Publicidade

Posts com a Tag Basquete

sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Imagens do Pan, Pan-Americano | 23:12

Cadeira à prova de gigantes?

Compartilhe: Twitter

As cadeiras ecológicas do Pan. Bonitinhas sim, mas serão resistentes?

Já faz algum tempo que as competições poliesportivas vem mostrando uma preocupação (pelo menos teórica) com o meio ambiente. A ideia é tornar os Jogos – não importa se Pan-Americanos ou Olímpicos – um evento que tenha o conceito da sustentabilidade mais do que arraigado. É quase uma condição fundamental para qualquer cidade ganhar uma candidatura destes eventos.

Eis que Guadalajara, envolvida em inúmeros problemas com atrasos em obras e que podem ter como consequência o corte de atletas nas mais variadas delegações, também mostra esta “consciência ecológica”. Como na foto acima, em que uma mulher ajeita cadeiras feitas de papelão no porão da Vila Pan-Americana.  Cerca de 12 mil peças de mobiliário orgânico serão distribuídas na Vila dos atletas.

Do ponto de visto ecológico, perfeito. Minha única dúvida é se estas simpáticas cadeiras de papelão resistirão ao peso de algum destes gigantes do basquete ou dos nada franzinos pesos pesados do judô ou da  luta livre, ou mesmo os arremessadores de peso.

Sei não, hein?

Autor: Tags: , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira, Vídeos | 08:15

Seleção feminina de basquete deve se inspirar no passado

Compartilhe: Twitter

Começa neste sábado, a partir das 18h45 (horário de Brasília) a caminhada da seleção brasileira feminina de basquete no Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia, diante do frágil Paraguai. Será a primeira competição oficial da equipe sob o comando do técnico Ênio Vecchi, que já comandou a seleção masculina no Mundial do Canadá, em 1994 (quando o time ficou em 11º lugar), mas que jamais havia dirigido uma equipe feminina antes.

Sem contar com a ala Iziane Marques, que pediu dispensa para defender sua equipe na WNBA, a seleção brasileira tem como maior estrela na Colômbia a pivô Erika, que também atua no basquete americano.  E não será uma tarefa fácil, pois há apenas uma vaga em disputa neste Pré-Olímpico para os Jogos de Londres, em 2012.

Que as meninas brasileiras se inspirem nos exemplos do passado, na geração mais talentosa que o basquete feminino do país já produziu, com Hortência, Paula, Janeth e Cia. Em 1992, elas sofreram mas classificaram a seleção para as Olimpíadas de Barcelona, na primeira participação do basquete feminino nos Jogos Olímpicos.

Sofrimento que não faltou neste jogo contra a Austrália, decidido na segunda prorrogação e vencido pelas brasileiras por 99 a 97, fundamental para a classificação da seleção:

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 20 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 20:08

Coisas surreais que só acontecem no Pan-Americano

Compartilhe: Twitter

Vázquez Raña, presidente da Odepa, fez um acordo com a Fiba e haverá basquete no Pan 2011

Tudo bem que o Pan-Americano é uma competição bacana, democrática, abre espaço para que atletas das Américas disputem um evento poliesportivo de proporções razoáveis – lembrando que vários deles jamais chegarão a participar das Olimpíadas -, enfim, tudo isso já estamos cansados de saber. O que não se pode esconder é o espírito varzeano que muitas vezes impera na chamada “Olimpíada das Américas”.

Como por exemplo no caso do basquete, que por muito pouco não foi excluído do Pan-Americano de Guadalajara, faltando apenas 24 dias para o evento começar! Tudo por causa de uma briga interna entre o comitê olímpico mexicano e a Ademeba (Associação Desportiva Mexicana de Basquete), entidade que de fato organiza a modalidade no país. Só que enquanto a Fiba Américas (entidade que representa a Federação Internacional de Basquete) reconhece a legitimidade da Ademeba, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) simplesmente a ignora.

O resultado desta confusão: a Odepa ameaçava excluir a Ademeba do Pan, situação que a Fiba Américas não aceitava. E devolvia a ameaça, sinalizando que não organizaria o basquete do Pan 2011. Um vexame só.

Eis que nesta terça, a Fiba divulga nota, toda feliz, anunciando um acordo entre ela e a Odepa. Uma reunião entre Mário Vázquez Raña, eterno presidente da Odepa, e o secretário geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, sacramentou o acordo.

O pior nisso tudo é que não seria a primeira vez que o basquete passaria por um vexame na história do Pan. Em 1995, nos Jogos de Mar del Plata, o torneio feminino foi cancelado dois dias antes da cerimônia de abertura. O motivo é que somente cinco equipes se inscreveram para a competição.

Por causa deste mico monstro, a seleção feminina de Hortência, Paula e Janeth não pôde defender o título conquistado quatro anos antes, em Havana-91.

Mais surreal, impossível!

Autor: Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 13 de setembro de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:58

Um raio-X do esporte no Brasil

Compartilhe: Twitter

Excelente a pesquisa feita pela Delloite, empresa de consultoria internacional, divulgada no começo deste mês de setembro, chamada “Muito além do futebol – Estudo sobre esportes no Brasil”.  O objetivo era o de traçar um mapa sobre o interesse dos brasileiros em esportes, tendo em vista a realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. E alguns resultados desta pesquisa foram bem interessantes:

  • A principal conclusão é que o rúgbi foi apontado pelos entrevistados como o esporte que mais irá crescer no Brasil nos próximos anos;
  • As artes marciais ficaram em segundo lugar na opção de modalide esportiva que mais irá crescer nos próximos anos;
  • Os esportes coletivos aparecem como os preferidos pela maioria dos entrevistados na pesquisa;
  • Apesar de ser um país tropical, o Brasil possuí um grande interesse em acompanhar esportes de inverno, como curling (!), hóquei no gelo e esqui;
  • Golfe, hipismo e tênis foram apontados como esportes de elite (88%, 84% e 46%, respectivamente);
  • O beisebol e o golfe foram apontados como os esportes menos admirados pelos entrevistados;
  • O vôlei aparece como o segundo esporte na preferência do brasileiro, com 46%. O basquete aparece em quinto lugar (16%);
  • Na lista dos esportes que mais irá crescer no Brasil nos próximos anos, o basquete aparece em último lugar na preferência dos entrevistados, ao lado do futebol americano, com somente 4% nas respostas

Para conhecer outros dados interessantes desta pesquisa, clique na apresentação abaixo:

Autor: Tags: , , , , , , , ,

Com a palavra, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:01

Grupo fechado na seleção masculina de basquete?

Compartilhe: Twitter

“Estou há 11 anos na seleção e só encontrei o Nenê duas vezes. Por isso acho que para às Olimpíadas temos de contar com Leandrinho e Varejão, mas acredito que o Nenê não tenha lugar nesse time”



Ala Alex Garcia, ao comentar no iG Esporte sobre o que pensava sobre um possível retorno do pivô Nenê Hilário e do armador Leandrinho à seleção brasileira nas Olimpíadas de Londres 2012, após eles terem se recusado a disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata, quando o Brasil conquistou a vaga ao ficar com o vice-campeonato da competição.

Autor: Tags: , , , ,

domingo, 11 de setembro de 2011 Almanaque, Listas, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:45

Brasil só foi campeão uma vez do Pré-Olímpico masculino de basquete. Confira a lista

Compartilhe: Twitter

Ao terminar com o vice-campeonato no Torneio Pré-Olímpico de Mar del Plata neste domingo, o Brasil atingiu o seu objetivo, apesar da derrota na final para a Argentina por 80 a 75. Além disso, manteve sua tradição na competição de quase nunca sair dela como campeão. Apenas numa única vez, em 1984, quando sediou o torneio, a seleção brasileira ficou com o título.

Confira abaixo a relação dos três primeiros colocados desde a primeira edição do Pré-Olímpico masculino, em 1980:

1980 – San Juan (Porto Rico)
18 a 25/4/1980

1º) Porto Rico
2º) Canadá
3º) Argentina

Obs: o Brasil terminou em 4º lugar, mas disputou os Jogos de Moscou-80 em razão do boicote dos EUA e aliados às Olimpíadas

1984 – São Paulo (Brasil)
15 a 24/5/1984

1º) Brasil
2º) Uruguai
3º) Canadá

1988 – Montevidéo (Uruguai)
22 a 31/5/1988

1º) Porto Rico
2º) Brasil
3º) Canadá

1992 – Oregon (EUA)
27/6 a 5/7/1992

1º) EUA
2º) Venezuela
3º) Brasil

1995 – Tucuman e Neuquén (Argentina)
15 a 27/8/1995

1º) Porto Rico
2º) Argentina
3º) Brasil

1999 – San Juan (Porto Rico)
14 a 25/7/1999

1º) EUA
2º) Canadá
3º) Argentina

Obs: o Brasil terminou em 6º lugar e não se classificou

2003 – San Juan (Porto Rico)
20 a 31/8/2003

1º) EUA
2º) Argentina
3º) Porto Rico

Obs: O Brasil terminou em 7º lugar e não se classificou

2007 – Las Vegas (EUA)
22/8 a 2/9/2007

1º) EUA
2º) Argentina
3º) Porto Rico

Obs: O Brasil terminou em 4º lugar e não se classificou

2011 – Mar del Plata (Argentina)
30/8 a 11/9/2011

1º) Argentina
2º) Brasil
3º Rep. Dominicana

Autor: Tags: ,

sábado, 10 de setembro de 2011 Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:29

Os brasileiros classificados para Londres 2012

Compartilhe: Twitter

Marcelinho Huertas vibra coma vitória e a vaga do Brasil em Londres 2012

Atualizado em 10/09/2011

Ao derrotar a República Dominicana por 83 a 76, no Pré-Olímpico de Mar del Plata, a seleção brasileira masculina de basquete quebrou um jejum de 16 anos e garantiu sua classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. A última vez que o basquete brasileiro participou das Olimpíadas foi nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres 2012: 64

Basquete

Modalidade masculino (12 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 10/09/2011, com a vitória da seleção brasileira sobre a república Dominicana, por 83 a 76, nas semifinais do Torneio Pré-Olimpico de Mar del Plata

Ciclismo

Modalidade Estrada (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 8/05/2011, com a vitória de Gregolry Panizo no Campeonato Pan-Americano de ciclismo, em Antioquia (Colômbia)

Futebol

Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Hipismo

Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Judô

Sarah Menezes – categoria Ligeiro (até 48 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Mundial de Paris

Leandro Cunha – categoria Meio-leve (até 66 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de prata no Mundial de Paris

Maratona aquática

Prova dos 10km feminino (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 19/07/2011, com o sexto lugar de Poliana Okimoto no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Natação

Revezamento 4 x100m livre (4 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 24/07/2011, com o 9º lugar da equipe masculina, formada por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini, no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Taekwondo

Diogo Silva – categoria até 68kg
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/07/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico de Baku, no Azerbaijão

Tiro esportivo

Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Autor: Tags: , ,

Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:08

Um sonho que demorou 5.858 dias para se realizar

Compartilhe: Twitter

Tiago Splitter se emociona ao comemor a vaga olímpico com Marcelinho Huertas

Quem gosta de basquete, em especial do basquete do Brasil, viu muita coisa acontecer por aqui desde o dia 27 de agosto de 1995. Por exemplo:

1) O  fim de carreira de um dos maiores cestinhas do basquete mundial chamado Oscar Schmidt;

2) A chegada ao poder na CBB (Confederação Brasileira de Basquete) de Gerasime Boziks, o Grego, talvez uma das maiores tragédias para a história do basquete nacional;

3) Vimos uma Liga Independente ser criada, por causa da incompetência da CBB, e depois fracassar em sua tentativa de emplacar no cenário nacional;

4) Tivemos o vexame de ver um Campeonato Nacional não terminar também por incompetência dos dirigentes;

5) Incontáveis e sofridas derrotas em Campeonatos Mundiais e Torneios Pré-Olímpicos;

6) Vimos até um jogador a se recusar a entrar em quadra num Pré-Olímpico, Nezinho, em Las Vegas-2007;

7) Vimos inúmeros pedidos de dispensa de jogadores renomados, como Nenê e Leandrinho, e de outros menos badalados, pelas mais variadas justificativas;

Vimos, por fim, o basquete masculino do Brasil tornar-se motivo de chacota e piada de torcedores e até mesmo entre seus fãs.

Neste sábado, 5.858 dias depois daquele 27 de agosto de 1995, quando derrotou o Canadá e se classificou para as Olimpíadas de Atlanta-96, o basquete masculino do Brasil voltou aos Jogos Olímpicos.

Até que enfim!

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 7 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:28

Comemorar sim, revanchismo não!

Compartilhe: Twitter

O pivô Rafael Hettsheimeir, o grande destaque da histórica vitória do Brasil sobre a Argentina

Muito difícil, para os basqueteiros de plantão, conter a alegria pela incrível vitória da seleção brasileira masculina nesta quarta-feira, sobre a Argentina, pela Torneio Pré-Olímpico de Mar del Plata. O triunfo desta noite, por 73 a 71, representou o fim de um verdadeiro martírio que já durava 16 anos de sofridas derrotas para os argentinos em competições de alto nível.

A última delas tive o prazer de acompanhar ao vivo, na primeira fase do Pré-Olímpico de 1995, também na Argentina. É verdade que o Brasil andou batendo vez ou outra a Argentina desde então, mas foram vitórias obtidas em torneios de menor expressão e com as duas equipes desfalcadas de seus principais talentos. Pra valer, em jogo decente, fazia 16 anos que os argentinos só deitavam e rolavam sobre os brasileiros.

Isto posto, duas coisas precisam ficar claras:

1)  Que os jogadores e torcedores curtam muita esta vitória, mas que tenham em mente uma coisa: de nada terá adiantado este triunfo histórico, se no sábado, na semifinal do Pré-Olímpico, o Brasil voltar a ter um de seus habituais apagões e perder para um adversário que será definido na rodada desta quinta-feira. O jogo que vale vaga para as Olimpíadas de Londres 2012 é no sábado;

2) Na verdadeira catarse coletiva que virou o Twitter após a vitória do Brasil, pude pescar diversas mensagens – algumas até de gente graúda do esporte brasileiro – detonando de forma irônica o armador Leandrinho Barbosa e o pivô Nenê Hilário, os dois jogadores que pediram dispensa de defender a seleção no Pré-Olímpico. Mesmo incomodado com a decisão dos dois, eu desconheço os bastidores que os  levaram a tomar tal atitude.

O próprio Arthur Barbosa, irmão de Leandrinho, escreveu para este blog relatando uma história bem diferente do que contou a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) no episódio da dispensa do atual armador do Flamengo e do Toronto Raptors. Por isso, acho prudente que todos contenham o tom de revanchismo e deixem o tempo cuidar de ajeitar as coisas. Até porque ninguém pode abrir mão, em sã consciência, de um pivô como Nenê, se o sujeito estiver a fim de jogar, não é mesmo?

Autor: Tags: , , , ,

Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:16

Acredite: os argentinos já foram fregueses no basquete

Compartilhe: Twitter

Jogadores da Argentina comemoram o título olímpico de 2004, em Atenas

Em 1990, boa parte dos leitores deste blog ainda tomava leite na mamadeira e usava fraldas quando foi realizado o Campeonato Mundial masculino de basquete na Argentina. Incrível como 21 anos podem fazer a diferença em em algumas coisas. Pois foram estas duas décadas que transformaram o basquete da Argentina, que naquele 1990 terminou em um modesto oitavo lugar (duas vitórias em oito jogos), numa das potências atuais da modalidade.

Ao mesmo tempo, estes 21 anos deixaram a seleção brasileira masculina – que se não vivia mais a época de ouro dos anos 60, ao menos se classificava para as Olimpíadas – viver a maior de resultados de sua história. O mais irônico de tudo isso é que a Argentina sempre foi uma freguesa de caderneta do basquete brasileiro. E tudo isso começou a mudar justamente a partir de 1990.

O maior clássico da modalidade na América Sul, que acontecerá nesta quarta-feira, em Mar del Plata, pelo Pré-Olímpico das Américas, mais uma vez trará uma velha questão à tona: por que estes caras são melhores do que nós  hoje em dia?

A primeira resposta, óbvia, de que a atual geração argentina tem mais talentosa do que a brasileira, é simplista demais. Não que não seja verdadeira, é claro. Mas se Ginobili, Scola e Cia são superiores a Splitter, Giovannonni, Alex etc, o segredo deste sucesso não se encontra apenas dentro da quadra.

Para começar, naquele mesmo ano de 1990 a Argentina criou sua liga nacional, que tem atualmente 16 clubes, disputada em turno, returno e playoffs.  Com direito a duas divisões de acesso. O Brasil só foi ter uma liga decente em 2009, com a criação do NBB (Novo Basquete Brasil), que ainda não sinaliza a criação de uma divisão de acesso nos moldes que existem em várias partes do planeta.

Além de contar com uma estrutura interna de suas competições melhor que o existe por aqui, a Argentina ainda conta com forte e amplo trabalho de descoberto de novos talentos, espalhado por todo o país. Aqui, por mais que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) divulgue clínicas e mais clínicas para buscar novos jogadores, os resultados ainda são muito modestos. O resultado se vê nos campeonatos continentais de base, onde os meninos da Argentina derrotam os do Brasil invariavelmente, com uma ou outra conquista brasileira isolada.

E por fim, talvez o mais importante, a filosofia de jogo. O basquete argentino atual consegue aliar com quase perfeição o talento individsual com uma incrível disciplina tática, num conceito tático onde não se dá espaço para erros tolos. Já o Brasil caminha para tentar mudar aquele velho estilo da correria sem sentido e o eterno aremesso de 3 pontos, consagrado na era do último grande craque brasileiro, Oscar Schmidt. E para mudar tudo isso,  foi beber exatamente na fonte do rival, ao trazer o técnico argentino Rúben Magnano, responsável pelo título olímpico da seleção argentina em 2004, nos Jogos de Atenas.

É claro que Magnano não teve tempo de mudar 21 anos de erros e falta de planejamento que ocorreram no basquete do Brasil. Nem sei se ele conseguirá fazer o Brasil ter sucesso em sua tentativa de voltar às Olimpíadas de Londres ainda neste Pré-Olímpico. Mas me parece que sob o seu comando, além de contar com todos os seus melhores jogadores (sem as já famosas abstenções de Nenê e Leandrinho), será o único caminho para que o Brasil volte a encarar a Argentina, se não como freguesa, ao menos como um rival que é possível ser batido.

Autor: Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. Última