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Posts com a Tag CBB

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 22:32

Erros acumulados de 25 anos explicam a crise do basquete

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Carlos Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Acuada pelas duras cobranças  da Fiba (Federação Internacional de Basquete) e Ministério do Esporte, atolada em dívidas e sem perspectivas a curto prazo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não teve outra alternativa a não ser capitular. Conforme relatou ao iG o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, nesta quarta-feira o presidente da entidade que comanda o basquete brasileiro, Carlos Nunes, deverá anunciar profundas mudanças na gestão da modalidade. Um profissional de mercado para atuar na administração da CBB será apenas uma das novidades prometidas.

Porém, quem acompanhou o basquete brasileiro com um pouco mais de atenção nos últimos 25 anos, não deve ficar nada surpreso com tudo o que está acontecendo.

Em pouco mais de duas décadas, o que mais se viu foram gestões atrapalhadas na CBB, desde o períoodo em que Renato Brito Cunha foi o presidente, entre 1989 e 97, passando pelos 13 anos de mandato de Gerasime Boziks, o Grego, até desembocar no complicado período de Carlos Nunes, que está no poder desde 2009. Com raras exceções, marcadas por conquistas importantes e históricas – o título mundial de 1994, a medalha de prata em Atlanta 1996 da seleção feminina, além do bom quinto lugar da seleção masculina em Londres 2012 -, o basquete brasileiro vem sendo sinônimo de incompetência gerencial, dentro e fora das quadras.

Ou alguém já se esqueceu que a seleção masculina ficou 15 anos sem conseguir uma classificação olímpica? Ou sobre as inúmeras deserções em convocações no masculino, independentemente do técnico no comando? E a recusa de um jogador mediano, como o armador Nezinho, em entrar em quadra em pleno Pré-Olímpico de 2007, deixando o técnico Lula com cara de bobo? E ainda a recusa de uma jogadora talentosa, porém extremamente individualista como Iziane em voltar à quadra no Pré-Olímpico de 2008, peitando Paulo Bassul? E a máquina de moer técnicos na seleção que ocorreu na passagem de Hortência como diretora do basquete feminino?

Isso para falar apenas de ALGUNS dos problemas de quadra. Porque fora delas  vimos patrocinadores (de clubes e da seleção brasileira) fugirem para outras modalidades (vôlei e atletismo), dívidas se acumularem ao longo de anos e mesmo com uma quantidade de recursos públicos como nunca se viu, a CBB chegou a uma situação em que mal consegue se manter ativa. A Fiba deu o sinal de alerta – com um certo atraso, diga-se de passagem – no útimo final de semana, tendo o Ministério do Esporte como parceiro nas reclamações. O resultado disso foi o constrangedor encontro desta terça-feira, no qual até mesmo o ministro Aldo Rebelo participou.

Se quiser manter as chances de cumprir uma bela campanha e – porque não? – sonhar em subir ao pódio daqui a pouco mais de dois anos, nas Olimpíadas do Rio, é bom que Carlos Nunes tenha compreendido perfeitamente o que lhe foi passado em Brasília nesta terça-feira. Ou coloca sua entidade nos eixos ou entrará para a história da mesma forma que seus antecessores, como um dos responsáveis em manchar a história rica e vencedora do basquete brasileiro.

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domingo, 31 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 12:28

A pior derrota de Hortência

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Hortência não ocupa mais a direção do basquete feminino na CBB

Poucas pessoas na história do basquete mundial tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Hortência Marcari. Maior cestinha do Brasil, campeã mundial em 1994, vice-campeã olímpica em Atlanta 1996, campeã pan-americana em Havana 1991, campeã mundial de clubes, integrante do Hall da Fama do basquete em Springfield. Um currículo brilhante. Mas todos estes feitos dentro de uma quadra de basquete não se repetiram quando Hortência passou a atuar como dirigente.

Sua gestão como diretora de basquete feminino na CBB (Confederação Brasileira de basquete), nos primeiros quatro anos do mandato de Carlos Nunes, foi uma sucessão de equívocos. E com uma característica marcante: a frequente troca de treinadores. Paulo Bassul, Carlos Colinas, Ênio Vecchi e Luiz Cláudio Tarallo foram os técnicos da era Hortência na CBB.

E pelo menos dois deles (Bassul e Vecchi) caíram por causa da aposta da dirigente numa jogadora:  Iziane Marques, a ala de algum talento e gênio intempestivo, que um dia recusou-se a entrar em quadra pela seleção por ter ficado no banco (pré-olímpico de Madri, em 2008), sob o comando de Bassul. O irônico é que faltando menos de uma semana para o início das Olimpíadas de Londres 2012, quando a seleção feminina fazia série de amistosos na França, Hortência foi obrigada a cortar Iziane, sua principal jogadora, por indisciplina. Ela levou um namorado para o quarto do hotel onde a equipe estava concentrada.

A notícia que saiu na última semana, dando conta que Hortência foi “rebaixada” na entidade, passando a ocupar agora uma protocolar “diretoria de assuntos institucionais” (Vanderley Mazzuchini acumulará a direção do masculino e feminino), significa sua maior derrota no basquete. E não estranharei se nas próximas semanas, Hortência anunciar sua saída da entidade.

Seria mais justo e digno com a história daquela que já foi chamada de “Rainha do basquete”, se a CBB, ao invés do “rebaixamento”, demitisse Hortência. Sem dramas ou mágoas. Vida que segue.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:34

Novo vexame de Iziane é mais um erro na conta de Hortência

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Iziane conseguiu a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por indisciplina

Acredito que ninguém tenha ficado muito surpreso  com o corte da ala Iziane Marques da delegação da seleção feminina de basquete, que se prepara para disputar as Olimpíadas de Londres, confirmado nesta sexta-feira pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete), em um comunicado oficial.

O que espanta é a forma com que o desfecho aconteceu, oito dias antes da estreia brasileira, contra a França, e pelo que se comenta, em razão de um possível namorado da jogadora ter entrado na concentração brasileira em Lille. Os motivos reais não foram divulgados, seja por CBB (Confederação Brasileira de basquete), seja pela própria Iziane.

Mas na madrugada desta sexta-feira, enquanto corria para apurar a informação do corte, não pude deixar de pensar que este novo vexame de Iziane tem que entrar na conta da diretora de basquete feminino da CBB, Hortência Marcari. Sim, porque foi ela quem bancou a presença de Iziane na seleção brasileira, mesmo tendo aprontado poucas e boas nos últimos anos.

Não dá para entender como uma pessoa com a experiência que Hortência tem dentro do basquete pode defender na seleção brasileira uma atleta que:

1) se recusa a entrar em quadra, depois de ficar um tempo no banco, em um jogo do Pré-Olímpico mundial de 2008. Depois, não é convocada para os Jogos de Pequim;

2) recusa a convocação do então técnico Paulo Bassul para a Copa América de 2009;

3) diz que só voltaria à seleção se Bassul deixasse a equipe;

4) recusa sua convocação para o Pré-Olímpico das Américas de 2011, já com a equipe comandada por Ênio Vecchi;

5) tem atuação apagada na derrota do Brasil no Pan de Guadalajara, ficando no banco de reservas no jogo contra a Jamaica. Coincidentemente, depois disso, Ênio Vecchi é demitido.

Não é possível que alguém ainda dê oportunidades para uma atleta sem qualquer espírito de equipe, individualista e preocupada somente com o próprio umbigo. E que dentro de quadra também não representa tanta diferença assim, por mais que Iziane pense o contrário.

Iziane consegue, portanto, a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por atos de indisciplina. E Hortência Marcari acaba de colecionar o mais grave erro em sua conturbada gestão no basquete feminino brasileiro.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Mundiais, Olimpíadas | 22:46

Fiba deveria fazer lobby para ter mais vagas nas Olimpíadas

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A Alemanha, de Nowitzki, esteve em Pequim 2008, mas não estará em Londres

Peço mais uma vez licença ao colega e amigo Fábio Sormani, para dar um pitaco sobre basquete, embora tenha a ver também com Jogos Olímpicos. Eis que o site da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) publicou nota nesta quarta-feira anunciando que alguns dirigentes da entidade acabaram de retornar de uma reunião na sede da Fiba (Federação Internacional de Basquete), na Suíça, e que já se discute a possibilidade de aumentar o número de participantes do Campeonato Mundial masculino, passando dos atuais 24 para 32 participantes, como ocorre na Copa do Mundo de futebol.

Cá entre nós, uma grande cretinice!

Ao conversar sobre o tema com o Sormani nesta tarde, ele levantou uma questão importante: não tem cabimento aumentar o número de participantes de um Mundial, mas ao invés disso a Fiba deveria fazer lobby para aumentar o número de vagas olímpicas.

Concordo 100%. Primeiro, porque se a Copa do Mundo de futebol já sofre muitas críticas por conta de seu inchaço, graças ao aumento no número de seleções de qualidade inferior, o mesmo se aplica ao basquete e de uma forma ainda mais gritante.

Em compensação, já há um consenso, entre os próprios cartolas da Fiba, que 12 equipes é um número ridículo para o torneio olímpico de basquete.

Sem levar em conta o caso do Brasil – que só voltou aos Jogos Olímpicos neste ano, ao ficar com o vice-campeonato do Pré-Olímpico de Mar del Plata -, são vários os exemplos de belas seleções que ficam fora das Olimpíadas por conta do número limitado de vagas.

Este drama acaba atingindo especialmente o basquete europeu, que após o desmembramento da União Soviética e pela guerra na extinta Iugoslávia, viu surgir uma série de fortíssimas equipes, como Croácia, Lituânia, Sérvia, além da própria Rússia. Sem falar na Alemanha, França, Itália, Grécia e Turquia e Espanha. Só aqui estamos falando de dez seleções.

A Fiba precisava pensar em gastar energia e fazer articulações políticas para tentar convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a abrir mais vagas para o basquete. O problema é que o gigantismo das Olimpíadas, além do próprio calendário, tornaria esta uma missão quase impossível.

As Vilas Olímpicas já funcionam no seu limite, a cada edição dos Jogos, sem contar que a própria infraestrutura logística precisaria estar pronta para receber mais 96 atletas (masculino e feminino), sem contar integrantes das comissões técnicas e dirigentes. Ou seja, teria que se gastar mais dinheiro para abrigar todo este povo.

Se do ponto de vista estrutural seria quase impossível isso acontecer, olhando o lado esportivo não há o que discutir: os Jogos Olímpicos ganhariam em qualidade com um torneio com 16 equipes, tanto no masculino como no feminino.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011 Ídolos, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:27

Marquinhos tentará lançar candidatura à CBB

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O ex-pivô Marquinhos não aprova a atual gestão da CBB

Depois de soltar o verbo e detonar a decisão de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa de não defenderem o Brasil no Pré-Olímpico deMar del Plata, no final de agosto, o ex-pivô Marquinhos, titular da seleção brasileira nas décadas de 70 e início de 80, ainda não enterrou um sonho que vem cultivando há dois anos: tornar-se presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O ex-jogador está trabalhando firme para lançar novamente uma candidatura, em 2014, como opositor do atual mandatário, Carlos Nunes.

“Não abandonei o projeto e estão me chamando novamente”, explicou Marquinhos, duranteuma conversa que tivemos no evento organizado pelo Consulado Geral Britânico de São Paulo na última quarta-feira, quando foi celebrada a marca de um ano para o início dos Jogos Olímpicos de Londres. Sem revelar maiores detalhes, Marquinhos disse que ainda sua maior dificuldade foi a mesma que teve quando tentou emplacar sua primeira candidatura, em 2009: a falta do apoio de, no mínimo, duas federações estaduais. Sem isso, ele não poderá lançar sua chapa.

Enquanto não consegue costurar este acordo político obrigatório, Marquinhos tenta aos poucos retomar o caminho do basquete, que havia deixado de lado durante os últimos anos para se dedicar à área de construção civil. Primeiro, vem atuando como representante em jogos do NBB (Novo Basquete Brasil). Ele também vem estudando para trabalhar eventualmente como treinador. Mas tudo isso sem abandonar o projeto de comandar um dia o basquete do Brasil.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011 Isso é Brasil, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 12:13

A ausência de Leandrinho e as confusões da CBB

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Na caixinha de comentários para serem aprovados – sim, os comentários dos blogs do iG necessitam de aprovação antes de irem para o ar – encontro uma mensagem de Artur Barbosa, que vem a ser irmão e principal conselheiro na carreira do armador Leandrinho Barbosa. Ele comentou um post publicado há uma semana, justamente para falar sobre o pedido de dispensa do jogador do Toronto Raptors na apresentação da seleção brasileira masculina, que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata, marcado para o final de agosto. Reproduzo aqui a mensagem de Artur Barbosa, antes de fazer algumas considerações:

“Marcelo Laguna
Concordo com você, o Leandrinho deveria ter se apresentado e falado com a imprensa e explicado sua situação ao vivo.

Não se apresentou porque a CBB ligou para ele (Leandrinho) e aconselhou que ele não se apresentasse. E que mandasse um email. Por isso ele não se apresentou, e o Rubens [Magnano], que é da CBB, meteu o pau nele. Esta eu não entendi , ele cumpriu determinação da CBB, mas não houve respaldo da CBB.

Sua segunda pergunta, se o Brasil se classificar, será que o Leandrinho vai estar à disposição para servir à Seleção.  Resposta: É claro que sim, pensar positivo e estar com a saúde 100 por cento e estaremos à disposição da CBB, sim.”

Diante das palavras de Artur Barbosa, fica claro que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) prega uma coisa e pratica outra. Aliás, não é de hoje que a entidade que comanda o basquete brasileiro mete os pés pelas mãos no quesito tratamento aos atletas. Dizem até que uma das razões para alguns dos vários pedidos de dispensa de Nenê Hilário, outro ausente no Pré-Olímpico de Mar del Plata, está justamente na forma com que a CBB sempre o tratou, especialmente no momento de negociar o seguro com o Denver Nuggets.

O pior de tudo é ver que a entidade mandou o próprio Leandrinho não se apresentar e mandar o e-mail! Será que o técnico da seleção, o argentino Ruben Magnano, estava sabendo de tudo isso antes de disparar suas críticas aos jogador?

A única certeza que fica para mim é que não importa a gestão, o comando da CBB é sempre uma bagunça.

Veja também:

>> Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

>> Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

>> Era uma vez o basquete do Brasil…

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Os uniformes do Brasil para o Pré-Olímpico de basquete

>>Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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domingo, 10 de abril de 2011 Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:18

A maior pivô do Brasil

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A pivô Nilza Garcia foi duas vezes campeã pan-americana

“Que tristeza. Faleceu hoje Nilza Monte Garcia, grande amiga e maior pivô de basquete de nossas seleções de todos os tempos”. Foi desta forma que Maria Helena Cardoso, ex-treinadora da seleção brasileira feminina de basquete divulgou no Twitter a morte de um ícone do basquete feminino do Brasil na era pré-Hortência e Paula.

Nilza era a pivô de um time que fez história, ao lado da própria Maria Helena, Norminha, Heleninha, Marlene, Delcy, entre outras. Conquistou duas vezes a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (Winnipeg-67 e Cali-71), três vezes campeã sul-americana (Chile-68, Equador-70 e Bolívia-74), além de ter participado da memorável campanha que deu ao Brasil o terceiro lugar no Campeonato Mundial de 71, realizado no país e cuja fase final foi disputada em São Paulo.

Foi de Nilza, inclusive, a cesta decisiva que garantiu a vitória da seleção brasileira sobre o Japão, por 77 a 76, e que garantiu a medalha de bronze. Antes de Paula e Hortência brilharem, houve uma geração de talento e raça que abriu as portas, da qual Nilza fazia parte. Ela morreu neste domingo, em São Paulo, aos 68 anos, vítima de câncer.

E para provar que o Brasil não tem mesmo memória, até o final da noite deste domingo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não havia colocado uma nota no ar em seu site oficial ou postado nada em uma página no Twitter. Lamentável.

Atualização: Na manhã desta segunda-feira (11/4), o site da CBB já trazia uma nota falando sobre a morte de Nilza Garcia. Menos mal.

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