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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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quarta-feira, 5 de junho de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 09:46

Clima político não desanima turcos de olho em 2020

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Getty Images

Diversos protestos continuaram agitando Istambul nesta terça-feira

A onda de protestos na Turquia, que começou na última sexta-feira, com manifestantes pedindo a renúncia do premiê Recep Tayyip Erdogan, pode trazer como efeito colateral um prejuízo esportivo ao país. No dia 7 de  setembro, será escolhida a sede das Olimpíadas de 2020, na Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), marcado para a cidade de Buenos Aires. E entre os candidatos, está Istambul, a principal cidade da Turquia.

Ao lado de Tóquio, Istambul aparece como uma das fortes candidatas a vencer o pleito de setembro – Madri, capital da Espanha, aparece como a terceira força na disputa. A briga entre as cidades japonesa e turca vem se acirrando nos últimos tempos. Segundo o site especializado no movimento olímpico Gamebids.com, que tem uma classificação própria para avaliar as candidaturas das cidades, o “Bidindex“, Tóquio passa por um período de “alta”, graças ao crescente apoio da população japonesa, enquanto Istambul vive uma fase de “baixa”. A avaliação foi feita após a reunião do comitê executivo do COI, em São Petersburgo, na semana passada.

Estas análises, contudo, não estão levando em consideração o aspecto político pelo qual passa a Turquia. E foi justamente pensando nas consequências que os fortes protestos terão junto ao conservador colégio eleitoral do COI que os integrantes da candidatura de Istambul trataram de se apressar e divulgar um comunicado para dizer que os turcos continuam unidos em torno do sonho olímpico.

“Apesar destes últimos acontecimentos, todos os setores da Turquia permanecer unidos em nosso sonho de sediar primeira olímpica da nossa nação e Paraolímpicos em 2020”, diz um trecho do comunicado. O comitê de candidatura de Istambul anunciou ainda que acompanha as manifestações “com muito cuidado e que por enquanto elas estão voltadas para um espírito coletivo de comunidade”. Até mesmo um dos candidatos à presidência do COI, o suíço Denis Oswald, presidente da IRF (Federação Internacional de Remo), deu uma declaração, dizendo que não acha que o processo político na Turquia irá afetar a decisão da Assembleia do COI.

A candidatura de Istambul para receber os Jogos de 2020 – que tem o orçamento previsto de US$ 19,2 bilhões, o mais alto entre as três cidades postulantes – tem como ponto forte em sua campanha reforçar que as Olimpíadas, caso sejam disputadas lá, ocorrerão pela primeira vez em dois continentes, Europa e Ásia.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 Candidaturas, Olimpíadas | 20:20

Tóquio aparece como favorita para levar as Olimpíadas de 2020

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O cartaz da candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020

Informação colocada nesta quinta-feira pelo site Gamebids.com, especializado em candidaturas olímpicas dos Jogos de Verão e Inverno, mostra que cresceu, e muito, o favoritismo de Tóquio para vencer a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2020.

Em pesquisa colocada no ar pelo site, nos últimos dois dias a candidatura da capital japonesa deu um incrível salto à frente de sua maior concorrente, a cidade de Istambul, na Turquia. Hoje, de acordo com os números do Gamebids, Tóquio tem 77,7% de chance de vencer a disputa, contra 17,7% da cidade turca. A candidatura de Madri aparece em último lugar na preferência dos internautas, com somente 4,45% de possibilidade.

Já na cotação que o Gamebids faz das candidaturas olímpicas para 2020, baseado em um índice próprio, a favorita é Istambul. A cidade turca lidera o “Bidindex”, índice criado pelo site que leva em conta diversos fatores que fariam uma cidade vencer a eleição, desde relatórios feitos pelo COI como repercussão da própria opinião dos moradores da cidade a favor ou contra a candidatura. Quanto mais alto este índice, maior favoritismo tem a a cidade.

Nesta classificação, a vantagem de Istambul é pequena em relação a Tóquio (60,20 a 59,92 da cidade japonesa). Madri repete a terceira colocação. Vale lembrar que em 2009, o Gamebids já afirmava bem antes da assembleia que deu a vitória ao Rio de Janeiro que a cidade brasileira deveria ser a sede dos Jogos de 2016.

A definição da sede dos Jogos de 2020 acontecerá na Assembleia Geral do COI que ocorrerá em Buenos Aires, em julho do ano que vem.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Isso é Brasil | 21:40

Brasília perdeu a sede da Universíade? Ainda bem!

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Integrantes da delegação de Taipei comemoram a vitória na escolha da sede para a Universíade de 2017. Sorte de Brasília

Após um período ausente, graças à combinação bastante agitada de plantão + reta final de Brasileirão + preparação de reportagens para o Mundial feminino de handebol (que começa na próxima sexta-feira, em São Paulo e terá especial atenção deste blog), estamos de volta para comentar um fato que passou meio despercebido na imprensa, de modo geral, mas que tem efeitos altamente positivos para a imagem do esporte brasileiro: nesta terça-feira, a cidade de Brasília perdeu para Taipei (Taiwan) a sede da Universíade de verão de 2017, as Olimpíadas do esporte universitário.

Eis que este blogueiro comemora e por pouco não vai pra Av. Paulista festejar!

*** Observação aos leitores de fora de São Paulo: a Paulista ainda é, apesar da polícia proibir, o grande ponto de comemoração das torcidas de futebol nas conquistas de títulos na capital paulista.

Retomando o tema do post, não se trata de qualquer sentimento mesquinho ou bairrista, nem tampouco tenho algo contra os amigos do Planalto Central. Mas se existe um lugar neste país no qual qualquer tentativa de lançamento de candidatura esportiva precisa ser vista com extremo cuidado, este é Brasília.

Primeiro, pelo verdadeiro elefante branco que será erguido para receber meia dúzia de jogos da Copa do Mundo de 2014 e depois ficará às moscas, graças ao anêmico futebol local. Um elefante branco que custará quase R$ 1 bilhão; depois, o vexame protagonizado pela cidade ao “organizar” o Mundial de patinação artística, que teve várias provas adiadas ou canceladas devido às goteiras no Ginásio Nilson Nélson, que não conseguiam suportar as chuvas que caíram na cidade; por fim, o simples fato de o governador de Brasília ser Agnelo Queiroz.

Este cidadão, para quem tem fraca memória, foi um dos responsáveis pela farra feita na organização do Pan de 2007, no Rio, aquele que custou quase R$ 4 bilhões, para ter “padrão olímpico” e que vê seus equipamentos milionários serem subutilizados.  Agnelo Queiroz é o mesmo cidadão que ganhou dos jogadores da seleção brasileira de futebol o nada  edificante apelido de “medalhão”, após subir ao pódio para festejar a conquista (e receber a medalha) da Copa América de 2004. Agnelo Queiroz é o mesmo que viajou para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo 2003 com despesas pagas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileir0) e com diárias recebidas do próprio Ministério do Esporte, pasta à qual era o titular.

Por tudo isso, os cidadãos de Brasília não precisam lamentar a derrota de 13 a 9 para Taipei, durante o congresso da Fisu (Federação Internacional de Esporte Universitário). Muito pelo contrário. Afinal, só a candidatura da cidade, conforme informou o ótimo blog do jornalista José Cruz, custou mais de R$ 3 milhões. O próprio Cruz estimou que a Universíade de 2017 não custaria menos do que R$ 4 bilhões, graças à carência absoluta da cidade em infraestrutura esportiva. O vexame seria inevitável.

Por tudo isso, repito o título do post: ainda bem que Brasília não foi escolhida para sede da Universíade de 2017!

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 22:24

Rússia leva Mundial de Esportes Aquáticos que Brasil desejava

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Integrantes da delegação da cidade de Kazan comemoram a escolha para o Mundial de 2015

Nesta sexta-feira, a cidade de Kazan, na Rússia, foi escolhida como sede do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015. Foi uma grande vitória para esta que é chamada de a “cidade dos esportes” russos, além de mostrar que o maior país da extinta União Soviética vive uma grande fase de conquistas de eventos esportivos: afinal, irá organizar ainda as Olimpíadas de Inverno de 2014, em Sochi, além da Copa do Mundo de 2018.

O que passou despercebido foi um “pequeno” detalhe: este deveria ser o Mundial organizado pelo Brasil!

Em 2010, ainda no clima da conquista do direito de organizar as Olimpíadas de 2016, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos), Coaracy Nunes, anunciou a intenção de colocar o Brasil como candidato a receber aquele Mundial. “Esta é a competição que nos faltava realizar e é mais um legado da incrível conquista dos Jogos Olímpicos de 2016” dizia Coaracy Nunes em 2010, todo pimpão, lançando a candidatura brasileira.

Eis que um ano depois, vem o presidente da própria Fina (Federação Internacional de Natação), o uruguaio Julio Maglione, e anuncia que o Brasil abriria mão de concorrer, pois o novo Parque Aquático, que será usado nos Jogos de 2016, não ficaria pronto a tempo. E pensar que Coaracy planejava usar este Mundial de 2015 como evento-teste para as Olimpíadas.

Bom, para um país que numa prova oficial vê o atraso de uma prova por conta de um bloco de largada que estava solto, como ocorreu no último Troféu Maria Lenk com o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, nada é surpreendente, certo?

Na mesma eleição, a cidade de Guadalajara, no México, foi escolhida para receber o Mundial de 2017. E provavelmente com as mesmas instalações dos próximos Jogos Pan-Americanos, marcados para outubro.

PS: É bom lembrar que os organizadores dos Jogos do Rio afirmaram que precisarão construir uma nova piscina para as provas de natação, apesar do Parque Aquático Maria Lenk, erguido para o Pan-2007, ser praticamente novo. Mas em Guadalajara isso não será necessário.

Veja também:

>>Guadalajara inaugura centro aquático para o Pan 2011

>>Natação faz aquecimento em alto estilo

>>Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

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segunda-feira, 13 de junho de 2011 Olimpíadas | 23:43

O exemplo que mais uma vez vem do Japão

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Portão do santuário de Itsukushima, patrimônio da humanidade. Políticos de Hiroshima tiveram responsabilidade ao abrir mão dos Jogos de 2020

Não é de hoje minha admiração pelo Japão e o povo japonês. Um país que renasceu, literalmente, de uma guerra estúpida, após ter sido praticamente destruído e ter se transformado numa das maiores economias do planeta, além de exemplo de tecnologia de ponta. Tudo isso é lugar comum, embora nunca seja demais lembrar destes feitos. Porém, o Japão continua me surpreendendo. Positivamente.

Após algumas regiões do países terem sofrido os efeitos devastadores do um terremoto, seguido de um tsunami, o Japão mostrou ter consciência de suas limitações e responsabilidade com o dinheiro público, após a cidade de Hiroshima ter anunciado nesta segunda-feira, de forma oficial, que está abandonando a corrida para brigar pelos Jogo Olímpicos de 2020. E o mais admirável foi o motivo apresentado pelo prefeito da cidade ao comitê olímpico japonês: a dívida que a cidade ainda tem pela frente por conta de ter organizado os Jogos Asiáticos de 1994.

Se depois de 17 anos um governante de uma cidade japonesa ainda prefere abrir mão de brigar para receber um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos para não ampliar seu déficit público, bem que este exemplo poderia ser seguido por outros políticos de outras cidades, hein?

Deixo para o internauta do iG apontar quais cidades deveriam seguir o exemplo do prefeito de Hiroshima.

Veja também:

O Yoyogi venceu o terremoto

Competência do Japão assegurou a Copa do Mundo de vôlei

Déficit do Pan 2011 já supera os R$ 114 milhões

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