, de forma honesta e respeitando seu drama.

Não se defende o sensacionalismo em casos como este vivido por Leandro Vissotto. Somente se pede que a verdade, mais do que qualquer coisa, seja preservada.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 16:48

A inoportuna virada de mesa da CBV no vôlei de praia

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Emanuel e Ricardo conquistaram a medalha de bronze em Pequim 2008

Conhecida pelo seu modelo de organização e pelo vasto currículo de títulos internacionais, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) acabou criando uma bela armadilha que pode arranhar sua quase irretocável imagem, pouco antes das Olimpíadas de 2012. A entidade anunciou no começo desta semana uma inesperada mudança nas regras para a escolha das duplas de vôlei de praia que irão aos Jogos de Londres. Isso somente seis meses antes da competição!

A inoportuna virada de mesa da CBV, anunciada como se fosse uma verdadeira revolução esportiva no país, reduziu a somente 12 atletas (três duplas no masculino e três no feminino) a chance de garantir uma das quatro vagas à disposição, duas em cada categoria. Com isso, deu um bico no antigo critério, que seria a classificação via ranking mundial da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

A parte mais polêmica da nova determinação da CBV, porém, é que a entidade poderá usar o critério de escalar as duplas de acordo com seu interesse técnico. Assim, poderíamos ter no masculino, por exemplo, parcerias diferentes das atuais, Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha e Márcio/Pedro Solberg. Tudo de acordo com os “interesses técnicos” da CBV.

Não me parece interessante que a entidade que comanda o vôlei brasileiro tenha decidido fazer esta alteração de seus critérios tão próximo assim aos Jogos Olímpicos.  Não pega bem. Depois, se der confusão, não vale reclamar.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 21:38

Doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro

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Pedro Solberg teve um resultado positivo para esteroide. Mas ele diz que é inocente

Para um país que quer ostentar o status de “olímpico” nos próximos anos – de olho, obviamente, na organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, as últimas semanas não estão sendo nada agradáveis ao Brasil. Se não bastasse o mega escândalo envolvendo o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, eis que surgiu nesta quarta-feira mais um caso: Pedro Solberg, do vôlei de praia, flagrado em um exame no Rio de Janeiro realizado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), cujo resultado apontou a presença de um esteroide.

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) confirmou o resultado positivo e disse que esperava que o assunto seja resolvido da melhor maneira. O atleta está suspenso preventivamente. Mais tarde, o próprio Solberg alegou que não tomou nada ilegal.

É impressionante, para não dizer patético, a forma com que o doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro. Não que o Brasil tenha a obrigação de resolver um verdadeiro câncer que atinge o esporte mundial que é o doping, mas convenhamos que a quantidade de casos positivos por aqui nos últimos tempos é preocupante.

Exemplos temos de sobra: o escândalo da equipe de velocistas de atletismo da extinta equipe rede; o doping por um diurético ingerido por Daiane dos Santos, na ginástica; o “doping burro” de Fabíola Molina, na natação; as denúncias da “ESPN Brasil” sobre o ciclismo brasileiro; fora o caso Cielo.

Tudo isso em menos de dois anos!

E o anúncio de um novo caso, agora envolvendo o vitorioso vôlei de praia, só aumenta a diferença no placar a favor do doping. Sinceramente, este não é o “Brasil olímpico” que sonhamos, não é mesmo?

Veja também:

>> O doping e a hipocrisia

>> Doping burro, o pior que existe

>> O que acontece com o tribunal da CBAt?

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:25

Nalbert corneta a CBV via Twitter

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Nalbert quer atenção da CBV com os ídolos do vôlei brasileiro

Exemplo de organização no esporte olímpico brasileiro, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) recebeu uma bela cornetada via Twitter, durante o jogo de despedida de Ronaldo Fenômeno pela seleção brasileira, nesta terça-feira, na vitória de 1 a 0 sobre a Romênia. E a cornetada veio em uma espécie de “fogo amigo”:  o ex-capitão Nalbert, campeão mundial (2002, na Argentina) e olímpico (2004, em Atenas) com a seleção brasileira masculina.

“Perguntar não ofende: por que nenhum ídolo do vôlei recebeu uma homenagem como essa até hoje”, disparou Nalbert em sua página no microblog, para em seguida enaltecer e cumprimentar Ronaldo pela despedida.

Pelo que conheço dos padrões do vôlei, especialmente da seleção brasileira, onde parece ser proibido criticar e dar notícias com viés negativo, as palavras de Nalbert terão certamente um peso bem forte dentro da CBV.

Veja também:

Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

Brasileiros compram mais ingressos de vôlei para Londres-12

Vitória contra o preconceito. Mas a luta só começou…

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