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Posts com a Tag Basquete

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  “Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil | 14:07

O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

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A ponteira Alexandra Nascimento sobe para fazer mais um gol nos Jogos de Londres

Atualizado

O começo de 2013 não poderia ser melhor para o esporte olímpico do Brasil. Nem bem a segunda semana do ano terminou e pintaram duas notícias dando conta de premiações (ou futuras premiações). A primeira foi a eleição da ponteira Alexandra Nascimento como melhor jogadora do mundo no handebol, após pesquisa feita pela IHF (Federação Internacional de Handebol). Destaque na bela campanha do Brasil nas Olimpíadas de Londres (quando o time ficou em sexto lugar), Alexandra recebeu 28% dos votos dos internautas.

O prêmio tem ainda mais relevância por dois aspectos: primeiro, a falta de tradição do Brasil na modalidade. Depois, pelo fato de ela ter ficado à frente de jogadoras mais consagradas (inclusive das campeãs olímpicas norueguesas) e tendo sido escolhida por um público que realmente acompanha a modalidade. Claro que o fato de atuar no Hypo, da Áustria, uma das melhores equipes do mundo, também aumentou a visibilidade da brasileira. Uma escolha mais do que merecida.

Outra bela notícia veio no basquete, com as indicações do ex-cestinha Oscar Schmidt e do técnico Togo Renan Soares, o Kanela, para tentar um lugar no Naismith Memorial Basketball, em Springfield (EUA). Este é o Hall da Fama mais badalado da modalidade, onde estão imortalizadas estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Kareen-Abdul Jabar. Entre os brasileiros, Hortência Marcari e Ubiratan Maciel já foram admitidos.

A chegada de Oscar é até tardia, embora o Naismith tenha algumas regras para receber as indicações, entre elas a de estar pelo menos cinco anos aposentado das quadras. Mas já passou do tempo para Oscar integrar a lista dos grandes do basquete mundial. Sem dúvida que sua atuação assombrosa na final do Pan-Americano de Indianápolis 1987, quando ele destruiu a seleção dos EUA na final, ajudará em sua eleição.

A presença de Kanela também é mais do que merecida. Os mais novos talvez não saibam, mas ele foi o grande responsável em montar a chamada “geração de ouro” do basquete brasileiro, que foi bicampeã mundial (1959/63) e duas vezes medalhista olímpica (bronze em Roma 1960 e Tóquio 1964).

Atualização: no começo da tarde desta terça-feira, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) enviou email confirmando que o nome do ex-ala Amaury Pasos também integra a lista de indicados ao Naismith Memorial Basketball, que por engano referiu-se ao bicampeão mundial erroneamente como Thiago Pasos. Ao lado de Wlamir Marques, Amaury era um dos principais nomes da seleção comandada por Kanela na década de 60.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Listas, Mundiais, Sem categoria | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 11:50

Farra espanhola destruiu apartamentos na Vila de Londres 2012

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Quarto da Vila Olímpica de Londres. Jogadores da Espanha destruíram um deles

O fato ocorreu há dois meses, mas só veio a público agora. Reportagem do jornal espanhol “El Pais” informou que jogadores da seleção espanhola masculina de basquete destruíram seus apartamentos na Vila Olímpica em Londres 2012, logo após ficarem com a medalha de prata, com a derrota para os EUA, por 107 a 100, no dia 12 de agosto.

Normalmente a Vila Olímpica é palco de muitas festas e baladas em todas as Olimpíadas. A goleira da seleção dos EUA de futebol, Hope Solo, confessou que houve uma festa de arromba após a conquista do ouro nos Jogos de Pequim. O supercampeão Usain Bolt postou no Twitter fotos dele acompanhado de lindas atletas loiras da Noruega, depois de sua vitória nos 100 m. E com os espanhóis da seleção de basquete, não foi diferente.

Segundo o “El País”, o estrago nos apartamentos da equipe de basquete foi descoberta pelo jornal inglês “The Guardian”, que obteve a revelação com um funcionário da empresa que cuida da venda dos imóveis da Vila Olímpica, que irá se transformar em um condomínio residencial. O chefe de missão espanhola pagou pelos prejuízos no momento em que tratava dos procedimentos de saída da delegação espanhola.

Segundo os ingleses, este foi o único incidente deste tipo ocorrido nas instalações do Parque Olímpico. Não se sabe quais atletas estiveram envolvidos nos atos de vandalismo, mas todos foram repreendidos pelo “excesso de alegria” nas comemorações após a participação olímpica da seleção masculina de basquete.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:55

O direto recado de Érika para Iziane

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Erika deixou claro seu descontentamento com a postura de Iziane

“Levamos um grande susto, só que as regras estão aí para serem cumpridas por todos. Ela não teve uma postura correta”

Pivô Erika, titular da seleção brasileira feminina de basquete, ao comentar o sentimento do grupo ao saber do corte da ala Iziane Marques, que levou seu namorado para a concentração e foi dispensada da equipe que disputará as Olimpíadas de Londres 2012. Mais detalhes você pode conferir aqui, na reportagem publicada pelo iG Esporte.

Só fica no ar uma perguntinha: tá bom o moral da Iziane com suas ex-companheiras?

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:34

Novo vexame de Iziane é mais um erro na conta de Hortência

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Iziane conseguiu a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por indisciplina

Acredito que ninguém tenha ficado muito surpreso  com o corte da ala Iziane Marques da delegação da seleção feminina de basquete, que se prepara para disputar as Olimpíadas de Londres, confirmado nesta sexta-feira pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete), em um comunicado oficial.

O que espanta é a forma com que o desfecho aconteceu, oito dias antes da estreia brasileira, contra a França, e pelo que se comenta, em razão de um possível namorado da jogadora ter entrado na concentração brasileira em Lille. Os motivos reais não foram divulgados, seja por CBB (Confederação Brasileira de basquete), seja pela própria Iziane.

Mas na madrugada desta sexta-feira, enquanto corria para apurar a informação do corte, não pude deixar de pensar que este novo vexame de Iziane tem que entrar na conta da diretora de basquete feminino da CBB, Hortência Marcari. Sim, porque foi ela quem bancou a presença de Iziane na seleção brasileira, mesmo tendo aprontado poucas e boas nos últimos anos.

Não dá para entender como uma pessoa com a experiência que Hortência tem dentro do basquete pode defender na seleção brasileira uma atleta que:

1) se recusa a entrar em quadra, depois de ficar um tempo no banco, em um jogo do Pré-Olímpico mundial de 2008. Depois, não é convocada para os Jogos de Pequim;

2) recusa a convocação do então técnico Paulo Bassul para a Copa América de 2009;

3) diz que só voltaria à seleção se Bassul deixasse a equipe;

4) recusa sua convocação para o Pré-Olímpico das Américas de 2011, já com a equipe comandada por Ênio Vecchi;

5) tem atuação apagada na derrota do Brasil no Pan de Guadalajara, ficando no banco de reservas no jogo contra a Jamaica. Coincidentemente, depois disso, Ênio Vecchi é demitido.

Não é possível que alguém ainda dê oportunidades para uma atleta sem qualquer espírito de equipe, individualista e preocupada somente com o próprio umbigo. E que dentro de quadra também não representa tanta diferença assim, por mais que Iziane pense o contrário.

Iziane consegue, portanto, a proeza de ficar fora de duas Olimpíadas por atos de indisciplina. E Hortência Marcari acaba de colecionar o mais grave erro em sua conturbada gestão no basquete feminino brasileiro.

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Com a palavra, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Presença de Larry Taylor na seleção brasileira de basquete espanta americanos

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Dwyane Wade não acreditou quando viu Larry Taylor com a camisa do Brasil

“Que loucura! Ver nosso amigo de Chicago…nº 7 Larry Taylor jogando pela Seleção Brasileira contra os EUA”



Post no Twitter do jogador americano Dwyane Wade, que não competirá nos Jogos de Londres 2012 em virtude de uma cirurgia no joelho, espantado ao ver que o ala-armador do Bauru, naturalizado brasileiro, está entre os selecionados pelo técnico Rubén Magnano para integrar a seleção brasileira nas Olimpíadas

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