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Posts com a Tag Basquete

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:19

Agosto e as belas lembranças para o basquete feminino

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Hortência é cumprimentada por Fidel Castro após a vitória doi Brasil na final contra Cuba

Há uma semana, foi comemorado o aniversário de 15 anos da conquista da medalha de prata olímpica pela seleção feminina de basquete nos Jogos de Atlanta-96. Nesta quinta-feira, completou-se 20 anos de uma outra grande conquista: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana. Definitivamente, o mês de agosto traz mesmo belas lembranças para o basquete feminino do Brasil.

E este triunfo de 1991 teve ainda um sabor especial. Foi a primeira grande conquista da geração de Hortência, Janeth e Paula. Sob o comando da grande treinadora Maria Helena Cardoso, o Brasil superou Cuba na decisão, por 97 a 76. E para os mais novos e os de memória ruim, é bom lembrar que até então Cuba deitava e rolava em cima do Brasil.

A vitória foi tão significativa que o próprio Fidel Castro foi pessoalmente entregar as medalhas às brasileiras, enaltecendo a grande atuação da equipe. E o comandante ainda brincou, dizendo que não entregaria as medalhas para Hortência e Paula, que destruíram o time cubano.

Foi a partir deste título que o basquete feminino brasileiro finalmente encontrou seu caminho de vitórias, classificando-se pela primeira vez às Olimpíadas em 92; conquistando o título mundial de 94; e assegurando a prata olímpica em 96.

E tudo começou num 11 de agosto…

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:07

Prata que valeu ouro

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Sim, reconheço  que o título do post é meio chavão. Mas é difícil procurar outra frase para definir o feito da seleção brasileira feminina de basquete, que há exatos 15 anos ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, perdendo a final para os EUA por 111 a 87. Foi um resultado histórico, diante da falta de estrutura que o basquete feminino sempre encontrou no Brasil. Naquelas Olimpíadas, a seleção brasileira só perdeu para os EUA, que tinha um time quase imbatível. Um prêmio para a geração de Hortência, Janeth e Paula.

Estava cobrindo estes Jogos Olímpicos pelo então “Diário Popular”, atual “Diário de S. Paulo”, mas designado para acompanhar a seleção masculina de futebol. Pouco antes de começar a semifinal entre Brasil x Nigéria – que seria vencida pelos nigerianos por 4 a 3, na morte súbita -, acompanhava a semifinal entre Brasil e Ucrânia, na sala de imprensa. E a emoção foi grande entre os jornalistas brasileiros presentes.

No dia da final, com o encerramento do torneio de futebol (que ocorreu em Athens, a uma hora de Atlanta), queria ir para o ginásio e ajudar na cobertura do jogo. Só que a droga da minha credencial não dava direito a acesso ao ginásio, e como não havia mais ingresso disponível, o jeito foi ficar no hotel e ver a final pela TV. E foi um massacre americano, pois o time ainda não se conformava com a derrota na semifinal do Mundial da Austrália, dois anos antes. Pior foi acompanhar o jogo com a TV americana, um horror.

Felizmente inventaram este tal de YouTube, que nos dá a chance de rever ou mesmo ver pela primeira vez cenas que até então não tinhamos visto. Como os minutos finais da semifinal diante da Ucrânia, com a emocionante narração de Luciano do Valle:

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quinta-feira, 28 de julho de 2011 Ídolos, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:27

Marquinhos tentará lançar candidatura à CBB

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O ex-pivô Marquinhos não aprova a atual gestão da CBB

Depois de soltar o verbo e detonar a decisão de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa de não defenderem o Brasil no Pré-Olímpico deMar del Plata, no final de agosto, o ex-pivô Marquinhos, titular da seleção brasileira nas décadas de 70 e início de 80, ainda não enterrou um sonho que vem cultivando há dois anos: tornar-se presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O ex-jogador está trabalhando firme para lançar novamente uma candidatura, em 2014, como opositor do atual mandatário, Carlos Nunes.

“Não abandonei o projeto e estão me chamando novamente”, explicou Marquinhos, duranteuma conversa que tivemos no evento organizado pelo Consulado Geral Britânico de São Paulo na última quarta-feira, quando foi celebrada a marca de um ano para o início dos Jogos Olímpicos de Londres. Sem revelar maiores detalhes, Marquinhos disse que ainda sua maior dificuldade foi a mesma que teve quando tentou emplacar sua primeira candidatura, em 2009: a falta do apoio de, no mínimo, duas federações estaduais. Sem isso, ele não poderá lançar sua chapa.

Enquanto não consegue costurar este acordo político obrigatório, Marquinhos tenta aos poucos retomar o caminho do basquete, que havia deixado de lado durante os últimos anos para se dedicar à área de construção civil. Primeiro, vem atuando como representante em jogos do NBB (Novo Basquete Brasil). Ele também vem estudando para trabalhar eventualmente como treinador. Mas tudo isso sem abandonar o projeto de comandar um dia o basquete do Brasil.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011 Isso é Brasil, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 12:13

A ausência de Leandrinho e as confusões da CBB

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Na caixinha de comentários para serem aprovados – sim, os comentários dos blogs do iG necessitam de aprovação antes de irem para o ar – encontro uma mensagem de Artur Barbosa, que vem a ser irmão e principal conselheiro na carreira do armador Leandrinho Barbosa. Ele comentou um post publicado há uma semana, justamente para falar sobre o pedido de dispensa do jogador do Toronto Raptors na apresentação da seleção brasileira masculina, que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata, marcado para o final de agosto. Reproduzo aqui a mensagem de Artur Barbosa, antes de fazer algumas considerações:

“Marcelo Laguna
Concordo com você, o Leandrinho deveria ter se apresentado e falado com a imprensa e explicado sua situação ao vivo.

Não se apresentou porque a CBB ligou para ele (Leandrinho) e aconselhou que ele não se apresentasse. E que mandasse um email. Por isso ele não se apresentou, e o Rubens [Magnano], que é da CBB, meteu o pau nele. Esta eu não entendi , ele cumpriu determinação da CBB, mas não houve respaldo da CBB.

Sua segunda pergunta, se o Brasil se classificar, será que o Leandrinho vai estar à disposição para servir à Seleção.  Resposta: É claro que sim, pensar positivo e estar com a saúde 100 por cento e estaremos à disposição da CBB, sim.”

Diante das palavras de Artur Barbosa, fica claro que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) prega uma coisa e pratica outra. Aliás, não é de hoje que a entidade que comanda o basquete brasileiro mete os pés pelas mãos no quesito tratamento aos atletas. Dizem até que uma das razões para alguns dos vários pedidos de dispensa de Nenê Hilário, outro ausente no Pré-Olímpico de Mar del Plata, está justamente na forma com que a CBB sempre o tratou, especialmente no momento de negociar o seguro com o Denver Nuggets.

O pior de tudo é ver que a entidade mandou o próprio Leandrinho não se apresentar e mandar o e-mail! Será que o técnico da seleção, o argentino Ruben Magnano, estava sabendo de tudo isso antes de disparar suas críticas aos jogador?

A única certeza que fica para mim é que não importa a gestão, o comando da CBB é sempre uma bagunça.

Veja também:

>> Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

>> Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

>> Era uma vez o basquete do Brasil…

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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:52

Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

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Leandrinho Barbosa também pediu dispensa. Será que pede também se o Brasil for a Londres?

O argentino Ruben Magnano, treinador da seleção brasileira masculina de basquete, deve estar coçando a cabeça nesta fria noite paulistana. Não deve ser nada fácil para um treinador saber que irá para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, a partir de 30 de agosto, em busca de uma das duas vagas para os Jogos de Londres-12, com mais um desfalque considerável. Primeiro, Nenê Hilário, e nesta segunda-feira foi a vez de Leandrinho Barbosa mandar um e-mail para explicar que também não irá à Argentina.

Acho engraçado quando estes jogadores alegam “motivos pessoais” para resolverem não disputar determinada competição pela seleção nacional. O problema é que no basquete brasileiro isso vem se repetindo com uma frequência irritante.

Leandrinho tem suas razões? Sei lá. O cara não fala, manda comunicado. Cheio de palavras vazias, adjetivos inúteis e justificativas que não explicam nada.

Tempos esquisitos estes que vivemos, em que ninguém tem coragem de falar cara a cara, responder perguntas, tem “aquilo roxo” para dizer realmente o que pensa. O nosso caro Cesar Cielo, um dos grandes atletas do Brasil, preferiu fazer uma declaração ao invés de responder perguntas dos jornalistas a respeito do ainda mal-explicado caso de doping.

Só gostaria de saber uma coisa: será que se o Brasil conseguir sua vaga no Pré-Olímpico de Mar del Plata, Nenê e Leandrinho irão pedir dispensa das Olimpíadas de Londres, no ano que vem?

Com certeza não!

Veja também:

>>Nenê fora do Pré-Olímpico. E agora, Magnano?

>>Era uma vez o basquete do Brasil…

>>O calendário pré-olímpico do basquete

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 Pan-Americano, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 16:30

Seleção masculina de basquete pega grupo chato no Pan 2011

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Sorteio dos grupos dos torneios de basquete do Pan ocorreram nesta segunda

Chatinho, para dizer o mínimo, o grupo que a seleção brasileira masculina de basquete caiu nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam no dia 14 de outubro.  O Brasil, atual tricampeão pan-americano (ganhou em Winnipeg-99, Santo Domingo-03 e Rio-07) ficou na chave B, ao lado de EUA, República Dominicana e Uruguai. O grupo A contará com Argentina, Canadá, México e Porto Rico. O sorteio das chaves foi realizado na última segunda-feira.

O grande dilema é que ainda não se sabe com quais jogadores as seleções participarão do Pan. Vale lembrar que o evento ocorrerá pouco tempo depois do Pré-Olímpico das Américas, em Mar del Plata. Mas mesmo que leve parte do grupo que disputará o classificatório, sem dúvida terá problemas para cravar o tetra pan-americano no México. Isso porque qualquer time americano que vá ao torneio sempre dá trabalho, assim como a República Dominicana, essa sim que deverá enviar sua equipe principal. O Uruguai, mesmo com um basquete decadente, também gosta de complicar.

No feminino, o Brasil pegou indiscutivelmente um grupo mais fácil que o masculino. Na chave B, a seleção terá como primeiras adversárias Canadá (a mais complicada), Colômbia e Jamaica. Em 2007, o Brasil ficou com a medalha de prata no torneio feminino.

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico de basquete

>>Os uniformes do Brasil no Pré-Olímpico de basquete

>>Era uma vez o basquete do Brasil…

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sexta-feira, 24 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:37

Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

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Nenê alegou "motivos pessoais" para não disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata

Se já não bastasse carregar o peso de estar sem participar das Olimpíadas desde os Jogos de Atlanta, em 1996, o basquete masculino brasileiro ganhou nesta sexta-feira um problema a mais para tentar carimbar sua classificação às Olimpíadas de Londres: o pivô Nenê Hilário pediu dispensa e não participará do Pré-Olímpico de Mar de Plata, na Argentina, a partir do dia 30 de agosto.

Trata-se de um belo desfalque já garantido para o argentino Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira. Já não poderia contar com Anderson Varejão (contundido) e as presenças de Nenê, Leandrinho e Thiago Splitter estavam ameaçadas por causa do risco de locaute da NBA. Isso obrigaria a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) a pagar os seguros dos jogadores, que seria complicado, em razão dos altos valores.

Pior é que foi o próprio Nenê quem pediu dispensa, alegando motivos particulares – o nascimento de seu filho bem na época de disputa do Pré-Olímpico.

Assim, aos poucos uma competição que aparentava ser bem favorável ao Brasil – duas vagas em disputa e os EUA não participam do Pré-Olímpico, por já estarem classificados -, vai adquirindo ares de drama. E cujo final todos conhecem há 12 anos: ver as Olimpíadas do sofá da sala.

Veja também:

>>Era uma vez o basquete do Brasil

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Greve da NBA já afetou um Mundial de basquete

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Os uniformes do Brasil para o Pré-Olímpico de basquete

>>Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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quarta-feira, 25 de maio de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 12:22

Basquete brasileiro pode trocar tradição por dinheiro

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Jogadores do Brasília comemoram o bi do NBB. A partir de 2012, só um jogo na final

Muito bacana a final da terceira edição do NBB (Novo Basquete Brasil), encerrada nesta terça-feira com a vitória do Brasília sobre o Franca, que fechou a série decisiva em 3 a 1, marcando 77 a 68 no jogo realizado no ginásio Nilson Nelson. Mais de 18 mil pessoas fizeram a festa do time da casa, que com justiça comemorou o bicampeonato.

Em busca do ressurgimento, após anos amargando o limbo, com três ausências seguidas dos Jogos Olímpicos, o basquete masculino brasileiro caminha razoavelmente bem. Só que os dirigentes da Liga Nacional de Basquete, que organizam o NBB, podem atrapalhar bastante esta caminhada se realmente colocarem pra valer a intenção de fazer a decisão do campeonato em jogo único, a exemplo do que já faz a Superliga de vôlei. Uma estupidez, que contraria toda a tradição do basquete, além de ser tecnicamente uma aberração.

A respeito desta ideia idiota, motivada apenas pelos trocados que a televisão paga ao descapitalizado basquete brasileiro, escrevi a respeito em janeiro deste ano, em meu antigo blog, que reproduzo abaixo:

“A Liga Nacional de Basquete (LNB) acaba de assumir que o que importa mesmo é o dinheiro. Sim, a grana, bufunfa, pois foi por causa dele que a próxima edição do Novo Basquete Brasil, o NBB (aliás, o campeonato vai pra quarta edição e os caras ainda querem chamar de “Novo”) será decidido em um jogo único, atendendo a um pedido da TV Globo, que detém os direitos de transmissão do campeonato.

De acordo com Kouros Monadjemi, presidente da LNB e diga-se de passagem, um homem sério e dedicado na função de comandar a Liga, a decisão é puramente financeira. “Os clubes estão com dificuldades financeiras, dependem das prefeituras e de patrocinadores. Se tivermos que comprometer um pouco a parte técnica para isso, nós iremos fazer isso”. O dirigente ainda disse que a Globo não aceitaria transmitir as finais em TV aberta se a decisão continuasse ocorrendo em melhor de cinco jogos.

O maior absurdo desta decisão é que se optou em dar um bico na tradição e coerência técnica, em troca de uma exposição que não resolverá os problemas do basquete brasileiro. Esta modalidade, que já foi a segunda na preferência do torcedor do país, está pagando por anos de incompetência da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Não me parece que mudando a fórmula de disputa a situação irá mudar, nem mesmo a médio prazo.

E cá entre nós: este dinheiro tão comemorado por Monadjemi para os falidos clubes brasileiros ainda é muito pouco. A Globo, que passa competições esdrúxulas na sua programação dominical pela manhã, teria a a obrigação de passar ao menos um jogo por semana. Mas como hoje o basquete brasileiro é um produto de segunda categoria e que nem mesmo consegue se classificar para as Olimpíadas, paga e oferece o que tem. Falido,o basquete aceita sem pestanejar.

E para provar a burrice e estupidez desta decisão da LNB, lembro aqui que as principais ligas de basquete do mundo fazem suas decisões em playoffs com cinco jogos ou mais. A ACB, da Espanha, é em melhor de cinco; a Lega Basket, da Itália, em melhor de sete; a Liga Nacional de Basquet, da Argentina, em melhor de sete; e a NBA, nos EUA define seu campeão em melhor de sete partidas.

Será que todo mundo está errado e só o basquete brasileiro, com seus cofres vazios, está certo? Eu acho que não.”

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