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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:15

Paraolimpíadas 2016 também entra em contagem regressiva

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Atletas paraolímpicos comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Atletas comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Um dia após a entrega dos prêmios dos melhores do ano, quando os nadadores Daniel Dias e Susana Schnardorf foram escolhidos pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) c0mo os melhores atletas de 2013, o esporte paraolímpico brasileiro voltou a festejar uma data especial nesta quinta-feira, quando atingiu-se a marca de 1.000 dias para o início das Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado entre os dias 7 e 18 de setembro, bem na sequência das Olimpíadas, reunirá um total de 4.350 atletas representando 164 países, prometendo ser a maior edição da história das Paraolimpíadas. Segundo dados divulgados pelo comitê organizador, em 12 dias de disputa serão realizadas competições equivalentes a 23 campeonatos mundiais da modalidade. Um total de 25 mil voluntários deverão trabalhar durante os Jogos.

Na foto que ilustra o post, está aquela que pode ser considerada a nata do paradesporto brasileiro: Alan Fonteles (atletismo), Odair dos Santos (atletismo), Daniel Dias (natação), Susana Schnarndorf (natação), Verônica Hipólito (atletismo) e Terezinha Guilhermina (atletismo). Eles certamente serão garantia de várias medalhas de ouro daquia pouco menos de três anos.

Se em relação às Olimpíadas muito se questiona a ousada meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de deixar o Brasil no top 10 do quadro geral de medalhas, no esporte paraolímpico a meta estimada (top 5) é perfeitamente possível. Só para lembrar, em Londres 2012 os atletas brasileiros conquistaram um total de 43 medalhas (21 de ouro), deixando o país no sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Escolha o melhor atleta paraolímpico brasileiro de 2012

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Grande nome individual nas Paraolimpíadas de Londres 2012, o nadador Daniel Dias é favorito ao prêmio de melhor atleta do Brasil em 2012

A exemplo do que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está fazendo, com a disputa do Prêmio Brasil Olímpico, o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) também vai escolher os melhores atletas de 2012. A entrega da segunda edição do Prêmio Paraolímpicos será realizada no próximo dia 19, em cerimônia que acontecerá na Marina da Glória.

Na ocasião, serão homenageados os 22 atletas que tiveram o maior destaque individual, além de serem revelados os nomes dos Melhores do Ano (masculino e feminino), escolhidos pelo voto popular.  A eleição está ocorrendo no site do CPB.

No feminino, concorrem Lúcia Teixeira (Judô), Shirlene Coelho (Atletismo) e Terezinha Guilhermina (Atletismo). No masculino, a disputa está entre Alan Fonteles (Atletismo), Daniel Dias (Natação) e Dirceu Pinto (Bocha). A votação ficará aberta no site e redes sociais do CPB (Twitter, Facebook e YouTube) até a meia-noite do dia 18.

Vale lembrar que até 2010, o prêmio dos melhores do ano no esporte paraolímpico era realizado junto com a cerimônia de premiação do COB. Com o aumento no número de categorias, a entrega passou a ser feita pelo CPB.

Vota lá então, pô!

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:57

Ainda sobre os números dos deficientes físicos brasileiros

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Alan Fonteles recebe a medalha de ouro nos 200 m, ao lado de Oscar Pistorius: sucesso brasileiro nas Paralimpíadas de Londres

Diante da repercussão do post anterior, em que analisava alguns dos motivos pelos quais o Brasil é uma verdadeira potência esportiva no esporte paralímpico, alguns leitores questionaram os números que apresentei, baseados no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontava que 24% da população do Brasil (ou mais de 45 milhões de pessoas) estão incluídas na categoria de deficientes físicos.

O problema está na própria forma que o IBGE fez esta classificação, contestada por entidades ligadas a movimentos ligados às pessoas com deficiência. Em contato com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), recebi do próprio presidente da entidade, Andrew Parsons, a informação que não existe um número oficial, em razão das várias maneiras de classificar a deficiência física de uma pessoa. Além disso, o critério do IBGE é abrangente demais, no qual pessoas com miopia elevada podem entrar nesta conta dos 24%.

Portanto, a CPB usa como número base dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta 10% da população do Brasil tendo algum tipo de deficiência física mais grave.

Ainda assim, são quase 20 milhões de pessoas, um número bastante expressivo e que também ajuda a explicar um pouco desta brilhante campanha brasileira nas Paralimpíadas de Londres.

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domingo, 2 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Brasil, potência paralímpica

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Daniel Dias ganha sua segunda medalha de ouro nas Paralimpíadas de Londres, nos 200 m livre

Atualizado em 3/09

As Paralimpíadas de Londres 2012 chegaram neste domingo a seu quarto dia de competições. Ou seja, ainda mal completou-se uma semana de disputas esportivas e, ao menos até agora, o Brasil vai cumprindo com competência o objetivo traçado antes da abertura dos Jogos: ficar no top 10 do quadro geral de medalhas.

Enquanto este post é escrito, os brasileiros já conquistaram nada menos do que 13 medalhas, sete delas de ouro, quatro a mais do que o país obteve nos Jogos Olímpicos, encerrados no dia 12 de agosto.

Nos últimos dias, torcedores que nunca acompanharam ou que têm pouco conhecimento do universo esportivo paralímpico se emocionaram com cenas de superação e conquista de heróis nacionais desconhecidos, como Daniel Dias e André Brasil, na natação, Antônio Tenório ou Lúcia Teixeira, no judô, Terezinha Guilhermina e Alan Fonteles Cardoso, no atletismo, só para citar alguns deles.

Tudo isso faz com que uma conclusão pareça óbvia: o Brasil é uma potência nos esportes para deficientes físicos. Mas o que levaria a esta situação?

É claro que eu não teria a pretensão aqui de tentar cravar uma resposta definitiva a esta questão, mas um dado do Censo de 2010, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz pistas que confirmam a tese. Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas com deficiência física na população brasileira atualmente é de 24%, o que equivaleria a 45,6 milhões de pessoas.

Ou seja, o Brasil tem mais do que um Canadá em pessoas deficientes (a população canadense no último levamento, de 2010, é de pouco mais de 34 milhões de pessoas).

Em um país como o nosso, que a despeito de todos os benefícios alcançados pelo crescimento econômico nos últimos anos, ainda peca pela falta de oportunidades no mercado de trabalho para quem tem algum tipo de comprometimento físico, parece ser meio evidente que uma das saídas para as pessoas deficientes realizem sua inclusão social seja através do esporte.

Uma lição que todos os especialistas em esporte de alto rendimento sempre repetem é que da quantidade que se extraí a qualidade. Se em algumas modalidades para atletas sem deficiência falta “mão de obra”, nos esportes paralímpicos o potencial para o descobrimento de novos talentos no Brasil é enorme.  Não é à toa que a China, com sua população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, já ganhou 71 medalhas em Londres 2012 até agora.

Se existe algo que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o Ministério do Esporte precisam aprender com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é como aproveitar o enorme potencial esportivo que o Brasil possuí. E para isso, não basta ficar somente no discurso vazio e cheio de palavras bonitas…

Atualização: como alguns leitores questionaram os números apresentados pelo censo do IBGE, publiquei outro post com novos números, que são levados em conta pelo próprio CPB e que você poderá conferir aqui.

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