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Posts com a Tag Atlanta 1996

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  “Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:30

Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?

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O corte de Mari na seleção feminina é mais um exemplo de que as coisas não andam bem no vôlei brasileiro

Desde 1992, o vôlei é sinônimo de sucesso no esporte olímpico brasileiro. Para aqueles de memória curta, foi a partir dos Jogos de Barcelona que o vôlei iniciou uma participação constante nos pódios olímpicos. Confira: ouro com a seleção masculina em Barcelona 1992; bronze com a feminina em Atlanta 1996 e Sydney 2000; ouro com a equipe masculina em Atenas 2004; e o ponto alto alcançado em Pequim 2008, com o ouro do time feminino e a prata do masculino.

O vôlei se transformou, nos últimos 30 anos pelo menos, no maior exemplo de sucesso de uma modalidade coletiva no universo olímpico brasileiro. Isso é indiscutível. Todo este êxito é fruto de muito trabalho, competência na formação de base e muito talento dentro de quadra. Mas se tem algo que o vôlei não se acostumou muito neste período vencedor foi conviver com crises. E quando elas chegam, sai de baixo…

O recente episódio do corte da ponteira Mari, na seleção feminina, e o fracasso da equipe masculina na Liga Mundial, quando terminou com sua pior colocação na fase final da competição, mostram bem que o momento pelo qual passa o vitorioso vôlei do Brasil é delicado. A impressão que fica para quem está de fora é que o encanto quebrou.

A entrevista de Mari nesta quinta-feira sinaliza que as coisas não andam muito bem dentro do grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Por mais que escolhesse bem as palavras, Mari deixou no ar uma mágoa profunda com o treinador, ao dizer que ainda “tinha muita lenha para queimar”. O treinador rebateu de forma resumida, justificando como “critérios técnicos” o motivo do corte.

Embora Mari negue problemas de relacionamento dentro do grupo, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada e por isso Zé Roberto teria optado em agir antes que o estrago fosse definitivo. De qualquer forma, Mari não vinha conseguindo render o suficiente, mesmo mudando de posição, após uma temporada repleta de lesões.

Na seleção masculina, as contusões dos principais jogadores (Giba, Dante, Murilo e Visotto), além de uma sensação de desgaste geral do grupo e do técnico Bernardinho, parecem conspirar contra a chance da equipe brigar pela terceira medalha de ouro olímpica no masculino.

Espero queimar a língua, mas há uma boa chance de que os Jogos de Londres 2012 quebrem a sequência de pódios olímpicos que o vôlei vem conquistando com competência e talento.

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domingo, 11 de março de 2012 Almanaque, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 23:23

Magic Paula para a presidência do COB!

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Magic Paula foi uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado de Hortência

Este domingo, 11 de março, representou uma data histórica para o esporte brasileiro. Foi neste domingo que Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, completou 50 anos de idade. Uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado da Rainha Hortência (além de uma das melhores do mundo em todos os tempos), Paula teve participação fundamental em três momentos marcantes nas quadras: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana 1991; o título mundial na Austrália, em 1994; e a medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta 1996.

Mas Paula continua brilhando longe do basquete. Diretora do Instituto Passe de Mágica, comanda o Projeto Petrobras, que apoia cinco modalidades (remo, taekwondo, boxe, esgrima e levantamento de peso) com investimentos que chegam direto aos atletas destas entidades, sem passar pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), custeando períodos de treinamento e participação em competições internacionais.

Veja também: A estranha “meritocracia” do COB

Se tudo isso já não bastasse, Paula continua mostrando as mesmas opiniões fortes e sem papas na língua, como fazia nos tempos de jogadora. E a experiência de gestora esportiva – comandou durante um bom tempo o Centro Olímpico de São Paulo – serviu para tornar as colocações de Magic Paula cada vez mais cirúrgicas, apontando sem medo e com fortes argumentos para os problemas na estrutura ainda problemática no esporte brasileiro.

Como fez em uma recente entrevista à revista Isto É, publicada no final de fevereiro: “Existem feudos no esporte brasileiro. A gente não admite que tenha gente fazendo um trabalho melhor do que o nosso. No esporte, a gente tem de ser mais humilde. Falta humildade de a gente sentar junto e construir. Mas, quando alguém propõe algo, pensa-se que se quer fazer ingerência, que se quer tomar o poder. A vaidade é algo muito presente na política esportiva. E o dirigente não sai (da confederação) e também não prepara ninguém para substituí-lo. A vaidade e a falta de união fazem a gente caminhar a passos bem lentos.”

É claro que a proposta do título deste post jamais irá se concretizar, até porque o estatuto do COB, como forma de se proteger de candidatos “indesejáveis”, permite apenas que membros da entidade possam concorrer à presidência. Ou seja, democracia zero. Ainda assim, não custa imaginar o quanto seria bom que o esporte brasileiro fosse comandado por gente da qualidade de  Paula, Lars Grael, Ana Moser…

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:00

Robert Scheidt versão 5.0

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Ao lado de Bruno Prada, Scheidt garantiu sua quinta participação nos Jogos Olímpicos

E um dos maiores atletas olímpicos da história do Brasil acaba de garantir sua presença em Londres 2012. E pela quinta vez seguida! O paulista Robert Scheidt, ao lado do parceiro Bruno Prada, ganhou por antecipação a classe Star da Semana de Vela de Búzios (RJ). A dupla venceu nesta sexta-feira a nona regata da competição e com isso assegurou sua classificação.

Scheidt é um fenômeno da vela mundial. Nas quatro Olimpíadas anteriores que participou, sempre voltou para casa com uma medalha. Foram duas de ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004, na Laser) e duas de prata (Sydney 2000, na Laser, e Pequim 2008, na Star, ao lado de Prada). Agora em Londres, chega para sua quinta campanha olímpica mais favorito do que nunca.

Outros iatistas brasileiros garantiram vaga nesta sexta-feira em Búzios. Confira no post anterior ou neste link, a relação completa dos atletas brasileiros já classificados para os Jogos de 2012.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Almanaque, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

CBF não aprende com seus erros no futebol olímpico

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Mano e os jogadores da seleção terão hotel exclusivo à disposição, longe da Vila Olímpica

Há um ditado que diz o seguinte: errar é humano, persistir no erro é burrice. Pois a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) parece não conseguir aprender em cima dos erros cometidos ao longo da história da participação da seleção brasileira nos torneios olímpicos de futebol. E pode estar cometendo uma nova burrada nos Jogos de Londres 2012.

Nesta sexta-feira, a CBF divulgou em seu site que a seleção comandada por Mano Menezes não ficará concentrada na Vila Olímpica no ano que vem, ao lado de todos os outros atletas. Ao invés disso, a entidade anunciou que a equipe ficará concentrada na Sopwell House Hotel & Spa, localizado em St. Albans, a cerca de 35 quilômetros de Londres, com diárias mínimas de R$ 340,00, segundo apurou o iG.

Inacreditável que na busca pela inédita medalha de ouro olímpica, único título que falta ao futebol brasileiro, a CBF mais uma vez esteja apelando para a arrogância e, por que não dizer, falta de espírito olímpico. Exatamente como há 15 anos, nos Jogos de Atlanta (EUA).

Naquela ocasião, um esquema profissional foi montado para que a seleção conquistasse o ouro nos EUA. Com Zagallo (que também er ao treinador do time principal) no comando, o Brasil levou o que tinha de melhor, com jovens craques como Ronaldo (antes de ser Fenômeno) e Roberto Carlos, além de jogadores já consagrados, como Bebeto e Rivaldo.

Acompanhei de perto esta campanha. E com a empáfia habitual do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, o time brasileiro primeiro hospedou-se num hotel luxuoso na região de Coral Gables, em Miami, durante a primeira fase do torneio.

Depois, antes da disputa da semifinal contra a Nigéria, em Athens, a seleção brasileira ficou num resort de luxo e treinou em um campo de golfe, às vésperas da partida. Já os nigerianos ficaram hospedados em um motel de estrada, bem perto de onde eu estava hospedado.

O resultado do confronto todo mundo já está careca de saber: Nigéria 4 x 3, na morte súbita, gol de Kanu.

Sinceramente, não vejo nenhum problema em que os jogadores brasileiros ficassem na Vila Olímpica. Várias estrelas do esporte mundial se hospedam na Vila e não reclamam. Por que os jogadores brasileiros precisam de tratamento vip?

Será tão difícil assim a CBF aprender com suas próprias burradas?

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sábado, 1 de outubro de 2011 Listas, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:54

Os brasileiros classificados para Londres 2012

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A armadora Adrianinha foi um dos destaques na campanha da seleção feminina de basquete

Atualizado em 1º/10/2011

Com uma atuação impressionante, ao massacrar a Argentina na decisão por  74 a 33, a seleção brasileira feminina de basquete assegurou neste sábado o título do Torneio Pré-Olímpico das Américas, em Neiva (Colômbia), assegurando desta forma sua vaga nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Pela primeira vez, desde os Jogos de Atlanta-96, o basquete brasileiro terá as equipes masculina e feminina na mesma edição olímpica. Com isso, ja são 74 o número de vagas brasileiras asseguradas na delegação que vai a Londres no ano que vem.

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres 2012: 74

Basquete

Modalidade masculino (12 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 10/09/2011, com a vitória da seleção brasileira sobre a República Dominicana, por 83 a 76, nas semifinais do Torneio Pré-Olimpico de Mar del Plata

Modalidade feminino (12 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/10/2011, com a vitória da seleção brasileira sobre a Argentina por 74 a 33 na decisão do Torneio Pré-Olímpico de Neiva

Ciclismo

Modalidade Estrada (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 8/05/2011, com a vitória de Gregolry Panizo no Campeonato Pan-Americano de ciclismo, em Antioquia (Colômbia)

Futebol

Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Hipismo

Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Maratona aquática

Prova dos 10km feminino (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 19/07/2011, com o sexto lugar de Poliana Okimoto no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Natação

Revezamento 4 x100m livre (4 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 24/07/2011, com o 9º lugar da equipe masculina, formada por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini, no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Taekwondo

Diogo Silva – categoria até 68kg
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/07/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico de Baku, no Azerbaijão

Tiro esportivo

Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

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sábado, 10 de setembro de 2011 Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:29

Os brasileiros classificados para Londres 2012

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Marcelinho Huertas vibra coma vitória e a vaga do Brasil em Londres 2012

Atualizado em 10/09/2011

Ao derrotar a República Dominicana por 83 a 76, no Pré-Olímpico de Mar del Plata, a seleção brasileira masculina de basquete quebrou um jejum de 16 anos e garantiu sua classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. A última vez que o basquete brasileiro participou das Olimpíadas foi nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres 2012: 64

Basquete

Modalidade masculino (12 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 10/09/2011, com a vitória da seleção brasileira sobre a república Dominicana, por 83 a 76, nas semifinais do Torneio Pré-Olimpico de Mar del Plata

Ciclismo

Modalidade Estrada (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 8/05/2011, com a vitória de Gregolry Panizo no Campeonato Pan-Americano de ciclismo, em Antioquia (Colômbia)

Futebol

Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Hipismo

Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Judô

Sarah Menezes – categoria Ligeiro (até 48 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Mundial de Paris

Leandro Cunha – categoria Meio-leve (até 66 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de prata no Mundial de Paris

Maratona aquática

Prova dos 10km feminino (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 19/07/2011, com o sexto lugar de Poliana Okimoto no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Natação

Revezamento 4 x100m livre (4 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 24/07/2011, com o 9º lugar da equipe masculina, formada por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini, no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Taekwondo

Diogo Silva – categoria até 68kg
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/07/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico de Baku, no Azerbaijão

Tiro esportivo

Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

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Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:08

Um sonho que demorou 5.858 dias para se realizar

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Tiago Splitter se emociona ao comemor a vaga olímpico com Marcelinho Huertas

Quem gosta de basquete, em especial do basquete do Brasil, viu muita coisa acontecer por aqui desde o dia 27 de agosto de 1995. Por exemplo:

1) O  fim de carreira de um dos maiores cestinhas do basquete mundial chamado Oscar Schmidt;

2) A chegada ao poder na CBB (Confederação Brasileira de Basquete) de Gerasime Boziks, o Grego, talvez uma das maiores tragédias para a história do basquete nacional;

3) Vimos uma Liga Independente ser criada, por causa da incompetência da CBB, e depois fracassar em sua tentativa de emplacar no cenário nacional;

4) Tivemos o vexame de ver um Campeonato Nacional não terminar também por incompetência dos dirigentes;

5) Incontáveis e sofridas derrotas em Campeonatos Mundiais e Torneios Pré-Olímpicos;

6) Vimos até um jogador a se recusar a entrar em quadra num Pré-Olímpico, Nezinho, em Las Vegas-2007;

7) Vimos inúmeros pedidos de dispensa de jogadores renomados, como Nenê e Leandrinho, e de outros menos badalados, pelas mais variadas justificativas;

Vimos, por fim, o basquete masculino do Brasil tornar-se motivo de chacota e piada de torcedores e até mesmo entre seus fãs.

Neste sábado, 5.858 dias depois daquele 27 de agosto de 1995, quando derrotou o Canadá e se classificou para as Olimpíadas de Atlanta-96, o basquete masculino do Brasil voltou aos Jogos Olímpicos.

Até que enfim!

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Almanaque, Ídolos, Olimpíadas | 23:39

Paul Tergat cai nos braços da criançada

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Em visita ao Rio de Janeiro, onde está para promover a Meia Maratona, que será realizada neste domingo, o queniano Paul Tergat esbanjou simpatia nesta quinta-feira, durante uma visita à comunidade  do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho. Ele se emocionou no encontro com cerca de 120 crianças e ainda fez uma doação de R$ 5 mil para o projeto “Criança Esperança”, da Rede Globo.

Paul Tergat foi um dos maiores fundistas do mundo, tendo conquistado duas medalhas de prata em Olimpíadas (Atlanta-1996 e Sydney-2000), nos 10.000m, além de duas pratas em Mundiais de Atletismo (Atenas-1997 e Sevilla-1999). No Brasil, Tergat virou ídolo após vencer em cinco ocasiões a Corrida Internacional de São Silvestre (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000).

Depois desta quinta-feira, Tergat certamente irá aumentar sua popularidade por aqui…

Paul Tergat fez a alegria das crianças na comunidade do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho

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