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quinta-feira, 24 de outubro de 2013 Olimpíadas | 17:53

Australianos vão encarar ‘lei seca’ nos Jogos de 2016

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O remador australiano Josh Booth deu vexame em Londres

O remador australiano Josh Booth deu vexame em Londres

Mais de um ano depois, parece que o comitê olímpico australiano descobriu o verdadeiro motivo para a fraca (padrões australianos, é claro) participação nas Olimpíadas de Londres 2012, quando conqusitou 35 medalhas, sendo sete de ouro: mau comportamento dos atletas, além de excesso de consumo de álcool. Para evitar que a farra se repita nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o AOC (sigla em inglês para Comitê Olímpico Australiano) já anunciou que o consumo de bebidas alcoólicas será proibido na áerea destinada ao país na Vila Olímpica.

A nova chefe de missão da Austrália para 2016, Kitty Chiller, anunciou que o comitê será extremamente rigoroso com a disciplina e com a intenção de fazer cumprir esta espécie de “lei seca” interna. “Todos os integrantes da delegação australiana, incluindo técnicos e oficiais”, estarão proibidos de consumir bebidas dentro da área da Vila Olímpica. Uma vez que já tiverem terminado sua participação, poderão beber fora da Vila, mas de maneira responsável”, afirmou.

A intenção dos dirigentes australianos é evitar vexames como o protagonizado pelo integrante da equipe de remo, Josh Boot, que foi detido bêbado pela polícia inglesa quando quebrava várias vitrines de lojas em Londres. Eles também ficaram irritados com o excesso de “confraternizações” entre os atletas da equipe de natação, entre eles o velocista James Magnussen, cotado antes dos Jogos como forte candidato a disputar o ouro nos 100 m livre, mas que acabou ficando com a prata nesta prova (superado pelo americano Nathan Adrian) e um bronze no revezamento 4 x 100 m medley.

A campanha da Austrália nos Jogos de Londres 2012 (10º lugar no ranking geral de medalhas) só não foi pior do que em Barcelona 1992, quando faturou sete ouros, sete pratas e 11 bronzes.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 18:30

Boxe brasileiro faz história no Azerbaijão

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O brasileiro Robson Conceição (de azul) acerta golpe no indiano

O brasileiro Robson Conceição (de azul) acerta golpe no indiano Vikah Malik. Agora, ele tenta vaga na final

Nesta quarta-feira, o boxe amador do Brasil conquistou um feito que pode ser classificado como notável. Em apenas um dia, a modalidade assegurou duas medalhas na disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que está sendo realizado na cidade de Almaty, no Cazaquistão. Tal feito foi alcançado graças às vitórias de Everton Lopes sobre o lituano Evaldas Petrauskas, na categoria 64 kg (meio médio ligeiro), e a de Robson Conceição sobre o indiano Vikash Malik, na categoria 60 kg (leves).

Isso já iguala, em total de medalhas, a ótima participação brasileira no Mundial de 2011, no Azerbaijão, quando o mesmo Everton Lopes conquistou uma inédita medalha de ouro, e Esquiva Falcão ficou com o bronze na categoria 75 kg,  na qual ganharia a medalha de prata nas Olimpíadas de Londres, no ano seguinte. E pensar que até então, o Brasil tinha uma solitária medalha, um bronze conquistado por Hamilton Ribeiro, no Mundial de Reno (EUA), em 1986.

>>> Relembre:  Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Sempre é válido lembrar que o boxe olímpico do Brasil integra o projeto Esporte e Cidadania, da Petrobras, que investe em cinco modalidades menos “badaladas”, como taekwondo, esgrima, levantamento de peso e remo, além do próprio boxe, desde 2011. O programa da estatal injetará, até 2016, R$ 256 milhões para ajudar na formação de novos atletas e preparação das respectivas equipes aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:14

Pressão do Ministério do Esporte sobre a Confederação de Ginástica já começou

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Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Conforme antecipado pelo blog na última sexta-feira, o recado enviado pelo Ministério do Esporte à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), cobrando uma melhor gestão da entidade para a modalidade, já se tornou uma pressão declarada. O secretário de Alto Rendimento no ministério, Ricardo Leyser, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, disse que espera até o início de 2014 para ver mudanças radicais na administração da CBG.  Do contrário, mudará a forma de repasse das verbas do governo.

Se confirmado, será um golpe duríssimo na entidade que comanda a ginástica artística brasileira, que assim como todas as demais, recebem valores altíssimos em verbas públicas, seja pela Lei Agnelo/Piva (com as cerbas das loterias), seja pelos convênios assinados com o Ministério do Esporte. Só das loterias, a CBG deverá receber R$ 3,3 milhões em 2013. Uma das formas que o governo pode fazer para passar os recursos aos atletas seria via COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou por patrocínio direto.

A entidade, hoje com sede em Aracaju e comandada por Maria Luciene Resende , não pode reclamar de falta de recursos. Conta com patrocínio de R$ 8 milhões da CAixa Econômica Federal e fechou recentemente um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Em compensação, não vem investindo corretamente na renovação – a ponto de ter tido apenas duas atletas femininas classificadas para o último Mundial da Antuérpia, uma delas a veterana Daniele Hypólito – e enfrentado vexames em campeonatos na base. Como no último Brasileiro júnior, onde não havia médico de plantão para atender um atleta que sofreu uma fratura.

Na linguaguem do futebol, a CBG está pendurada com dois cartões amarelos.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:13

Via Zanetti, Governo manda recado para Confederação de ginástica

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O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti

O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti: planos para 2016 e bronca na CBG

Nesta última quinta-feira, o ginasta campeão olímpico e mundial das argolas, Arthur Zanetti, visitou o Ministério do Esporte, onde encontrou-se com o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser. Há cerca de dez dias, o técnico de Zanetti, Marcos Gotto, não poupou críticas à falta de estrutura para seu pupilo e os demais ginastas que treinam em São Caetano do Sul, sobre as condições dos equipamentos disponíveis e também sobre a falta de um centro de treinamento nacional para a ginástica artística brasileira (confira a reportagem do iG sobre o assunto).

Segundo o blog apurou, na época as declarações não foram bem recebidas por Leyser, que lembrava a interlocutores que o ginasta participa do programa Bolsa-Atleta e também será contemplado pelo programa Bolsa Pódio, para auxílio na preparação visando as Olimpíadas do Rio 2016, possivelmente no valor máximo mensal previsto de R$ 15 mil. Por conta desta irritação do secretário, esperava-se que no encontro o ginasta acabasse escutando algum tipo de repreensão endereçada ao seu treinador, mas isso não ocorreu.

“Houve uma boa conversa, o Zanetti deu opiniões a respeito dos projetos que estão sendo encaminhados, tanto para ele, que é uma das apostas do ministério para os Jogos do Rio, quanto para a ginástica artística. Em resumo, zeramos tudo e agora já estamos pensando em 2016”, afirmou um interlocutor, em conversa com o blog.

Mas o governo aproveitou o encontro para passar um recado claro à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). A entidade, que não tem competência para colocar um médico de plantão em um simples campeonato juvenil, ou que vê clubes privados, como o Náutico União, tendo projetos de importação de equipamentos de ponta aprovados, levou um pito de Leyser.

“Vamos conversar com a CBG para avaliar a situação e verificar medidas corretivas, mas entendo ser necessária uma ação conjunta e mais incisiva do Ministério, do Comitê Olímpico Brasileiro e da Caixa – patrocinadora da modalidade – para melhorar a gestão da confederação, sobretudo nas ações de preparação da seleção para os Jogos Olímpicos de 2016”, disse o secretário de Alto Rendimento.

Abre o olho, CBG…

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 21:59

Há 45 anos, uma final histórica no atletismo olímpico

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Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, foram especiais. Provas e personagens inesquecíveis ficaram marcados para sempre na história do esporte. Entre estes momentos especiais, um deles ocorreu há exatos 45 anos. Em 17 de outubro de 1968, uma final histórica marcou o atletismo daqueles Jogos, a do salto triplo masculino. Uma prova que até hoje ainda impressiona.

O que dizer de uma competição na qual o recorde mundial foi quebrado nada menos do que nove vezes, desde a prova de qualificação, realizada um dia antes? A disputa pela medalha de ouro naquele 17 de outubro de 68, no Estádio Olímpico, ficou marcada para sempre pelo duelo entre o soviético Viktor Saneyev, o brasileiro Nelson Prudêncio e o italiano Giuseppe Gentile, que foi quem inaugurou a série de recordes quebrados, saltando 17m22, melhorando a própria marca de 17m10, que havia estabelecido menos de 24 horas antes.

A seguir, Saneyev (um engenheiro agrônomo de origem georgiana) assumiu a liderança, com 17m23. Ele só não esperava que Prudêncio, que não estava entre os favoritos da prova, conseguisse um salto incrível, com 17m27. Seria o salto da medalha de ouro, ninguém no Estádio Olímpico duvidava disso. Até que Saneyev, em sua última tentativa, alcançou a marca de 17m39, que lhe deu o título olímpico e também a condição de recordista mundial. A medalha de prata foi para Prudêncio e a de bronze, para Giuseppe Gentile.

Nelson Prudêncio, que morreu há cerca de um ano, vítima de câncer, disse que jamais conseguiu esquecer aquele momento, mas que só pôde ter a real dimensão do feito daquele 17 de outubro muito tempo depois. Ele tinha razão. Não deve ser fácil você perceber que ajudou a escrever a própria história do esporte, como eles a fizeram na Cidade do México.

Relembre alguns dos momentos inesquecíveis da final do salto trplo nas Olimpíadas de 1968, na Cidade do México

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 16:41

Presença britânica em MG pode ajudar hóquei do Brasil

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O hóquei na grama brasileiro poderá ser beneficado com a presença dos britânicos em Minas Gerais

O hóquei na grama brasileiro poderá ser beneficado com a preparação dos britânicos em MG para 2016

A assinatura do contrato de parceria do BOA (Comitê Olímpico Britânico), com o governo de Minas Gerais e o Minas Tênis Clube, como sede da preparação de atletas britânicos para as Olimpíadas do Rio 2016, conforme anunciado no blog nesta terça-feira, poderá trazer um ganho indireto a uma modalidade praticamente desconhecida no Brasil: o hóquei na grama.

Como a modalidade é uma das prioridades para a Grã-Bretanha – foram 4º lugar no masculino e bronze no feminino em Londres 2012 – haverá a necessidade de se construir um campo específico para o treinamento dos atletas. Isso não existe atualmente em Minas Gerais. Com isso, a secretaria de esportes do estado já entrou em contato com a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei na Grama) para que seja iniciado um trabalho de ativiação da modalidadena região.

O resultado é que o equipamento e a estrutura que serão construídos para os britânicos poderão servir como o início de um futuro polo de desenvolvimento do hóquei na grama no Brasil, que hoje tem seu centro principal de treinamento no Rio de Janeiro, no Complexo Esportivo de Deodoro.

O hóquei na grama do Brasil praticamente não existe e inclusive terá inúmeros problemas até para se classificar em 2016 (não tem vaga automática). Logo, qualquer ajuda é pra lá de bem-vinda.

No rastro da Grã-Bretanha, outros comitês olímpicos também começaram a visitar possíveis instalações em Minas. Além da Irlanda, que negocia com Uberlândia (incluindo a equipe paraolímpica), também visitaram instalações mineiras nas últimas semanas delegações do Canadá e Austrália.

Seria o hóquei em Minas Gerais um dos legados dos Jogos de 2016?

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terça-feira, 15 de outubro de 2013 Olimpíadas | 19:09

Britânicos vão invadir Minas Gerais em 2016

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Team GBO BOA (sigla em inglês para comitê olímpico britânico) já definiu onde fará sua preparação final para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta quarta-feira, o inglês Sebastian Coe, representante da entidade e ex-presidente do comitê organizador dos Jogos de Londres 2012, assinará um acordo de parceria com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, além de representantes do Minas Tênis Clube, prevendo a utilização das dependências do clube pelos atletas britânicos, na fase final de preparação para as Olimpíadas.

Além de definir o seu quartel-general para a preparação para os Jogos do Rio, o acordo incluirá ainda o compromisso de criar programas de intercâmbio, além de compartilhar conhecimentos na área de medicina esportiva. Além do Minas Tênis, os britânicos selecionaram também as instalações o Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais e do Clube Mineiro de Caçadores de Santa Luzia.

Veja também: Natação da França avalia instalações do Sul para o Rio 2016

Outro comitê olímpico que manifestou interesse em fazer sua preparação em Minas Gerais foi o da Irlanda. O chefe-executivo da entidade, Stephen Martin, entregou uma carta de intenções à prefeitura de Uberlândia, após visitar as instalações do Complexo Municipal Virgílio Galassi, Praia Clube, Sesi Gravatás e Universidade Federal de Uberlândia.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Imagens Olímpicas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

Boxe amador de volta às origens

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Preste bem atenção na seguinte sequência de fotos colocadas abaixo:

Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

O americano Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de bronze dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de ouro dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) golpeia Ricardo Blandon, da Nicarágua, no Mundial de Almaty, no Cazaquistão

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) acerta Ricardo Blandon, da Nicarágua, na primeira rodada do Mundial de boxe amador de Almaty, no Cazaquistão

As fotos acima representam o passado e o futuro do boxe olímpico, que viu começar nesta segunda-feira em Almaty, no Cazaquistão, a disputa do Campeonato Mundial masculino. E iniciou com uma verdadeira viagem ao pasaado. Esta será a primeira competição na qual estarão valendo as novas regras na modalidade, sendo a mais importante delas o fim do uso do capacete de proteção aos pugilistas. A mesma regra estará em vigor na disputa das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Vista como uma tentativa da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) em tentar aproximar a modalidade das disputas entre profissionais – e para quem perde constantemente seus talentos, que deixam o amadorismo em busca do sonho de ganhar bolsas milionárias – a ausência do protetor de cabeça já causou polêmica antes mesmo da abertura do Mundial.

Veja também: Sem Yamaguchi, seleção irá desfalcada ao Mundial de boxe

Se a entidade sonha em tentar tornar os combates mais parecidos do que no profissionalismo (inclusive a contagem de pontos, de 0 a 10, será idêntica), há quem veja um aumento desnecessário no risco aos pugilistas. O COI já manifestou esta preocupação, de forma discreta, e terá um representante acompanhando a competição  no Cazaquistão.

Mas é bom sempre lembrar do passado e ver que não é exatamente algo inédito no boxe olímpico o não uso do capacete protetor. A primeira foto do post mostra um então jovem americano chamado Cassius Clay ganhando sua medalha de ouro nos Jogos de Roma 1960 sem o uso do tal capacete. O equipamento passou a ser obrigatório apenas nos anos 80.

Leia ainda: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

Ah, só para não deixar passar batido: no primeiro dia de disputa do Mundial, o Brasil ganhou e perdeu. Na categoria 52 kg, Julião Neto foi eliminado pelo alemão Hamza Touba, enquanto que na categoria 91 kg Juan Nogueira  derrotou o estoniano  Ainar Karlson.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013 Candidaturas, Pan-Americano | 19:39

A maior vitória do esporte do Peru

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Visão projetada do Estádio Pan-Americano de Lima, que receberá o Oan de 2019

Visão projetada do Estádio Pan-Americano de Lima, que receberá o Oan de 2019

Só se fala em Copa do Mundo 2014, Olimpíadas 2016, e ninguém nem lembra que existem os Jogos Pan-Americanos. Quer dizer, quase ninguém. Nesta sexta-feira, o Peru festejou sua maior vitória no esporte, com a confirmação por parte da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) que a capital Lima será a sede do Pan de 2019, evento que ocorrerá na sequência dos Jogos de Toronto, em 2015. Curiosamente, a cidade canadense derrotou os peruanos na disputa pelo próximo evento poliesportivo.

Em Lima – que foi eleita com relativa facilidade na assembleia da Odepa, realizada em Toronto, com 31 votos, deixando para trás a favorita Santigo (Chile), La Punta (Argentina) e Ciudad Bolivar (Venezuela) -, a festa pela eleição foi imensa, pois trata-se do maior evento esportivo que o país irá organizar em sua vida. Até então, as competições mais importantes que tiveram Lima como sede foram dois campeonatos mundiais: o de basquete feminino, em 1964, e o de vôlei feminino, em 1982, quando a brilhante geração peruana de Rosa Garcia e Cecilia Tait fico com o vice-campeonato.

O governo peruano já começa a fazer as contas, e além da já batida conversa do tal legado esportivo, que vem sendo dita no Brasil insistentemente, estima que receberá pelo menos 30 mil turistas a mais na época da competição (entre 26 de julho e 11 de agosto de 2019), que deixarão uma receita de pelo menos US$ 100 milhões para o país.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 08:00

Brasil recebe equipamento inédito para a ginástica artística. Pena que chegou depois do Mundial

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Novo aparelho de solo, de última geração, adquirido pelo Grêmio Náutico União

Novo aparelho de solo, de última geração, adquirido pelo Grêmio Náutico União

Após encerrar sua participação no Mundial de ginástica artística, que terminou no último domingo em Antuérpia, o brasileiro Diego Hypólito comentou a diferença que sentiu nos equipamentos que estavam à disposição na competição, em especial o solo. Pois um equipamento idêntico ao utilizado na Bélgica chegou ao Brasil esta semana. Mas com um “pequeno” atraso, não é?

O Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, recebeu nesta última segunda-feira uma série de equipamentos de última geração para a ginástica artística, fruto de um convênio firmado com o Ministério do Esporte, no valor de R$ 3,2 milhões.

Entre o lote, composto por argolas, cavalo com alça, barras assimétricas etc (além de equipamentos para esgrima, remo e natação também), está um aparelho para solo da marca Moscow. Fabricado na Alemanha, o equipamento (que teve modelo idêntico usado no Mundial) é composto por molas de uma qualidade especial e que fazem toda a diferença para o ginasta. “O Diego comentou que é uma mudança brusca no treino. Acho que até eu vou voltar a treinar”, disse o ex-atleta olímpico Mosiah Rodrigues, comentarista do Sportv durante o Mundial e que treinou no clube gaúcho.

Veja também: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

É excelente que um clube brasileiro tenha condições, mesmo com a ajuda do Ministério do Esporte, para adquirir equipamentos de primeira linha no esporte mundial. Isso já contribuí no treinamento e preparação de seus atletas de alto rendimento, além de ajudar a fomentar o esporte nas categorias de base. Mas cá entre nós, é lamentável que apenas atletas de um clube tenham à disposição condições dew trabalho tão favoráveis.

Será que o tão famoso “legado olímpico” que tanto ficam alardeando será permitir que as confederações esportivas brasileiras tenham centros de treinamento decentes e com equipamentos de última geração?

Quem viver, verá.

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