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sábado, 10 de maio de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Política esportiva | 16:47

Só medo de um vexame histórico impede COI de pensar em Plano B ou C para o Rio 2016

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá

Como tem se tornado rotina, a última sexta-feira (9) acabou marcada por mais uma notícia negativa a respeito dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. E a cacetada veio da imprensa inglesa, com a publicação de uma reportagem do jornal London Evening Standard mostrando que um dirigente do COI (Comitê Olímpico Internacional) teria feito contatos com representantes ligados ao governo de Londres para saber se a cidade teria condições de receber as Olimpíadas de 2016, por causa do grande atraso nas obras das principais arenas e instalações cariocas.

Na mesma reportagem, o tal dirigente do COI teria dito ao London Evening Standard que em Atenas 2004, a infraestrutura pronta a dois anos do evento alcançava a marca de 40%, contra 60% de Londres no mesmo período, antes dos Jogos de 2012. O Rio de Janeiro, de acordo com o jornal, está com somente 10% de sua infraestrutura do evento construída. Obviamente, a notícia foi desqualificada ontem mesmo pelo comitê do Rio 2016, que disse não comentar “uma obra de ficção”. O próprio COI tratou também de desmentir a informação, ao dizer à agência Reuters que “não há um pingo de verdade nisso”.

Particularmente, a menos que ocorra um desastre natural sem proporções na história deste país, ou que os próprios governantes brasileiros decidam abrir mão, não vejo como os Jogos de 2016 saiam do Rio de Janeiro, apesar de todos os atrasos que ocorreram até agora. Primeiro, pela questão do dano de imagem que isso traria, não apenas ao Brasil, mas ao próprio COI, é bom ficar claro. Pois caberia à entidade ficar com o ônus de ter escolhido como sede uma cidade sem competência para organizar um evento da magnitude como são as Olimpíadas.

Há ainda a questão política, essa sim de grande importância neste jogo de interesses. Após a intervenção declarada que o COI fez no Rio 2016 em abril, tem sido corriqueiro ataques e críticas de entidades internacionais e dirigentes à organização das próximas Olimpíadas, como os feitos por um vice-presidente do Comitê Olímpico, John Coates, que precisou se retratar depois. Como bem me disse ontem um jornalista amigo que mora em Londres, estratégia semelhante feita pela imprensa inglesa durante os preparativos para a Copa do Mundo deste ano.

Outro ponto que deixa a história do London Evening Standard – um jornal de distribuição gratuíta nos metrôs londrinos, com tiragem de dois milhões de exemplares – improvável é a questão logística. Boa parte das instalações de Londres 2012 era provisória, como os ginásios de handebol e basquete, além das arquibancadas móveis do parque aquático. Tudo isso não existe mais. O estádio olímpico está em obras, terá sua capacidade reduzida de 80 mil para 55 mil pessoas e passará a ser usado West Ham, além de abrigar o centro de treinamento da federação inglesa de atletismo. A própria Vila Olímpica já começou a ter seus apartamentos ocupados por moradores e o Parque Olímpico foi aberto à utilização pública.

Mas segundo afirmou uma outra jornalista amiga minha, que também reside em Londres, o diário britâncio não tem fama de inventar histórias e a manchete pode ter vindo com dois anos de atraso. Em 2012, segundo ela, a possibilidade de se manter os Jogos de 2016 em Londres, por causa da inoperância brasileira, era comentada com certa naturalidade entre alguns dirigentes locais.

Para aumentar a pressão sobre o Rio 2016, eis que surge no horizonte um “Plano C”. O  advogado paulista Alberto Murray, que foi membro da Assembleia do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e é opositor declarado à gestão de Carlos Arthur Nuzman na entidade, publicou em seu blog que a China ofereceu-se ao COI para receber os Jogos, caso o Rio não tenha condições de cumprir as obrigações. Clique aqui para ver o post de Murray.

Com muitas fontes no Comitê Olímpico, por conta da convivência que teve com alguns integrantes no período em que seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, foi presidente do COB, Murray ouviu de seu interlocutor que a China teria condições, mesmo com apenas dois anos, de se preparar para o evento, graças ao dinheiro e à extrama disciplina existentes no país. Outro detalhe importante: a cidade de Nanjing receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, podendo usar parte desta infraestrutura para receber os Jogos de 2016.

Notícias furadas ou reclamações de cartolas à parte, o fato é que a pressão sobre as Olimpíadas do Rio está cada vez maior. Aos organizadores, a única alternativa é correr contra o relógio para deioxar tudo pronto a tempo, antes que alguém queira colocar os tais “Plano B” ou “C” em ação.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil | 17:57

É proibido ter oposição no COB?

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Carlos Arthur Nuzman completará 21 anos à frente da presidência do COB em 2016

Nesta última segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) emitiu um comunicado anunciando que somente uma chapa fora inscrita para concorrer às eleições da entidade, que ocorrerão em data a ser definida, no último trimestre deste ano. Por uma incrível coincidência, a chapa é encabeçada pelo atual presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, e terá como vice André Richer, atual ocupante do cargo.

Como é chapa única, Nuzman vencerá o pleito e completará nada menos do que 21 anos no comando do COB em 2016, ano em que se encerrará o próximo mandato.

O que me deixa com um caminhão de pulgas atrás da orelha é o fato de não existir oposição no COB. Nunca. Sempre as eleições são por aclamação, lembrando que a unanimidade, parafraseando Nelson Rodrigues, nem sempre é sinônimo de inteligência.

Só que desta vez houve quem se colocasse contra à gestão Nuzman: segundo informou o advogado e blogueiro Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB e eterno opositor do dirigente, o presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos de Gelo), Eric Maleson, registrou sua candidatura à presidência do COB, dentro do prazo legal, na própria segunda-feira (30/4). Candidatura essa que foi rejeitada, por não atender aos requisitos regimentais da entidade, como por exemplo, o de não contar com o apoio de pelo menos dez confederações.

Além dele, um outro presidente de confederação também não assinou o documento de apoio a Nuzman: Alaor Azevedo, da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que em janeiro chegou a ser apontado como nome de consenso para diminuir o descontentamento de algumas confederações com a atual gestão do COB.

Só dois dirigentes manifestaram oposição aberta a Carlos Arthur Nuzman, contra 28 que apoiam declaradamente nova reeleição do dirigente.

Será que é proibido ter oposição lá no COB? Afinal, até em grêmio estudantil o continuísmo não é considerado como algo positivo. A alternância no poder é sempre saudável. A linha que separa o excessivo apego ao poder da ditadura é tênue demais.

Até compreendo que o atual grupo que comanda o COB queira continuar no poder. Faz parte do jogo político. E para ter apoio da maioria absoluta do colégio eleitoral, é provável que coisas positivas estejam sendo feitas. Ao menos na visão destes cartolas que apoiam este continuísmo.

O que não dá pra aceitar é que Nuzman queira empalar MAIS UM MANDATO. Vinte e um anos é tempo demais. Nem Roberto Gesta de Melo irá continuar na presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) ao final deste ano, cargo que ocupava desde 1987. Coloque alguém de seu grupo, o que já significaria uma nova cabeça no comando da entidade. Mas ele não quer sair da cadeira de forma alguma. Sabe como é, tem os Jogos do Rio, em 2016 (onde ele também ocupa o cargo de presidente do comitê organziador, é bom lembrar).

O Brasil vem sendo considerado exemplo de evolução em vários setores, como melhor qualidade de vida, aumento no nível de emprego para as camadas mais baixas da população, melhoria nos índices sociais, Mas ainda tem muito a aprender a transformar a vida política de suas entidades esportivas numa autêntica democracia.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 19:50

Uma nova visão sobre o caso Cielo

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Bastante interessante a análise feita pelo advogado Alberto Murray Neto, publicada em seu blog e reproduzida abaixo. Como ex-árbitro do CAS (Corte Arbitral do Esporte), Murray conhece a fundo o funcionamento do órgão e fez uma reflexão que merece uma atenção: se Cesar Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas Santos foram absolvidos, por que punir apenas Vinicius Wakerd? Afinal, se não houve punição (os três foram liberados), e Vinícius tomou a mesma substância que eles, qual o motivo de somente ele ter sido suspenso?

Leiam e analisem:

Três absolvições e uma condenação

Por Alberto Murray Neto

Os quatro nadadores do Brasil ingeriram, involuntariamente, furosemida. Todos compraram o suplemento alimentar da mesma farmácia, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. Pela mesma razão, os quatro atletas foram a julgamento relâmpago na Corte Arbitral do Esporte. Os árbitros entenderam que, de fato, o consumo de furosemida foi involuntário e que não houve negligência. Ou seja, a farmácia de manipulação errou e contaminou os comprimidos que eles tomaram. Pois bem, se o CAS julgou que a furosemida encontrada nos atletas não foi culpa deles, todos, igualmente, são inocentes. Então por que três deles foram absolvidos e um recebeu um ano de suspensão? Ah, porque ele é reincidente! Ora, se desta vez ele, segundo o CAS, não cometeu delito algum, ele não é reincidente de nada. Sem delito, não há pena. Portanto juridicamente injusta e incongruente a suspensão de Wacked (mera advertência não é pena. Se o Tribunal os tivesse julgado culpados, teriam sido suspensos).

Outro ponto importante: Em sendo culpado a farmácia de manipulação, os quatro atletas têm uma baita ação de dano moral contra ela. Vamos ver se eles processarão a farmácia. Eu certamente processaria. O fato foi gravíssimo e abalou a imagem deles. Merecem ressarcimento. Serão curiosos os desdobramentos do caso daqui por diante.

Veja também:

>> Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>>Fica esperto, Cielo!

>>O doping e a hipocrisia

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sexta-feira, 18 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano | 10:13

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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O Centro de Excelência de Ginástica de Curitiba corre o risco de fechar as portas

Quando se imagina que já se viu de tudo no esporte olímpico brasileiro, sempre aparece algo que te pega de surpresa. Reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, nesta semana, mostra que o Cegin (Centro de Excelência de Ginástica), local que serviu de base para a seleção olímpica permanente de ginástica artísitica nos dois últimos ciclos olímpicos, corre risco de fechar as portas. O motivo: falta de dinheiro.

A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que após a eleição da atual presidente Maria Luciene Cacho Resende mudou sua sede de Curtiba para Aracaju (Sergipe), cortou uma verba de R$ 437 mil que seriam repassados ao Cegin, de acordo com a reportagem da “Gazeta do Povo”. Vale lembrar que o Cegin é comando por Vicélia Florenzano, ex-presidente da CBG. Segundo a “Gazeta”, a justificativa de Resende para cortar a verba de manutenção do Cegin é que não é possível destinar esta verba (proveniente do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 9,5 milhões) a um clube privado.

Entre as atletas que treinam no Cegin estão quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco. Todas ameaçadas de não ter onde se preparar em alto nível. Se não têm onde treinar, elas obviamente terão comprometida sua preparação para integrar a seleção brasileira.

Agora, duas observações: é importante lembrar que Maria Luciene Resende era vice-presidente de Vicélia Florenzano na gestão anterior. Só isso já causa estranheza diante de todo este imbróglio. As duas já não falam a mesma língua, para dizer o mínimo. A outra observação é, na verdade, uma pergunta: como a CBG pode desperdiçar um equipamento do nível como este de Curitiba e que serviu para preparar, entre outras atletas, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos?

É muito desperdício.

Obs: sugestão de post do ótimo blog Alberto Murray Olímpico, mantido pelo advogado Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que nos últimos anos tornou-se  um feroz e ativo opositor à gestão de Carlos Arthur Nuzman no COB.

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