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sábado, 18 de janeiro de 2014 Isso é Brasil, Jogos Sul-Americanos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:04

Mesmo sem estrelas do Mundial, handebol acerta ao trazer seleção para o Brasil

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A central Mayara estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

A central Mayara, campeã mundial em dezembro, na Sérvia, estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

O handebol feminino do Brasil começa 2014 disposto a surfar na onda das glórias do inédito título mundial, obtido em dezembro do ano passado, na Sérvia, e acerta na mosca na iniciativa. Para não deixar a modalidade cair no esquecimento do torcedor, a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) decidiu fazer uma fase de treinamentos a partir do próximo dia 26, em São Bernardo do Campo (SP). O período de treinamentos irá se encerrar com um amistoso contra a República Dominicana, no dia 2 de fevereiro, na mesma cidade. Apenas quatro das 16 jogadoras campeãs do mundo estarão presentes e nem o técnico dinamarquês Morten Soudbak estará presente, mas este é o menor dos problemas, pode ter certeza.

Esporte que ainda está longe de ser considerado popular no país, o handebol precisa aproveitar todas as oportunidades para conseguir reforçar sua marca. E fará isso justamente na cidade onde será inaugurado um centro de treinamento de alto rendimento, provavelmente ainda este ano. Além disso, aproveitará o período de treinos para observar novas jogadoras e iniciar a preparação para os Jogos Sul-Americanos de Santiago (CHI), em março.

Lembrem-se que o time campeão do mundo tem uma média de quase 27 anos, mas as principais jogadoras, como Alexandra Nascimento, Deonise e Dani Piedade, já passaram dos 30 anos. O processo de renovação precisa começar logo, de olho não nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, mas em 2020, em Tóquio.

Por isso, se você vibrou e comemorou o título da seleção feminina diante da Sérvia, naquele histórico 22 de dezembro de 2013, pode aproveitar a oportunidade para prestigiar a nova geração do handebol do Brasil. As campeãs mundiais que estarão nesta fase de treinamento são Mayara, Amanda, Deborah Hannah e Elaine. O time será comandado pelo assistente técnico Alex Aprile.

Confira abaixo as convocadas para o período de treinos em São Bernardo do Campo:

Goleiras: Ariadne Tomaz Moreira (Metodista/São Bernardo-SP), Flávia Vidal (Santo André-SP) e Jéssica Silva de Oliveira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

Armadoras: Amanda de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Juliana Malta Varela de Araújo (MKS Zaglebie Lubin – Polônia), Patricia Batista da Silva (Toulon Saint-Cyr Var Handball-França) e Patricia Diane de Jesus (FADENP/São José dos Campos-SP).

Centrais: Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP), Isabella Ansolin (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Mayara Fier de Moura, Patricia Matieli Machado (Liga Itapeviense de Handebol-SP).

Pontas: Agda Gonçalves Pereira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Célia Costa Coppi (Metodista/São Bernardo-SP), Daise de Oliveira Souza (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Dayane Pires da Rocha (Esporte Clube Pinheiros-SP) e Fernanda Barbosa Vaz (Santo André-SP).

Pivôs: Elaine Gomes Barbosa (Associação Cultural e Esportiva Força Atlética-GO), Fernanda Rigo Marques (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Regiane dos Santos Silva (Metodista/São Bernardo-SP) e Tamires Morena Lima de Araújo (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

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domingo, 22 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 17:55

O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

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Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Atualizado

22 de dezembro de 2013

Guarde bem esta data, pois foi neste dia que o handebol do Brasil deixou a condição de “primo pobre”, “recreação escolar” ou mesmo nota de pé de página, como se costuma falar no jargão jornalístico nas redações. Ao conquistar de maneira emocionante o Campeonato Mundial feminino, ao derrotar na decisão a Sérvia por 22 a 20, que jogava em casa e embalada por 20 mil torcedores, a seleção brasileira, literalmente, entrou para a história.

E não foi uma conquista ao acaso. O Brasil terminou o Mundial invicto, com nove vitórias ao longo da competição. Nesta caminhada vitoriosa, precisou superar um jogo emocionante contra a Hungria, nas quartas de final, com direito a duas prorrogações, e bateu a Dinamarca na semifinal, país com muito mais tradição neste esporte e que já foi tricampeão olímpico. Sem falar que derrotou duas vezes as sérvias, donas da casa.

Também não se pode falar que o handebol é um esporte sem apoio no Brasil. A maioria absoluta da seleção feminina atua no handebol europeu, em particular no clube Hypo, da Áustria, em parceria com a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), que banca parte dos salários das atletas. Há também diversos convênios firmados com o Ministério do Esporte, visando a preparação para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Apenas para as preparações de Londres 2012 e Rio 2016, a seleção feminina teve R$ 5,4 milhões, além dos patrocínios do Banco do Brasil e Correios. Tudo somado, chega-se a R$ 9, 4 milhões.

Como não se faz campeão sem ídolos, neste Mundial o Brasil teve a melhor jogadora do torneio (a armadora Duda Amorim) e a segunda artilheira da competição, Alexandra Nascimento, com 54 gols, sem contar que a goleira Babi fez parte da seleção do Mundial, embora a reserva Mayssa Pessoa também tivesse uma atuação brilhante.

Um time que teve até uma jogadora que precisou superar a incerteza se voltaria a jogar, como foi o caso de Dani Piedade, que sofreu um AVC no ano passado mas que conseguiu se recuperar e ser um dos destaques do time.

Tudo isso sob o comando com competência por um dinamarquês “com alma de baiano”, como o próprio técnico Morten Soubak se define, ele que é casado com uma brasileira e que dirige a seleção desde 2009.

Uma medalha que veio com dois anos de atraso, depois de ficar em quinto lugar no Mundial de São Paulo, e ainda ficar no “quase” em Londres 2012, quando a seleção foi eliminada nas quartas de final das Olimpíadas pela Noruega, que seria medalha de ouro.

Depois deste 22/12/2013, o handebol no Brasil nunca mais será pé de página. Pode apostar.

 

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