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Posts com a Tag Beisebol

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 18:41

Começa encontro que mudará a história das Olimpíadas

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Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

A partir desta final de semana, com a abertura da 127ª Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Monaco, a história das Olimpíadas irá começar a mudar. Os cartolas tradicionalistas que comandam o movimento olímpico mundial começarão a colocar em votação as 40 propostas apresentadas mês passado pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, que compõe a chamada “Agenda 20+20”,.

Na prática, o que Bach pretende com o seu “pacotão olímpico” é modernizar os Jogos de verão e inverno e torná-los um evento mais próximo do interesse do grande público e também da realidade econômica de todos os países que sonham organizá-los. O COI percebeu, com a queda no interesse de cidades em se candidatarem a receber o mega-evento, que é preciso criar alternativas que não impliquem apenas em gastar bilhões de dólares para organizar uma competição esportiva, sem qualquer preocupação com o chamado legado olímpico.

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Como explicou um integrante da Assembleia do COI ao blog, os primeiros dias do congresso serão reservados a reuniões do comitê executivo da entidade, que começou nesta sexta-feira, onde serão alinhavados entre os integrantes da cúpula olímpica os detalhes da agenda do evento, que tem a votação das novas propostas como ponto principal.

Só a partir da próxima segunda, dia 8, é que os membros do COI poderão de fato debater e votar os itens da “Agenda 20+20”. E logo no primeiro dia, serão votodos os pontos mais importantes: a proposta de tornar as candidaturas olímpicas mais simples (propostas 1, 2 e 3), as alterações no programa esportivo olímpico, de forma a torná-lo mais flexível (o que interessa particularmente aos organizadores de Tóquio 2020, para a inclusão do beisebol e softbol) e também a cláusula do princípio da não discriminação para as cidades que receberão os Jogos Olímpicos, com a inclusão da referência à preferência sexual.

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Mas como bem me lembrou o integrante da Assembleia do COI, alguns dos itens da “Agenda 20+20” correm até o risco de não serem aprovados em Monaco, caso não se chegue a um consenso.

 

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

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O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

VEJA TAMBÉM

>>> O bom senso da Noruega e a ira do COI
>>> Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?
>>> Beisebol se anima e sonha com volta em Tóquio 2020

A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014 Histórias do esporte, Imprensa, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:21

“Você não quer assumir a Confederação, não?”

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Gustavo casado é campeão mundial de patinação, mas não tem nem Bolsa Atleta para competir no exterior

Gustavo Casado é campeão mundial de patinação, mas tem que pagar do bolso para poder competir

Vez ou outra amigos jornalistas que lecionam em faculdades de jornalismo me convidam para dar uma palestra, seja sobre a profissão, seja para falar de uma cobertura de um mega-evento. Vou a todas que posso com enorme prazer, pois adoro a oportunidade de compartilhar com a moçada mais nova a experiência de tantos anos de estrada. E sempre que o tema permite, eu comento com a plateia que uma das coisas mais gratificantes de se fazer como jornalista esportivo são aquelas matérias com o chamado “mundo alternativo” do esporte, atletas ou modalidades nanicas, que passam longe do glamour de títulos e medalhas. É uma aula ao vivo de reportagem, vale por um curso inteiro de jornalismo.

Mesmo para alguém da velha guarda (os detratores irão dizer da velhíssima guarda), sempre há o que aprender. Esse foi o sentimento que eu tive ao escrever as reportagens publicadas nesta quinta-feira no iG Esporte, retratando as dificuldades que os chamados “primos pobres” do esporte do Brasil enfrentam em sua preparação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que serão realizados em julho do ano que vem.

Em uma série de três matérias (a principal está aqui, onde você poderá acessar as demais), é possível perceber quão dura é a vida de modalidades como boliche, beisebol, squash, esqui aquático, caratê e patinação artística, que por não integrarem o programa olímpico, não recebem verbas da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias federais ao esporte nacional. Sem dinheiro, sobram problemas, sofrem com ausência de patrocinadores e nem apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) eles têm. Apenas no ano que vem, na reta final para o Pan, poderão ter alguma ajuda, dependendo dos valores disponíveis.

É claro que não há santo nesta história. A maioria absoluta destas confederações sofre não apenas por causa da falta de grana, mas pela própria incompetência administrativa e ausência de novas pessoas que possam dar um novo rumo a estas modalidades. Casos de atletas que, em plena época de Bolsa-Atleta e Bolsa-Pódio – só para citar dois programas de ajuda patrocinados pelo Ministério do Esporte atualmente em vigor-, ainda precisam enfiar a mão no próprio bolso para poder representar o Brasil em competições internacionais, são rotineiros.

Mas voltando ao início deste texto, eu dizia o quanto reportagens como essa são educativas, mesmo para alguém com 30 anos de profissão, e deliciosamente engraçadas também. No universo dos “primos pobres”, falar com o presidente de uma confederação ou com algum atleta é infinitamente mais simples, sem a necessidade de assessores, pedidos formais de entrevista, aquele blábláblá de sempre. O papo flui com naturalidade e muita sinceridade, às vezes até demais. E  no meio daquela entrevista, pode sempre surgir uma situação inesperada.

Foi o que aconteceu quando conversava por telefone com Jorge Otsuka, presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) desde sua fundação, em 1990. Já havia entrevistado Otsuka em outras ocasiões ao longo destes anos, mas há muito que não conversava com ele. Aí, para quebrar o gelo, logo no começo da entrevista, mostrei meu espanto por ele ainda continuar no cargo. Até que veio a resposta que quase acabou com a entrevista, por causa de um acesso de risos.

“Sim, eu ainda estou por aqui. Ainda. Você não quer assumir a confederação, não?”

Após me recuperar do susto pela resposta do dirigente, eu agradeci e recusei educadamente a nada tentadora oferta.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas | 19:47

Beisebol se anima e sonha com volta em Tóquio 2020

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Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

A frustração de ter sido rejeitado pelos integrantes da Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional) no ano passado, na eleição que escolheu a luta olímpica como o 28º esporte do programa olímpico dos Jogos de 2020 já foi superada pelos dirigentes do beisebol. Ao lado do softbol (versão feminina do esporte), as duas modalidades apostam que a realidade tem tudo para ser diferente nos próximos meses e elas estarão sim integrando o programa das Olimpíadas de Tóquio.

Segundo informou o site “Inside the Games” nesta terça-feira, o otimismo dos dirigentes para reverter a situação e voltar a fazer parte da chamada “família olímpica” veio por conta da boa imagem deixada pelos torneios das duas modalidades nos Jogos Asiáticos, que estão acontecendo em Incheon, na Coreia do Sul. A decisão da medalha de ouro no beisebol, na qual a seleção sul-coreana derrotou China Taipei por 6 a 3, diante das arquibancadas lotadas do Munhak Stadium, também animou os cartolas do beisebol.

Os dirigentes também argumentam a seu favor a própria sinalização dada pelo COI no final do ano passado, quando a entidade apontou para um caminho de maior flexibilização do programa olímpico, especialmente nos casos de esportes muito populares no país anfitrião, e no caso do Japão, beisebol e softbol teriam lugar garantido.

Em conversa com o blog, o presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, até arrisca uma data para que o retorno das duas modalidades ao programa olímpico seja ratificada. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 202o estão muito confiantes quanto a isso”, disse o dirigente brasileiro. A última vez em que as duas modalidades participaram do programa olímpico foi nos Jogos de Pequim 2008.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013 Candidaturas, Olimpíadas | 19:31

Como acompanhar a escolha da sede dos Jogos de 2020

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O Hotel Hilton, em Buenos Aires, será palco de importantes decisões do COI nos próximos quatro dias

O COI (Comitê Olímpico Internacional) promoverá a partir deste sábado aquela que talvez será a mais importante de suas Assembleias Gerais nos últimos anos. Numa incrível coincidência, em um intervalo de apenas quatro dias acontecerão votações fundamentais para o esporte olímpico mundial: a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2020, a definição do último esporte para completar o programa olímpico e a eleição do novo presidente do COI. O iG Esporte produziu um especial sobre o tema, que pode ser acessado neste link aqui.

Veja também: Conheça o vídeo oficial das cidades que concorrem aos Jogos Olímpicos de 2020

Mas para quem quiser acompanhar ao vivo toda a movimentação e resultados da votação, direto do Hotel Hilton, em Buenos Aires, o COI disponibilizará um link em seu site, prometendo transmitir tudo em tempo real. Clique aqui para acompanhar as sessões. A primeira eleição (e sem dúvida a mais aguardada) será a escolha da cidade sede de 2020.

E como o blogueiro não gosta de ficar em cima do muro, aqui vão os meus palpites: serão eleitos Tóquio, luta olímpica e Thomaz Bach, respectivamente.

Abaixo, o calendário dos principais eventos da 125ª Assembleia Geral do COI:

Sábado – 7/9*

9h – 10h10 – Apresentação da candidatura de Istambul para os Jogos de 2020
10h25 – Coletiva de imprensa do comitê de candidatura de Istambul
10h30 – 11h40 – Apresentação da candidatura de Tóquio
11h55 – Coletiva de imprensa do comitê de Tóquio
12h – 13h10 – Apresentação da candidatura de Madri
13h25 – Coletiva de imprensa do comitê de Madri
15h45 – 16h – Votação para eleger a sede das Olimpíadas de 2020
17h – 17h30 – Cerimônia de anúncio da sede das Olimpíadas de 2020
18h30 – 19h – Assinatura do contrato da cidade sede com o COI, seguida de coletiva de imprensa

Domingo – 8/9*

10h30 – 11h – Apresentação da Confederação Internacional de Beisebol e Softbol
11h – 11h30 – Apresentação da Federação Mundial de Squash
11h30 – 12h – Apresentação da Federação Internacional de Lutas Associadas
12h – 12h45 – Votação para a inclusão da 26ª modalidade no programa esportivo dos Jogos Olímpicos

Terça-feira – 10/9*

9h30 – 10h15 – Eleição dos novos membros do COI
11h – 12h – Eleição do novo presidente do COI
12h30 – Cerimônia de anúncio do novo presidente do COI
16h40 – 16h50 – Discurso de despedida do presidente Jacques Rogge
18h30 – Coletiva de imprensa com o novo presidente do COI

* Horários de Brasília

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 13:53

Luta, squash e beisebol/softbol: qual deles vai sobreviver nas Olimpíadas?

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Comunidade da luta olímpica continua em campanha pela permanência da modalidade

E o COI (Comitê Olímpico Internacional) decidiu nesta quarta-feira a pré-lista dos três esportes que continuam brigando pela vaga final no programa olímpico dos Jogos de 2020. Na reunião do comitê executivo da entidade, realizada em São Petersburgo (RUS), decidiu-se que a luta olímpica, o squash e o beisebol/softbol permanecem na briga pela vaga do 26º esporte. Foram eliminados caratê, escalada esportiva, wakeboard, esportes sobre patins e wushu. A decisão final sairá na Assembleia Geral do COI, em setembro, em Buenos Aires.

A decisão do COI não pode ser considerada uma surpresa. Já na semana passada, uma pesquisa no site Gamebids, especializado na cobertura do movimento olímpico, apontava para a definição destas três modalidades na pré-lista. Comentava-se nos bastidores que a recusa da MLB (Major League Baseball) em liberar seus milionários atletas para as Olimpíadas pudesse pesar contra a modalidade, mas o lobby das emissoras de TV dos EUA, que pagam milhões ao COI pelos direitos de transmissão e que têm grande interesse na volta dos dois esportes, pesou na escolha.

Pessoalmente, fiquei feliz com a decisão. Embora ainda seja uma pré-lista e muita água irá rolar debaixo desta ponte até setembro (politicamente falando), será um absurdo de proporções tsunâmicas que a luta, esporte base das Olimpíadas desde os Jogos da Grécia Antiga, fosse excluída na reunião desta quarta-feira.

E como não fico em cima do muro, minha torcida é pela manutenção da luta olímpica na eleição do COI, em setembro.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 23:45

COI define pré-lista de esportes para entrar nos Jogos de 2020 na próxima quarta-feira

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Comitê executivo do COI deve escolher três esportes que continuarão na briga pela última vaga no programa olímpico dos Jogos de 2020

O mistério para saber quais modalidades continuam na briga por um lugar no programa olímpico para os Jogos de 2020, ainda sem sede escolhida, terminará na próxima quarta-feira. Durante reunião do comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em São Petesburgo (Rússia), serão selecionadas os esportes que continuarão na briga para ficar com a última vaga entre os core sports (modalidades principais). Estima-se que o COI divulgará uma lista com três esportes. O anúncio será feito às 12h30 desta quarta-feira (horário de Brasília).

A grande expectativa é saber se a luta olímpica, um dos esportes mais tradicionais na história dos Jogos, permanecerá no programa de competição. A FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) tem feito um lobby muito forte na comunidade olímpica por sua aprovação. Mas a briga está sendo muito acirrada. Segunda pesquisa do site “Gamebids“, que acompanha o dia-a-dia do movimento olímpico, a luta ocupa a terceira posição na preferência dos internautas, atrás do squash (1º) e beisebol/sofbol (2º).

Ainda concorrem para a eleição definitiva da última vaga no programa olímpico – que ocorrerá em setembro, durante a Assembleia Geral do COI, em Buenos Aires – o caratê, a escalada esportiva, esporte sobre patins, wakeboard e o wushu (variação do kung-fu).

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 14:55

Maio será decisivo para sobrevivência da luta nas Olimpíadas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa olímpico

Começa o mês mais importante na briga da luta para se manter como modalidade fixa do programa dos Jogos Olímpicos. Após a surpreendente recomendação em fevereiro do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que a luta (e suas respectivas categorias olímpica e greco-romana) deixasse de integrar o programa olímpico a partir de 2020, uma intensa campanha de mobilização e lobby para que a modalidade seja escolhida entre outras sete. A decisão final sairá na assembleia geral do COI, marcada para setembro, em Buenos Aires.

Antes disso, porém, o primeiro obstáculo será passar por uma triagem, em uma reunião do comitê executivo do COI em São Petesburgo (RUS), no dia 27 de maio. Lá, sairá uma lista final com três ou quatro finalistas para a definição da assembleia em setembro. Além da luta, tentam assegurar um lugar como core sport (modalidade principal) do programa olímpico o beisebol/softbol, squash, caratê, esporte sobre patins, escalada esportiva, wakeboard e wushu, uma variação do kung fu.

De acordo com Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) e membro da comissão da FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) que trabalha pela manutenção da modalidade nas Olimpíadas, ainda haverá uma reunião da entidade, dia 18, em Moscou, para determinar as últimas estratégias antes do encontro com os integrantes do COI. Dentro da FILA, o otimismo é grande e o dirigente aposta que a briga pela vaga do 26º esporte no programa dos Jogos de 2020 ficará entre a luta, o beisebol/softbol e o caratê.

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900.  Além disso, foi uma das modalidades fundamentais durante os Jogos da Grécia Antiga.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 11:57

COI rasga sua própria história ao excluir a luta dos Jogos

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A brasileira Joice Silva participou dos Jogos de Londres 2012, como única representante na luta olímpica

Só pode ser pegadinha de carnaval, não há outra explicação….

A terça-feira que abre o último dia da comemoração carnavalesca começou com uma notícia bombástica para o esporte olímpico: em reunião realizada em Lausane pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), foi recomendado que a luta (cujas modalidades são livre e greco-romana) deixe de fazer parte do programa olímpico a partir dos Jogos Olímpicos de 2020, cuja sede será escolhida em setembro.

Assim, a luta tentará uma vaga ao lado de outras sete modalidades: beisebol/softbol, caratê, squash, escalada esportiva (!), esporte sobre patins, wakeboard e wushu (!!!). A decisão sobre o 26º esporte do programa olímpico sairá desta mesma assembleia geral do COI, que está marcada para Buenos Aires (Arg).

Em poucas palavras, os cartolas do COI estão querendo rasgar sua própria história ao sugerir a exclusão da luta olímpica!

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900, que contou com uma aberração como o cabo de guerra entre as modalidades do evento. É, portanto, uma das bases do esporte olímpico moderno e também dos Jogos da Grécia Antiga, é bom lembrar.

Claro que a exclusão não é definitiva, e muita coisa pode acontecer até a realização da assembleia geral de setembro. Mas a palavra do comitê executivo tem muita força entre os membros do COI. Esportivamente falando, não há nada que justifique essa recomendação. Só mesmo a política explica tamanho absurdo.

Agora, só uma perguntinha: se for para excluir uma modalidade, por que não o badminton, que viu o escândalo da armação de resultados nos Jogos de Londres 2012, culminando com a expulsão de vários atletas?

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terça-feira, 20 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 11:27

Feito histórico pode reerguer o beisebol do Brasil

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Jogadores brasileiros comemoram o feito inédito, após vencerem o Panamá

Jogadores brasileiros comemoram feito inédito, após vencerem o Panamá

Relegado à condição de primo pobre entre os esportes olímpicos, após ser excluído do programa das Olimpíadas a partir de Londres 2012, o beisebol brasileiro conseguiu na madrugada desta terça-feira um feito histórico que pode significar seu renascimento. A seleção do Brasil bateu o Panamá por 1 a 0 e assegurou uma vaga no World Baseball Classic 2013, que vale como Mundial da modalidade. O torneio conta com atletas que participam da badalada MLB (Major League Baseball).

O Brasil disputará o Grupo C do torneio, ao lado de Venezuela, República Dominicana e Porto Rico, todas equipes que estão entre as melhores do mundo. Provavelmente ficará em último lugar na chave. Mas o feito alcançado nesta madrugada, na Cidade do Panamá, vai muito além dos resultados esportivos.

Desde que foi excluído do programa olímpico, a CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) passou a ter um corte considerável nas verbas distribuídas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) referente aos recursos da Lei Agnelo/Piva. O que já era complicado para um esporte estigmatizado como “de colônia” (no Brasil, o beisebol é praticado e mantido majoritariamente pelos descendentes orientais), passou a ficar ainda mais pior sem ajuda financeira de peso.

O feito desta terça-feira pode ser um belo passo em busca do reerguimento desta modalidade no Brasil.

Veja o ponto que deu a vitória ao Brasil contra o Panamá:

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