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sexta-feira, 12 de abril de 2013 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 13:57

Confira novas imagens do Parque Olímpico de 2016

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Nesta sexta-feira, a Empresa Olímpica Municipal, responsável pelos projetos do Rio para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, divulgou no Twitter novas projeções de imagens de duas das instalações que serão usadas no evento.  Na teoria, ficará muito bonito. Na teoria, vejam bem…

Confira as imagens do Centro de Esportes Aquáticos e do Centro de Tênis, que serão erguidos no Parque Olímpico, em Jacarepaguá:

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:40

O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

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Na última segunda-feira, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu exemplos claros sobre o quanto sua pasta desconhece os reais problemas do esporte brasileiro. Obviamente que o maior foco dos jornalistas que estavam na bancada para entrevistar o ministro era a organização da Copa do Mundo do ano que vem, cujos estádios ainda sofrem com inúmeros atrasos em suas obras.

Mas Aldo Rebelo também pouco saber sobre a realidade do esporte olímpico brasileiro. Ao ser indagado sobre a falta de uma política esportiva pública, voltada para o esporte de base, em contrapartida com a obsessão do governo sobre o desempenho nas Olimpíadas do Rio 2016, Aldo saiu em defesa do governo. Disse que está em andamento um investimento no esporte escolar, na qual há um programa para construir 5 mil quadras em escolas, além de aprovar a construção de 300 centros de iniciação do esporte, com espaço para a prática de judô, ginástica e esgrima.

Veja a partir da faixa dos 5min:

O negrito na palavra esgrima, no parágrafo acima, apenas reforça que o ministro Aldo Rebelo – a quem considero uma pessoa honesta e digna, porém totalmente fora de sintonia com o cargo que ocupa – não conhece totalmente a realidade do esporte olímpico do Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo iG Esporte mostrou as condições pelas quais a gaúcha Gabriela Cecchini, de somente 15 anos, conquistou um feito histórico, a segunda medalha brasileira em Mundiais de esgrima.

Sem nenhum apoio da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Gabriela – além de outros 20 atletas da equipe brasileira que participa do Mundial da Croácia para cadetes e juvenis – precisou contar com a ajuda financeira dos pais ou de seus clubes (no caso de Gabriela, o Náutico União-RS) para disputar a competição.

Gabriela Cecchini comemora a vitória sobre a alemã Leandra Behr durante o Mundial 

O que é pior: trata-se de uma prática comum nas categorias de base da esgrima (e na maioria absoluta das modalidades olímpicas brasileiras), pois a CBE argumenta ter recursos, provenientes da Lei Agnelo/Piva e do próprio Ministério do Esporte, apenas para bancar os atletas de alto rendimento. Mesmo Gabriela sendo considerada pelo técnico da seleção, o ex-atleta olímpico Regis Trois, como um diamante bruto da esgrima brasileira. Para evoluir, segundo ele, ela precisa de mais experiência e, principalmente, apoio.

LEIA TAMBÉM: Revelação da esgrima tem resultado histórico sem ajuda da Confederação

Não serão as cinco mil quadras que o governo promete construir (se é que serão construídas de fato) que irão evitar que jovens talentos como Gabriela Cecchini precisem recorrer ao velho “paitrocínio” para tentar seguir uma carreira no esporte.

Enquanto não se criar uma política esportiva pública VERDADEIRA, jamais qualquer autoridade poderá chamar o Brasil de país olímpico.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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domingo, 31 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 12:28

A pior derrota de Hortência

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Hortência não ocupa mais a direção do basquete feminino na CBB

Poucas pessoas na história do basquete mundial tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Hortência Marcari. Maior cestinha do Brasil, campeã mundial em 1994, vice-campeã olímpica em Atlanta 1996, campeã pan-americana em Havana 1991, campeã mundial de clubes, integrante do Hall da Fama do basquete em Springfield. Um currículo brilhante. Mas todos estes feitos dentro de uma quadra de basquete não se repetiram quando Hortência passou a atuar como dirigente.

Sua gestão como diretora de basquete feminino na CBB (Confederação Brasileira de basquete), nos primeiros quatro anos do mandato de Carlos Nunes, foi uma sucessão de equívocos. E com uma característica marcante: a frequente troca de treinadores. Paulo Bassul, Carlos Colinas, Ênio Vecchi e Luiz Cláudio Tarallo foram os técnicos da era Hortência na CBB.

E pelo menos dois deles (Bassul e Vecchi) caíram por causa da aposta da dirigente numa jogadora:  Iziane Marques, a ala de algum talento e gênio intempestivo, que um dia recusou-se a entrar em quadra pela seleção por ter ficado no banco (pré-olímpico de Madri, em 2008), sob o comando de Bassul. O irônico é que faltando menos de uma semana para o início das Olimpíadas de Londres 2012, quando a seleção feminina fazia série de amistosos na França, Hortência foi obrigada a cortar Iziane, sua principal jogadora, por indisciplina. Ela levou um namorado para o quarto do hotel onde a equipe estava concentrada.

A notícia que saiu na última semana, dando conta que Hortência foi “rebaixada” na entidade, passando a ocupar agora uma protocolar “diretoria de assuntos institucionais” (Vanderley Mazzuchini acumulará a direção do masculino e feminino), significa sua maior derrota no basquete. E não estranharei se nas próximas semanas, Hortência anunciar sua saída da entidade.

Seria mais justo e digno com a história daquela que já foi chamada de “Rainha do basquete”, se a CBB, ao invés do “rebaixamento”, demitisse Hortência. Sem dramas ou mágoas. Vida que segue.

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segunda-feira, 25 de março de 2013 Imprensa, Olimpíadas | 08:00

O legado de Nicolau Radamés Creti ao jornalismo poliesportivo

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Capa do livro "Vitória", que conta a história do primeiro ouro olímpico do vôlei brasileiro

É difícil demais falar algo sobre alguém tão querido e que partiu cedo demais. A tela do computador vira um branco total. Por isso, não é fácil escrever sobre a morte de Nicolau Radamés Creti, um dos melhores amigos que fiz no jornalismo, desde que entramos juntos na Faculdade Cásper Líbero, há exatos 30 anos.

A dor pela partida precoce de um grande companheiro, ocorrida no último sábado (23/3), após uma dura batalha contra um câncer, dificulta ainda mais essa tarefa. Outros colegas fizeram com mais talento e competência tocantes relatos a respeito da convivência e de suas recordações com o Nicolau, como o Luís Augusto Simon, o Menon, em seu blog no UOL, o Daniel Bortoletto, em sua coluna no Diário Lance!, ou o Diário de S. Paulo, jornal onde ele trabalhou por 19 anos.

Se falar da perda pessoal é quase impossível para mim, é mais fácil tentar analisar o que o adeus do Nicolau deixará para o jornalismo poliesportivo do Brasil. Nicolau Radamés foi uma dos maiores repórteres esportivos que conheci. Tornou-se uma referência na cobertura dos esportes poliesportivos (termo moderno para o que a gente costumava chamar antigamente nas redações de “esporte amador”, ou seja, tudo o que não era futebol), mais especificamente no vôlei, no qual foi setorista por anos.

E é justamente nesse ponto que o Nicolau fez a diferença, algo que não vejo com muita frequência nas redações atuais. Em um tempo onde não havia celular ou internet, ele ia a treinos, ficava horas fazendo uma “ronda” no telefone assim que chegava na redação, ligando para TODOS os clubes ou dirigentes atrás de informação, e nunca terminava o dia sem uma matéria. Muitas vezes, furando a concorrência. Era um “farejador de furos”, como definiu certa vez o Menon.

Com toda essa dedicação, não foi à toa que após cobrir “in loco” as Olimpíadas de Barcelona 1992, ele escreveu, ao lado de Cida Santos, outra grande repórter, o livro “Vitória”, contando a saga da conquista da medalha de ouro da seleção masculina de vôlei, a primeira do Brasil em esportes coletivos na história olímpica. Este é, sem dúvida alguma, o melhor livro já escrito no país sobre esportes olímpicos até hoje, com depoimentos emocionantes dos 12 jogadores daquela seleção e do técnico José Roberto Guimarães.

E não foi apenas no vôlei que o Nicolau mostrou seu talento. Cobriu como poucos o esporte olímpico, “cavando” ótimas reportagens em modalidades que ninguém dava atenção, como a ginástica rítmica desportiva (GRD) ou o hipismo CCE, sempre trazendo ótimos personagens e informações precisas. E quando precisava, também sabia ser contundente. Não foram poucas as ocasiões em que o vi debatendo de forma dura com Carlos Nuzman, desde os tempos em que ele presidia a CBV. Mesmo assim, Nuzman sempre o respeitou.

Ainda tentando digerir a realidade de não ter mais este velho amigo ao meu lado, tenho uma única esperança: que os jovens jornalistas, espalhados pelas redações deste Brasil e que apreciam a cobertura do poliesportivo, se inspirem e repitam o exemplo de Nicolau Radamés Creti. Ele foi um dos grandes, tenham certeza disso.

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sexta-feira, 22 de março de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 15:55

Antes de Bolt, havia Pietro Mennea…

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Pietro Mennea se prepara para a largada nas eliminatórias dos 200 m em Seul 1988, ano de sua despedida

Para quem acha que competições de velocidade em atletismo só combinam com atletas negros dos Estados Unidos e da Jamaica, atenção: houve uma época em que ninguém foi mais rápido nos 200 metros do que o italiano Pietro Mennea, dono do recorde mundial durante 17 anos, e que morreu nesta última quinta-feira, aos 61 anos, de causas não reveladas.

Mennea foi uma verdadeira lenda para o atletismo mundial. Primeiro, por se tratar de um italiano, país que não tem tradição nas provas rápidas de pista. Além disso, o recorde cravado na Cidade do México, em 1º de setembro de 1979, 19s72, demorou quase duas décadas para ser superado. O feito coube a outro extraordinário atleta, Michael Johnson, em 1996, às vésperas das Olimpíadas de Atlanta (quando, por sinal, quebraria o recorde novamente).

Outro ponto que comprova a importância de Pietro Mennea na história dos 200 m é que seu antigo recorde permanece entre as dez melhores marcas nesta prova em todos os tempos, quase 34 anos depois.

Nos Jogos de Moscou 1980, Pietro Mennea alcançou seu maior feito na carreira, ao ganhar a medalha de ouro nos 200 m, em uma chegada emocionante, superando o britânico Allan Wells nos metros finais. Mennea ainda conquistou outras duas medalhas de bronze olímpicas, no revezamento 4 x 400 m (em 80) e nos 200 m (em Munique 1972). Disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tendo participando ainda de Montreal 1976, Los Angeles 1984 e despedindo-se em Seul 1988, aos 36 anos.

Após a aposentadoria, tornou-se político ligado aos partidos de centro-esquerda e professor universitário de direito. Sua morte comoveu a Itália, tanto que no amistoso entre Brasil e a seleção italiana, na última quinta-feira, foi prestado um minuto de silencio em sua homenagem.

Ao falar de Pietro Mennea, imediatamente me lembro do ótimo filme “Homens Brancos Não Sabem Enterrar” (1992), do cineasta americano Spike Lee, que contava a história de dois jogadores de basquete de rua (Woody Harrelson e Wesley Snipes) e brincava com a ideia de que somente os negros conseguiriam fazer aquelas incríveis enterradas durante o jogo. Pois bem, se visse o filme, Mennea poderia perfeitamente bater no peito e dizer: “Homens brancos também sabem correr”.

Reveja a incrível vitória de Pietro Mennea na final olímpica dos 200 metros em Moscou 80:

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segunda-feira, 18 de março de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:15

O que restou do Estádio Célio de Barros

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O Estádio Célio de Barros, que virou um verdadeiro canteiro de obras, ao lado do Maracanã

Observe bem a imagem acima. A foto, registrada em oportuna reportagem do portal ahe!, novo parceiro para a cobertura de esportes olímpicos do iG, exibe o que restou do tradicional Estádio Célio de Barros, palco que durante muitos anos recebeu algumas das mais tradicionais competições do atletismo brasileiro. Aquela pista que já viu Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, João Carlos de Oliveira (o João do Pulo) e Joaquim Cruz, só para ficar em alguns dos monstros sagrados do atletismo brasileiro, competiram lá.

O Célio de Barros já teve sua morte decretada pela própria prefeitura do Rio, justamente no período que antecede a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Em seu lugar, será erguido um estacionamento para atender ao público que comparecerá ao Maracanã durante a Copa do Mundo de 2014. Hoje, ao invés de receber atletas, tornou-se um grande canteiro de obras.

A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) vem tentando de todas as formas impedir a demolição do Célio de Barros. O novo presidente da CBAt, Toninho Fernandes, assumiu na última sexta-feira e encaminhou um documento ao governador Sérgio Cabral, assinado por atletas, alguns deles medalhistas olímpicos, treinadores e dirigentes, solicitando a revisão dos planos.

Veja trecho da carta da CBAt enviada ao governo do Rio:

“…Como é sabido, o Governo do Rio de Janeiro anunciou a demolição do histórico estádio, para construir em seu lugar, um estacionamento ou algo similar. Ao mesmo tempo, em resposta a um apelo do presidente da IAAF, o governador respondeu que o Atletismo ganharia uma nova praça, mais moderna, próxima ao Maracanã.

No entanto, o Governo do Estado não apresentou nenhum projeto para o novo estádio, nem informou o prazo em que esta nova praça estaria à disposição dos atletas e treinadores, que não têm outro espaço para fazer sua preparação à Olimpíada do Rio 2016.

Por outro lado, chegou ao conhecimento da CBAt que a área citada pelo Governo do Rio para novo estádio não é a adequada. Assim, continuam os movimentos da comunidade atlética, principalmente a carioca, em prol do ‘Célio de Barros’.

A CBAt, as seis associações continentais de atletismo e o presidente da IAAF, Lamine Diack, já alertaram o Governo do Estado para os prejuízos que sofrerá a cidade-sede dos próximos Jogos, por conta desse sério problema enfrentado pelo principal dos esportes olímpicos.

Apelamos ao Governo do Rio de Janeiro para que repare essa injustiça à modalidade que inúmeras glórias trouxe ao Rio de Janeiro, entre tantas outras, as medalhas olímpicas de José Telles da Conceição, Robson Caetano da Silva e Arnaldo de Oliveira Silva.

Manaus, AM, em 15 de março de 2013.”

Pena, ao menos para a CBAt e toda a comunidade do atletismo, que a carta enviada ao digníssimo governador do Rio terá efeito ZERO para evitar o fim do Célio de Barros.

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sexta-feira, 15 de março de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 21:41

Dois tristes retratos do Brasil Olímpico

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Peço atenção para as duas fotos que serão colocadas abaixo e que servem para ilustrar bem o país que será a sede das Olimpíadas de 2016:

Lagoa Rodrigo de Freitas, local da seletiva da seleção de remo, infestada de peixes mortos

A imagem, exibida em sites e jornais brasileiros, além de portais estrangeiros, como o do jornal inglês “The Guardian”, exibindo as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas repleta de peixes mortos, coincidentemente mesmo local onde etsá sendo realizada a seletiva da seleção brasileira de remo, é daquelas cenas que envergonha qualquer um.

A campeã mundial Fabiana Beltrame, por exemplo, disse que mal conseguia competir por causa do cheiro insuportável. Detalhe: a Lagoa Rodrigo de Freitas será a sede das provas de remo nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Será que em três anos o poder público do Rio de Janeiro conseguirá evitar que cenas bizarras como essa se repitam em plenos Jogos?

Ginásio onde o campeão olímpico nas argolas Arthur Zanetti treina, em São Caetano do Sul

Já a foto acima demonstra bem como é a estrutura que os atletas brasileiros têm à disposição. No caso, um campeão olímpico. Excelente reportagem do companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, mostra o local de treinamento de Arthur Zanetti, o primeiro ginasta brasileiro a conquistar uma medalha de ouro, em Londres 2012, em São Caetano do Sul. As imagens são impressionantes. Um ginásio velho, com equipamentos caindo aos pedaços e muito apertado.

Depois de Zanetti e seu técnico, Marcos Goto, reclamarem muito, o Ministério do Esporte e a prefeitura de São Caetano resolveram se mexer e irão ao menos construir uma nova academia de musculação, enquanto um novo ginásio não é erguido.

É de se espantar como num lugar como esse pôde sair um campeão olímpico. Só o talento e a força de vontade de Zanetti e  de seu treinador explicam esse milagre.

E ainda vem dirigente querendo bater no peito e dizer que o Brasil será em breve uma potência olímpica….

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terça-feira, 12 de março de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:41

Um herói cinquentão que orgulha o Brasil

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista do ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Quando este blog nasceu, há pouco mais de dois anos (mais precisamente dois anos e 11 dias), a foto que ilustrava o post era justamente a do cidadão que nesta terça-feira completa 50 anos. Graças à uma oportuna lembrança do companheiro Luís Araújo, aqui do iG Esporte, a efeméride não passou em branco, registrando desta forma o aniversário de Joaquim Cruz, o único brasileiro campeão olímpico no atletismo em uma prova de pista.

Joaquim Cruz assombrou o mundo ao derrotar os favoritos britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett e faturar o ouro em Los Angeles 1984. Só isso já seria o bastante para que ele fosse reverenciado em todas as praças esportivas deste país pela eternidade. Um garoto pobre, nascido em Taguatinga, cidade sem tradição alguma em atletismo, derrubando dois monstros sagrados das provas de meio fundo. Mas eis que Cruz foi para Seul 1988 e se não fosse um erro estratégico seu e de seu compatriota Zequinha Barbosa, acabou perdendo o ouro para o queniano Paul Ereng. Ainda assim, ganhou uma medalha de prata.

Duas medalhas olímpicas. Ainda assim, Joaquim Cruz nunca recebeu a devida consideração aqui no Brasil, em minha opinião. Pelo contrário, foi taxado maldosamente de “bichado” por algumas pessoas. Na verdade, ele sofreu com diversas contusões no calcanhar de aquiles e também por alergias, que o tiraram de ação em inúmeras provas. Não fosse isso, talvez Cruz tivesse um currículo ainda mais brilhante.

Na dúvida, basta consultar a lista das melhores marcas de todos os tempos nos 800 m no site da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) e verá o nome de Joaquim Cruz com o 13º melhor tempo da história, 1min41s77, obtido no meeting de Colônia, em 1984, quando ficou a míseros quatro centésimos do então recorde mundial de Sebastian Coe.

Entrevistei Joaquim Cruz algumas vezes ao longo de minha carreira. Sempre rendeu ótimos papos. Embora meio arredio, nunca se furtou em dar sua opinião sobre as precárias condições do atletismo brasileiro ou mesmo sobre temas mais delicados. Em Seul, por exemplo, ele deixou claro que estranhava a performance assombrosa de Florence Griffth-Joyner, que naquelas Olimpíadas ganhou o ouro nos 100 e 200 m e ainda bateu o recorde mundial nas duas provas. Nas entrelinhas, Cruz achava que Florence obteve seus feitos graças ao doping. Pressionado pela repercussão de sua entrevista, acabou recuando. Apenas dez anos depois, em 98, a velocista americana morreu de ataque cardíaco, com somente 39 anos, sob circunstâncias nunca esclarecidas. Apenas coincidência ou o brasileiro sabia do que falava?

Pude ainda acompanhar o último grande feito de Joaquim Cruz nas pistas. Sem expectativa, ele chegou para disputar os Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. Como de costume, estava retornando após uma temporada em que ficou boa parte afastado cuidando de suas lesões. Inscrito para a prova dos 1.500 m, Cruz largou bem, mas não conseguiu se distanciar dos adversários. Apenas nos últimos 200 m que ele conseguiu dar uma arrancada decisiva, conquistando a medalha de ouro com direito a recorde pan-americano e emocionando a todos que estavam no estádio.

Com toda esta história, Joaquim Cruz deveria ser figura obrigatória em qualquer projeto que envolvesse a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, ou mesmo na preparação das seleções brasileiras de atletismo. Por incrível que pareça, isso nunca aconteceu. Hoje, Joaquim Cruz trabalha na formação de novos atletas do atletismo para o comitê olímpico americano. Sorte deles, azar o nosso.

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sexta-feira, 8 de março de 2013 Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas, Pan-Americano, Política esportiva | 19:27

O papel de Hugo Chavez no esporte da Venezuela

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O campeão olímpico Ruben Limardo, ouro na esgrima, cumprimenta Hugo Chavez no retorno da delegação da Venezuela de Londres

É indiscutível a importância do presidente venezuelano Hugo Chavez, que morreu última terça-feira, vítima de um câncer, na história da América Latina. Concorde-se ou não com sua ideologia política, é inegável a melhora na qualidade de vida da população carente venezuelana. Basta ver as fotos mostrando a multidão que acompanhou seu funeral e velório para se ter uma ideia de sua popularidade.

Mas Chavez também teve um papel fundamental na evolução do esporte olímpico da Venezuela. É visível o crescimento do país a partir do momento em que ele chegou ao poder, em 2002.  Com forte apoio estatal, especialmente em modalidades individuais, a Venezuela passou a deixar de ser conhecida apenas como o “país do beisebol” e começou a se destacar em outras modalidades. Ainda de forma tímida, é verdade, mas algo que não pode passar incógnito.

Para os Jogos de Londres 2012, por exemplo, o país investiu em sua preparação olímpica, segundo dados do Ministério do Esporte venezuelano, R$ 709 milhões, mais do que o Brasil investiu para a competição. Mesmo não mostrando o mesmo desempenho brasileiro em terras britânicas (foram 17 medalhas no total e três de ouro), a Venezuela conseguiu acabar com um jejum de 44 anos e conquistar sua segunda medalha de ouro na história, com Rubén Limardo, na esgrima. O outro ouro veio com Francisco Rodriguez, no boxe, nos Jogos da Cidade do México 1968.

Em outras competições poliesportivas, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o crescimento da Venezuela foi constante no período Chavez. Veja os números abaixo:

Jogos Sul-Americanos

Medalhas antes de Chavez assumir
Cuenca 1998 – 126 (50 ouro/ 47 prata/ 29 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Brasil 2002 – 231 (97 ouro/ 70 prata/ 64 bronze)
Buenos Aires 2006 – 278 (96 ouro/ 85 prata/ 97 bronze)
Medellín 2010 – 263 (89 ouro/ 77 prata/ 97 bronze)
No geral: 1191 (443 ouro/ 370 prata/ 378 bronze)

Jogos Pan-Americanos

Medalhas no último Pan antes de Chavez assumir
Winnipeg 1999 – 40 (7 ouro/ 16 prata/ 17 bronze) – 8º no geral

Medalhas após Chavez assumir
Santo Domingo 2003 – 64 (16 ouro/ 21 prata/ 27 bronze)
Rio de Janeiro 2007 – 70 (12 ouro/ 23 prata/ 35 bronze)
Guadalajara 2011 – 72 (12 ouro/ 27 prata/ 33 bronze)
No geral: 524 (85 ouro/ 182 prata/ 257 bronze)

Olimpíadas

Medalhas antes de Chavez assumir
Los Angeles 1984 – 3 (3 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Atenas 2004 – 2 (2 bronze)
Pequim 2008 – 1 (1 bronze)
Londres 2012 – 1 (1 ouro)
No geral: 12 (2 ouro/ 2 prata/8 bronze)

Mas o maior feito do período em que Hugo Chavez comandou a Venezuela não está propriamente no esporte de competição. Desde o ano passado, uma nova lei passou a assegurar o direito ao esporte na Constituição do país. Segundo esta lei, toda empresa com um  determinado faturamento tem que destinar 1% de seu lucro a um fundo de desenvolvimento do esporte. Além disso, torna obrigatória a realização das aulas de educação física nas escolas e estipula a eleição direta pelos dirigentes esportivos pelos próprios atletas.

Apenas para ficar neste último item, dá para ver que o Brasil esportivo tem o que aprender com a Venezuela de Hugo Chavez.

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