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sexta-feira, 21 de março de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas | 18:37

Após visita, COI dá novo puxão de orelhas no Rio 2016

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Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: dias de novas broncas

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli  (da comissão do COI) e o prefeito Eduardo Paes visitam as obras no Parque Olímpico da Barra: novas broncas

Nesta sexta-feira, a Comissão de Coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) encerrou sua sexta visita de avaliação ao Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016. E como tem se tornado rotina toda vez que a entidade encerra sua passagem por estas bandas, mais uma vez sobraram puxões de orelha aos organizadores. A diferença é que agora a bronca foi mais explícita, exibida no próprio release oficial, a começar pelo próprio título: “COI diz ao Rio 2016 que não há um minuto mais a perder”.

No longo texto distribuído à imprensa, são vários os exemplos mostrando que a paciência dos dirigentes do COI anda cada vez mais reduzida. “A comissão de coordenação do COI encerrou sua sexta visita à cidade-sede do Brasil (10-21 de março) com uma mensagem clara aos organizadores que cada segundo conta”, dizia o texto do COI.

RELEMBRE OUTRAS BRONCAS DO COI EM 2016

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Mais adiante, novas cobranças. “A Comissão reconheceu os progressos realizados em várias áreas , desde a sua última visita, em setembro de 2013, e a visita do presidente do COI, Tomas Bach , em fevereiro de 2014, como a finalização do plano diretor geral local , a validação do orçamento vida do Comitê Rio 2016 (…) Uma série de decisões importantes , todavia, precisam ser tomadas. Em 27 de março , ocorrerá um encontro crucial entre as autoridades federais e do comitê organizador terá lugar em Brasília, onde espera-se que as responsabilidades para cada projeto sejam esclarecidas, bem como o respectivo financiamento, a fim de evitar mais atrasos significativos no entrega do projeto”.

O pior ainda estava por vir. “Os prazos de entrega de alguns dos locais para eventos-teste dos Jogos têm enfrentado atrasos e agora não deixam margem para quaisquer novas derrapagens”, afirmou o COI, em sua nota oficial, referindo-se às obras nas regiões da Barra da Tijuca (onde estará instalado o Parque Olímpico e a maior parte das arenas) e Complexo de Deodoro, o principal ponto de críticas e que está com suas obras mais atrasadas.

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Mas não sobraram apenas broncas por parte da comissão de avaliação. Sob o comando da marroquina  Nawal El Moutawakel, os representantes do COI elogiaram a mudança de atitude justamente em relação a Deodoro, desde que as “autoridades da cidade assumiram a responsabilidade pela entrega”. Coincidentemente, o período corresponde ao que tomou posse o general Fernando Azevedo e Silva, presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão criado para coordenar as ações das três esferas públicas (federal, estadual e municipal) na organização dos Jogos.

A comissão do COI também elogiou a preocupação do Rio 2016 em deixar um legado sustentável após as Olimpíadas e Paraolimpíadas, com  o futuro aumento no uso do transporte público na cidade (60%), melhoria no tratamento de esgoto na Baia da Guanabara, criação de 75 novos hotéis e cerca de 11 mil novos postos de trabalho em razão dos Jogos. “Embora os progressos estejam aparecendo, cada decisão que foi adiada e cada atraso subseqüente terão um impacto negativo sobre a entrega . Portanto, é necessário o foco total”, avisou a marroquina El Moutawakel.

Nem na hora de ser elogiado, o Rio 2016 deixa de levar um puxão de orelhas.

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