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quinta-feira, 12 de março de 2015 Rola pelo mundo | 16:03

Maratona de Jerusalém aposta na história e em traçado difícil para crescer

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Largada da edição de 2014 da Maratona de Jerusalém: neste ano irão competir cerca de 25 mil corredores

Largada da edição de 2014 da Maratona de Jerusalém: neste ano irão competir cerca de 25 mil corredores

Ainda sem o mesmo status de importância das badaladas provas em Berlim, Nova York ou Chicago, a Maratona Internacional de Jerusalém, que chega à sua quinta edição nesta sexta-feira e cuja largada principal acontecerá às 2h (horário de Brasília), aposta que não irá demorar muito para integrar o circuito das grandes maratonas mundiais. Os organizadores entendem que o número de 25 mil inscritos para a edição 2015 tem tudo para aumentar nos próximos anos, basicamente por conta de dois fatores: um percurso classificado como desafiador pelos especialistas e ao mesmo tempo emblemático, pois os competidores atravessam algumas das ruas mais importantes da história da humanidade.

“Essa é a única maratona do mundo na qual você atravessa durante todo o tempo diversos pontos considerados sagrados pela Bíblica e outros de importância cultural inestimável. Por todo o lugar em que os corredores irão passar, estarão diante da história”, afirma o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, um dos maiores entusiastas para a criação desta maratona.

Barkat, que cumpre seu segundo mandato à frente da prefeitura local – foi eleito pela primeira vez em 2009 -, já participou das maratonas de Nova York e Berlim e ajudou pessoalmente a projetar o traçado do percurso da prova em Jerusalém, em 2011. Um trajeto que contempla muitas subidas e descidas, o que por si só já se transforma em um desafio extra, além de passar por pontos considerados sagrados por três religiões diferentes.

Durante a prova desta sexta-feira, os corredores terão oportunidade de passar por ruas da Cidade Antiga, a Torre de David, o Monte Scopus – localizado dentro do campus da Hebrew University e de onde é possível avistar o Monte das Oliveiras -, o tradicional mercado Machane Yehuda e o Knesset, o parlamento israelense. O próprio prefeito Barkat irá correr a prova da meia maratona (21 km), cuja largada ocorrerá à 1h45 da madrugada desta sexta-feira.

Brasileiros e astros internacionais em minoria

Embora conte com o sucesso a médio prazo do evento de sua cidade, Nir Barkat não tem como negar que a Maratona de Jerusalém está longe de ser um atrativo para os principais fundistas do mundo. Em primeiro lugar, a dificuldade de enfrentar subidas íngremes com longas descidas, além de um clima seco e temperatura que deve variar entre 8 e 13 graus durante toda a prova. A expectativa dos organizadores é de que o campeão desta sexta-feira complete a prova em um tempo de 2h16min. O recorde mundial é do queniano Dennis Kimetto, com 2h02min57s, obtido na Maratona de Berlim de 2014, conhecida por seu traçado plano e veloz.

Corredores atravessam por pontos históricas de Jerusalém na prova de 2014

Assim como nas edições anteriores, competidores passarão por pontos históricos da cidade de Jerusalém

Depois, a premiação pode ser considerada modesta, em relação ao que se paga no Circuito das Grandes Maratonas, criado em 2006 e que divide um prêmio de US$ 1 milhão (mais de R$ 3 milhões) aos vencedores das provas masculina e feminina das maratonas de Berlim, Nova York, Boston, Chicago, Londres e Tóquio. Em Jerusalém, os campeões da maratona completa (42 km), nas provas masculina e feminina, embolsarão US$ 5 mil (cerca de R$ 15 mil).

“Não enxergamos essa maratona apenas como um evento esportivo, mas sim como uma forma de que o corredor venha para cá e possa sentir o espírito desta cidade. Trata-se de um grande evento social e de impulso para a nossa economia”, minimizou Barkat.

Ao menos por enquanto, esse deverá ser o grande trunfo da Maratona de Jerusalém, que tem em seu pelotão de elite como nome mais representativo o do queniano Patrick Muriuki, que terminou a prova de 2014 na segunda colocação, com 2h16min35s.

Sem corredores no pelotão de elite, o Brasil estará representado na prova desta sexta-feira por 22 atletas, bem menos do que os quase 100 que competiram nas várias categorias da maratona de 2014. Dos 2.494 atletas estrangeiros inscritos para a Maratona de Jerusalém deste ano, a maioria vem dos Estados Unidos, com 1.219 inscritos, seguidos pelos corredores da Grã-Bretanha, que tem 216 representantes.

* O jornalista viaja a convite do Ministério do Turismo de Israel

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Imagens do Pan, Pan-Americano, Vídeos | 12:34

Conheça a origem das medalhas do Pan 2015

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Toronto 2015

Ao longo dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Toronto, marcados para julho e agosto deste ano respectivamente, serão distribuídas um total de 4.259 medalhas em 825 provas/eventos. Até aí, nenhuma grande novidade. O que pouca gente sabe é que metais provenientes de três países diferentes (Canadá, Chile e República Dominicana) serão os responsáveis pela produção das medalhas de ouro, prata e bronze. Conheça quem está por trás desta história…

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sexta-feira, 6 de março de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 22:53

As mulheres que colocam a mão na massa pelo Rio 2016

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Parque Olímpico

Visão do Parque da Barra da Tijuca, que receberá a maior parte das provas em 2016

 

O canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que irá concentrar as principais instalações das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio 2016, está bem longe de ser considerado um Clube do Bolinha. Um total de 137 mulheres estão entre os trabalhadores que integram uma das concessionárias responsáveis pelas obras no Parque da Barra (a Rio Mais), ocupando funções que eram até bem pouco tempo exclusivamente masculinas: pedreiras, eletricistas, soldadoras, além de postos mais qualificados, como gerentes comerciais.”Tento fazer com que o ambiente seja sempre limpo e organizado. Assim, o trabalho de todos fica mais fácil” conta Nathalia Cristina, ajudante da área Industrial.

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, conheça a história de algumas daquelas que estão ajudando a tornar real o sonho olímpico.

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quarta-feira, 4 de março de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas | 09:05

Baia de Guanabara perde a guerra contra a poluição. Azar das Olimpíadas

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Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Parece que foi até de propósito, mas o governo do Rio de Janeiro esperou a comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) e mesmo o próprio presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, irem embora do Brasil para anunciar aquela que pode ser considerada desde já a maior derrota das Olimpíadas de 2016.

Nesta terça-feira, a secretaria estadual do Meio Ambiente do Rio disse que vai suspender a estratégia de limpeza do espelho d’água da Baia de Guanabara. Dias antes, o governo do Rio já tinha assumido que não cumpriria a meta estabelecida na proposta de candidatura da cidade, que iria despoluir 80% das águas do local, que receberá as provas de vela durante os Jogos. O sistema que estava sendo implantado era o da utilização de ecobarcos e ecobarreiras, como forma de barrar a entrada de lixo e retirar o que já infesta as águas, mininizando os efeitos que isso poderia fazer em uma competição olímpica.

Leia mais sobre a Baia de Guanabara no Rio 2016

A estratégia era apontada, desde o início da preparação olímpica, como fundamental para atingir a tal meta de 80% de despoluição. É claro que com o tempo, os ecobarcos e as ecobarreiras mostraram-se tímidos demais para o desafio, a ponto do próprio governador Luiz Fernando Pezão ter assumido que o número proposto não será atingido até 2016 e acertou um novo patamar com o COI. O número não foi divulgado.

Pior do que o vexame de ver a estratégia naufragar, foi a própria explicação do secretário do Meio Ambiente, Antonio da Hora, para justificar a suspensão da limpeza da Baia de Guanabara. “Do jeito que estão, os ecobarcos são para inglês ver. Qualquer gestor responsável para evitar o uso ineficiente dos recursos públicos faria um freio na arrumação”, afirmou. Ainda assim, os ecobarcos conseguiram retirar 430 toneladas de lixo da Baia de Guanabara no ano passado, enquanto as ecobarreiras impediram a entrada de 2.177 toneladas de detritos nas águas, entre janeiro e dezembro de 2014.

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Se já recebia críticas dos velejadores, especialmente os estrangeiros, é de se esperar o que a notícia da suspensão do programa causará na comunidade da vela. As críticas fortes partem até mesmo de brasileiros, como já fizeram Martine Grael e Ricardo Winicki, postando fotos com imagens constrangedoras da poluição nas águas da Baia de Guanabara, alertando para o risco de prejudicar as disputas olímpicas. O governo promete a implantação de um novo projeto de operação das ecobarreiras, sem dar detalhes do funcionamento e implantação. Em agosto, é bom lembrar, haverá mais um evento-teste da vela na Baia de Guanabara.

Vai dar tempo de evitar um novo vexame?

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segunda-feira, 2 de março de 2015 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 18:11

Arena do Futuro começa a tomar forma; veja imagens das obras no Parque da Barra

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Local que receberá as competições do handebol e do golbol nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, a Arena do Futuro já começa a ficar com um “jeitão olímpico”. A foto abaixo da obra da instalação, feita no final de fevereiro, já mostra uma visão muito semelhante à que existe no projeto original do ginásio. Veja:

Foto: Divulgação/EOM

Arena do Futuro, sede do handebol (Olimpíadas) e golbol (Paraolímpiadas), tem suas obras em ritmo acelerado

 

Foto: Divulgação/EOM

Veja a projeção de como ficará quando pronta a Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra

Segundo informa a EOM (Empresa Olímpica Municipal), as fundações e a montagem da estrutura metálica (pilares principais, vigas principais da cobertura e treliças) foram concluídas. Estão em andamento a montagem de diversas áreas, como telhas da cobertura, estrutura metálica da arquibancada, fechamento lateral, entre outras intervenções. A  Arena do Futuro tem previsão para ficar pronta até o quarto trimestre deste ano. Com capacidade para 12 mil lugares, receberá eventos testes para as Olimpíadas em abril (handebol) e maio (golbol) do ano que vem.

Confira as imagens mais recentes das obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca:

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sábado, 28 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:33

COI é alvo em protesto aos Jogos de Rio 2016. Acabou a paz?

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Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado, no Rio (crédito: Agência Brasil)

Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado (foto: Agência Brasil)

O clima de declarações amáveis, elogios ao ritmo das obras e de esperança do engajamento do povo em relação às Olimpíadas de 2016 marcaram a semana de mais uma vistoria da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro. Este sábado (28), no último dia da visita a história foi bem diferente. É impossível que os dirigentes tenham ficado alheios ao ato de protesto promovido por grupos de ambientalistas contrários às obras de construção do campo de golfe e da reforma da Marina da Glória, ponto de apoio para a disputa da competição de vela nas Olimpíadas, em um hotel na zona sul da cidade, onde eles estavam reunidos.

E se teve alguém que viu de perto que existe gente no Brasil (em particular, no Rio de Janeiro) nem um pouco satisfeita com a realização das Olimpíadas, esse é o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach. Ele até tentou dialogar com alguns manifestantes, mas ao ser chamado de “assassin0 da ecologia” por eles, viu que era melhor bater em retirada. E entrou para a segurança do hotel, onde o comitê executivo se reunia e também local de uma entrevista coletiva que o próprio Bach daria aos jornalistas.

É bom o COI começar a se acostumar com atos assim. A Fifa, durante a Copa das Confederações em 2013, e mesmo em alguns momentos da Copa 2014, passou por  situações semelhantes. Não tenho dúvida de que a maior parte do povo ainda apoia a realização a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, mas não dá para negar que existe uma parcela considerável da população inconformada com obras feitas em reservas ambientais, como o campo de golfe, candidatíssimo a se tornar um belo elefante branco após os Jogos.

Na prática, os cartolas do COI acabaram conhecendo neste sábado um velho jargão usado por algumas torcidas de futebol: “Acabou a paz”

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 08:48

Eduardo Paes x Thomas Bach: quem fala a verdade?

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

“Eu odeio ter feito este campo de golfe. Para mim, não teria feito nunca”

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, aos jornalistas nesta terça-feira, justificando a construção do campo de Marapendi, alvo de críticas de ambientalistas e ações na Justiça. Paes disse que por ele aproveitaria os campos do Gávea Golf ou Itanhangá para o torneio olímpico de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

“Fico um pouco surpreso com isso, porque o prefeito estava realmente pressionando para a construção deste campo”

Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), durante sabatina de estudantes universitários do Rio nesta quarta-feira, ao saber das declarações de Paes

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 Ídolos, Seleção brasileira | 13:04

Duda Amorim é escolhida melhor do mundo no handebol

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Duda Amorim foi escolhida  como melhor jogadora do mundo em 2014 (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Duda repetiu o feito de Alexandra Nascimento ao ser eleita melhor do mundo (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

O handebol feminino do Brasil conseguiu um outro feito notável nesta quarta-feira, com a eleição da armadora Duda Amorim como melhor jogadora do mundo na temporada 2014. A jogadora, que defende o Győri Audi ETO KC, da Hungria, venceu a eleição realizada pela IHF (Federação Internacional de Handebol) em seu site, aberta a fãs e jornalistas. Duda venceu a disputa com 35,2% dos votos, superando a romena Cristina Neagu, que teve 25,8%. Na temporada de 2013, a armadora teve papel fundamental na conquista do título do Brasil no Campeonato Mundial da Sérvia.

No masculino, a vitória ficou com o francês Nikola Karabatic, destaque na campanha francesa no título do Mundial 2015, que recebeu 33,7% dos votos. Ele deixou para trás o dinamarquês Mikkel Hansen, que recebeu 21% dos votos. No total, mais de 55 mil torcedores e jornalistas participaram desta eleição.

Em recuperação de uma cirurgia no joelho esquerdo, que provavelmente a deixará de fora da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Duda Amorim é a segunda brasileira a ser eleita melhor do mundo no handebol. A primeira foi a ponteira Alexandra Nascimento, em 2012.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:08

Segurança no Rio 2016 será feita por agentes públicos

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Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca

Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca, como preparativo para as Olimpíadas de 2016 (Foto: AP)

No início de mais uma visita de inspeção do COI ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, os organizadores apresentaram nesta segunda-feira, como proposta para o plano de segurança do evento, a utilização de agentes públicos nas arenas esportivas, ao invés de agentes privados, como foi feito na última Copa do Mundo. A sugestão também tem como objetivo evitar contratempos como o que ocorreu às vésperas da abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, quando a empresa de segurança contratada teve problemas financeiros e não pôde realizar o serviço. Com isso, militares foram chamados de última hora para cuidar da segurança patrimonial dos Jogos.

“Podem ser tanto militares da ativa como aposentados… ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança. Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan  do Rio 2007, usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos”, afirmou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte, à agência Reuters.

A sugestão apresentada ao COI nesta segunda-feira tem primeiro um objetivo de evitar gastos extras, pois estariam sendo utilizadas forças regulares que já estão no orçamento das três esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal) envolvidas na organização. Além disso, esta equipe teria uma qualificação a dos agentes privados, os chamados “stewards”, que trabalharam nos 12 estádios da Copa 2014.

A segurança patrimonial dos Jogos Olímpicos inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Na entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (25), a comissão de avaliação do COI deverá se manifestar a respeito da proposta apresentada pelo governo e pelos organizadores do Rio 2016.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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