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quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:20

“Quando a vontade bateu, eu fui voltando”, diz Joanna Maranhão sobre sua volta

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Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Depois de anunciar, até de certa forma surpreendente, sua aposentadoria da natação, eis que Joanna Maranhão está de volta. No último final de semana, ela participou com sucesso da 62ª edição dos JUBs, os Jogos Universitários Brasileiros, onde faturou quatro medalhas de ouro individuais – nos 200 e 400 m medley, 100 m borboleta e 200 m costa – representando a UNISSAU, de Pernambuco. Levou ainda três pratas em revezamentos. A boa performance nos JUBs, realizado em Aracaju, serviu para comprovar um sentimento que Joanna já vinha alimentando nos últimos meses: o retorno às piscinas.

Veja ainda: Natação em ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

“No período em que fiquei afastada, eu olhava as competições e não sentia nenhuma vontade de estar lá. Mas quando a vontade bateu, eu fui voltando a treinar e a coisa aconteceu”, disse Joanna Maranhão, em entrevista ao blog, justificando o que a fez abandonar a ideia de ser apenas uma ex-atleta. E ela não esconde que seu principal objetivo é voltar à seleção brasileira e conseguir índice para as Olimpíadas do Rio 2016. Se tiver sucesso, será sua quarta participação olímpica seguida, repetindo o que já fez em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

Relembre: O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo para o Brasil

Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Joanna Maranhão ao Espírito Olímpico

O que te levou a retomar a carreira na natação, menos de um ano depois de anunciar a aposentadoria?

Joanna Maranhão: Não existe um motivo em si, foram uma série de fatores mas o fator financeiro foi o mais forte. Ter percebido que minha família estava estável em relação a dívida me deixou mais tranquila [Nota do blog: em sua preparação para as Olimpíadas de Londres, Joanna estava sem patrocinador e bancou com ajuda de sua família os gastos com equipe de apoio e treinamentos no exterior]. Estava muito difícil nadar com a obrigação de dar resultado pra colocar dinheiro em casa.

Seu objetivo é buscar uma vaga na equipe brasileira que disputará as Olimpíadas do Rio. Acha que conseguirá atingir os índices necessários a tempo?

Eu tenho certeza que atingirei meus objetivos sejam eles de grande ou pequena escala, estou em excelente forma física, em paz comigo e com a experiência e a maturidade a meu favor. O tempo não é problema e os resultados do Jubs demonstraram isso. Já na primeira competição fiz os melhores tempos da América do Sul nas minhas provas de 200 e 400 m medley, está tudo dentro do programado.

Quais deverão ser suas maiores dificuldades para voltar à seleção?

As dificuldades são minha motivação, preciso delas pra tentar me superar, espero que sejam contínuas e desafiadoras. O retorno a seleção será um acontecimento natural, resultado de minha dedicação.

Em quais provas você pretende competir nesta sua nova fase da carreira?

A princípio as mesmas de sempre, as duas de medley, os 200 borboleta, e se der vontade de competir outras, competirei. Gosto da idéia de ter um leque grande de provas pra trabalhar.

Você conversou com alguém da CBDA sobre seu retorno e a respeito dos planos de tentar uma vaga no Rio 2016?

Não, nem quando me afastei e nem agora.

Caso consiga o índice, já planejou como pretende fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos?

Está tudo na minha cabeça, onde irei e com quem irei treinar, o que preciso fazer, onde preciso melhorar, tudo anotado e colocado em uma planilha, serei mais objetiva dessa vez.

Qual a sua expectativa em relação à organização e realização das Olimpíadas do Rio? Está otimista quanto ao sucesso ou teme pelo atraso nas obras?

Estou bastante por fora na verdade, não sei direito o que está acontecendo. O tempo em que fiquei afastada estava cuidando da minha monografia na faculdade, do estágio, de ajudar o pessoal da minha equipe [Nikita Natação], então não sei como está. E não é minha função fiscalizar, eles [organizadores] têm a função de deixar tudo pronto e é o que eu espero que aconteça.

O que achou do posicionamento de colegas seus atletas, que se manifestaram de forma contundente após a reeleição da presidente Dilma Rousseff?

Democracia é isso. Não estamos vivendo numa ditadura como alguns estão dispostos a divulgar. Precisamos de uma reforma política e educacional pra que as pessoas se posicionem de forma embasada e não com notícias falsas. Ser politicamente ativo não é vomitar ódio nas redes sociais porque sua vontade não foi a da maioria, é respeitar, fiscalizar e principalmente olhar pra si antes de apontar o dedo. Eu sou a favor da reforma social que vem acontecendo no país ainda que esses programas de assistência não me beneficiem, eu sei que beneficiam uma classe que foi esquecida por muitos anos em prol da economia do bolso dos mais abastados. E pra ser sincera eu sou fã de mulheres que mudam seu ambiente e lutam por aquilo que acreditam, ou seja, admiro muito a história de vida da presidente, ela me representa.

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terça-feira, 4 de novembro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 17:10

Medalhas da Rio 2016 serão feitas com material reciclado

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As medalhas que foram distribuídas nas Olimpíadas de 2012, em Londres

As medalhas que foram distribuídas nas Olimpíadas de 2012, em Londres

Ainda sem data definida para lançamento, as medalhas que serão distribuídas aos atletas durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, seguirão a cartilha do ecologicamente correto. Ao todo, as 4.924 medalhas de premiação e 75 mil de participação  terão em sua composição uma porcentagem de metal oriundo da reciclagem de equipamentos eletrônicos.

As medalhas serão confeccionadas pela Casa da Moeda, que acabou de assinar contrato de parceria com o comitê organizador dos Jogos de 2016. A empresa também será a responsável pelo lançamento da coleção das moedas comemorativas das Olimpíadas, cujo primeiro lote começa a circular no mercado neste mês de novembro.

>>> Veja também: Moeda comemorativa da Rio 2016 começa a circular na semana que vem

A Casa da Moeda já tinha experiência em fabricação de condecorações de eventos esportivos: foi ela que produziu as medalhas de premiação dos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007 e dos Jogos Mundiais Militares de 2011, também realizados na capital carioca.

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sábado, 1 de novembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas | 21:49

Natação no ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

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natação_Rio 2016A informação ainda não é oficial, mas a fonte é quente. O comentarista de natação do canal Sportv e ex-treinador Alexandre Pussieldi, talvez a pessoa mais bem informada na mídia brasileira a respeito da modalidade, informou nesta sexta-feira, em sua conta no Twitter, que já foram definidos os horários do programa olímpico de natação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. E serão horários inusitados, para dizer o mínimo.

As provas eliminatórias estarão programadas para começar às 13h e as finais serão disputadas a partir das 22h. O motivo desta verdadeira sessão coruja – sim, porque dificilmente as disputas terminarão antes da meia-noite no Centro Aquático do Rio – é facilitar a vida da rede americana de tevê NBC, que pagou milhões pelos direitos de transmissão dos Jogos e solicitou que o programa de provas cumprisse este horário. O horário de 22h na época dos Jogos do Rio significa que as provas serão exibidas às 21h na Costa Leste e 18h na Costa Oeste dos Estados Unidos.

>>> Veja também: O feito inédito da ginástica brasileira e o drama de Michael Phelps

Só a título de comparação, nos Jogos de Londres 2012, as eliminatórias eram realizadas no período da manhã (começavam por volta das 9h) e as finais tinham início às 19h locais. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, a tevê americana já tinha sido responsável pela mudança (então inédita) no programa de provas, marcando as finais para o período da manhã na China, enquanto as eliminatórias seriam na noite anterior. Mais uma vez, o motivo foi adequar uma das modalidades mais badaladas das Olimpíadas à grade de programação nos EUA.

Embora não confirme oficialmente, o comitê organizador dos Jogos do Rio já foi informado da solicitação da NBC e obviamente irá atendê-la, com o aval da Fina (Federação Internacional de Natação).

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 08:55

Moeda comemorativa da Rio 2016 começa a circular na próxima semana

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As moedas que serão lançadas para homenagear os Jogos Olímpicos de 2016

As moedas que serão lançadas para homenagear os Jogos Olímpicos de 2016

A partir da próxima semana, começarão a circular as primeiras moedas comemorativas produzidas pelo Banco Central e pela Casa da Moeda em homenagem aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. A primeira série que entrará em circulação terá moedas (com valor facial de R$ 1) homenageando as modalidades golfe, atletismo, natação e paratriatlo. A primeira cunhagem colocará agora em novembro um total de 80 milhões de moedas em circulação.

No total, serão 36 moedas com diferentes desenhos, sendo 16 moedas de R$ 1, de circulação comum, quatro de ouro e 16 de prata. Elas serão lançadas em quatro etapas. As demais chegarão ao mercado em fevereiro de 2015, agosto de 2015 e fevereiro de 2016.

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terça-feira, 28 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:32

Triatlo define data de evento-teste para a Rio 2016

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A ITU (União Internacional de Triatlo, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira a data do evento-teste da instalação da modalidade para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Segundo a entidade, a arena provisória que será erguida na região da praia de Copacabana receberá o evento qualificatório mundial do triatlo e paratriatlo nos dias 1º e 2 de agosto de 2015.

Confira abaixo a imagem projetada da sede do triatlo para os Jogos do Rio 2016

Projeção da instalação do triatlo para a Rio 2016, na Praia de Copacabana

Projeção da instalação do triatlo para a Rio 2016, na Praia de Copacabana

O evento será o segundo programado pelo Aquece Rio, como foi batizado a série de competições programadas pelo comitê organizador dos Jogos para testar a funcionalidade das arenas que receberão os atletas nas próximas Olimpíadas. Em agosto deste ano, a regata internacional de vela inaugurou a lista de competições, na semana em que foi festejada a data de dois anos para a abertura dos Jogos do Rio. O terceiro evento será o Campeonato Mundial júnior de remo, entre os dias 6 e 9 de agosto do próximo ano.

Rio 2016 divulga calendário do eventos-testes

“Com o início da busca por pontos para o ranking classificatório aos Jogos Olímpicos, a ITU está ansiosa para mostrar mais uma vez o triatlo e estrear o paratriatlo em um dos cenários esportivos de maior prestígio para o esporte mundial”, declarou Marisol Casado, presidente da entidade. “A praia de Copacabana será um belíssimo pano de fundo para o que esperamos ser uma corrida fenomenal”, completou.

Confira o calendário completo dos eventos-testes para os Jogos Olímpicos Rio 2016

Pelo menos 75 homens e mulheres deverão compor a lista de largada para o evento-teste do triatlo, que inclusive deverá oferecer o nível máximo de pontos da qualificação olímpica, no mesmo patamar da final do World Triathlon Series. A prova do paratriatlo deverá contar com no mínimo 60 participantes.

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domingo, 26 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 17:00

A medalha de ouro de uma máquina de triturar adversários

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George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

O boxe olímpico sempre foi uma espécie de rito de passagem dos lutadores antes de tentar a sorte como profissional. Funciona assim até hoje, como ocorreu com os brasileiros irmãos Falcão, Esquiva e Yamaguchi, medalhistas nas Olimpíadas de Londres 2012. E já tinha sido assim com Muhammad Ali (então Cassius Clay), Joe Frazier, Sugar Ray Leonard, Oscar De La Hoya, Lennox Lewis e tantos outros.

E foi assim também com George Foreman. Para os mais novos, trata-se daquele senhor bonachão que tem seu nome e fotos estampados em um grill elétrico para fazer sanduíches e carnes mais saudáveis e com pouca gordura (?!?!). Ele é muito mais do que uma marca de eletrodoméstico. George Foreman foi um dos maiores pesos pesados da história do boxe, protagonizou aquela que muitos especialistas definem como a maior luta de todos os tempos, o duelo pelo título mundial no Zaire com Muhammad Ali, que impôs a ele sua primeira derrota como profissional com um nocaute inacreditável, no oitavo assalto, há quase 40 anos. Depois de anos longe dos ringues, quando virou pastor protestante, retomou a carreira, nocauteou o brasileiro Adilson Maguila Rodrigues de forma impiedosa e tornou-se novamente campeão mundial por duas entidades irrelevantes. Nada que diminuísse a importância de Foreman para a história do boxe.

Mas o assunto aqui é esporte olímpico, certo? Pois se você não sabe, Foreman também tem uma brilhante participação no boxe das Olimpíadas. Ele disputou os Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria peso pesado. Tinha apenas 19 anos e pouquíssima (porém vitoriosa) experiência como boxeador: disputou e venceu o campeonato da AAU (Associação Atlética Universitária), que serviu como seletiva para a equipe americana.

>>> Leia também: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

No México, Foreman atropelou seus adversários. Com exceção da primeira luta, diante do polonês Lucjan Trela, vencida por pontos, Foreman triturou todos os demais rivais, com um nocaute, sobre o italiano Giorgio Bambini, na semifinal, e duas interrompidas pelo árbitro: contra o romeno Ion Alexe, nas quartas de final, no terceiro assalto; e na grande final, sobre o soviético Jonas Cepulis, que foi poupado pelo juiz no segundo assalto, após ser extremamente castigado pelo americano. Isso ocorreu em 26 de outubro de 1968, há exatos 46 anos.

>>> Veja ainda: A incrível campanha de Sugar Ray Leonard em Montreal 1976

O detalhe mais inusitado foi que, na hora de comemorar a vitória, Foreman sacou do calção uma pequena bandeira americana e ficou agitando-a pelos quatro cantos do ringue. Ironicamente, isso ocorreu dias depois do protesto feito por dois atletas negros dos EUA, Tommie Smith e John Carlos, que no pódio da prova dos 200 m rasos do atletismo, repetiram o gesto do grupo “Panteras Negras”, em apoio à luta pelos direitos dos negros americanos.

Abaixo, um vídeo (com a data errada) da final dos pesos pesados, mostra um pouco do talento e força de George Foreman no boxe olímpico.

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sábado, 25 de outubro de 2014 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Especialista italiano prevê Brasil fora do top 10 na Rio 2016

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Atualizado
São apenas projeções estatísticas e ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, vale ressaltar. Mas foi divulgado neste sábado uma projeção de resultados para as próximas Olimpíadas e o Brasil não aparece no top 10 do quadro de medalhas, meta traçada tanto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) quanto pelo Ministério do Esporte para o desempenho da equipe brasileira nas próximas Olimpíadas. Segundo reportagem publicada pelo site Inside the Games, especializado no movimento olímpico, o país anfitrião deverá encerrar sua participação na 17ª colocação, com cinco medalhas de ouro, de um total de 23.

A mesma projeção tinha sido publicada um dia antes em outro site especializado em assuntos olímpicos, o Around the Rings. O estudo utiliza como critério a classificação final pelo número de medalhas de ouro, enquanto COB e Ministério levam em consideração o número total de medalhas conquistadas. Nesta classificação, o Brasil atingiria a meta, terminando em 10º lugar.

Só a título de informação, para o COI (Comitê Olímpico Internacional) não existe um quadro oficial de medalhas em Olimpíadas, cuja contabilidade foi criada como mais uma das armas de propaganda da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a partir do momento em que as duas nações passaram a se enfrentar, nos Jogos de 1952, em Helsinque. Desde então, a mídia também vem contabilizando a classificação por medalhas ao longo da história dos Jogos, sendo que o critério de classificação (por ouro ou pelo total) varia de acordo com o interesse de que quem a está divulgando.

A projeção publicada neste sábado foi feita pelo italiano Luciano Barra, ex-diretor esportivo do comitê olímpico italiano e que foi o diretor-executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de inverno de Turim 2006. Nos últimos anos, Barra tem acertado suas previsões, baseadas nos desempenhos dos atletas e equipes em Campeonatos Mundiais durante o ciclo olímpico. Foi o que ocorreu nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando projetou que a Grã-Bretanha terminaria com um total de 48 medalhas (foram 47 no final dos Jogos) e que os EUA teria o maior número de medalhas no total. Em compensação, ele errou em relação sobre quem teria mais medalhas de ouro em 2008 e 2012, trocando as posições finais dos americanos e da China – Barra apostava que EUA teria o maior número de ouros em 2008 e os chineses fariam o mesmo em 2012.

>>> Veja ainda: Uma breve reflexão sobre números e medalhas

O atual estudo do italiano contempla a análise de 155 eventos mundiais realizados este ano e 121 no ano passado. Não estão incluídos neste estudo o futebol feminino, os cinco eventos de tênis (esporte que não tem um campeonato mundial) e as duas novas modalidades integrantes do programa esportivo para 2016, o golfe e o rúgbi sevens, que não tiveram mundiais realizados em 2013 e 2014.

Em relação ao resultado previsto para o Brasil, vale recordar que os feitos esportivos de 2013 dariam ao país, de acordo com levantamento feito pelo COB, 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, que deixariam o país em oitavo lugar em uma hipotética Olimpíada. Foi o melhor desempenho brasileiro em um primeiro ano de ciclo olímpico. Este ano, com o fiasco da seleção de futebol na Copa do Mundo, o fraco desempenho no Mundial de vela e a apagada participação no Mundial de judô contribuíram para a colocação obtida no estudo do ex-dirigente olímpico italiano.

Pela atual projeção de Barra, os Estados Unidos terminarão os Jogos de 2016 como o líder do quadro de medalhas, com 88 no total, sendo 35 de ouro, Seria um resultado bem abaixo do que ocorreu em 2012, quando os americanos tiveram um total de 104 medalhas. De acordo com o italiano, este será o top 10 para as Olimpíadas da Rio 2016, pelo número de ouros:

1) EUA  – 35
2) China  – 32
3) Rússia – 28
4) França – 19
5) Alemanha – 18
6) Grã-Bretanha – 12
7) Austrália – 9
8) Japão – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
9) Coreia do Sul  – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
10) Nova Zelândia – 8

Agora, a classificação do italiano, usando o critério do total de medalhas:

1) EUA – 88
2) Rússia – 88 (desempate pelo número de medalhas de ouro)
3) China – 80
4) Alemanha – 52
5) França – 46
6) Grã-Bretanha – 37
7) Austrália – 36
8) Japão – 33
9) Holanda – 23
10) Brasil – 23 (desempate pelo número de medalhas de ouro)

Na minha opinião, isso tudo é uma grande bobagem. O que vale é o resultado em quadra, na pista, na piscina, no tatame. Uma posição no quadro de medalhas não representa a realidade olímpica de um país, embora seja um bom indicativo. Da mesma maneira, não será em quatro anos que o Brasil irá se transformar em uma potência olímpica, mesmo que termine entre os dez melhores na classificação final de medalhas de 2016.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

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O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

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A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Olimpíadas | 18:50

Uma pátria para chamar de minha

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Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Demorou, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou nesta quarta-feira, em decisão provisória que ainda deverá ser referendada na próxima Assembleia Geral da entidade, que reconhecerá a existência oficial do comitê olímpico de Kosovo. Na prática, isso significa que a nação e seus atletas poderão participar de qualquer evento organizado pelo COI, sejam Olimpíadas de verão, inverno e Jogos Olímpicos da Juventude, a partir de agora. Portanto, veremos a bandeira de Kosovo içada na praça das  nações da Vila Olímpica dois Jogos do Rio 2016, daqui a menos de dois anos.

O nome mais representativo do esporte de Kosovo é de uma estrela do judô internacional, Majlinda Kelmendi, bicampeã mundial na categoria até 52 kg e que inclusive participou das Olimpíadas de Londres 2012, quando competiu sob a bandeira da Albânia, sua outra nacionalidade.

O comitê olímpico do Kosovo existe desde 1992 e é reconhecido por 30 federações esportivas internacionais, 13 das quais em modalidades olímpicas. Em seis destas modalidades (tênis de mesa, tiro com arco, judô, vela, levantamento de peso e pentatlo moderno), o Kosovo tem integrantes nas respectivas federações internacionais. As outras sete modalidades olímpicas que reconhecem Kosovo como nação independente são luta olímpica, boxe, curling, taekwondo, ginástica (artística, rítmica e de trampolim), esqui e handebol.

O Kosovo fazia parte do território da Sérvia mas obteve sua independência em 2008, sendo reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por 108 dos 193 países da entidade.

A Assembleia Geral que confirmará de vez a entrada de Kosovo na chamada “família olímpica” ocorrerá em dezembro, em Monaco. Apesar da demora no reconhecimento esportivo, foi bem o COI nessa decisão.

 

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terça-feira, 21 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 14:46

Os 50 anos do bi inédito de Bikila na maratona

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O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O mês de outubro tem sido rico em efemérides olímpicas. E o mais bacana de revirar o baú é poder contar para uma geração mais nova parte da história de alguns dos maiores ídolos do esporte em todos os tempos. É o caso do fundista etíope Abebe Bikila, que no dia 21 de outubro de 1964 faturou o bicampeonato olímpico da maratona, feito inédito até então.

Bikila, para quem não sabe, entrou para a história do esporte olímpico ao conquistar de forma surpreendente a maratona nos Jogos de Roma 1960. E o mais surpreendente ainda, correndo descalço! Depois do ouro inesperado, Bikila, que era um cabo da guarda do imperador Haile Selassie, venceu três maratonas consecutivas em 1961, mas ficou mais de um ano parado e só voltou a competir em 1963. Seis meses antes das Olimpíadas de Tóquio, teve uma crise de apendicite e precisou ser operado. Ainda assim, confirmou que lutaria pelo bicampeonato.

E eis que naquele 21 de outubro, ele novamente largou sem estar entre os favoritos, desta vez usando tênis, por exigência dos organizadores. O calor infernal que fazia em Tóquio naquele dia, somado ao fato de a largada ter ocorrido às 13h, tornou a prova ainda mais difícil. Os competidores, um a um, iam sucumbindo ao longo dos 42,195 km do percurso.

Menos Abebe Bikila, que chegou com passadas firmes e estabelecendo a melhor marca do mundo para a maratona (2h12min11seg). O mais surreal para os japoneses que lotavam o Estádio Nacional de Tóquio foi vê-lo saltando e fazendo exercícios de alongamento, mostrando que teria condições de correr mais dez quilômetros se precisasse.

As imagens abaixo da maratona dos Jogos de 1964 mostram que Abebe Bikila, morto em 1973, foi um gênio do esporte olímpico.

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