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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:45

Esporte brasileiro tem semana de feitos inéditos

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Não me recordo qual foi a última vez em que o esporte olímpico brasileiro viveu dias de conquistas inéditas tão relevantes como as dos últimos cinco dias. Do domingo (dia 7/9) até esta quinta-feira (11/9), três modalidades atingiram feitos até então inimagináveis em sua biografia olímpica.

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Mundial

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Campeonato Mundial de luta olímpica

O mais recente deles aconteceu justamente nesta quinta-feira, com a medalha de prata obtida pela lutadora Aline Ferreira, na categoria 75 kg, no Campeonato Mundial de luta olímpica, modalidade luta livre, que está sendo disputado em Taskkent, no Uzbequistão. Na decisão, Aline (que foi prata no Pan-Americano de Guadalajara 2011) acabou sendo derrotada pela americana Adeline Gray, por 2 a 1.

Sinceramente, o resultado na decisão é o menos importante. Em um esporte sem qualquer tradição no Brasil, Aline conseguiu simplesmente a primeira medalha para o País em Mundiais na luta olímpica, um resultado extraordinário, especialmente levando-ser em conta que a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) recebeu um dos menores repasses de recursos da lei Agnelo-Piva (R$ 2 milhões) em 2014.

Algo semelhante à conquista no domingo de Marcus Vinicius D”Almeida, na final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Paris (FRA), ao levar a medalha de prata com apenas 16 anos, tornando-se o mais jovem arqueiro do mundo a alcançar este feito. Da mesma forma que Aline Ferreira, jamais um brasileiro havia obtido um resultado semelhante.

Mesmo sem medalha, também merece ser ressaltado o desempenho de Rodrigo Bastos na final da fossa olímpica do Mundial de tiro esportivo, que está sendo disputado em Granada (ESP). O quinto lugar também representou o melhor resultado de um atleta brasileiro nos Mundiais da modalidade.

O que vem na sequência destes resultados é um alento para o esporte brasileiro em sua preparação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Com uma meta ousada de terminar entre os dez primeiros no quadro geral de medalhas, e impulsionadas por investimentos inéditos de verbas do Ministério do Esporte, estas modalidades menos badaladas começam a experimentar uma rotina de vitórias.

Ainda não é possível cravar que a diversificação de bons resultados em modalidades olímpicas irá representar um resultado positivo no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Mas é inegável que trará efeitos no DNA esportivo do Brasil num futuro próximo.

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domingo, 19 de janeiro de 2014 Jogos Sul-Americanos, Seleção brasileira | 11:15

Com mudanças, luta se prepara para os Jogos Sul-Americanos

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Atletas da seleção brasileira de lutas durante palestra durante os treinos no Cefan

Atletas da seleção brasileira de lutas acompanham palestra durante os treinos no Cefan

Passou batido em razão das festas de final de ano, mas a luta olímpica já apresenta algumas das novidades que se comprometeu a realizar no esporte ao COI (Comitê Olímpico Internacional), quando foi colocada em votação sua permanência no programa olímpico, em setembro de 2013. No último dia 17 de dezembro, a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) publicou em seu site importantes modificações anunciadas pela FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) nas categorias de peso nos estilos livre (masculino e feminino) e greco-romana.

Os homens perderam uma categoria de peso no greco-romano e livre, enquanto o estilo livre feminino terá duas categorias olímpicas a mais. E nesta nova configuração, os atletas da seleção brasileira já começaram a preparação para os Jogos Sul-Americanos, que serão realizados em Santiago (CHI), em março. Os treinos estão sendo realizados no Cefan, no Rio de Janeiro.

>>> Leia também: Após ‘susto’ do COI, luta faz seu Mundial de olho em mudanças

Ao todo são seis atletas em cada estilo, totalizando 36 lutadores, divididos em equipes A e B. Só ao final do período de treinos é que será definida a seleção que irá a Santiago

Os lutadores convocados pela direção técnica da CBLA, já dividos nas respectivas equipes e novas categorias de peso, são os seguintes:

EQUIPE A

LUTA FEMININA (ESTILO LIVRE)

48 kg – Susana Almeida dos Santos (RJ)

53 kg – Camila Fama Tristão (SP)

58 kg – Joice Silva (RJ)

63 kg – Lais Nunes Oliveira (SP)

69 kg – Gilda Oliveira (SP)

75 kg – Aline Ferreira (SP)

ESTILO LIVRE MASCULINO

57 kg – Wellington Silva (RJ)

65 kg – Waldeci Silva (AM)

74 kg – Rafael Aparecido (SP)

86 kg – Adrian Jaoude (RJ)

97 kg – Juan Isidoro Bitencourt (SP)

125 kg – Hugo Cunha (RJ)

ESTILO GRECO-ROMANO

59 Kg – Diego Romanelli (MG)

66 kg – Rafael Messias Páscoa (MG)

75 kg – Ângelo Moreira (MG)

85 kg – Ronison Santiago Brandão (SP)

98 kg – Davi Albino (RJ)

130 kg – Antônio Henriques dos Santos (SP)

EQUIPE B

LUTA FEMININA

48 kg – Kamila Barbosa (SP)

53 kg – Mayara Graciano (SP)

58 kg – Giullia Penalber (RJ)

63 kg – Dailane Gomes (RJ)

69 kg – Helena Romanelli (MG)

75 kg – Keila Silva (GO)

ESTILO GRECO-ROMANO

59 kg – Arley Machado (RJ)

66 kg – André Felipe Feitosa (RJ)

75 kg – Richard Moura (MG)

85 kg – Wanderson Souza (SP)

98 kg – Robson Kato (SP)

130 kg – Ramon Denier (RN)

ESTILO LIVRE MASCULINO

57 kg – Rafael Sales (MG)

65 kg – Douglas Vieira (RJ)

74 kg – Allan Ferreira (AM)

86 kg – Pedro Rocha (RJ)

97 kg – Alexandre Santos (AM)

125 kg – Antoine Jaoude (RJ)

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 14:55

Maio será decisivo para sobrevivência da luta nas Olimpíadas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa olímpico

Começa o mês mais importante na briga da luta para se manter como modalidade fixa do programa dos Jogos Olímpicos. Após a surpreendente recomendação em fevereiro do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que a luta (e suas respectivas categorias olímpica e greco-romana) deixasse de integrar o programa olímpico a partir de 2020, uma intensa campanha de mobilização e lobby para que a modalidade seja escolhida entre outras sete. A decisão final sairá na assembleia geral do COI, marcada para setembro, em Buenos Aires.

Antes disso, porém, o primeiro obstáculo será passar por uma triagem, em uma reunião do comitê executivo do COI em São Petesburgo (RUS), no dia 27 de maio. Lá, sairá uma lista final com três ou quatro finalistas para a definição da assembleia em setembro. Além da luta, tentam assegurar um lugar como core sport (modalidade principal) do programa olímpico o beisebol/softbol, squash, caratê, esporte sobre patins, escalada esportiva, wakeboard e wushu, uma variação do kung fu.

De acordo com Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) e membro da comissão da FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) que trabalha pela manutenção da modalidade nas Olimpíadas, ainda haverá uma reunião da entidade, dia 18, em Moscou, para determinar as últimas estratégias antes do encontro com os integrantes do COI. Dentro da FILA, o otimismo é grande e o dirigente aposta que a briga pela vaga do 26º esporte no programa dos Jogos de 2020 ficará entre a luta, o beisebol/softbol e o caratê.

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900.  Além disso, foi uma das modalidades fundamentais durante os Jogos da Grécia Antiga.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 17:28

Decisão para manter a luta nas Olimpíadas será apenas política, avisa presidente da Confederação Brasileira de lutas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa dos Jogos Olímpicos

Ainda se refazendo do baque com a decisão anunciada pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta terça-feira, recomendando a exclusão das lutas do programa olímpico a partir dos Jogos de 2020, Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) já começa a se articular para ajudar a FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) a tentar convencer os membros do COI, na assembleia geral marcada para setembro, em Buenos Aires.

“Espero que tenhamos chance de reverter essa decisão em setembro, mas até lá teremos muito trabalho pela frente”, disse o dirigente, que entende que a decisão será exclusivamente política e não técnica, em entrevista ao blog. Confira abaixo:

Como vocês ficaram sabendo da decisão do COI? Desconfiavam que algo pudesse ocorrer na reunião desta terça-feira?

Pedro Gama Filho: Fiquei sabendo logo pela manhã, pela internet. Depois, recebemos os comunicados da FILA e do COI. Na véspera, fiquei sabendo que haveria essa votação, mas achava que as outras modalidades que seriam analisadas teriam mais chance de serem retiradas do programa olímpico do que uma modalidade fundadora, como é a luta olímpica.

Qual teria sido a motivação para esta recomendação?

Analisando friamente, creio que a razão seja política. Vejo a luta olímpica como um esporte democrático e universal, com audiência e tradição praticamente em todo mundo. Vi o sucesso do wrestling em Londres refletido em estádio lotado e público participativo. Acho que o grande erro da FILA foi acreditar que isto jamais aconteceria, enquanto outras modalidades que se sentiam ameaçadas certamente estavam trabalhando. No final de janeiro, o presidente da FILA, Raph Martinetti, esteve no Rio para inaugurar o CT da internacional na cidade, o primeiro das Américas, e sequer comentou sobre esta possibilidade. Ironia ou não, ele me falou para guardar a data de 12 de fevereiro, pois seria a provável data da entrada das três categorias femininas que faltavam no programa olímpico. Coube ao destino nos pregar esta peça, com uma decisão ao meu ver completamente equivocada do COI, apagando a sua própria história. Espero que tenhamos chances de reverter esta decisão em setembro, mas até lá, temos muito trabalho pela frente.

Houve algum problema com a luta olímpica nos Jogos de Londres, que pudesse motivar essa decisão?

Fora o mal relacionamento entre a Confederação da Grã-Bretanha com a FILA, tudo correu às mil maravilhas. Casa cheia, grande espetáculo nos tapetes, transmissões para o mundo todo, inclusive para o Brasil. Não vi nada em Londres que pudesse justificar essa retirada do programa.

Quais são os critérios usados para se excluir um esporte do programa olímpico?

Apesar da falta de clareza na nota emitida pelo COI, falaram em relatórios referentes a audiência (em Londres) ratings do broadcasting (dos Jogos de Londres) controle de doping, e universalidade da modalidade. Na minha opinião, o wrestling se saiu muito bem em todos os quesitos, e não acredito que nenhum destes tenha sido determinante para a decisão do COI. De qualquer forma, você medir uma modalidade pela audiência é bastante subjetivo, pois a popularidade na Grã-Bretanha é uma, a popularidade em Tóquio, para citar o exemplo de uma das possíveis futuras sedes para 2020, ou mesmo em Istambul, cidades (países) que tem o wrestling enraizado em suas culturas, seriam dados completamente distintos.

O taekwondo, que também é um esporte de luta, fez parte da análise do comitê executivo do COI, mas foi poupado. Qual o motivo do taekwondo ter sido mantido e as lutas não?

Acredito que tenha sido o trabalho político da Federação Internacional de Taekwondo. Como disse anteriormente, senti os dirigentes da FILA extremamente confiantes, no sentido de que o esporte sequer estivesse ameaçado de sair do programa, e isto realmente pode ter pesado.

Vocês imaginam que será possível reverter esse quadro até a assembleia geral do COI, em setembro? Atitudes como a criação de uma página no Facebook, tentando sensibilizar o COI, podem ter resultado, ou será uma decisão política?

Acho que temos que trabalhar com as ferramentas que temos em mãos. Redes sociais são mecanismos importantes para informar e conscientizar a opinião pública, e se a voz do povo é a voz de Deus, temos que gritar aos quatro cantos do mundo o grande erro que o COI está cometendo, apagando a sua própria história. Imagino o que o Barão de Coubertin acharia disso tudo, certamente estaria muito infeliz! A decisão será política sim, temos que procurar os membros executivos do COI com mensagens positivas, mostrando que o wrestling e Jogos Olímpicos são uma coisa só, e um não existe sem o outro, com sucesso. O trabalho deve ocorrer em todas as frentes visando reverter esta infeliz decisão.

Em caso negativo, qual será o futuro das lutas como modalidade esportiva? É possível que os atletas passem a migrar para outros esportes, como o MMA, por exemplo?

A luta faz parte da história da humanidade, foi o primeiro esporte praticado e passado de geração em geração. Não creio que a modalidade irá acabar por causa de uma decisão infeliz de um grupo. Eles podem enfraquecer a modalidade, que certamente terá no profissionalismo do MMA uma forma de sobreviver, mas o wrestling é maior do que qualquer decisão política, é um esporte universal, que une os povos, e está enraizado nas culturas pelo mundo todo. Se o pior acontecer, o que eu espero que não se concretize, o wrestling achará uma forma de sobreviver. Estamos falando dos homens e mulheres, mais preparados do mundo, certamente eles não irão sucumbir a uma derrota. cair e levantar faz parte do nosso jogo. Seguiremos lutando!

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