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Posts com a Tag CBG

terça-feira, 22 de outubro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:14

Pressão do Ministério do Esporte sobre a Confederação de Ginástica já começou

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Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Conforme antecipado pelo blog na última sexta-feira, o recado enviado pelo Ministério do Esporte à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), cobrando uma melhor gestão da entidade para a modalidade, já se tornou uma pressão declarada. O secretário de Alto Rendimento no ministério, Ricardo Leyser, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, disse que espera até o início de 2014 para ver mudanças radicais na administração da CBG.  Do contrário, mudará a forma de repasse das verbas do governo.

Se confirmado, será um golpe duríssimo na entidade que comanda a ginástica artística brasileira, que assim como todas as demais, recebem valores altíssimos em verbas públicas, seja pela Lei Agnelo/Piva (com as cerbas das loterias), seja pelos convênios assinados com o Ministério do Esporte. Só das loterias, a CBG deverá receber R$ 3,3 milhões em 2013. Uma das formas que o governo pode fazer para passar os recursos aos atletas seria via COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou por patrocínio direto.

A entidade, hoje com sede em Aracaju e comandada por Maria Luciene Resende , não pode reclamar de falta de recursos. Conta com patrocínio de R$ 8 milhões da CAixa Econômica Federal e fechou recentemente um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Em compensação, não vem investindo corretamente na renovação – a ponto de ter tido apenas duas atletas femininas classificadas para o último Mundial da Antuérpia, uma delas a veterana Daniele Hypólito – e enfrentado vexames em campeonatos na base. Como no último Brasileiro júnior, onde não havia médico de plantão para atender um atleta que sofreu uma fratura.

Na linguaguem do futebol, a CBG está pendurada com dois cartões amarelos.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:13

Via Zanetti, Governo manda recado para Confederação de ginástica

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O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti

O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti: planos para 2016 e bronca na CBG

Nesta última quinta-feira, o ginasta campeão olímpico e mundial das argolas, Arthur Zanetti, visitou o Ministério do Esporte, onde encontrou-se com o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser. Há cerca de dez dias, o técnico de Zanetti, Marcos Gotto, não poupou críticas à falta de estrutura para seu pupilo e os demais ginastas que treinam em São Caetano do Sul, sobre as condições dos equipamentos disponíveis e também sobre a falta de um centro de treinamento nacional para a ginástica artística brasileira (confira a reportagem do iG sobre o assunto).

Segundo o blog apurou, na época as declarações não foram bem recebidas por Leyser, que lembrava a interlocutores que o ginasta participa do programa Bolsa-Atleta e também será contemplado pelo programa Bolsa Pódio, para auxílio na preparação visando as Olimpíadas do Rio 2016, possivelmente no valor máximo mensal previsto de R$ 15 mil. Por conta desta irritação do secretário, esperava-se que no encontro o ginasta acabasse escutando algum tipo de repreensão endereçada ao seu treinador, mas isso não ocorreu.

“Houve uma boa conversa, o Zanetti deu opiniões a respeito dos projetos que estão sendo encaminhados, tanto para ele, que é uma das apostas do ministério para os Jogos do Rio, quanto para a ginástica artística. Em resumo, zeramos tudo e agora já estamos pensando em 2016”, afirmou um interlocutor, em conversa com o blog.

Mas o governo aproveitou o encontro para passar um recado claro à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). A entidade, que não tem competência para colocar um médico de plantão em um simples campeonato juvenil, ou que vê clubes privados, como o Náutico União, tendo projetos de importação de equipamentos de ponta aprovados, levou um pito de Leyser.

“Vamos conversar com a CBG para avaliar a situação e verificar medidas corretivas, mas entendo ser necessária uma ação conjunta e mais incisiva do Ministério, do Comitê Olímpico Brasileiro e da Caixa – patrocinadora da modalidade – para melhorar a gestão da confederação, sobretudo nas ações de preparação da seleção para os Jogos Olímpicos de 2016”, disse o secretário de Alto Rendimento.

Abre o olho, CBG…

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sábado, 5 de outubro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:48

O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

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Arthur Zanetti exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de Antuiérpia

Arthur Zanetti exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de Antuérpia

Post atualizado

Fenômeno é pouco para definir o paulista Arthur Zanetti, novo campeão mundial nas argolas, em título confirmado neste sábado, na cidade de Antuérpia, na Bélgica. Mesmo com uma pontuação ligeiramente menor do que a obtida no ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 (15.800 neste sábado, contra 15.900 no ano passado), Zanetti conseguiu deixar para trás seu maior rival, o chinês Yang Liu, que o superou na prova de classificação. O brasileiro, com isso, igualou-se a Diego Hypólito (ouro no solo em Melbourne 2005 e Suttgart 2007) e Daiane dos Santos (ouro no solo em Anaheim 2003) como os campeões mundiais brasileiros na ginástica artística.

Zanetti, que já havia sido vice-campeão mundial nas argolas, em Tóquio 2011, também repetiu o feito de outros dois monstros do esporte brasileiro, igualmente campeões olímpicos e mundiais: Cesar Cielo, na natação (50 m livre), e Robert Scheidt, na vela (clase laser).

É ótimo para o esporte brasileiro poder contar com um atleta do nível de Arthur Zanetti, ainda mais com as Olimpíadas do Rio 2016 batendo na nossa porta.

A dúvida que martela a minha cabeça é se o esporte brasileiro merece um  fenômeno como Arthur Zanetti.

Há cerca de um mês, durante a disputa do Brasileiro juvenil de ginástica artística, realizado em Aracaju, um ginasta de São Bernardo do Campo (Leonardo Finatti), sofreu uma fratura exposta durante a coimpetição. Não havia médicos ou ambulância no local. Ele precisou ser socorrido pelos fisioterapuetas presentes, que fizeram uma tala e o levaram para um hospital.

Veja também: O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil Olímpico

Aracaju é a sede da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). Apenas isso.

Alguém pode argumentar e dizer que se tratou de um caso isolado. Mas como uma de minhas poucas qualidades é a de ter uma boa memória, eu faço questão de recordar que o próprio Zanetti, há apenas sete meses, precisou abrir a boca para reclamar das condições vergonhosas que tinha para treinar. O iG Esporte esteve no ginásio de São Caetano e registrou as cenas. Clique aqui e reveja. É de envergonhar um país que vai receber as próximas Olimpíadas.

E as condições só melhorarm, através de uma intervenção do Ministério do Esporte, com a liberação de verbas para a compra de aparelhos, após o próprio Zanetti, talvez cansado de tantas promessas não cumpridas, desabafar em uma entrevista ao programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, que não descataria apossibilidade de se naturalizar para competir por outro país, caso as condições de treinamento para ele não melhorassem.

Leia ainda: Dois tristes retratos do Brasil Olímpico

Se antes já considerava quase impossível que Zanetti cumprisse esta ameaça, após este título mundial acho impossível.

Mas é importante que tudo isso seja colocado neste momento de festa, de celebração e possivelmente muito oba-oba, para que não se perca o foco. A estrutura que está por trás dos poucos fenômenos brasileiros no esporte é ainda muito limitada, para não dizer inexistente.

Este título mundial é de Arthur Zanetti, e que nenhum oportunista tente tirar uma casquinha dele.

 

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domingo, 21 de abril de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 20:43

O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil olímpico

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Arthur Zanetti, o 1º brasileiro campeão olímpico na ginástica. Brasileiro por quanto tempo?

Muita atenção para a reprodução abaixo dos seguintes posts do Twitter neste domingo, repercutindo reportagem do programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, sobre o ginasta campeão olímpico Arthur Zanetti:

 

 

 

Acima estão representadas opiniões de importantes atletas do movimento olímpico brasileiro. Um deles, o ex-jogador Nalbert, campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei. Portanto, são opiniões de respeito.

Todos revoltados (e com razão) após a exibição da reportagem com o ginasta brasileiro Arthur Zanetti, ouro nas argolas nas Olimpíadas de Londres 2012, mostrando as condições precárias que ele tem para se preparar, em São Caetano do Sul. Um ginásio com equipamentos velhos, sem alojamento para descansar entre os treinos e precisando recorrer a marmitas para almoçar. Um campeão olímpico se submete a isso, é bom deixar claro.

Veja também: O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

O leitor do iG Esporte nem se surpreende com as imagens exibidas, pois no dia 15 de março, reportagem do companheiro Maurício Nadal já trazia cenas constrangedoras a respeito das condições de trabalho de Zanetti.

A surpresa no desabafo do ginasta ao Esporte Espetacular foi a possibilidade aberta por ele mesmo de não mais competir como brasileiro. “Eu já coloquei na minha cabeça que se surgir uma oportunidade legal, não só para mim, mas para o grupo de profissionais que vão me ajudar, eu pensaria, sim, em competir por outro país”.

É simplesmente impossível apenas imaginar essa possibilidade. Pior é ver o jogo de empurra-empurra entre todas as entidades responsáveis pela situação vexatória a qual Zanetti está passando: CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte, todos procurando justificar o injustificável.

Sinceramente, não acho que Arthur Zanetti colocará em prática essa ameaça, que nem é inédita, especialmente na ginástica (outros atletas já competiram em Jogos Olímpicos por nacionalidades diferentes). Mas se esse absurdo acontecer, a fatura dessa conta precisará ser dividida entre as seguintes pessoas: Carlos Nuzman, Aldo Rebelo, CBG, COB, Ministério do Esporte.

A culpa será toda de vocês.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:50

Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode concorrer…

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Luciene Resende concorre à reeleição na CBG e terá oposição, por incrível que pareça

Neste sábado, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) irá realizar as eleições para escolher seu novo presidente, para o ciclo 2013/16. No pleito, que acontecerá nas dependências do Hotel Mercure Aracaju Del Mar, em Aracaju (SE), estarão concorrendo a atual presidente da entidade, Maria Lucilene Resende, pela situação, e Marco Antônio Martins, pela oposição. Poderão votar todas as federações estaduais que tenham ao menos dois anos de filiação, que tenham sido representadas em pelo menos um evento oficial da CBG e que não estejam inadimplentes para com a entidade.

Sem entrar no mérito sobre qual chapa é favorita – sempre lembrando que foi justamente na gestão de Lucilene que a ginástica artística conquistou sua primeira medalha de ouro na história, com Arthur Zanetti, nas argolas, em Londres 2012 -, apenas o fato de termos uma disputa eleitoral já merece ser saudado com bastante veemência. Democracia não é uma palavra muito presente nos dicionários das confederações olímpicas brasileiras.

O exemplo mais recente ocorreu nos esportes aquáticos. Depois de uma dinastia de Coaracy Nunes que dura quase 25 anos, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) viu crescer um movimento de pessoas descontentes, formado por nadadores, ex-nadadores e pessoas ligadas ao esporte, que criaram o “Muda CBDA”. A inicitiva, encabeçada por Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, acabou sendo frustrada, pois a CBDA exigiu que para ser registrada, a chapa precisaria do apoio de ao menos cinco federações estaduais. Além disso, colocou como prazo final uma data que caiu em pleno feriado no Rio de Janeiro.

Pior mesmo só o exemplo da entidade máxima do esporte brasileiro. Em outubro, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou uma eleição que na prática foi uma verdadeira aclamação para o sexto mandato consecutivo de Carlos Arthur Nuzman. Isso porque o colégio eleitoral é formado justamente pelos presidentes de confederações, que por falta de coragem ou competência, não se preocupam em dar uma oportunidade para uma nova mentalidade, ou que pelo menos ocorra uma discussão real sobre os problemas que afetam o esporte do Brasil.

E não me consta que, diante dos resultados obtidos em Londres 2012, estejamos fazendo a lição de casa corretamente.

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sábado, 7 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:04

Foto de Jade Barbosa é golpe de mestre ou golpe baixo?

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As imagens assustam, mas Jade Barbosa não é a única ginasta com mãos nestas condições

Em mais um capítulo de sua guerra particular com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), a ginasta Jade Barbosa divulgou nesta sexta-feira à noite, nas redes sociais, a impressionante foto acima, que mostra as condições de suas mãos, bastante machucadas em virtude dos treinamentos duros e diários. Coisas que todo ginasta de alto nível passa diariamente, é bom ressaltar.

“Você treina a vida inteira, se esforça… para chegar um mês antes da olimpíada e alguém acabar com o seu sonho! Obrigada a todos que nunca deixaram de acreditar em mim”, escreveu Jade. Imagino a repercussão que esta foto deva ter causado entre os fãs da ginasta.

Mas sempre é bom analisar as coisas com calma. Já escrevi bastante a respeito do tema e acho que não existem vilões e mocinhos nesta história, todos estão errados, a começar por Jade e seu pai, que cuida dos interesses de sua carreira. Ela bateu o pé mas voltou atrás, quando já era tarde demais.

Da mesma forma, a CBG mostrou uma intransigência pouco vista com atletas de ponta, no esporte olímpico brasileiro. No popular, teimosia e falta de habilidade política em tratar de um tema tão delicado.

Por isso, acredito que possam ser dois os efeitos da foto chocante de Jade Barbosa: criar um clima de compaixão e revolta dos torcedores, que não perdoam especialmente a diretora técnica da CBG, Geogette Vidor; ou ficar com a imagem de que ela “apelou” para ganhar a simpatia da torcida. Afinal, como eu disse no começo deste texto, Jade Barbosa não detém a exclusividade de ter mãos machucadas entre todas as ginastas do Brasil.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:00

Show de incompetência e teimosia no caso Jade Barbosa

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Final infeliz na novela envolvendo Jade Barbosa e CBG. Todos são culpados

Faltam adjetivos para que eu possa definir o resultado do imbróglio que envolveu Jade Barbosa e a direção da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que começou com a recusa da atleta em assinar um termo de compromisso concordando em usar os patrocinadores da entidade, e que culminou com o corte definitivo de Jade da equipe que irá a Londres 2012, definido nesta segunda-feira.

Por isso, me parece bem apropriado o título deste post para resumir toda esta incrível confusão, que acabará privando a seleção feminina de ginástica artística de sua mais talentosa representante.

Mas que ninguém pense que aqui verá um texto saindo em defesa de Jade, que ela foi injustiçada ou coisa do gênero. Ela (e as pessoas que administram sua carreira) é tão culpada quanto os intransigentes dirigentes da CBG.

A maior prova que Jade estava errada ao não aceitar assinar o tal termo de compromisso foi o próprio recuo da atleta no final da semana passada, quando percebeu a burrada que estava fazendo. Mas se Jade Barbosa ao menos teve o mérito de recuar de uma posição estúpida, a CBG (só pra variar) mostrou ter a habilidade de um elefante numa loja de cristais.

Perde Jade Barbosa, perde a CBG, perde o esporte brasileiro. É muita burrice junta numa frase só!

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quarta-feira, 27 de junho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:25

Crise entre CBG e Jade Barbosa não é recente

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Por desacordo com a CBG, Jade Barbosa não irá aos Jogos de Londres 2012

A notícia que agitou o esporte olímpico nesta quarta-feira, o corte de Jade Barbosa da seleção brasileira feminina de ginástica artística que irá às Olimpíadas de Londres 2012, na verdade é mais um capítulo de uma tumultuada relação que envolve a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) e a própria atleta. Para ser mais exato, desde o fim das Olimpíadas de Pequim 2008.

Após sua participação nos Jogos na China, Jade e seu pai, César Barbosa, deram entrevistas acusando a direção da CBG na época de ter obrigado a atleta a se preparar para as Olimpíadas com uma séria lesão no pulso direito. Além disso, o pai da atleta na época criticava abertamente a entidade por conta do repasse da ajuda de custo para sua filha.

Uma espécie de “cachimbo da paz” acabou ocorrendo em 2010, quando Jade e CBG entraram em acordo, especialmente por conta de uma divergência entre o patrocinador pessoal da ginasta (banco BMG) e o da entidade (Caixa). Com isso, Jade voltou a ser convocada e até conquistou uma medalha de bronze no Mundial de Roterdã (Hol), em 2010.

A crise que agora culminou com o corte de Jade da equipe que vai para Londres beira o surreal. A ginasta, sabe-se lá por que razão (ela ainda não falou oficialmente sobre o caso), recusou-se a assinar um termo de responsabilidade para o uso do uniforme com as marcas de patrocinadores da seleção. Impossível imaginar que um atleta, a 30 dias de começar uma  edição de Jogos Olímpicos, tome uma atitude como essa.

Em compensação, a CBG também tem sua parcela de culpa. Não se pode deixar uma crise como essa estourar a ponto de ter que cortar uma atleta do nível de Jade Barbosa. Faltou bom senso e habilidade política, coisas que o temperamento explosivo da coordenadora da seleção brasileira, Georgette Vidor, costuma deixar de lado muitas vezes.

O resultado de tudo isso? Prejuízo irreparável para a participação do time feminino de ginástica em Londres.

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domingo, 3 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Final feliz na ginástica artística

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Reunião entre representantes do governo do Paraná e do grupo empresarial que salvou o Cegin de fechar as portas


Depois de estar ameaçado de fechar as portas
, por conta do final de repasse de verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), houve um final feliz para as meninas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. O local, que durante o último ciclo olímpico foi base para a preparação da seleção brasileira permanente da modalidade, e que acabou tendo fundamental importância nos resultados internacionais obtidos por Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, entre outras ginastas, estava ameaçado de fechar, por não contar mais com os cerca de R$ 400 mil necessários para sua manutenção. Mas uma reunião na última semana conseguiu evitar o pior.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, um acordo firmado entre o governo do Paraná e o grupo privado LiveWright, que tem o empresário João Paulo Diniz como um de seus sócios, acertaram a parceria, cujos valores não foram divulgados, mas que devem girar em torno de pelo menos R$ 400 mil anuais, tomando-se por base os valores que os dirigentes do Cegin divulgaram para a manutenção do centro de treinamento.

Vale lembrar que treinam em Curitiba quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco, que estariam seriamente prejudicadas para manter sua carreira em alto nível no caso de fechamento do Cegin.

O objetivo, além de manter o que já existe, é investir pesado na formação de novos atletas, de olho nas Olimpíadas de 2020, ainda sem local definido. Enquanto o governo estadual se comprometeu a melhorar a atual estrutura do Cegin, o grupo LiveWright irá investir na contratação de profissionais especializados para o desenvolvimento da ginástica artística e criar novos centros de excelência para descobrir talentos. Há planos de investir também em outras modalidades, como ciclismo e canoagem. O projeto completo será anunciado em maio.

Cada vez mais me convenço que o caminho para o desenvolvimento do esporte brasileiro de base – e como consequência de alto rendimento -passa pela necessidade da criação de projetos como este, sem a tutela de confederações, onde os interesses políticos falam mais alto do que os esportivos, na grande maioria dos casos.

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sexta-feira, 18 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano | 10:13

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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O Centro de Excelência de Ginástica de Curitiba corre o risco de fechar as portas

Quando se imagina que já se viu de tudo no esporte olímpico brasileiro, sempre aparece algo que te pega de surpresa. Reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, nesta semana, mostra que o Cegin (Centro de Excelência de Ginástica), local que serviu de base para a seleção olímpica permanente de ginástica artísitica nos dois últimos ciclos olímpicos, corre risco de fechar as portas. O motivo: falta de dinheiro.

A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que após a eleição da atual presidente Maria Luciene Cacho Resende mudou sua sede de Curtiba para Aracaju (Sergipe), cortou uma verba de R$ 437 mil que seriam repassados ao Cegin, de acordo com a reportagem da “Gazeta do Povo”. Vale lembrar que o Cegin é comando por Vicélia Florenzano, ex-presidente da CBG. Segundo a “Gazeta”, a justificativa de Resende para cortar a verba de manutenção do Cegin é que não é possível destinar esta verba (proveniente do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 9,5 milhões) a um clube privado.

Entre as atletas que treinam no Cegin estão quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco. Todas ameaçadas de não ter onde se preparar em alto nível. Se não têm onde treinar, elas obviamente terão comprometida sua preparação para integrar a seleção brasileira.

Agora, duas observações: é importante lembrar que Maria Luciene Resende era vice-presidente de Vicélia Florenzano na gestão anterior. Só isso já causa estranheza diante de todo este imbróglio. As duas já não falam a mesma língua, para dizer o mínimo. A outra observação é, na verdade, uma pergunta: como a CBG pode desperdiçar um equipamento do nível como este de Curitiba e que serviu para preparar, entre outras atletas, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos?

É muito desperdício.

Obs: sugestão de post do ótimo blog Alberto Murray Olímpico, mantido pelo advogado Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que nos últimos anos tornou-se  um feroz e ativo opositor à gestão de Carlos Arthur Nuzman no COB.

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