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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 11:57

COI rasga sua própria história ao excluir a luta dos Jogos

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A brasileira Joice Silva participou dos Jogos de Londres 2012, como única representante na luta olímpica

Só pode ser pegadinha de carnaval, não há outra explicação….

A terça-feira que abre o último dia da comemoração carnavalesca começou com uma notícia bombástica para o esporte olímpico: em reunião realizada em Lausane pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), foi recomendado que a luta (cujas modalidades são livre e greco-romana) deixe de fazer parte do programa olímpico a partir dos Jogos Olímpicos de 2020, cuja sede será escolhida em setembro.

Assim, a luta tentará uma vaga ao lado de outras sete modalidades: beisebol/softbol, caratê, squash, escalada esportiva (!), esporte sobre patins, wakeboard e wushu (!!!). A decisão sobre o 26º esporte do programa olímpico sairá desta mesma assembleia geral do COI, que está marcada para Buenos Aires (Arg).

Em poucas palavras, os cartolas do COI estão querendo rasgar sua própria história ao sugerir a exclusão da luta olímpica!

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900, que contou com uma aberração como o cabo de guerra entre as modalidades do evento. É, portanto, uma das bases do esporte olímpico moderno e também dos Jogos da Grécia Antiga, é bom lembrar.

Claro que a exclusão não é definitiva, e muita coisa pode acontecer até a realização da assembleia geral de setembro. Mas a palavra do comitê executivo tem muita força entre os membros do COI. Esportivamente falando, não há nada que justifique essa recomendação. Só mesmo a política explica tamanho absurdo.

Agora, só uma perguntinha: se for para excluir uma modalidade, por que não o badminton, que viu o escândalo da armação de resultados nos Jogos de Londres 2012, culminando com a expulsão de vários atletas?

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 23:28

Elas vão dominar o mundo, inclusive o olímpico. Ainda bem!

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Delegação americana desfila em Pequim 2008, repleta de homens. Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, as mulheres serão maioria

O educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin, tem inúmeras qualidades em sua biografia, ainda mais para quem é um fã ardoroso dos esportes olímpicos. Afinal, por sua determinação e paixão, os Jogos Olímpicos modernos foram recriados em 1896 e desde então, a cada quatro anos, empolgam e encantam milhões de torcedores no mundo inteiro. Mas o bom Barão tinha um defeito: era machista pacas! Tanto que lutou até onde pôde para impedir a presença de mulheres na disputa dos Jogos, para respeitar as tradições das Olimpíadas da Grécia Antiga.

Mas já na segunda edição dos Jogos modernos, em Paris 1900, as primeiras mulheres disputaram medalhas. E desde então, elas têm sido uma presença constante e obrigatória nas Olimpíadas. É até óbvio ressaltar a importância da participação feminina em todas as edições olímpicas, pois algumas ajudaram a criar algumas das páginas mais belas já escritas no esporte mundial. A velocista americana Wilma Rudolph, que driblou uma poliomielite para ganhar o ouro nos 100 m, 200 m e revezamento 4 x 100 m, em Roma 1960; ou então a inesquecível participação de Nádia Comaneci, que assombrou o mundo com uma atuação perfeita na ginástica artística em Montreal 1976. Isso para ficar APENAS nestes dois exemplos. Mas o show feminino vem sendo brilhante e intenso.

A prova mais incontestável da importância e do crescimento da presença feminina no esporte de alto nível foi dada nesta terça-feira, quando saiu a confirmação da delegação oficial dos Estados Unidos, um dos grandes gigantes olímpicos, para os Jogos de Londres 2012. Eis que, para surpresa de muitos, os americanos selecionaram, pela primeira vez em sua história olímpica, uma delegação com supremacia das mulheres. Vantagem pequena, é verdade, mas elas serão maioria. Serão 269 mulheres contra 261 homens nos Jogos londrinos.

Se os americanos já perceberam que a força da mulher no esporte é um caminho sem volta, só resta esperar que esta tendência se alastre e chegue (por que, não?) também ao Brasil. Que o mundo olímpico também seja dominado pelas mulheres. Acho que ele ficará bem mais agradável.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 11:27

Os cartazes olímpicos (1)

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Na data que marca exatos 200 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012,  o blog passará a partir desta segunda-feira, e de todas as demais segundas, até julho, a publicar uma série de posts mostrando os cartazes de todos as edições das Olimpíadas, além de trazer um breve resumo da competição e os líderes no quadro de medalhas.

Para começar, conheça um pouco mais sobre os Jogos de Atenas-1896, os primeiros da Era Moderna do Olimpismo:

I Jogos Olímpicos – Atenas (Gre)

Período de disputa: 6 a 15/4/1896
Países participantes: 14
Modalidades esportivas disputadas: 9
Total de atletas: 241

Quadro final de medalhas (cinco primeiros colocados):


*Obs: O Brasil não participou dos Jogos

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