Publicidade

Resultado de Busca para " Bolsa Atleta "

sexta-feira, 15 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:37

Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

Compartilhe: Twitter
Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Pelo jeito, não há Bolsa Pódio que sossegue o boxe olímpico brasileiro. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira da modalidade sofreu mais um duro golpe, com a decisão de Esquiva Falcão em se tornar lutador profissional. Ele assinou contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreira do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos maiores boxeadores da atualidade e que já foi campeão mundial em seis categorias diferentes. Há a possibilidade de Esquiva fazer sua estreia (provavelmente na categoria peso médio) já no começo de 2014.

A profissionalização de Esquiva, medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, é a terceira grande baixa na equipe olímpica do Brasil, que já perdeu outro representante da família Falcão, Yamaguchi, bronze em Londres e que também se profissionalizou, e Adriana Araújo, essa excluída da seleção feminina por problemas de relacionamento com Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe).

Simplesmente os três medalhistas do boxe do Brasil nas últimas Olimpíadas não disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Não se trata de uma infeliz coincidência.

>>> VEJA TAMBÉM: Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

O mais irônico é que Esquiva Falcão acabou de ganhar medalha (bronze) no último Campeonato Mundial e  estava incluído na relação dos três atletas que receberiam o Bolsa Pódio do Ministério do Esporte (ao lado de Everton Lopes e Robenilson de Jesus) a partir de 2014. Yamaguchi também fazia parte da lista, assim como Adriana também, se ainda estivesse na seleção. Se o caminho da profissionalização no boxe precisa ser encarado até com certa naturalidade entre os amadores, a saída dos principais boxeadores brasileiros da seleção merece ser vista com alguma atenção.

Seria bom que a CBBoxe sobre tudo isso, em pleno início de ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, para tentar proteger seus melhores talentos da tentação (mais do justa) de passarem a competir como profissionais. Ou então resolver seus problemas internos rapidamente.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 5 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:06

Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

Compartilhe: Twitter
Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Às vésperas do anúncio dos atletas do boxe que serão contemplados pelo programa Bolsa Pódio neste ano – Everton Lopes, Esquiva Falcão e Robenílson de Jesus – o Ministério do Esporte tenta, em outra trincheira, evitar um desfalque importante na equipe brasileira que irá competir nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Desligada oficialmente desde abril da seleção brasileira, Adriana Araújo, que foi medalha de bronze na categoria até 60 kg nos Jogos de Londres 2012 (a primeira do país na modalidade desde os Jogos da Cidade do México, em 1968) está em guerra aberta com o presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe), Mauro José da Silva.

Pessoas dentro do Ministério tentam de qualquer forma promover uma espécie de “cachimbo da paz” entre a CBBoxe e Adriana. O objetivo é não enfraquecer a equipe feminina que se prepara para os Jogos de 2016, especialmente com uma atleta que é considerada uma das melhores do mundo na modalidade. Mas está difícil que uma das partes dê o primeiro passo em direção a algum tipo de reconciliação. Várias reuniões foram realizadas, em São Paulo e Brasília, porém todas sem resultado positivo.

>>> RELEMBRE: Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

Após os Jogos de Londres, Adriana fez pesadas críticas a Mauro, acusando-o de ter tentado tirá-la da seleção antes do Pré-Olímpico. Já o dirigente argumentou que a atleta foi displicente ao se reapresentar acima do peso no início desta temporada e se recusar a treinar em São Paulo, preferindo treinar em Salvador, com seu técnico Luiz Carlos Dórea.

A intransigência pode tirar do boxe brasileiro uma de suas maiores chances de medalha nas Olimpíadas do Rio.

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:46

E a corda arrebentou no lado mais fraco…

Compartilhe: Twitter
O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

No final, o culpado foi o mordomo…a breve analogia aos antigos filmes de mistério acaba caindo perfeitamente para ilustrar o final da crise que se instalou no atletismo brasileiro, desde que a equipe feminina do revezamento 4 x 100 m rasos falhou na final do Mundial de Moscou, no último mês de agosto, após o erro na passagem de bastão de Franciela Krasucki e Vanda Gomes.

O quarteto brasileiro vinha fazendo uma prova excelente e provavelmente ganharia uma medalha, a única do país na competição. Mas o erro aconteceu, o bastão caiu e o Brasil foi desclassificado. Logo após a prova, Vanda aproveitou o microfone do canal Sportv, que transmitiu o Mundial, para detonar a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), criticando a preparação da equipe e até mesmo as condições de hospedagem e alimentação, deixando as demais companheiras atônitas com o tom das críticas. Na chegada ao Brasil, diminuiu sensivelmente o tom do discurso. A CBAt não engoliu a retratação e levou o caso ao seu STJD. Resultado: a atleta será julgada, em data ainda a ser definida, e provavelmente pegará um gancho pesado.

O pior golpe, porém, foi sacramentado ontem, segunda-feira (28). No anúncio dos 19 atletas contemplados pelo Bolsa Pódio, programa do Ministério do Esporte que auxilia na preparação dos atletas para as Olimpíadas do Rio 2016, as integrantes do revezamento 4 x 100 m estavam lá: Ana Cláudia Lemos, Evelyn dos Santos, Franciela e Rosângela Santos. Só não estava o nome de Vanda Gomes. Vale ressaltar que os nomes dos atletas contemplados pelo programa são indicados pela confederação – no caso, a CBAt.

>>> Leia mais: Atleta que criticou Confederação de atletismo fica fora do Bolsa Pódio

Se a atleta merece ou não ser suspensa ou memso advertida por suas declarações, é uma outra discussão. Creio que o assunto merece até uma outra reflexão e passa pela questão do preparo psicológico no esporte de alto rendimento, que já foi abordado aqui no blog. Em relação a exclusão de Vanda Gomes no programa Bolsa Pódio, creio que a análise é outra.

A CBAt argumentou que para justificar a inclusão das atletas do revezamento no programa do Ministério do Esporte, usou como base o resultado da semifinal – quando Rosângela correu no lugar de Vanda e o time brasileiro bateu inclusive o recorde sul-americano. Porém, existem outros critérios: os finalistas em Mundiais seriam contemplados ou então os classificados entre os 20 primeiros do ranking mundial de determinada prova. Na lista anunciada nesta segunda, existem atletas que se enquadram em todos os casos.

>>>Relembre: As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

E se o revezamento feminino do Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking mundial, Vanda Gomes teve sua parcela de contribuição. Isso não dá para negar.

O que fica claro, independentemente do resultado do julgamento da atleta, é que ela não deve mais ser convocada pela atual comissão técnica.  Não há mais clima para isso. O que não foi discutido ainda, ao menos de forma pública, é a pífia participação do Brasil no Mundial de Moscou. Isso também não pode ser deixado de lado.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 18 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:13

Via Zanetti, Governo manda recado para Confederação de ginástica

Compartilhe: Twitter
O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti

O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti: planos para 2016 e bronca na CBG

Nesta última quinta-feira, o ginasta campeão olímpico e mundial das argolas, Arthur Zanetti, visitou o Ministério do Esporte, onde encontrou-se com o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser. Há cerca de dez dias, o técnico de Zanetti, Marcos Gotto, não poupou críticas à falta de estrutura para seu pupilo e os demais ginastas que treinam em São Caetano do Sul, sobre as condições dos equipamentos disponíveis e também sobre a falta de um centro de treinamento nacional para a ginástica artística brasileira (confira a reportagem do iG sobre o assunto).

Segundo o blog apurou, na época as declarações não foram bem recebidas por Leyser, que lembrava a interlocutores que o ginasta participa do programa Bolsa-Atleta e também será contemplado pelo programa Bolsa Pódio, para auxílio na preparação visando as Olimpíadas do Rio 2016, possivelmente no valor máximo mensal previsto de R$ 15 mil. Por conta desta irritação do secretário, esperava-se que no encontro o ginasta acabasse escutando algum tipo de repreensão endereçada ao seu treinador, mas isso não ocorreu.

“Houve uma boa conversa, o Zanetti deu opiniões a respeito dos projetos que estão sendo encaminhados, tanto para ele, que é uma das apostas do ministério para os Jogos do Rio, quanto para a ginástica artística. Em resumo, zeramos tudo e agora já estamos pensando em 2016”, afirmou um interlocutor, em conversa com o blog.

Mas o governo aproveitou o encontro para passar um recado claro à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). A entidade, que não tem competência para colocar um médico de plantão em um simples campeonato juvenil, ou que vê clubes privados, como o Náutico União, tendo projetos de importação de equipamentos de ponta aprovados, levou um pito de Leyser.

“Vamos conversar com a CBG para avaliar a situação e verificar medidas corretivas, mas entendo ser necessária uma ação conjunta e mais incisiva do Ministério, do Comitê Olímpico Brasileiro e da Caixa – patrocinadora da modalidade – para melhorar a gestão da confederação, sobretudo nas ações de preparação da seleção para os Jogos Olímpicos de 2016”, disse o secretário de Alto Rendimento.

Abre o olho, CBG…

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 2 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:55

Após crise, final feliz para o campeão mundial de canoagem

Compartilhe: Twitter
Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem

Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem

Há uma semana, o baiano Isaquias Queiroz expôs em sua página no Facebook seu descontentamento por não ter recebido premiação por conta da inédita conquista do título  na categoria C1 500 m, do Mundial de Canoagem Velocidade, realizado em agosto, na cidade alemã de Duisburg. Após ter sido desmentido pela CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) e de estar ameaçado de receber uma punição pela entidade, Isaquias finalmente pode comemorar uma boa notícia.

Nesta terça-feira, o Ministério do Esporte confirmou ao blog que Isaquias Queiroz será contemplado com o teto máximo da Bolsa Pódio, programa de apoio criado pelo governo para ajudar na preparação dos principais atletas brasileiros com chance de conquistar medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O canoísta baiano receberá R$ 15 mil mensais, por sua performance no Mundial, onde além do ouro no C1 500 m (prova não olímpica), levou o bronze no C1 1.000 m.

Além de Isaquias, outros três canoístas serão contemplados com o Bolsa Pódio: Nivalter Santos de Jesus, Ronilson Matias Oliveira e Erlon de Souza Silva. Os valores destes atletas ainda não estão definidos, pois estão sendo feito um processo de revisão por conta da participação no Mundial. Os valores pagos no programa são de R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 11 mil e R$ 15 mil.

Relembre: Esporte brasileiro ficará mais rico para evitar mico em 2016. Mas vai dar tempo?

Além da canoagem, o Ministério do Esporte definiu também a concessão do prograna de incentivo para mais dois atletas: Yane Marques, prata no Mundial de pentatlo moderno realizado em agosto, em Taiwan, e Guilherme Dias, bronze na categoria até 58 kg no Mundial de Taekwondo, realizado em Puebla (México), no mês de julho. Os dois receberão também o valor máximo do programa, R$ 15 mil mensais.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de setembro de 2013 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 19:07

Confederação de canoagem rebate campeão mundial e punição não está descartada

Compartilhe: Twitter
A Confederação Brasileira de canoagem rebateu as acusações de Isaquias Queiroz

A Confederação Brasileira de canoagem rebateu as acusações de Isaquias Queiroz. Vem punição por aí?

Não demorou nem 24 horas para que a CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) negasse as pesadas críticas feitas por Isaquias Queiroz na última quarta-feira, menos de um mês depois de tornar-se o primeiro brasileiro  campeão mundial de canoagem de velocidade, ao faturar o ouro na categoria C1 500 m (prova não olímpica), além do bronze no C1 1.000 m. Nada mais lógico que viesse a resposta da entidade.

Em longo texto publicado no site oficial da entidade e reproduzido em reportagem do portal Ahe!, o presidente da CBCa, João Tomasini Scwertner, rebateu uma a uma as fortes pancadas desferidas por Isaquias em sua página no Facebook, negando, entre ouitras coisas, que havia promessa de pagamento por premiação em caso de título mundial e de algum tipo de preconceito com atletas de diferentes regiões do Brasil.

Preocupado em escolher as palavras e não colocar mais lenha na fogueira, Scwertner preferiu no comunicado exaltar a “estrutura nunca vista antes na Canoagem Brasileira oferecida” aos atletas e aos programas oficiais de remuneração aos quais os atletas têm acesso, como Bolsa-Atleta e o Bolsa-Pódio, voltado para as principais esperanças de medalha nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Ausente do Brasil – está em viagem ao Leste europeu – João Tomasini Scwertner não pôde atender ao iG nesta quinta-feira para comentar as declarações de Isaquias Queiroz. Oficialmente, a entidade não tem nenhuma posição sobre a aplicação de alguma medida disciplinar no atleta. Mas pessoas próximas à entidade disseram que nenhuma hipótese está sendo descartada neste momento.

Em outras palavras, acho que dificilmente Isaquias Queiroz escapará de pelo menos receber uma multa. Punição que o próprio canoísta disse esperar, em seu post no Facebook.

Tanto o dirigente quanto o atleta deverão se encontrar a partir da próxima semana, no Centro de Treinamento de alto rendimento da CBCa, localizado em São Paulo.

Para não me acusarem de ficar em cima do muro: até prova em contrário, acredito nas palavras do atleta, a despeito do completo e longo comunicado da Confederação Brasileira de Canoagem. Ninguém sai batendo daquele jeito sem ter motivos. E os anos de estrada no jornalismo esportivo me ensinaram a receber com extremo cuidado estes comunicados oficiais…

 

Autor: Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:40

A culpa pelos ginastas desempregados não é (só) do Flamengo

Compartilhe: Twitter

Jade Barbosa, Diego e Daniele Hypólito falam sobre o fim da equipe de ginástica do Flamengo

Um drama recorrente no esporte brasileiro, a cena de ver atletas olímpicos de alto rendimento sem clube é sempre triste e revoltante. Quando isso ocorre em pleno ciclo olímpico para as Olimpíadas que serão organizadas no próprio país, no Rio de Janeiro, em 2016, o caso é ainda mais dramático. Não foi diferente, portanto, o sentimento que me tomou ao ver a revolta e perplexidade dos integrantes da equipe de ginástica do Flamengo, ao tomarem conhecimento da decisão do clube em acabar com o patrocínio da modalidade, ocorrido nesta terça-feira.

Além dos ginastas – entre eles algumas das estrelas da modalidade no Brasil, como os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Sérgio Sasaki – a equipe de judô também foi desativada. Seguiram o mesmo caminho da equipe de natação, cuja maior estrela era Cesar Cielo, fechada no final de 2012.

Os culpados por mais este crime no esporte olímpico brasileiro são vários, não se pode apontar o dedo apenas para um deles.

O primeiro culpado é o clube. É claro que o Flamengo tomou esta decisão pensando apenas na planilha de custos. Ninguém em seu juízo perfeito sairia fechando equipes olímpicas, com atletas de ponta e ídolos em suas modalidades, cujo retorno de imagem é sempre o maior possível. A decisão foi estritamente do ponto de vista de dinheiro.

O Flamengo é um clube com problemas financeiros históricos, fruto de gestões pífias e incompetentes. Mas o maior pecado dos dirigentes rubro-negros foi anunciar esta decisão EM MARÇO, com o segundo trimestre do ano em pleno andamento. Quando a natação acabou, em dezembro de 2012, já estava na cara que os demais esportes olímpicos teriam o mesmo fim. Agora, no primeiro ano do ciclo olímpico, estes atletas terão inúmeras dificuldades para encontrar um novo clube.

O segundo culpado é o governo, na figura do Ministério do Esporte. A falta de uma política esportiva ampla, que não seja preocupada apenas com grandes eventos ou programas de incentivo que muitas vezes demoram para alcançar o atleta, também é responsável pelo drama dos ginastas, judocas e nadadores flamenguistas.

Só para lembrar: no ano passado, com toda pompa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação do Bolsa Pódio, programa que promete repassar até R$ 1 bilhão até 2016 a atletas, treinadores, preparadores físicos etc. O valor individual pode chegar até a R$ 15 mil/mês, dependendo de cada atleta. Mas até agora, ficou só na promessa. Dizem que as inscrições serão abertas agora em março. Dizem…

Por fim, o terceiro culpado é o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Por mais que a entidade diga que não tem responsabilidade na gestão das modalidades  (tarefa que segundo ele pertence às confederações), o COB é quem comanda o esporte brasileiro. E desde 2003, passou a ter a chave do cofre, quando começou a receber os recursos da Lei Agnelo/Piva. Nunca o esporte do Brasil teve tanto dinheiro. Mas o COB falha ao não cobrar as entidades de uma forma mais contundente.

A única certeza é que entra tantos culpados, os atletas olímpicos desempregados do Flamengo são as grandes vítimas. Triste filme repetido tantas vezes.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 13:38

Esporte brasileiro ficará mais rico para evitar mico nas Olimpíadas de 2016. Mas vai dar tempo?

Compartilhe: Twitter

Aldo Rebelo já tinha cobrado antes uma melhor posição do Brasil no quadro de medalhas

E o governo brasileiro resolveu se coçar e botar a mão na massa, ou no bolso, para ser mais específico. Nesta quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff anunciará, em meio a uma homenagem aos medalhistas nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Londres 2012 o Plano Brasil Medalha 2016. Através do Ministério do Esporte, serão feitos investimentos de R$ 1 bilhão até 2016, com o objetivo de colocar o país entre os dez primeiros do quadro de medalhas das Olimpíadas e entre os cinco primeiros das Paralimpíadas que ocorrerão no Rio de Janeiro, daqui a quatro anos.

Na teoria, sensacional. Nunca antes na história deste país (frase nova essa, hein?), o esporte brasileiro teve tanto dinheiro à disposição. Mas a dúvida que fica martelando em minha cabeça: vai resolver de fato todos os nossos problemas este dinheiro todo?

Para uma parte dos envolvidos, sim. Pelo plano que será lançado, estão previstas a criação de uma Bolsa Pódio, que poderá repassar até R$ 15 mil a atletas que ocupam os 20 primeiros lugares dos rankings mundiais em suas modalidades. Além disso, haverá investimento na equipe multidisciplinar dos atletas e até em compra de equipamentos. Esta é a parte boa da história.

O que para mim não parece fácil de atingir é a tal meta traçada pelo governo. Antes dos Jogos de Londres, o ministro Aldo Rebelo já tinha acenado com esta colocação do Brasil entre os dez primeiros do quadro de medalhas como uma meta a ser buscada. Acho justo, o problema é que o plano que o governo colocará em prática no próximo ciclo olímpico parece com algo desesperado para se evitar um grande vexame nos Jogos do Rio 2016.

No esporte, simplesmente despejar dinheiro em busca de resultados de expressão não funciona. No esporte olímpico então, a coisa é ainda mais complicada. Só para tomar um exemplo recente, a Grã-Bretanha, que cumpriu brilhante campanha em casa agora, começou a fazer um investimento pesado após fracassar em Atlanta 1996, ou seja, 16 anos depois.

Portanto, o segredo é trabalho a longo prazo. Não serão estes endinheirados quatro anos que vão tirar o Brasil do 22º lugar do ranking olímpico para se tornar Top 10. É bom que isso fique bem claro na hora de cobrarem resultados em 2016.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

Compartilhe: Twitter

Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última