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segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Imagens Olímpicas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

Boxe amador de volta às origens

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Preste bem atenção na seguinte sequência de fotos colocadas abaixo:

Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

O americano Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de bronze dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de ouro dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) golpeia Ricardo Blandon, da Nicarágua, no Mundial de Almaty, no Cazaquistão

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) acerta Ricardo Blandon, da Nicarágua, na primeira rodada do Mundial de boxe amador de Almaty, no Cazaquistão

As fotos acima representam o passado e o futuro do boxe olímpico, que viu começar nesta segunda-feira em Almaty, no Cazaquistão, a disputa do Campeonato Mundial masculino. E iniciou com uma verdadeira viagem ao pasaado. Esta será a primeira competição na qual estarão valendo as novas regras na modalidade, sendo a mais importante delas o fim do uso do capacete de proteção aos pugilistas. A mesma regra estará em vigor na disputa das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Vista como uma tentativa da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) em tentar aproximar a modalidade das disputas entre profissionais – e para quem perde constantemente seus talentos, que deixam o amadorismo em busca do sonho de ganhar bolsas milionárias – a ausência do protetor de cabeça já causou polêmica antes mesmo da abertura do Mundial.

Veja também: Sem Yamaguchi, seleção irá desfalcada ao Mundial de boxe

Se a entidade sonha em tentar tornar os combates mais parecidos do que no profissionalismo (inclusive a contagem de pontos, de 0 a 10, será idêntica), há quem veja um aumento desnecessário no risco aos pugilistas. O COI já manifestou esta preocupação, de forma discreta, e terá um representante acompanhando a competição  no Cazaquistão.

Mas é bom sempre lembrar do passado e ver que não é exatamente algo inédito no boxe olímpico o não uso do capacete protetor. A primeira foto do post mostra um então jovem americano chamado Cassius Clay ganhando sua medalha de ouro nos Jogos de Roma 1960 sem o uso do tal capacete. O equipamento passou a ser obrigatório apenas nos anos 80.

Leia ainda: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

Ah, só para não deixar passar batido: no primeiro dia de disputa do Mundial, o Brasil ganhou e perdeu. Na categoria 52 kg, Julião Neto foi eliminado pelo alemão Hamza Touba, enquanto que na categoria 91 kg Juan Nogueira  derrotou o estoniano  Ainar Karlson.

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